General Fernando Azevedo e Silva diz que Forças Armadas “não são um ente político”

Azevedo disse não é o papel do Ministério reprimir manifestações

Natália Portinari
O Globo

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse que sobrevoou de helicóptero uma manifestação no fim do maio ao lado de Jair Bolsonaro porque esse é o “papel” que lhe cabe. Ele evitou fazer juízo de valor sobre os pedidos por intervenção militar dos manifestantes.

“Eu voei com o presidente, voei, é o papel que me cabe, o presidente me convida, eu como representante político das Forças Armadas, vou. Na manifestação, eu não fui”, disse. O ministro disse que não é o papel do Ministério da Defesa decidir reprimir ou não esse tipo de manifestação antidemocrática, e sim aos órgãos de segurança pública, e frisou que as Forças Armadas seguem a Constituição Federal de 1988.

ENTE POLÍTICO – “Manifestação tem acontecido, manifestação pró, manifestação contra. As Forças Armadas não são um ente político. Representam um organismo de Estado. Nós temos um regramento jurídico que é a Constituição de 88. Se existe alguém que cumpriu fielmente o regramento jurídico e democrático foram as Forças Armadas”, afirmou.

O ministro foi questionado sobre o assunto em coletiva da pasta nesta quinta-feira, quando fez um balanço das ações das Forças Armadas no combate à pandemia realizadas nos últimos 90 dias.

ARTIGO 142 – Questionado sobre a interpretação de bolsonaristas radicais que entendem que o artigo 142 da Constituição Federal permitiria a intervenção das Forças Armadas como “poder moderador”, tese negada pela maioria dos juristas, o ministro evitou se posicionar.

Segundo Azevedo e Silva, há “uns que acham isso” do artigo 142, como Ives Gandra Filho, e as Forças Armadas “sempre mantiveram o papel delas” em momentos de crise após a aprovação da Constituição de 1988. Ele citou os dois processos de impeachment desde então. “Não nos metemos em nada além do artigo 142, e do art 2º que determina que os Poderes têm que ser harmônicos, independentes”, finalizou.

One thought on “General Fernando Azevedo e Silva diz que Forças Armadas “não são um ente político”

  1. O Sr. Ministro da Defesa Gen. Ex. FERNANDO AZEVEDO E SILVA, fala em Teoria, porque na prática desde a Proclamação da República pelo Mal. DEODORO DA FONSECA seguido pelo segundo Presidente Mal. FLORIANO PEIXOTO vencedor da Guerra Civil e consolidador da República, Presidente Mal. HERMES DA FONSECA, o movimento TENENTISTA , A Coluna PRESTES, dos anos 1920 à Revolução de 1930, o Contra-Golpe do Gen LOTT e Gen. DENYS de 1955 para assegurar posse ao dinâmico Presid. JUSCELINO KUBITSCHEK a quem perdoamos tudo, tudo, porque amava de verdade o Povo Brasileiro e fez Desenvolvimento ” mesmo as caneladas”, o Veto do Gen DENYS à posse do Vice-Presid. JOÃO GOULART em 1961 e mudança de Regime para o República Parlamentarista, o Movimento Cívico-Militar de 31 Mar 1964 que resultou em 21 anos de Regime Autoritário de grande Desenvolvimento, etc, etc. nossas FFAA, especialmente o Exército, no Brasil, sempre funcionaram como um verdadeiro “Partido Político Nacionalista-Conservador-Progressista-Industrialista”.

    E prestaram sempre um grande serviço ao DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO-SOCIAL do BRASIL.

    Eu me pergunto? Se as FFAA são em maioria adeptas do “Nacional-Desenvolvimentismo Industrialista”, que de 1930 – 1985 gerou crescimento econômico médio de 7,5%aa, como apoiam agora o Governo BOLSONARO/MOURÃO que tem viés “Neo-Liberal” e que nos últimos 20 anos geraram crescimento Econômico de 2,5%aa.

    É que entendem que por erros estratégicos do Nacionalista Presid. GEISEL (1974 -1979), e má Administração da Presidenta DILMA ( 2010 – 2016), o Modelo Nacional-Desenvolvimentista Industrialista se esgotou, e o Estado inchou a ponto de consumir +-45% do PIB.

    Sabem que o Estado tem que ser reduzido em relação ao PIB, mas estão aí fazendo marcação cerrada junto com o Congresso, ao Min. da Fazenda Dr. PAULO GUEDES, para fazer a transição ferindo o mínimo possível os Interesses Nacionais.

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