General que assumiu o Dnit em agosto já vai responder a uma sindicância sobre corrupção da ONG criada por ele.

Carlos Newton

A Controladoria-Geral da União (CGU), dirigida pelo ministro Jorge Hage, continua dando belas demonstrações de eficiência e de respeito ao interesse público. Na quarta-feira, instalou uma sindicância para apurar novas denúncias de irregularidades envolvendo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), antes mesmo que o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), apresentasse à Procuradoria-Geral da República uma representação contra o atual diretor-geral do Dnit, general Jorge Ernesto Pinto Fraxe.

Como se sabe, em sua última edição, a revista “Veja” denunciou o general Fraxe por ter criado em 2009 uma ONG – o Instituto Nacional de Desenvolvimento Ambiental (Inda) – que está envolvida no pagamento de propina de R$ 300 mil para fechar um contrato com o próprio Dnit. Na época da criação da ONG, Fraxe ainda não dirigia o órgão, mas, como diretor de obras do Exército, tinha pleno conhecimento sobre como atua o departamento do Ministério dos Transportes.

Na terça-feira, o Ministério dos Transportes informou que esperaria uma notificação do Tribunal de Contas da União (TCU) para decidir que providência tomar quanto ao diretor-geral do Dnit. Mas, diante da grande repercussão da notícia da “Veja”, o próprio ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, teve de solicitar à Controladoria-Geral da União a apuração das denúncias.

A comissão da CGU encarregada da apuração terá 30 dias, prorrogáveis por mais trinta, para concluir o trabalho. Em nota, a Controladoria informa que, em caso de confirmação de indícios de irregularidade de servidores federais, a sindicância poderá propor a abertura de um processo administrativo disciplinar ou outro procedimento de natureza punitiva.

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