Gilberto Freyre e os médicos cubanos

Percival Puggina

Recebo carta de leitor disposto a ensinar-me que o convênio para admissão de médicos estrangeiros no Brasil prevê que eles sejam acompanhados pelas famílias. Como se eu não tivesse lido a Medida Provisória nº 623 de 19 de julho de 2013! Está ali, sim, com todas as letras, que o Brasil reconhece o óbvio direito do estrangeiro admitido no programa Mais Médicos de se fazer acompanhar por cônjuge e filhos enquanto prestar serviços ao nosso país.

O problema que ao missivista pareceu irrelevante é este: enquanto os profissionais de quaisquer outras procedências exercerão esse direito, os cubanos são os únicos aos quais ele é vedado, não aqui, mas no país de origem. O doutor vem, mas a família fica lá, como garantia de retorno do cativo a seu dono e senhor, o Estado marxista-leninista de Cuba. O que a Medida Provisória de Dilma permite não está previsto nas Cartilhas do Cárcere do governo cubano. Há gente que pensa que os outros não pensam.

A vergonhosa manifestação promovida por alguns médicos brasileiros contra os cubanos que desembarcaram em Fortaleza foi um self-service bem fornido para proveito dos formadores de opinião que atribuem a preconceitos ideológicos qualquer atitude avessa à agenda petista. Como se a defesa dos interesses do petismo estivesse associada aos mais translúcidos e elevados ideais humanos! Ou, como se essa defesa fosse gerada por um ambiente filosófico e político blindado à mais tênue contaminação ideológica. Me poupem.

ESCRAVO???

O site da revista Carta Capital na última quarta-feira deu destaque ao recém chegado Dr. Juan Delgado. “Não sei porque nos chamam de escravos”, exclamou ele, observando que não vem tirar trabalho de ninguém e que todos irão para onde os médicos brasileiros não querem ir. Tem razão em parte, o Dr. Juan. A atitude dos seus colegas cearenses foi deplorável grosseria. Por outro lado, é irremediável a situação do escravo que sequer tem consciência de ser escravo. Danosa, também, a matéria da revista, claro, por não informar o leitor sobre a escravidão que o regime castrista impõe aos cidadãos da ilha.
Carta Capital faz malabarismos. Também ela pensa que os outros não pensam.

A presidente Dilma veio às falas naquele estilo que não dá bola para sujeito, predicado e complemento: “É um imenso preconceito esse que algumas vezes a gente vê sendo externado contra os médicos cubanos. Primeiro, é importante dizer que os médicos estrangeiros, e aí não só os cubanos, porque tem cubano, argentino, uruguaio, espanhol, português, tem de várias nacionalidades. Esses médicos vêm ao Brasil para trabalhar onde os médicos brasileiros formados aqui não querem trabalhar”.

VENDIDOS EM LOTES

Pois é, presidente, também a senhora não percebe. Argentinos, uruguaios, espanhóis e portugueses vêm ao Brasil de livre e espontânea vontade e são admitidos no programa individualmente, um a um. Já os cubanos, são tratados como gado de curral, vendidos aos lotes. Recebem pequena fração do que seus outros colegas embolsam enquanto a parte robusta do ervanário gerado por seu trabalho vai para os cofres de Havana. (Nota: Repete-se aqui, com os médicos, o tipo de locação com que o regime de Havana servia a Moscou jovens soldados, como bucha de canhão, nas guerras e guerrilhas que os soviéticos mantinham ou subsidiavam na África.) Considerar que os cubanos merecem tão desumano e depreciativo tratamento é muito mais do que preconceito. É maldade e perversão.

Critique os manifestantes de Fortaleza, presidente. Mas dê uma olhada no que a senhora e os stalinistas de seu governo andam fazendo. Seu Advogado Geral da União já avisou que para os médicos cubanos não haverá asilo… Pergunte à ministra Maria de Rosário o que ela acha disso tudo na perspectiva dos Direitos Humanos. E se ela disser que concorda, despache-a com aquela sua caneta (retrátil, é verdade) de assinar demissões. Lembrei-me de Gilberto Freyre. Brasília, nesta alvorada do século 21, tornou-se a nova Casa Grande que contrata e paga por cabeça na senzala cubana.

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34 thoughts on “Gilberto Freyre e os médicos cubanos

  1. O que Percival coloca em seu artigo são fatos irrefutáveis.
    Mas de que valem fatos para essa gente capturada por religiões ou ideologias, o que dá no mesmo, pois elas são produtos do ideal, essa doença que surgiu quando o Homem adquiriu um mecanismo conhecido como mente ou consciência. Com ela o humano se desligou definitivamente da realidade presente e se afundou nas águas obscuras do passado e do futuro. Perdeu o paraíso.
    Enfim, para um religioso, principalmente aquele que luta pelo poder político, não interessam fatos e sim o futuro que imagina e , muitos deles se deram bem, como os castros que ficaram donos de uma ilha com escravos para lhes servirem.

  2. Não concordo com o articulista. Por que o governo brasileiro não oferece aos que aqui se formam 10 mil reais, moradia e alimentação, como é o contratado com argentinos, uruguaios, portugueses, espanhois e cubanos?
    Como 2 + 2 são 4, tenho certeza que eles iriam para qualquer interior deste imenso Brasil. Quero ver um médico do programa Mais Médicos, trabalhando no SUS e recebendo o que os brasileiros do Sistema recebem!!

  3. Conclusão.
    Que morram os nortistas e nordestinos.
    Que não tenham, jamais, qualquer tipo de assistência médica, social ou familiar.
    Que permaneçam à espera de sensibilidade e compaixão que nunca virão.
    Que adoeçam, sofram, sejam torturados, sejam famintos, sedentos de tudo, excluídos e abandonados.
    Que morram de malária, febre amarela, tifo, diarreia e todas as demais pestes.
    Que jamais ouçam uma voz dizendo “estou aqui para te ver e te acudir”.
    Que aguardem as leis que permitam um amparo legal, em conformidade com os parágrafos Y, incisos Z, M e P, da Constituição Federal, e mais as Normas Declaratórias que permitam a correta aplicação os aditivos B, C e E.
    E … que tratem de morrer logo, ou estarão enchendo o saco de muita gente!!!

  4. O que se coloca aqui não é contra a presença de médicos, mesmo cubanos, no locais onde faltam esses profissionais e sim a hedionda condição de escravos que estão submetidos os médicos cubanos.
    Enfim, nada contra médico de qualquer país, desde que não sejam escravos. Isso é contra os direitos humanos assim como deixar sem assitência médica o povo carente do Brasil.

  5. FERREIRA GULLAR

    O mundo muda
    Quanto mais radical for o militante, mais dificilmente admitirá que o seu sonho acabou

    Os ideais de esquerda nasceram em meados do século 19 e ganharam corpo no começo do século 20, com a revolução de 1917. Com o nascimento da União Soviética, o ideal comunista ganhou corpo, deixou de ser mera utopia para se tornar realidade.

    O sonho de uma sociedade igualitária, em que os trabalhadores seriam os dirigentes da nação e em que a mais-valia reverteria em benefício da sociedade e não de alguns burgueses ricos, parecia enfim concretizar-se.

    É verdade que as primeiras décadas do socialismo soviético não apresentaram resultados muito positivos, mas para quem acreditava na sociedade igualitária, os problemas seriam em breve resolvidos.

    O fato é que a simples existência da URSS já provocara importantes mudanças nos países capitalistas que trataram de atender a algumas reivindicações do trabalhadores.

    A deflagração da Segunda Guerra Mundial, provocada pela Alemanha nazista, tumultuou o processo e provocou uma inesperada aliança entre os países capitalistas avançados e a União Soviética, o que adiou o conflito entre socialismo e capitalismo que, finda a guerra, levaria um mundo à chamada Guerra Fria e à beira de um conflito nuclear, o que felizmente não aconteceu.

    Nesse período, o capitalismo se desenvolveu e derrotou economicamente o socialismo, levando ao fim da União Soviética e do sistema comunista que havia surgido no pós-guerra. A partir de então, o sonho revolucionário dos partidos comunistas disseminados pelo mundo inteiro se desfez. Não era mais possível, sensatamente, continuar lutando por um ideal de sociedade que fracassara.

    Deve-se admitir, no entanto, que não é fácil abrir mão das utopias, dos projetos concebidos e aceitos como salvação da sociedade, o fim da desigualdade, o reino da felicidade sobre a Terra.

    Tais utopias equivalem a crenças religiosas, de que dificilmente as pessoas abrem mão. Elas são, ademais, tanto uma como outra, o que dá sentido à existência. Para alguns é isso, para outros, a afirmação de valores ideológicos aos quais entregaram a vida. Há aí, sem dúvida, uma mistura de autoafirmação e autoengano.

    Isso explica o que aconteceu com as esquerdas em diferentes países, inclusive o Brasil. Deve-se observar que quanto mais radical for o militante, mais dificilmente admitirá que o seu sonho acabou. Em setores da esquerda moderada, algumas mudanças na máquina capitalista aparecem como uma opção admissível, mas não para a esquerda radical que, por isso mesmo, defronta-se com um impasse: sabe que a revolução se tornou inviável mas teima em não aceitar a verdade. O que não significa que devamos aceitar os abusos do capitalismo.

    E então nasce o neopopulismo que é, no fundo, a tentativa de manter o poder, dentro do regime capitalista, mas contra ele. Como isso tornaria o governo inviável, toma decisões contraditórias, para mostrar-se de esquerda e ao mesmo tempo atender às exigências do capital.

    O que ocorre na Venezuela é exemplo disso, onde tal ambivalência conduziu o país a um impasse econômico que se agrava a cada dia. A verdade é que ou o novo governo muda de rumo ou leva o país ao caos econômico e social.

    O que sucedeu na Venezuela começa a acontecer no Brasil, claro que em escala diversa, dada a natureza distinta dos dois países, tanto histórica quanto econômica.

    Aqui, certamente, não surgirá um novo Hugo Chávez nem teremos uma sucessão presidencial tão surrealista quanto a que ocorreu ali. De qualquer modo, a atitude ambivalente do governo petista –que governa com a direita e finge que é de esquerda– se mantém e compromete o crescimento do país.

    Esse é um aspecto da questão que envolve o que restou da esquerda radical. É que ela chega ao fim tanto pelo esvaziamento ideológico quanto pela idade de seus líderes: Lula e Dilma não têm como seguir adiante por muito tempo.

    Em suma, embora ainda haja quem teime em se dizer esquerdista, nenhum político profissional que pretenda de fato ascender no cenário nacional insistirá em repetir os chavões que saíram de moda.

    Quem pretenda fazer carreira política seguirá outro caminho. Uma geração não ideológica –que nada tem da herança utópica surgida com Karl Marx– assumirá o poder no futuro.

  6. Me sinto bem com nada mais nada menos com um Ferreira Gullar. Uma das poucas cabeças pensantes deste país.
    Ele não inventa. Constata.
    Viveu o comunismo e sofreu na pele por isso.
    Morou na URSS e sentiu na carne o que foi aquilo.
    Sabe o que fala, para tristeza dos religiosos.

  7. Uma pergunta fica no ar para os defensores da religião marxista responderem: Se Cuba é uma democracia, por que, então, o Advogado Geral da União se apressou em dizer que os “médicos” cubanos não terão direito a asilo? Por que os “médicos” pensariam em fugir de um regime “democrático”?
    Coloco “aspas” em médico, porque lá em Cuba, segundo denúncia da revista Catolicismo, eles seriam agentes secretos da ditadura dos irmãos Castro.

  8. Sera que investigações semelhantes serao efetuadas em todo Brasil ?

    ” SBT mostra farra … em hospital público do Rio

    http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/34506/SBT-mostra-farra-de-medicos-em-hospital-publico-do-Rio.html
    http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/34659/Apos-reportagens-do-SBT-dez-medicos-sao-afastados-.html
    http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/30506/SP-Medicos-fraudam-controle-de-presenca-em-unidade-do-SAMU-.html
    http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/34534/Medicos-que-aparecem-em-reportagem-do-SBT-Brasil-sao-afastados.html

    Quem vai reclamar de estrangeiro com um serviço assim ?

    Acho que deveria ser colocado na entrada das unidades de saúde o nome e horário de trabalho de todos os médicos , com um 0800 para reclamar de quem faltar, para que o povo, que paga tudo através de impostos leoninos , saiba e fiscalize .

  9. “Um escravo virá cuidar de mim? Existem escravos cuidando de gente ‘que nem que eu’ em 103 países? Os escravos cuidarão das minhas feridas? Os escravos conversarão comigo? Os escravos … virão até aqui … onde moro/sobrevivo/passo fome e sede …?
    Virão mesmo? Mas … nunca ninguém veio aqui, ninguém sabe nem que eu existo …”
    Ouvi este depoimento do Zé do Suplício e da sua mulher, Chica Calvarina, habitantes do vilarejo “Morte Matada”, no interior da cidade de Num Tão Nem Aí Pranóis”.
    Insistentes, esses caras. Insistentes, os escravos. Morram logo!!! E parem de uma vez de torrar a paciência da gente!!!

  10. A escravidão é crime previsto em lei, inclusive na convenção dos direitos humanos da ONU, assim como deixar pessoas carentes sem assistência médica ou alimentar.

    Assinado
    Mauro Julio Vieira

  11. PROVA CABAL da escravidão:

    As famílias dos médicos cubanos não poderão acompanhá-los. Ficarão como reféns em Cuba.

    Os médicos cubanos já foram advertidos por seus senhores ou algozes que, definitivamente não terão asilo.

  12. Quer dizer que o problema são os cubanos ?

    Bem, o povo dos lugares longínquos agradece, pois estão dizendo que – com exceção dos médicos cubanos – TODOS OS OUTROS SÂO BEM VINDOS ? É isso ? Ah, Dilma também agradece.

  13. O Sr. Almerio usa o que se chama falácia , termo,da dialética onde encontramos vários subtipos. Neste caso ele usa o apelo a emoção, uma das mais comuns neste tipo de assunto.
    Não se preocupa em argumentar consistentemente mas sim apelar para destruir qualquer argumento alheio.
    Talvez funcione com os incautos lá do PT mas aqui, onde se pensa, não.

  14. Vamos começar com o torcedor que não sabe ler ou não entende o que lê:

    A,e,i,o,u

    abecdefegehi…..

    A ave voa

    O rato roeu a roupa do rei

    vovô viu a uva

    o problema aqui é de alfabetização ou pior, psiquiátrico

  15. Botafoguense, saudações.
    Você definiu tudo e muito bem.
    Percebeu que a baba raivosa que escorre pelos cantos da boca dos sectários … pretende ser mortal. É o ódio em ação.
    Vale um exemplo, Botafoguense, entre tantos outros:
    Em Portugal, em Portugal!!!, a Câmara Municipal de Odemira – São Teotônio, Saboia e Vilanova de Milfontes – manifestou o descontentamento da população pela saída de cinco médicos cubanos. O “Concelho de Odemira” disse que eles deixaram 14 mil utentes sem atendimento …
    A monstruosidade, a bestialidade, o Horror, o ódio, a mente doentia e escravizada pela boçalidade, é contra os cubanos, tão somente contra os cubanos.
    E … pela primeira vez o mundo pode ver “escravos” felizes e sorridentes, bem vestidos e bem nutridos, com experiência comprovada em dezenas de países no “porta a porta” em residências. E … é ESTA experiência que está chegando aqui e agora.
    Botafoguense, os piores escravos são os escravos das suas doenças mentais: eles ficam a repetí-las e repetí-las e repetí-las, sempre com as mesmas palavras, demonstrando, nesta angústia e servidão passiva aos seus instintos primitivos e selvagens, que eles repelem-se a si mesmos.
    São pessoas repugnantes. Se a mãe destas pessoas estiver urgentemente necessitando de um médico … e se o médico for cubano … elas dirão (certamente): “Mamãe, morra! Não permitirei que você seja salva por um médico cubano”

  16. acabou o recreio.

    2 laranjas + 2 laranjas = 4 laranjas.

    a, e, i, o, u

    a ave voa.

    Eva viu a uva.

    e por aí vai

    aula acabou.

    Encaminhem para o setor de psiquiatria para tratar da histeria

  17. José Fernando, saudações.
    Já estive em muitas cidades desassistidas e abandonadas do Brasil, pessoalmente. Faço palestras, promovo encontros. Não sou médico, apenas procuro conduzir uma mensagem fundamentada na “Saúde Primeira”, como a chamo: Motivação e Entusiasmo Pela Vida.
    Se me emociono com o quadro que vejo? Claro.
    Em tempo: não sou vinculado a partido algum.
    Bom final de domingo.

  18. Pois é. Todo “médico cubano” é obrigado a deixar a família em Cuba, como refém. Se você for atendido por um deles, o “médico cubano” vai receber uma mensagem no celular: Mate o “Percival Puggina” ou alguém da sua família morrerá, em Cuba. Não acreditas? Por que você acha que dos mais de 200 países do mundo só uns cinco (Brasil, Bolívia e Venezuela) aceitam estes “médicos cubanos”?

  19. Cartilha – Letra b :

    ba be bi bo bu

    Construa frases iniciando com as sílabas acima:

    Babaca é o Mauro Julio Vieira
    Bobo é o Mauro Julio Vieira
    Bicha é o Mauro Julio Vieira
    Boiola é o Mauro Julio Vieira
    Burro é o Mauro Julio Vieira

    CN : peço o direito democrático de resposta.

  20. Almério:

    Juro como jamais votei em nenhum dos presidentes do Brasil e nem faço propaganda para político algum.

    Ora, leio que todos se revoltam contra os cubanos mas nada se fala de norteamericanos, espanhóis, argentinos etc. Logo, não há coisa alguma contra estes.

    Vai um imbecil que nunca vi na vida querendo tirar uma onda. Que idiota !

  21. Só a psiquiatria pode resolver algumas coisas, pois deixei bem claro que sou a favor de qualquer médico de qualquer país, mas o assunto aqui é o sistema escravagista cubano, que mantém as famílias dos médicos como reféns e já foram avisados que não haverá asilo.

    Quando não se entende uma consideração clara como esta, que se pode fazer?

    Por esses desentendimentos por parte de afetações emocionais desequilibradas a gente pode até ser assassinada. Pois sem querer a gente mexeu com religiosos e para eles as pessoas são boas ou más. No caso eu sou o mau. Assim em nome da salvação eu devo ser executado.

  22. Publicado no http://www.midiasemmascara.org

    Cuba: potência médica?
    ESCRITO POR YOEL ESPINOSA MEDRANO | 29 AGOSTO 2013
    NOTÍCIAS FALTANTES – COMUNISMO

    As pias escorrem água pelo chão, os sanitários apresentam deterioração, as camas constituem verdadeiras torturas para os que estão para fechar os olhos para sempre.

    A maioria da população já não acredita no conto de que Cuba é uma potência médica. Creia-me, amigo leitor, a saúde em Cuba está de pernas para o ar.

    O Sistema de Saúde Pública cubano atravessa um momento crítico. A realidade assalta cada hospital onde os enfermos se chocam com a triste realidade de não receber uma atenção médica adequada.

    Embora se diga que a assistência médica em Cuba é gratuita, há meses que se divulga o custo das consultas, check-ups e internações em hospitais. A Saúde Pública cubana se privatiza, por baixo dos panos.

    A corrupção impera. Os médicos especialistas, após consultar pacientes, recebem tantos “presentes” que não podem carregá-los sem ajuda, isso sem contabilizar o dinheiro em espécie que levam em seus bolsos. As cirurgias estéticas e implantes bucais não se realizam se os pacientes não soltam a grana.

    O doutor Márquez, à frente de implantes bucais no Hospital Arnaldo Milián de Villa Clara, é um exemplo vivo. Lá, embora te realizem uma revisão e preencham tremenda papelada, não realizam o implante se o dinheiro não está na frente. Com muita sorte te convertes em bucha de canhão para aprendizes estrangeiros que trazem os materiais e vêm praticar em Cuba.

    Missões no exterior
    A desmedida exportação de trabalhadores da saúde para o exterior é a causa de falta de pessoal médico. No encerramento de 2012, mais de 31 mil trabalhadores da saúde cubana estavam em terras venezuelanas, negócio redondo para o governo que paga um mísero salário aos “cooperantes”, como chamam os médicos e enfermeiras no exterior.

    Para sair para trabalhar no exterior, se não tens uma mão amiga “acima”, quer dizer, nas direções estaduais e nacionais do ramo, tens que subornar, em sua grande maioria, aos que outorgam a saída.

    A corrupção dos dirigentes converteu-se em uma máfia organizada. O pessoal aspirante a trabalhar no exterior deve ser liberado primeiramente por diretores do centro trabalhista, quer seja hospital ou policlínica. Daí para cima, pelos diretores municipais ou estaduais de saúde. Existem casos que só o ministro do ramo autoriza.

    “Senhor Dinheiro” sempre joga seu papel. Comenta-se que uma “missão” equivale a comissões entre 300 e 500 CUC [1], ou algum eletrodoméstico de qualidade como computador, tv de tela plana, segundo o que prefiram os que têm a chave da saída. As missões para a África são mais caras do que as da América Latina. Lá pagam melhor. Não se deve esquecer que existem os requisitos indispensáveis:ser confiável politicamente e passar no filtro da Segurança do Estado que é quem dá a última palavra.

    O Arnaldo Milián Castro por dentro
    Segundo dados oficiais, o Ministério de Saúde Pública em Cuba conta com uns 800 grupos de trabalho para resgatar o programa do Médico da Família que conta com mais de 11.500 consultórios médicos. A maioria em um estado crítico da edificação e com carências de pessoal e material.

    Em Santa Clara, anúncios de publicidade alardeiam a qualidade dos centros de saúde. Os posters são chamativos e até estimulam a visitar os locais. Só que ao chegar se choca com outra realidade.

    Após percorrer o Hospital Arnaldo Milián de Castro de Villa Clara, o resultado assusta. Na sala de cuidados intensivos, onde internam pacientes com etiqueta de morte, as condições são apavorantes. Chamam a sala de “o matadouro”.

    Quatro cubículos com cinco camas cada um, sem ar condicionado – há mais de um ano. O único desfibrilador, com defeitos técnicos. Até os ventiladores brilham por sua ausência. Só um monitor (cardíaco) corre de um paciente para outro. Tiram-no do que ainda o necessita para outro que está pior.

    As pias escorrem água pelo chão, os sanitários apresentam deterioração, as camas constituem verdadeiras torturas para os que estão para fechar os olhos para sempre.

    Este exemplo mostra que o sistema de Saúde Pública em Cuba está muito longe de ser o que foi um dia. A maioria da população já não acredita no conto de que Cuba é uma potência médica. Creia-me, amigo leitor, a saúde em Cuba está de pernas para o ar.

    Comentário muito pertinente de uma leitora cubana ao artigo acima:

    Tenho que comentar que há seis anos nasceu meu sobrinho no Hospital de Villa Clara. Eu viajei imediatamente para lá e conto-lhes que as condições são deprimentes, o banheiro é um asco, há um tanque todo oxidado para lixo e a água suja das toalhas sanitárias ensangüentadas das mães que davam à luz escorre pelo mesmo, já que está com o fundo furado.

    As BARATAS correm por todos os lados. Na verdade tivemos muita sorte de sair dali com nosso bebê bem. De qual saúde fala o país? Em lugar de estar feliz pela chegada do bebê, eu estava desmaiando, tinha que descer e caminhar umas quadras para ir a um banheiro em um “Rápido”.

    Há alguns meses viajei com minha filha pequena de 2 anos que adoeceu, tinha febre e falta de ar e levei-a imediatamente ao pediátrico que tem em Marianao. Quando cheguei, me disseram que tinha que ir a outra sala para que a atendessem porque os médicos de plantão não podiam atendê-la (em nenhum momento lhe mediram a temperatura), a menina estava chorando e eu também…

    Subimos e descemos pelos elevadores porque as grades estavam fechadas, subimos escadas e eu desesperada com minha filha. Quando chegamos ao suposto lugar, resulta que era a sala para estrangeiros, que tinha que pagar a consulta de 30 CUC e o medicamento também em CUC.

    Obviamente minha paciência chegou ao fim disse-lhe que ia denunciá-los, que eu sou cubana e que tenho os mesmos direitos que os que estavam no atendimento do plantão. Comecei a reclamar e então, depois que um doutor imbecil me deu um sermão, me passaram e a atenderam. A verdade é desesperadora. A nós que vivemos no estrangeiro NÃO nos dão o dinheiro, trabalhamos muito talvez mais que os doutorzinhos que estão sentadinhos lá esperando que lhes chegues com um presente ou lhes pague por isso, e porque não me deu na telha NÃO lhes paguei nem um centavo. Espero não passar por essa situação outra vez. Agora trato de levar o remédio de minha filha e curá-la em casa.

    Nota da tradutora:
    [1] Em Cuba, desde 1994 existem dois tipos de moeda que só têm valor dentro da ilha: os Pesos Cubanos, de valor inferior e que se usam nos mercados, feiras, farmácias etc., e os CUC (Peso Cubano Convertível) que se usam nos hotéis, lojas, hospitais, tudo o que somente o estrangeiro tem acesso. 1 dólar custa, em valores estimados em 25 de agosto de 2013, data em que este artigo foi publicado, 0,96749 CUC. Se a pessoa quer trocar dólares em espécie por CUC, sofre um acréscimo de 10%.

    Tomando-se como base estes valores, cuja fonte é do próprio Banco Central Cubano, e tomando-se a conversão do dólar ao real na base de R$ 2,40, temos que 300 CUC equivalem a R$ 698,40 ou se 500 CUC, R$ 1.164,00, que é o valor máximo que cada médico cubano receberá no Brasil, através da ditadura castrista, por sua participação no programa “Mais Médicos”.

    Fonte: http://www.cubanet.org/?p=48263

    Tradução: Graça Salgueiro

    Os artigos publicados com assinaturas no MSM são de responsabilidade exclusiva de seus autores, e podem ser reproduzidos com a devida citação da fonte.

  23. Dalton C Rocha, saudações
    Os médicos cubanos estão em 103 países.
    A jornalista Mônica Bérgamo esteve recentemente na Venezuela e viu 20 mil médicos cubanos em ação. Povo feliz e satisfeito, como em Portugal e outros países. Quando vêm aqui na Fundação Ataulpho de Paiva (São Cristóvão), o fazem para nos dar orientação em vacinas, segmento no qual estão anos luz à frente de praticamente todo o resto do mundo – segundo a OMC. Como meu irmão foi superintendente da FAP, pude conhecer e conversar com muitos deles.
    Os rapazes vêm e vão embora, numa boa, há muitos anos. E nós agradecemos pela excelência dos serviços prestados (claro).Meu irmão esteve em Havana com Fidel, bebeu cafezinho com ele, que desfilava tranquilo em meio aos seus funcionários. Meu irmão disse: “Se algum deles quisesse dar uma facada no Fidel, faria isto tranquilamente, pois ele conversa com todos, sem qualquer tipo de segurança” …

  24. Com fanáticos não tem jeito. Eles ficam de quatro diante de um semelhante. Adoram. Chegam ao orgasmo.

    Não me submeto a nada e a ninguém. Eis a diferença crucial que torna proibitivo que eu tenha relações com pessoas que aceitam a escravidão. A submissão de si e dos outros.
    Para mim isto é hediondo. Causa nojo.
    Nada pessoal. Questão de princípios.

  25. Pelo jeito, a velha palhaçada dá mãos a estupidez para juntos propagarem mentiras. Como são infames, os delírios dos imbecis que adoram inventar histórias para adular quem está no poder. Quero ver quem vai visitar os mensaleiros na cadeia?

  26. Mauro Julio Vieira não existe. É um nome fake.
    Deve ser um internado numa clínica de doentes mentais que … na hora de tomar sol … arranja um computador … e digita ISSO que lemos todos os dias. Só pode ser. Os delírios do cara vão se acentuando … se acentuando … olhem … a qualquer momento ele poderá cometer um ato tresloucado e atear fogo às vestes!!! E seremos todos responsáveis!!!
    A essa hora … ele está lá … na sua camisa de força … babando … Mas, calma, Mauro!!! A enfermeira já já vai te dar um sorvete, para você espremê-lo contra a sua própria testa!!! Afinal, a mente mente para a própria mente que também mente!!! É tudo uma questão de religião!!!
    (e se a enfermeira for cubana? hein??? hein???)
    Pessoal, no fundo no fundo o cara até nos diverte!!! Sério!!!

  27. O fascismo do PT contra os médicos – LUIZ FELIPE PONDÉ
    FOLHA DE SP – 02/09

    Os judeus foram o bode expiatório dos nazistas. Nossos médicos são os “judeus do PT”

    O PT está usando uma tática de difamação contra os médicos brasileiros igual à usada pelos nazistas contra os judeus: colando neles a imagem de interesseiros e insensíveis ao sofrimento do povo e, com isso, fazendo com que as pessoas acreditem que a reação dos médicos brasileiros é fruto de reserva de mercado. Os médicos brasileiros viraram os “judeus do PT”.

    Uma pergunta que não quer calar é por que justamente agora o governo “descobriu” que existem áreas do Brasil que precisam de médicos? Seria porque o governo quer aproveitar a instabilidade das manifestações para criar um bode expiatório? Pura retórica fascista e comunista.

    E por que os médicos brasileiros “não querem ir”?

    A resposta é outra pergunta: por que o governo do PT não investiu numa medicina no interior do país com sustentação técnica e de pessoal necessária, à semelhança do investimento no poder jurídico (mais barato)?

    O PT não está nem aí para quem morre de dor de barriga, só quer ganhar eleição. E, para isso, quer “contrapor” os bons cidadãos médicos comunistas (como a gente do PT) que não querem dinheiro (risadas?) aos médicos brasileiros playboys. Difamação descarada de uma classe inteira.

    A população já é desinformada sobre a vida dos médicos, achando que são todos uns milionários, quando a maioria esmagadora trabalha sob forte pressão e desvalorização salarial. A ideia de que médicos ganham muito é uma mentira. A formação é cara, longa, competitiva, incerta, violenta, difícil, estressante, e a oferta de emprego descente está aquém do investimento na formação.

    Ganha-se menos do que a profissão exige em termos de responsabilidade prática e do desgaste que a formação implica, para não falar do desgaste do cotidiano. Os médicos são obrigados a ter vários empregos e a trabalhar correndo para poder pagar suas contas e as das suas famílias.

    Trabalha-se muito, sob o olhar duro da população. As pessoas pensam que os médicos são os culpados de a saúde ser um lixo.

    Assim como os judeus foram o bode expiatório dos nazistas, os médicos brasileiros estão sendo oferecidos como causa do sofrimento da população. Um escândalo.

    É um erro achar que “um médico só faz o verão”, como se uma “andorinha só fizesse o verão”. Um médico não pode curar dor de barriga quando faltam gaze, equipamento, pessoal capacitado da área médica, como enfermeiras, assistentes de enfermagem, assistentes sociais, ambulâncias, estradas, leitos, remédios.

    Só o senso comum que nada entende do cotidiano médico pode pensar que a presença de um médico no meio do nada “salva vidas”. Isso é coisa de cinema barato.

    E tem mais. Além do fato de os médicos cubanos serem mal formados, aliás, como tudo que é cubano, com exceção dos charutos, esses coitados vão pagar o pato pelo vazio técnico e procedimental em que serão jogados. Sem falar no fato de que não vão ganhar salário e estarão fora dos direitos trabalhistas. Tudo isso porque nosso governo é comunista como o de Cuba. Negócios entre “camaradas”. Trabalho escravo a céu aberto e na cara de todo mundo.

    Quando um paciente morre numa cadeira porque o médico não tem o que fazer com ele (falta tudo a sua volta para realizar o atendimento prático), a família, a mídia e o poder jurídico não vão cobrar do Ministério da Saúde a morte daquele infeliz.

    É o médico (Dr. Fulano, Dra. Sicrana) quem paga o pato. Muitas vezes a solidão do médico é enorme, e o governo nunca esteve nem aí para isso. Agora, “arregaça as mangas” e resolve “salvar o povo”.

    A difamação vai piorar quando a culpa for jogada nos órgãos profissionais da categoria, dizendo que os médicos brasileiros não querem ir para locais difíceis, mas tampouco aceitam que o governo “salvador da pátria” importe seus escravos cubanos para salvar o povo. Mais uma vez, vemos uma medida retórica tomar o lugar de um problema de infraestrutura nunca enfrentado.

    Ninguém é contra médicos estrangeiros, mas por que esses cubanos não devem passar pelas provas de validação dos diplomas como quaisquer outros? Porque vivemos sob um governo autoritário e populista.
    Postado pelo PERCA TEMPO – O BLOG DO MURILO.

  28. CoroneLeaks (Coturno Noturno)
    SEGUNDA-FEIRA, 2 DE SETEMBRO DE 2013
    Cai a máscara do Padilha. Agentes cubanos fiscalizarão “escravos médicos”.
    Vejam a notícia abaixo, da Folha de São Paulo. Cuba repete o mesmo esquema executado em outros países e desloca equipe de agentes para vigiar os escravos traficados para o Brasil. Por que a equipe não é brasileira? Óbvio, estes agentes são os “capitães do mato” que vem vigiar os “escravos” traficados pelo Brasil.

    A Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) estabeleceu um grupo para monitorar, avaliar e apoiar tecnicamente o programa federal Mais Médicos. A equipe terá a participação de 22 médicos cubanos especialistas na área, que ficarão sediados no Brasil. “Eles têm como principal atribuição apoiar tecnicamente e ajudar na coordenação do programa Mais Médicos. Trabalharão de maneira conjunta com equipe de gestão do programa da OPAS/OMS e com autoridades federais, estaduais e municipais”, diz a Opas, em nota publicada em seu site.

    Oito assessores ficarão baseados em Brasília; o restante será distribuído para os Estados com maior número de médicos selecionados pelo programa federal. Segundo a Opas, que intermediou a vinda de 4.000 médicos cubanos pelo programa, a equipe de monitoramento terá especialistas em medicina da família, medicina geral e administração de saúde. A ideia é que façam avaliações regulares do programa e da rede de saúde disponível. A avaliação do programa é uma das atividades previstas no termo de cooperação assinado pela Opas com o Ministério da Saúde do Brasil, que tem como objetivo principal a vinda de médicos estrangeiros ao país.
    POSTADO POR O EDITOR ÀS 19:46:00
    BLOG DO CORONEL coturno noturno.

  29. Almério , saudações, mas voce com essa de achar legal um ditador foi longe demais. O Médici também era aclamado pela população onde passava e nem se preocupava com segurança.
    calma aí. Voce parece que não se importa com fatos e sim por suas convicções.
    Assim não dá, né.
    Sinceramente acho repugnantes ditaduras. Nada pessoal. São meus princípios e até uma reação biológica mesmo com esse tipo de excrecência expelida pela mente humana.
    Abraços.

  30. Realmente eu fico sem entender se certo tipo de argumentação sentimental é de propósito, fruto de um treinamento em algum convento de freiras marxistas-leninistas patrocinado pela ditadura dos Castros ou é de natureza própria no esforço de provar que uma árvore não é uma árvore, o que leva ao auto-engano.
    Um exemplo: Marx entendia de biologia
    Fato: muito da biologia no século XIX, mesmo abordada por biólogos daquela época já foi ultrapassada. Muitos equívocos que ela continha já forma desfeitos. Hoje está quase toda reformulada.
    Enfim, um caso de esquizofrenia natural ou proposital.

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