Gilmar Mendes ironiza ameaça de ser processado pelo PT

Mendes repetiu que temos um governo de ladrões

Deu no iG

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes rebateu neste sábado (19) com humor a possibilidade de ser processado pelo PT após usar o termo “cleptocracia” para criticar os recentes casos de corrupção do governo federal. “Espero que não me imputem de ter matado o Celso Daniel”, afirmou o também vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), referindo-se ao então prefeito petista de Santo André, assassinado em 2002.

O ministro falou após dar uma palestra sobre segurança jurídica para empresários do agronegócio, realizada em Campinas (93 km da capital paulista). “O que falei é que foi criado um sistema que permite desenhar a corrupção como modelo de gestão. Isso tem um nome. É a cleptocracia”, disse.

Na sexta (18), Gilmar disse que o PT, da presidente Dilma Rousseff, tinha um “plano perfeito” para se perpetuar no poder, mas foi atrapalhado pela Operação Lava Jato. “O plano era perfeito, mas faltou combinar com os russos”, afirmou. “Eles têm dinheiro para disputar eleições até 2038.”

APARELHO DE PARTIDO

Em Campinas, ele também se defendeu das críticas da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em relação ao seu voto no julgamento do STF que barrou as doações de empresas nas eleições. “Sou de um tempo de gente que lia muito e que escrevia muitos livros. Não eram defensores de entidades sindicais. A OAB não pode virar aparelho de partido.”

Apesar de acatar a decisão dos colegas do Supremo em relação à ação (Gilmar Mendes foi voto vencido), o ministro voltou à criticá-la. “Há desgaste entre os Poderes, mas isso é algo normal. Porém, mais uma vez foi criada uma jabuticaba, algo que só existe no Brasil e não é necessariamente algo bom”, concluiu.

4 thoughts on “Gilmar Mendes ironiza ameaça de ser processado pelo PT

  1. O Ministro Gilmar Mendes não se conforma com a derrota de 8 & 3 contra o financiamento privado das campanhas eleitorais. Era o relator da matéria e sabendo que perderia o ministro segurou o processo por longos 1 ano e quatro meses.

    Entrevistado por Mario Sérgio Conti no programa diálogos em maio desse ano, quando instado pelo jornalista sobre o seu voto, disse que daria em julho, pois bem só agora tentou defender o financiamento privado de campanha por enfadonhas 4 horas no Plenário. Perdeu de goleada.

    O Legislativo é de uma incompetência magnânima, pois já deveria impedir essa prática dos juízes. O advogado quando perde o prazo, perde a causa, principalmente se deixa de interpor um recurso em defesa de seu cliente, pá os juízes não têm obrigação nenhuma. Que fazer? Com a palavra a OAB, na defesa dos direitos dos advogados.

    O financiamento privado das campanhas, gera uma distorção no sistema representativo. A consequência primeira é a de que o Legislativo não representa o povo e sim àqueles que investem em Partidos e candidatos.

    O Congresso a cada eleição se transforma na casa dos conservadores e esse eleito em 2014, ultrapassou todos os limites toleráveis. Temos a bancada das Empreiteiras, a bancada dos Planos de Saúde, a bancada dos Bancos, a bancada da Religião, a bancada da Bola. Afinal, quem representa o povo? Uma minoria de parlamentares em desvantagem astronômica nas votações da Câmara e do Senado.

    E ainda vem esse ministro nomeado por FHC, para defender a continuidade dessa falta de representação popular. É por essas e por outras, que o povo já percebeu que os parlamentares não são seus representantes. A primavera junina que ocorreu em 2013 e as passeatas que se seguiram ao primeiro ato do povo nas ruas foram descartadas as presenças de políticos. Por que será? Isso não favorece a democracia.

    Não existem argumentos sólidos na defesa do financiamento das empresas para Partidos Políticos. Quanto a corrupção, considero um erro apontar apenas um Partido, demonizando-o, quando os fatos apontam pelo menos três legendas chafurdadas na lama e um ou outro denunciado na delação premiada até da oposição.

    O STF pela sua maioria de ministros apontou o dedo para a ferida. Espero que os congressistas da Câmara entendam o recado das ruas e do Judiciário e não fiquem na contramão da sociedade visando apenas as suas carreiras e o Brasil que desça a ladeira.

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