Gleisi atribui a prisão do marido a uma jogada para garantir o impeachment

“Levaram até o computador do meu filho”, reclama Gleisi

Eduardo Bresciani e Cristiane Jungblut
O Globo

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) divulgou uma nota em sua página no Facebook afirmando que a operação que levou à prisão do seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, teria como objetivo desviar o foco do governo interino de Michel Temer. Ela afirmou ainda que a ação teria relação com o processo de impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff.

“Não me cabe outra explicação que não o desvio de foco da opinião pública deste governo claramente envolvido em desvios, em ataques aos direitos conquistados pela população. Garantir o impeachment é tudo o que mais lhes interessa neste momento”, diz trecho.

Na nota a senadora questiona a prisão do marido. “Qual risco representa ele?”, pergunta. Ela reclama ainda de os policiais terem levado o computador do filho adolescente.

RECLAMAÇÃO – O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), determinou que a Advocacia Geral do Senado ingresse junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) com uma reclamação questionando a entrada de policiais na residência da senadora Gleisi Hoffmann.

Leia a íntegra da nota:

“Hoje foi um dia muito triste na minha vida como mulher, como política e, sobretudo, como mãe. Conheço o pai dos meus filhos. Sei das suas qualidades e do que não faria, por isso sei da injustiça que sofreu nesta manhã.

Mais de 10 pessoas estranhas entraram em minha casa com ordem de busca e apreensão. Trouxeram também uma ordem de prisão preventiva contra o Paulo.

Busca e apreensão após quase um ano de início do processo?! Prisão preventiva para prevenir o que?! Uma fuga? Um conluio? Qual risco representa ele?

Desde que esse processo começou, Paulo se colocou inúmeras vezes à disposição da Justiça, sempre esteve totalmente disponível, tem endereço conhecido.

Vieram coercitivamente buscá-lo em casa, na presença de nossos filhos menores. Um desrespeito humano sem tamanho, desnecessário. Não havia nada em nossa casa que podia ser levado. Mesmo assim levaram o computador do meu filho adolescente. Fiquei olhando meu menino e pensei sobre a dor que sentia com aquela situação.

Quem nos conhece sabe que não fizemos fortuna, não temos conta no exterior, levamos uma vida confortável, porém modesta. O patrimônio que temos, parte financiado, foi comprado com nossos salários.

Não me cabe outra explicação que não o desvio de foco da opinião pública deste governo claramente envolvido em desvios, em ataques aos direitos conquistados pela população. Garantir o impeachment é tudo o que mais lhes interessa neste momento”.

12 thoughts on “Gleisi atribui a prisão do marido a uma jogada para garantir o impeachment

  1. É muita audácia da Filomena! Não, Gleisi, você e seu marido não são tão importantes assim, a ponto de desviar o foco do impeachment. Você e seu marido tinham que estar na cadeia há muito tempo, porque vocês são bandidos.

  2. Existe uma única forma de evitar isto tudo?

    TRABALHAR HONESTAMENTE!

    Agora sente a dor e desprezo… Diga-me a dor e o desprezo de milhares de brasileiros, que foram prejudicados pela corrupção e desvios que vocês fizeram, qual sua justificativa??

  3. Chega a ser impressionante a criatividade dos políticos do PT (e também do PMDB e do PP) para surrupiar o dinheiro até dos mais humildes cidadãos. Uma pessoa que precisa de empréstimo consignado só o faz porque o salário mensal não está dando para as despesas. Mas como o usuário desconfiaria que em seu contracheque estavam sendo descontados mais R& 1,50 para uma quadrilha ? Como são dezenas de milhares de funcionários que contratam crédito consignado, o total roubado mensalmente vira uma fortuna ! Os políticos do PT , desde 2003, vêm empregando, em todos os tempos e modos, o verbo roubar.

  4. Em tempos de “estupro coletivo”, a nova leva de juízes e promotores, estão praticando um tipo de estupro diferente. O estupro ao privilégio da classe que se considera a nobreza do pais. Os políticos.
    Já não reconhecem os tratamentos diferenciados dado aos que deveriam dar o exemplo de retidão aos cidadãos, mas que na verdade se resguardam em legislação altamente benevolente, criadas por eles, para a proteção na prática de crimes.
    O tal foro privilegiado tem que acabar o mais rápido possível, ou então sera desmoralizado, justamente pela justiça de primeiro grau, que pelo jeito já começa se rebelar contra tal instituto.

  5. Ladrões espertalhões.
    Sempre foi muito mais fácil tirar “tostões” de milhões” do que muitos reais de alguns.
    Ainda mais quando as contas estão nas mãos dos organizadores.
    Ficou ruim por ter sido descoberto, Um crime quase perfeito.
    Em tempo – até nesta hora usa artifícios. O preso não é seu marido mas o ex-ministro. Da mesma forma, quando chegar a vez dela, e chegará, argumentará que estão prendendo uma mulher honesta, uma mãe de família e esposa dedicada? Não! Quem estará sendo conduzida é uma senadora. Afinal, quem comete os crimes é o ocupante do cargo/função.
    Gleisi ainda não viu tudo o que terá de ver.

  6. -Os ladrões nem tocam no assunto chamado INOCÊNCIA, pois sabem que as provas são robustas e fundamentadas.
    -já nem procuram mostrar que são INOCENTES, nem ficam indignados ao serem chamados de LADRÕES.

    -Procuram apenas desqualificar as provas e as operações judiciais/policiais.

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