Goodfellas (Os bons amigos)

Jacques Gruman 

Na primeira eleição do FHC, a aliança com o então PFL foi recebida com incredulidade. Como poderia o PSDB de Mário Covas aliar-se aos coronéis do Nordeste profundo ? Em seguida, veio a frase lapidar do Príncipe dos Sociólogos: “Esqueçam tudo o que escrevi”.

Com razão, caímos de pau naquele acerto oportunista. Agora, essa página crepuscular da social-democracia brasileira foi largamente ultrapassada na mansão daquele a quem o velho Brizola chamava de filhote da ditadura. Com direito a feijoada, Lula e Fernando Haddad selaram uma aliança que entrará para a história política do Brasil (http://www.youtube.com/watch?v=EsKHIOgW3Yc&feature=related).

Nem me atrevo a comentar. Prefiro dar a palavra aos distintos aliancistas, agora amigos desde criancinhas. Tudo, como disse o dr. Paulo, “por amor a São Paulo”.

Junho de 1984: “O símbolo da pouca-vergonha nacional está dizendo que quer ser presidente. Daremos nossa própria vida para impedir que Paulo Maluf seja presidente” (Lula).

Março de 1993: “Ave de rapina é o Lula, que não trabalha há 15 anos e não explica como vive” (Paulo Maluf).

Minha pobre homenagem à Luiza Erundina, que não esperou nem um dia para pular fora dessa nau dos insensatos. Só aumenta minha admiração pelas mulheres e minha alergia aos corvos.

 

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