Governador Agnelo Queiroz, do DF, é a próxima vítima dos escândalos de Cachoeira

Carlos Newton

Confirmado: o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), é a próxima vítima. Acusado de irregularidades quando era diretor da Anvisa e também depois, como ministro do Esporte, agora ele será investigado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por suas relações ilegais com o grupo de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

O procurador já foi autorizado a receber do Supremo Tribunal Federal todas  as informações relativas a Agnelo, que serao encaminhadas ao Superior Tribunal de Justiça, órgão do Judiciário responsável por julgar governadores estaduais, que têm foro privilegiado.

As acusação são gravíssimas e envolvem cobrança de propina no governo do DF em relação a contratos de lixo da empreiteira Delta. Integrantes da cúpula da administração são citados em gravações de Cachoeira.

Além disso, Agnelo também pode ser investigado pela CPI da Arapongagem, criada  pela Câmara Legislativa do Distrito Federal para levantar violação do sigilo e a utilização indevida de dados pessoais de autoridade, servidores e jornalistas a partir de 2006 e que vieram à tona junto às suspeitas sobre Cachoeira.

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DEPUTADOS, TÁMBEM

A coisa está feia. O relator do processo no Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, já  autorizou o desmembramento das investigações da Monte Carlo, determinando a abertura de inquéritos para investigar três deputados citados nos autos: Carlos Leréia (PSDB-GO), Sandes Júnior (PP-GO) e Stepan Nercessian (PPS-RJ).

Mas Lewandowski negou um pedido do procurador-geral para que fosse incluído o irmão de Demóstenes Torres, Benedito Torres, procurador-geral de Justiça de Goiás, como um segundo investigado no inquérito do Supremo sobre o senador.

O nome de Benedito Torres foi apenas citado em conversas de Demóstenes com Cachoeira, mas não há nenhuma prova ou acusação de irregularidade contra ele, conforme já adiantamos aqui no Blog, e a decisão de Lewandowski confirmou nossa informação.

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THOMAS BASTOS

A estratégia do advogado de Cachoeira, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, é anular as provas da Operação Monte Carlo, sob alegação de que Demóstenes Torres é senador e somente poderia ter suas conversas gravadas por determinação do Supremo, pois tem foro privilegiado.

Mas o procurador-geral Roberto Gurgel nao aceita essa tese: “A Polícia Federal não analisou as falas de pessoas com prerrogativa de foro e não fazia qualquer tipo de investigação a respeito dessas pessoas”, disse ele, explicando que os políticos gravados em conversas com Cachoeira eram “interlocutores frequentes”, mas não alvos da polícia.

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