Governo põe no fogo a receita para intensificar a violência

Pedro Ricardo Maximino

Está em curso uma enxurrada inflacionária (ainda com bastante fôlego para 2016, inclusive cambial e refratário) que, somada ao desemprego, ao desespero e aos desvios e às consequentes decepções econômicas, orçamentárias e sociais, penaliza sobremaneira às populações mais pobres do Brasil.

Tudo o que fora represado e omitido nos últimos anos, de repente foi sobrecarregado como ressaca sobre as cabeças dos cidadãos-contribuintes-consumidores. Sucessivas versões de “ajustes fiscais” demonstram a arte de desorientar para estagnar. Nem o mercado leva mais a sério o anúncio de retorno da CPMF (cujo P jamais foi de provisório, mas de protraída, postergada, traída, prostituída) e o insignificante corte na própria carne, com o congelamento do reajuste constitucional dos servidores e a negativa de contratações por concursos públicos revelando o caráter hediondo do des(vio)governo construído.

As greves em serviços essenciais continuarão atingindo os que mais precisam, como os que se deslocam por longas distâncias à procura do INSS, por exemplo.

FILME DE TERROR

No Distrito Federal, com “herança maldita” evidente, mas a cada rodada mais tenebrosa, o povo sente-se como se tivesse acordado aprisionado em um pesadelo, um filme de terror sem fim. A realidade de aumentos extorsivos se exibe na tributação (IPTU e ICMS saltitantes), nos transportes públicos (ônibus e metrô apertadíssimos, precários e transportadores de gado humano, que quebram toda hora, pulam de três para quatro reais), no lazer (das escassas opções, zoológico, como exemplo, salta de dois para dez reais), e na comida diária dos miseráveis, restaurantes populares decolam de um para três reais.

Não adianta a demagogia e o joguinho de cena, só há um ajuste fiscal possível: Parem de roubar! Parem de desviar!

Some-se a corrupção ao desemprego, ao desespero, e ao caos  na segurança pública (assaltos violentos são praticados a qualquer hora do dia em Taguatinga e em diversos pontos do DF, mas não são ostensivamente mostrados como no Rio de Janeiro, assim como ocorre em todo o país) e às drogas (exércitos de viciados em crack perambulando pelas ruas e praticando roubos para alimentar o seu vício) e aos bandidos de médio e alto escalão, está assim preparado o barril de pólvora, o cinturão explosivo que cerca a capital e o campo minado em que estão transformando o país.

FALÊNCIA MORAL

A maior de todas as derrocadas é a falência moral do governo, curvado aos banqueiros e com suas próprias contas escondidas nos paraísos fiscais. É evidente que as crises também funcionam como oportunidades, mas são para poucos, principalmente para aqueles que lucraram na construção das dificuldades para ajudarem a vender as soluções amargas em seguida.

O desgastado partido da presidente delirante, que profere frases ininteligíveis, é hoje apenas um cadáver, os despojos endinheirados de um avatar usado para enriquecer os demônios que se travestiram na política. Os que assumirão na sua queda urgente são velhos aproveitadores, cheios de histórias antigas de traição à nação. A oposição é liderada por sequelados que retrocederam o país oitenta anos em oito, e isso demonstra a falta de lideranças, de compromissos, de brios ou de interesses em favor da nação.

Assim como a divisão e a violência, com os ingredientes potenciais do Estado Islâmico, destroem a Síria e massacram sua população, somos castigados por este governo do Estado Ladrão Brasileiro, que também nos divide, fomenta a miséria e a violência, saqueia nossas riquezas, pesa muito e nos aniquila enquanto nação.

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