Governo se mostra impotente no combate à criminalidade

Em Santa Catarina, a partir de setembro, três atentados por dia

Carlos Newton

A conclusão sobre a impotência do governo diante do crime organizado é óbvia, especialmente quando se analisa a triste e trágica situação de Santa Catarina, que sempre foi um dos estados de menor criminalidade. O que está acontecendo lá é inacreditável, porque a cada três dias ocorre um ataque do crime organizado. Entre ontem (21) e hoje (22), por exemplo, mais dois carros e um ônibus foram incendiados em Santa Catarina.

Com isso, subiu para 113 o número de ataques ocorridos no estado desde o final de setembro, quando teve início a onda de crimes relacionados a facções criminosas que atuam a partir dos presídios catarinenses. A estatística é brutal e desmoralizante: são mais de três atentados por dia, uma rotina que a imprensa brasileira simplesmente não mais divulga, por não ser novidade.

Está mais do que provado que a PM e a Polícia Civil de Santa Catarina não têm condições de enfrentar as quadrilhas de traficantes, e o governo federal se mantém imóvel, como se não tivesse nada a ver com o gravíssimo problema.

UM BRASIL DIFERENTE…

A onda de atentados em Santa Catarina mostra que a situação do Brasil, em termos de segurança, é muito diferente dos comerciais apresentados pelo governo no horário gratuito de televisão e dos números exibidos nos debates dos presidenciáveis.

Na verdade, o drama da Santa Catarina, que tem menos de 7 milhões de habitantes e sempre foi um estado que servia de exemplo ao país, hoje é comparável à crise dos demais estados, especialmente o Rio de Janeiro, onde a política das UPPs fracassou completamente, porque foi baseada num acordo espúrio entre o então governador Sergio Cabral e os traficantes.

Cabral queria ser presidente da República e liberou o tráfico em troca da pacificação das favelas, para fazer dessa farsa seu principal argumento na ansiada campanha eleitoral. Mas acontece que fazer acordo com bandido nunca dá certo. Riquíssimo, Cabral teve de abandonar a política e refugiou-se em sua mansão para contar os 30 dinheiros.

A partir do exemplo de Cabral e da omissão do governo federal, é melhor entregar logo aos traficantes as chaves do palácio do Planalto. Quem manda mesmo no país são eles, não é verdade?

18 thoughts on “Governo se mostra impotente no combate à criminalidade

  1. Grande Carlos Newton
    Estou preparando material sobre o “estado abatido”. O crime é organizado. O estado não. O governo de Santa Catarina é mais do que impotente: é fraco.
    Diante do que o estado está sofrendo e das “bravatas” do governo petista, já deveria ter entregue à força nacional a segurança pública nestas regiões.
    Afinal, o crime organizado, em nosso país, é nacional e não estadual ou municipal.
    O combate ao tráfico de drogas, de armas e de roubos é responsabilidade federal.
    Com isto, acabariam as mentiras do que o governo federal tem feito pela segurança pública.
    Parece que o povo catarinense também está dominado.
    Em breve, os governos estaduais mais racionais e inteligentes chamarão o governo federal à responsabilidade.

  2. O combate ao crime organizado e à violência passa por uma séria revisão do Código de processo penal e da Lei de Execuções.
    Sem essa ampla discussão pela sociedade não haverá evolução nesta área. As penas e progressões não mantem uma racionalidade entre as ações e as penalidades. São incoerentes.
    Hoje mesmo tivemos um exemplo no Rio de Janeiro onde dois homens, curiosamente negros, picharam a estátua de Zumbi na madrugada com rabiscos incluindo uma suástica. Foram identificados e serão processados, segundo as informações, por pichação de monumento histórico, utilização de cruz suástica e associação criminosa e podem pegar uma pena de até 10 anos!
    Enquanto isso diversos homicidas frios são apenados com…. 10 anos.
    Não faz sentido.
    Desmoraliza a justiça e desmotiva o cidadão com caráter.

  3. As autoridades catarinenses e o crime organizado estão envolvidas não é de hoje, o que estamos vendo é um acerto de contas. Sempre associaram a violência à cidade do Rio enquanto outras cidade eram poupadas. Assim sempre que se fala em violência pensa-se logo na Cidade do Rio de Janeiro. Cidades como Recife, Belém, Imperatriz, São Paulo, Florianópolis, Porto Alegre, Curitiba, Búzios, Niteroi, São Gonçalo, Brasília, Goiânia, Rondonópolis, Porto Velho são poupadas. No que tange a roubo de motocicleta, o projeto UPP, aqui na cidade do Rio, funcionou, porque antes da UPP ,roubavam nossas motos, levavam-nas para as comunidades, e na delegacia, ficava por isso mesmo, era melhor ir no morro, negociar, pagar resgate e recuperar a motocicleta. Agora, com a presença da PM nas comunidades carros e motos roubados são logo identificados. Com certeza a roubo de motocicleta e assaltos nas redondezas das comunidades diminuíram.

    • Para de falar besteira otário!
      Você faz campanha política para tudo.
      Moro ao lado de favelas e aumentou em muito o assalto nas redondezas depois de instalarem as UPPs das PILÍCIAS!
      Não consegue discutir nada sem puxar a sardinha, que saco!!!

  4. Renato
    Com todo o respeito. O crime não começou com ou nos governos petistas. mas tem aumentado, assustadoramente.
    A política petista é a da condescendência. basta ver-se os “movimentos sociais” com suas invasões, depredações e queima de tudo.
    Todas, mas todas as estatísticas mostram o aumento, descontrolado do crime.
    Roubo de carros e motos, tiroteio nas ruas, morte de policiais, morte de bandidos por policiais, a droga tomando conta das grandes e médias cidades, agora chegando as pequenas. Assaltos em restaurantes, bares, shoppings: em todos os lugares. O sistema penitenciário é uma vergonha. Não recupera ninguém, custa caríssimo para a SOCIEDADE. Salário para família de preso, reforma, manutenção e reposição de tudo que é destruído pelos presos – não no uso, mas nas rebeliões.
    Por tudo isto, também aumentou, violentamente, a segurança particular nas ruas, com alarmes e cerca elétricas nas residências, guardas em condomínios (muitos eram abertos e agora estão se fechando), armas roubadas, contrabandeadas, assalto a bancos, etc.
    Mas tem algo que diminuiu, realmente: policiamento nas ruas.
    Quanto ao envolvimento de autoridades catarinense e o crime organizado, se estás sabendo, com mais razão o sabem os órgãos oficiais.
    Pergunto: por que não fizeram nada, se estão sabendo?
    A autonomia dos estados e dos seus governantes não é soberana a ponto de praticarem delitos. Se isto for verdade, o governo central também deverá ser responsabilizado. Ou não sabiam de nada, também?
    Teus dados sobre as cidades que mencionas acima devem estar corretos.
    Significa que o país está entregue ao crime.
    E eu nem falei no que acontece nos executivos e nos legislativos!

  5. A rádio rua, na década de 80, já comentava que Bandidos, Traficantes, Políticos, Policias e Vossas Excelências sempre estavam juntas e em Acordão.

    Um exemplo de como todos andam juntos a muito tempo.

    Sequestro de Roberto Medina

    Detalhes
    Categoria: 1990 – 1999
    Acessos: 521

    Grande parte da geração Z não sabe, mas o empresário responsável pela criação do maior evento de música brasileiro, o Rock In Rio, passou por momentos tensos no início do mês de junho de 1990. Roberto Medina foi sequestrado por dez homens quando saía do prédio da Artplan – agência de publicidade da qual foi fundador e é presidente –, no bairro da Lagoa, no dia 06 de junho daquele mês. Ele foi libertado pelos bandidos no dia 21 de junho após o pagamento do resgate: segundo a edição da revista Veja seguinte à libertação (27 de junho de 1990), o valor pago aos sequestradores foi de 4 milhões dólares; já os jornais O Globo, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo, do dia 22 de junho, noticiaram 2,5 milhões de dólares.

    O fato interessante foi que a divergência entre esses veículos de comunicação foi mantida em outro aspecto: o ético. Os jornais O Globo, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo só divulgaram que o empresário havia sido sequestrado no dia 17 de junho (11 dias após o rapto), depois que a família permitiu. Nesse dia, a mulher de Roberto Medina, Maria Alice Medina, fez um apelo para que as autoridades afastassem a polícia das negociações, pois o marido corria risco de vida. Na contramão, a revista Veja – dos quatro, o único veículo com tiragem semanal apenas – antecipou a divulgação do sequestro na edição do dia 13 de junho.

    Tanto O Globo quanto a Folha divulgaram notas explicando a decisão de segurar a notícia e preservar o sequestrador, a família e o andamento das investigações. 17 de junho de 1990: O Globo: “Nota da Redação. O GLOBO não noticia sequestro enquanto isto pode contribuir para pôr em risco a vida do refém, conforme afirmamos em editorial no último dia 9. Só o faz hoje a pedido da própria família Medina”; Folha de S. Paulo: “Da Redação. Folha esperou a família liberar. O noticiário sobre o sequestro de Roberto Medina, ocorrido no último dia 6, só está sendo divulgado hoje pela Folha porque a família do empresário autorizou a publicação Diz o verbete Razões de Segurança, do ‘Manual Geral de Redação’: ‘A Folha publica tudo o que sabe. Em casos excepcionais, porém, pode decidir não publicar informações cuja divulgação coloque em risco a segurança pública, a segurança de uma ou mais pessoas ou a segurança de uma ou mais empresas”.

    Sobre as investigações

    De acordo com a revista Veja (edição 1136, 27 de junho de 1990), a polícia foi ineficiente nas investigações e apelou para a ilegalidade. “Poucos dias depois de Medina ser raptado na frente do prédio da Artplan, na Zona Sul, a polícia conseguiu prender dois bandidos: José Cornélio, o ‘Preá’, e Nazareno, o ‘Professor’, e através deles identificou os nomes de outros integrantes do bando, inclusive Maurinho Branco – ou Mauro Luís Gonçalves de Oliveira, um dos criminosos mais conhecidos e procurados à época, que comandou o sequestro. A partir daí, enrolou-se, não descobriu mais nada de relevante para chegar ao local onde Medina era guardado e, às tontas, partiu para a ilegalidade”.

    Eis alguns pontos levantados pela revista que ilustram a obscuridade que girou em torno do sequestro:

    – “Para forçar a soltura do empresário, policiais sequestraram a mãe do sequestrador e torturam o seu irmão numa delegacia. A polícia, encarregada de zelar pelo cumprimento das leis, adotou o comportamento de criminosos”.

    – “O governador Moreira Franco – governador do estado do Rio à época –, sem amparo legal, deu ordem para libertar a mãe de Maurinho Branco, atendendo a uma exigência do bandido”.

    – “A deputada tucana Anna Maria Rattes encontrou-se com o traficante Francisco Viriato de Oliveira, o ‘Japonês’, no presídio Bangu I, para pedir um abatimento no preço do resgate de Medina, fixado em 5 milhões de dólares”.

    – “Um dos sequestradores, Nazareno Barbosa Tavares, foi treinador do ex-presidente João Figueiredo, cabo eleitoral de Anna Rattes e Moreira Franco, teve um cargo em comissão na Secretaria de Promoção Social quando ela era subdirigida pelo irmão do governador e, até ser preso há quinze dias, era funcionário do Tribunal de Contas do Rio”.

    Fontes: acervo O Globo

    Acervo Folha

    Acervo Estadão

    Acervo Veja

    Vídeo: Cid Moreira – Jornal Nacional: http://www.youtube.com/watch?v=_4mTdWz3cJU

    Detalhes:
    http://www.midiaeviolencia.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=9:sequestro-de-roberto-medina&catid=25:19901999&Itemid=140

    Quase vinte e cinco anos depois esta ligação escusa continua. Tanto que os dois filmes Tropa de Elite mostram isso.

  6. Não aceito a argumentação de que a segurança pública é da responsabilidades dos Estados. É responsabilidade compartilhada nas três esferas de governo. Não à toa, foi criada a Força Nacional.
    Cabe ao governo federal coordenar uma política nacional de segurança pública, articulando as ações da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacionla, PM’s estaduais, Polícias Civis estaduais, Guardas Municipais – armadas e desarmadas. É muito dinheiro mal empregado, desperdiçado e desviado.

    • Mário Assis
      E prestação de serviços de qualidade baixa.
      Onde estará a necessária “política de segurança para o país”?
      Na verdade, quanto mais dividido e subdividido, melhor para os bandidos.

  7. Antônio Fallavena , associar a criminalidade ao governo do PT não corresponde a realidade. Basta ir em São Paulo governado pelo PSDB há décadas que verás que a violência extrema de Sampa nada tem a ver com governos petistas. Aqui na cidade do Rio associaram a criminalidade ao Brizola , diziam, para denegrir o Brizola, que o Brizola impedia a polícia de subir o morro para combater o crime. O Brizola queria mesmo era as crianças das comunidades nas escolas em horário integral, com alimentação, esporte e formação básica. Hoje vemos que o Brizola estava certo e a polícia errada porque a polícia subiu o morro , matou milhares, e a violência só aumentou. A violência brasileira, na minha opinião, está mais ligada a nossa cultura egoísta e de maus exemplos das autoridades. Agora mesmo o comandante do BOPE foi preso por estar envolvido com o crime. Recebia caixinha de milícia, van, motoboy, tudo que é ilegal pagava para o oficial comandante. O BOPE, comandado pelo comandante preso, matou muito. O treinamento dos policiais do BOPE tinha até musiquinha tipo: Vamos na favela matar bandido, HO ! HÔ ! HÔ ! O Stalone quando esteve aqui disse que polícia é essa que tem como símbolo uma caveira com uma faca na cabeça, isso não pode ser uma polícia cidadã porque este símbolo é da morte ? A violência no Brasil é estimulada veladamente por autoridades que enriquecem com o crime. Em São Paulo ainda é mais evidente o fracasso das polícias. A ROTA , foi criada na ditadura para combater a violência. A ROTA virou símbolo de polícia assassina. A violência paulista só aumentou apesar de todo o poder coercitivo e assassino da ROTA. Como combater a violência com essa polícia desmoralizada ?

  8. ISSO É UMA VINGANÇA DO PCC E DO PT CONTRA O POVO CATARINENSE QUE, TRABLAHDOR E HOSPITALEIRO, SEMPRE FOI HOSTIL AO PARTIDO DOS PETRALHAS!! É GUERRA DECLARADA!
    É PRECISO A UNIÃO DAS PESSOAS DE BEM DESSE PAÍS CONTRA ESSA CORJA DE BANDIDOS QUE ESTÁ NO GOVERNO EM BRASÍLIA!

  9. Desculpas aos motoboys, prestadores de serviço indispensáveis aos dias atuais. Quis me referir aos bandidos, motociclistas envolvidos com o tráfico.

  10. Só para lembrar. Copiei para colar aqui.

    Algumas das mulheres estupradas pelo médico Roger Abdelmassih, preso no Paraguai, devem representar contra Gilmar Mendes na Corte Internacional.

    Uma delas, ao recebê-lo no aeroporto, avisou, dirigindo-se às câmeras de TV: “Não tem ministro que vai tirar você daqui”.

    Abdelmassih foi condenado a 278 anos de prisão pela Justiça criminal de São Paulo em novembro de 2010, acusado de 52 estupros de suas próprias clientes. Estava detido.

    Gilmar, então presidente do STF, entendeu que ele deveria recorrer em liberdade da sentença porque não representava perigo. Já tinha o registro cassado, não podia mais exercer a profissão e, portanto, não teria como continuar cometendo o crime.

    No início de 2011, Abdelmassih era um foragido.

    Gilmar é o mesmo que considerou “estranho” o episódio das doações feitas para pagar multas dos réus do mensalão. “Imagino que os militantes se disponham a cumprir alguns dias nos presídios”, disse, em resposta a uma carta de Suplicy.

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    Em matéria de estranheza, ele possui antecedentes. Concedeu habeas corpus a Daniel Dantas, preso pela Polícia Federal no caso Satiagraha em 2008.

    Fez o mesmo com Cristina Maris Meinick Ribeiro, condenada por sumir com o processo de sonegação fiscal da Receita Federal contra a Globo.

    Em maio de 2010, o habeas corpus de Abdelmassih fora negado pela ministra Ellen Gracie. Gilmar, porém, cravou que não havia elementos “concretos e individualizados, aptos a demonstrar a necessidade da prisão cautelar do ora paciente”.

    A escritora Teresa Cordioli, vítima do médico nos anos 70, não perdoa o juiz. “O maior estupro foi feito pelo Gilmar Mendes, que o soltou. Aí nós criamos mais força na busca”, disse.

    Gilmar nunca se manifestou sobre o episódio Roger Abdelmassih. Até agora, pelo menos.

  11. Senhores,

    MAIS UMA DO PCC:

    SENADO APROVA PROJETO QUE PROÍBE REVISTA ÍNTIMA NOS PRESÍDIOS

    O Senado já aprovou projeto que proíbe a revista íntima (sem roupas) em estabelecimentos penais do país. Pela proposta, todos os visitantes devem se revistados por meio de equipamentos eletrônicos e nos casos em que houver necessidade de revista mais detalhada ou MESMO QUE O EQUIPAMENTO DETECTE ALGUMA COISA introduzida em alguma cavidade natural, NINGUÉM SERÁ OBRIGADO A RETIRAR AS ROUPAS e será submetido, apenas, à revista manual.
    Neste caso, a visita ao preso deve ocorrer apenas no parlatório do estabelecimento penal, ou lugar semelhante, onde os agentes penitenciários PODERÃO MONITORAR O ENCONTRO, mas sem interferir, para não constranger a intimidade do visitante e do preso. Restará aos agentes, apenas, aguardar que o visitante saia do presídio com o “pacote”!
    Relator do projeto, o senador Humberto Costa (PT-PE) disse que o objetivo da matéria é acabar com “situações degradantes” a que são submetidos diariamente visitantes de presos em todo o país.
    A autora do projeto, a senadora Ana Rita (PT-ES), afirmou que a determinação constitucional de preservação das garantias individuais dos cidadãos não é seguida em diversos estabelecimentos penais nos momentos das visitas. Claro que ela sabia que não moramos na Suíça e que nem todos os Estados têm dinheiro sobrando.

    Se ISTO AQUI fosse um país sério e se os nossos representantes não tivessem O PÉ NO CRIME ORGANIZADO, os dois senadores teriam feito a proposta de LIMITAR AS VISITAS A ENCONTROS feitos através de vidro blindado. Com essa medida, ninguém seria ameaçado, nem constrangido, nem entrariam drogas nem celulares nos presídios! Todos os problemas seriam resolvidos. Plenamente!
    Mas como ambos estavam preocupados com a VIDA SEXUAL DOS PRESOS, tal ideia não lhes ocorreu à cabeça.
    Enquanto isso, trilhamos em direção ao caos, torcendo que entre os mais de cem mortos de amanhã nenhum seja nosso parente!

  12. Senhores,

    Vejam o quanto estamos FERRADOS nas mãos dos atuais mandatários:

    Folha de São Paulo, 19/02/2001

    Estatuto do PCC prevê rebeliões integradas

    A ação organizada do PCC (Primeiro Comando da Capital), que desencadeou a série de rebeliões no Estado de São Paulo, estva prevista no estatuto da organização criminosa.
    O estatuto prevê ainda que todo membro que não seguir à risca as determinações será condenado à morte, sem perdão.
    Leia abaixo a íntegra do estatuto reproduzida fielmente como foi escrita pelas lideranças da organização criminosa.

    ESTATUTO DO PCC
    1. Lealdade, respeito, e solidariedade acima de tudo ao PARTIDO.

    2. A Luta pela liberdade, justiça e paz.

    3. A união da Luta contra as injustiças e a opressão dentro das prisões.

    4. A contribuição daqueles que estão em Liberdade com os irmãos dentro da prisão através de advogados, dinheiro, ajuda aos familiares e ação de resgate.

    5. O respeito e a solidariedade a todos os membros do PARTIDO, para que não haja conflitos internos, porque aquele que causar conflito interno dentro do PARTIDO, tentando dividir a irmandade será excluído e repudiado do PARTIDO.

    6. Jamais usar o PARTIDO para resolver conflitos pessoais, contra pessoas de fora. Porque o ideal do PARTIDO está acima de conflitos pessoais. Mas o PARTIDO estará sempre Leal e solidário à todos os seus integrantes para que não venham a sofrerem nenhuma desigualdade ou injustiça em conflitos externos.

    7. Aquele que estiver em Liberdade “bem estruturado”, mas esquecer de contribuir com os irmãos que estão na cadeia, serão condenados à morte sem perdão.

    8. Os integrantes do PARTIDO tem que dar bom exemplo à serem seguidos e por isso o PARTIDO não admite que haja assalto, estupro e extorsão dentro do Sistema.

    9. O PARTIDO não admite mentiras, traição, inveja, cobiça, calúnia, egoísmo, interesse pessoal, mas sim: a verdade, a fidelidade, a hombridade, solidariedade e o interesse como ao Bem de todos, porque somos um por todos e todos por um.

    10, Todo integrante tem que respeitar a ordem e a disciplina do PARTIDO. Cada um vai receber de acordo com aquilo que fez por merecer. A opinião de Todos será ouvida e respeitada, mas a decisão final será dos fundadores do PARTIDO.

    11. O PRIMEIRO COMANDO DA CAPITAL PCC fundado no ano de 1993, numa luta descomunal e incansável contra a opressão e as injustiças do Campo de concentração “anexo” à Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté, tem como tema absoluto a “Liberdade, a Justiça e Paz”.

    12. O PARTIDO não admite rivalidades internas, disputa do poder na Liderança do Comando, pois cada integrante do Comando sabe a função que lhe compete de acordo com sua capacidade para exercê-la.

    13. Temos que permanecer unidos e organizados para evitarmos que ocorra novamente um massacre semelhante ou pior ao ocorrido na Casa de Detenção em 02 de outubro de 1992, onde 11 presos foram covardemente assassinados, massacre este que jamais será esquecido na consciência da sociedade brasileira. Porque nós do COMANDO vamos mudar a prática carcerária, desumana, cheia de injustiças, opressão, torturas, massacres nas prisões.

    14. A prioridade do COMANDO no montante é pressionar o Governador do Estado à desativar aquele Campo de Concentração “anexo” à Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté, de onde surgiu a semente e as raízes do COMANDO, no meio de tantas lutas inglórias e a tantos sofrimentos atrozes.

    15.

    16. Partindo do COMANDO CENTRAL DA CAPITAL DO KG DO ESTADO, as diretrizes de ações organizadas simultâneas em todos os estabelecimentos penais do Estado, numa guerra sem trégua, sem fronteira, até a vitória final.

    17. O importante de tudo é que ninguém nos deterá nesta luta porque a semente do COMANDO se espalhou por todos os Sistemas Penitenciários do estado e conseguimos nos estruturar também do lado de fora, com muitos sacrifícios e muitas perdas irreparáveis, mas nos consolidamos à nível estadual e à médio e longo prazo nos consolidaremos à nível nacional. Em coligação com o Comando Vermelho – CV e PCC iremos revolucionar o país dentro das prisões e nosso braço armado será o Terror “dos Poderosos” opressores e tiranos que usam o Anexo de Taubaté e o Bangu I do Rio de Janeiro como instrumento de vingança da sociedade na fabricação de monstros.
    Conhecemos nossa força e a força de nossos inimigos Poderosos, mas estamos preparados, unidos e um povo unido jamais será vencido.

    LIBERDADE! JUSTIÇA! E PAZ!

    O Quartel General do PCC, Primeiro Comando da Capital, em coligação com Comando Vermelho CV
    UNIDOS VENCEREMOS

  13. Não custa adicionar aos comentários a recomendação dos três livros do jornalista Carlos Amorim sobre a história, o crescimento e o estabelecimento do crime organizado no Brasil a partir das facções do Rio de Janeiro e sua expansão para SP e outros Estados.

    Quanto as UPPs, o enfraquecimento das mesmas se iniciou ao mesmo tempo do processo de ‘empobrecimento’ do ex-dono do Rio, o sr. Eike Batista. Coincidência? Só Cabral (que não o Pedro Álvares) pode responder.

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