Governo têm déficit menor em outubro e Bolsonaro recupera sua admiração por Guedes

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Entre tapas e beijos, Guedes segue embromando Bolsonaro

Alexandro Martello
G1 — Brasília

As contas do governo registraram um déficit primário de R$ 3,563 bilhões em outubro, informou nesta quinta-feira (26) a Secretaria do Tesouro Nacional. Déficit primário ocorre quando as despesas superam as receitas. Nessa conta não são considerados os gastos do governo com o pagamento de juros da dívida pública.

Apesar da melhora, o déficit de outubro foi o maior para o mês desde 2015 (-R$ 16,279 bilhões, em valores corrigidos pelo IPCA). Mesmo assim, o resultado de outubro representa a interrupção de uma série de sete meses de déficits recordes.

ATIVIDADE ECONÔMICA – De acordo com o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, o “grande motivo” para a melhora das contas públicas em outubro e para o déficit ter ficado bem abaixo da projeção do mercado financeiro (mais de R$ 40 bilhões), é a recuperação da atividade econômica.

“Quando a gente olha a dinâmica das notas fiscais emitidas, de ICMS, isso traz muita informação sobre a atividade econômica da indústria, do comércio. A gente vê os dados dos empregos formais. O Caged surpreendeu acima das melhores expectativas, com abertura de empregos”, disse ele, acrescentando, porém, que também há o efeito de impostos atrasados pelo governo nos últimos meses. Esses tributos estão sendo agora pagos pelas empresas.

REFLEXO DA PANDEMIA – Os resultados negativos de 2020 estão relacionados ao aumento de despesas para combater a pandemia da Covid-19. As medidas de restrição derrubaram a atividade econômica e levaram a diversas medidas de adiamento da cobrança de impostos.

A melhora em outubro, por sua vez, está associada com uma recuperação da arrecadação, que aumentou 9,56%, em termos reais, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

“O recolhimento em outubro de parte das receitas diferidas [adiadas] no início da pandemia resultou em impacto positivo no fluxo de receitas”, informou o Tesouro Nacional.

DÉFICIT RECORDE – No acumulado dos dez primeiros meses deste ano, porém, as contas do governo apresentaram um déficit primário recorde de R$ 680,974 bilhões.

Esse é o pior resultado da série histórica, iniciada em 1997, para o período. De janeiro a outubro do ano passado, o rombo fiscal somou R$ 63,854 bilhões.

Para este ano, somente o governo tinha de atingir uma meta de déficit primário de até R$ 124,1 bilhões. Entretanto, com o decreto de calamidade pública devido à pandemia do novo coronavírus, não será mais necessário atingir esse valor.

CONTROLE DE GASTOS – Segundo avaliação do Tesouro Nacional, diante do déficit fiscal recorde de R$ 681 bilhões acumulado neste ano até outubro, e da projeção de endividamento em torno de 95% do PIB para o fim deste ano (acima da média dos países emergentes), torna-se fundamental a “retomada de um ambiente de gastos compatível com a realidade fiscal brasileira”.

“Para isso, é necessário garantir que gastos temporários sejam de fato temporários, sem transbordamentos das despesas de 2020 para 2021, bem como que se restabeleçam as discussões sobre avanços na agenda fiscal e na de produtividade”, acrescentou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –  
O mais incrível foi a reação de Bolsonaro, que  comemorou o resultado do Caged em outubro e e afirmou que, caso projeções se confirmem, Brasil pode terminar 2020 com mais gente empregada que em 2019, mas o acumulado até outubro ainda aponta perda de 171.139 empregos. Por fim, afirmou que Paulo Guedes é ‘insubstituível’. Ou seja, o presidente acha que Guedes já recuperou a economia. Não passa por sua cabeça que o aumento do consumo possa ser resultado de gastos feitos pelos rentistas que estão com dinheiro parado nos bancos, devido à queda dos juros’(C.N.)

4 thoughts on “Governo têm déficit menor em outubro e Bolsonaro recupera sua admiração por Guedes

  1. Já escrevi diversas vezes aqui na TI que a validade do P Guedes vencerá no segundo semestre de 2021. A vaca já estará atolada e ele inventaram uma boa desculpa e vai abandonar a canoa furada da economia como se não tivesse nada com isso.

  2. Nero (Paulo Guedes) é um morto-vivo (*) como pessoa e sinistro da economia.

    Guedes,tal qual Bolsonaro Zero Zero,esperam que uma “ação divina” resolva a gravíssima conjuntura nacional brasileira.

    Tal qual seu chefe,Guedes,está cometendo crimes de lesa-pátria de forma sádica.

    Por exemplo: precisava ter feito a desvalorização cambial no nível que fez?
    Os exportadores (menos de uma centena) estão
    na escala de prioridades em detrimento de 200
    milhões de habitantes brasileiros.

    A ausência de um verdadeiro projeto de nação é marca registrada desse desgoverno pífio e repleto de imbecis.

    (*) uma das qualidades de um bom administrador
    público é não passar a imagem de lerdeza,de tédio,de contrariedade,de ar de paisagem,de coitadismo, …,como Nero (Paulo Guedes) faz sistematicamente.

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