Greve dos servidores do Judiciário no Rio consegue pagamento de adicional ao salário, mas o direito fica restrito a apenas cerca de mil funcionários

Carlos Newton

Decepção para os funcionários do Poder Judiciário no Estado do Rio. A recente greve foi vitoriosa, mas a presidência do Tribunal só autorizou o adicional de 24% para cerca de mil funcionários que entraram na Justiça. Os demais nada receberam.

Agora, voltar aos cartórios de cabeça erguida é dever de todos os grevistas. Pela firme atuação deles, o Tribunal pagou os tão desejados 24% aos autores do processo de 1988, mas não quis respeitar o princípio da isonomia. Criou, assim, duas categorias de servidores judiciais: os com e os sem adicional.

Muitos serventuários (é assim que se chamam), principalmente os que não estavam em greve, se apressaram em fazer um pedido administrativo, após a inclusão em folha daquele percentual para apenas mil funcionários. Mas o direito a receber o mesmo tratamento é mais do que cristalino, até mesmo pela Constituição, pois cargos semelhantes devem ter idêntica remuneração.

Além de toda essa confusão salarial, os aposentados e pensionistas do Judiciário estadual estão desamparados. Não receberam os R$ 1 mil de Abono de Natal e, conforme decisão publicada no site do Sindjustiça, e estão fora dos 24% de reajuste.

Outra reclamação: aposentados e pensionistas receberam contracheques dos atrasados do Auxílio Saúde, mas o dinheiro não apareceu nas contas, segundo documentos enviados à Tribuna da Imprensa. A quem apelar? À própria Justiça?

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