Guedes se cala sobre a dívida, como se a reforma da Previdência resolvesse tudo

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Guedes parece ter ideia fixa em relação à reforma da Previdência

Pedro do Coutto

Esta é a realidade dos fatos envolvendo funcionários federais em atividade, os aposentados e os pensionistas. Os aposentados pela legislação de hoje, que o governo quer alterar, continuam a receber o último salário que lhes foi pago quando na ativa. Já os pensionistas, viúvas e viúvos recebem menos do que aposentados. Isso de modo geral. É o caso do funcionalismo federal.

Por isso, não adianta o ministro Paulo Guedes desejar que os da ativa se aposentem, ou que os que se encontram com o direito a se aposentar não se aposentem. Parece uma contradição cristalina. Porém, levando-se em conta que o projeto do governo vai fazer novo cálculo para as aposentadorias, verifica-se uma ideia que nada adianta em matéria de conter as despesas. O desembolso é o mesmo, por parte do Tesouro, e o que acontece é aumentar a folha dos aposentados e diminuir a folha dos que estão em atividade. Não adianta nada.

MOVIMENTO – Reportagem de Carolina Freitas, manchete principal da edição de ontem do Valor, destaca o movimento entre as lideranças do funcionalismo federal, esforço cujo alvo é retirar pontos do projeto do governo que visam atingir toda a classe.  Inclusive os magistrados federais, entre eles os ministros do Supremo, integrantes da Procuradoria Geral e até técnicos da Fazenda Nacional, para citarmos apenas estes exemplos emblemáticos.

Os gastos com tais pagamentos, incluindo os militares, estão estimados para este ano em 95 bilhões de reais. O déficit no caso do INSS, para os regidos pela CLT, acusam uma diferença de 189 bilhões de reais. Assim não se pode comparar o funcionalismo público com os regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho. Esse quadro se comparado ao custo do giro da dívida interna bruta, reflete uma diferença essencial. Também no Valor de ontem, matéria de Estevão Talae acentua a progressão da dívida interna cujos juros anuais para sua rolagem passam de 400 bilhões de reais. Basta dizer que o giro a cada 12 meses reflete a incidência de 6,5%, Taxa SELIC sobre um total de 5,4 trilhões de reais.

Como se constata, Paulo Guedes nada diz sobre o peso da dívida interna. Para ele, a redução de custos está cingida aos assalariados de modo geral, civis e militares.

18 thoughts on “Guedes se cala sobre a dívida, como se a reforma da Previdência resolvesse tudo

  1. MELHOR QUE O GOVERNO: A liderança do MST como maior produtor de arroz agroecológico da América Latina colabora eficazmente com o desenvolvimento do país e alimenta milhares de crianças, na merenda escolar. “Para perturbar os conservadores, os produtores ganharam um edital e estão fornecendo arroz e café para o Exército Brasileiro. É uma vocação cidadã. Queremos que todo cidadão brasileiro tenha uma alimentação saudável que é o que o agronegócio não consegue fazer, porque eles só produzem com veneno”, informa o líder João Pedro Stédile. https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2019/03/mst-comemora-colheita-de-16-mil-toneladas-de-arroz-organico

  2. Acho que os cursos de Economia no Brasil, só ensinam agiotagem. Todos os Ministrinhos da Fazendona, e capatazes do Banco Central sao e foram economistas. A preocupaçao deles é o pagamento dos juros da divida.

    • Caro Emir, enquanto os banqueiros cobrarem 400% ao anos de juros agiotados oficialmente, o “buraco só tende a crescer, 440 bilhões reservados para pagar esses juros absurdos, e mais o roubo do cofre pelos politiqueiros ladrões, o Brasil “vai de mal a pior”. Bolsonaro nomeia para ministro ou melhor sinistro da economia Paulo Guedes, banqueiro, a entregar de vez 220 milhões a escravatura.
      Chego a uma conclusão, quem nasce para ser capitão, nunca chega a general.Porque não fazem uma “auditoria externa” nas contas do INSS e na Dívida pública???

  3. “destaca o movimento entre as lideranças do funcionalismo federal, esforço cujo alvo é retirar pontos do projeto do governo que visam atingir toda a classe. ”

    A Nomenklatura se une para não perder a boquinha.

  4. Só se paga dívida com superávit primário. Paulo Guedes está atacando o maior rombo nas contas púbicas que é a Previdência para conseguir recursos para pagar e diminuir nossa dívida pública. Além disso, com o crescimento do PIB, caso ocorra, nossa dívida pode retornar a números saudáveis em relação ao PIB. Para melhor informar deve-se evitar números absolutos e sim compará-los ao nosso PIB.

    • Caro Antonio,porque o sinistro Paulo Guedes não faz uma “Auditoria externa”, que comprovará que não Há Deficit, o que Há, é pegar o 2º”S”, e pagar a quem nunca contribuiu para o cofre do INSS, o 2º “S”, é obrigação do Tesouro, abastecido pelos impostos escorchantes, que nos rouba 6 meses e 5 dias anuais de nossos salários. O 2º S significa : safadeza do governo, o Deficit da Divida pública, é impagável, pela agiotagem oficial de 400% ao ano dos banqueiros. Esse plano do Guedes é crime hediondo, infelizmente, o Presidente Bolsonaro, está conivente e e omisso, que esse crime de lesa-Pátria!! A Drª Maria Lucia Fattorelli, já provou, seu plano é para atender seus colegas banqueiros, que desmoralizam o Brasil perante o Mundo: como republiqueta democradura. Acorda Antonio, em meus 90 anos nunca vi tanta podridão nos 3 poderes. 57 milhões deram o voto de confiança (inclusive eu), me sinto traído.

  5. A destruição da economia brasileira se deve ao governo petista do lula e dilma que “doaram” trilhões de reais à cuba, venezuela, angola moçambique, gana, argentina, rep.dominicana, nicarágua, equador, etc.
    Então, não se esqueçam destes roubos absurdos à poupança nacional via bndes.
    Além disto, ainda houve perdão das dívidas de vários novos tomadores que eram inadimplentes.

  6. Paulo Goebbels me lembra lanterninha de cinema na São Paulo antiga.
    Alguma coisa esse cara tem de reptiliano…

    Integrante dos esquadrões de tontos do novo governo cujas “coisas” não estão indo bem para os líderes, e a estrutura governante quer, para se perpetuar, executar e se preciso até canibalizar…
    Incrível!

    “Que se danem os conceitos”! O lance do Goebbels é fazer-nos viver em constante medo, num cenário sombrio, com uma atitude que pode se tornar a profanação final dos governos de Brasília, a degradação total de pessoas que governaram por lá…..

    Esse cara esta decidido, quebra o Brasil, mas leva a ‘malinha’ dele….

  7. Este governo está perdido, não é esta reforma que prejudica os mais pobres, que irá resolver o problema da economia, este governo Bolsonaro não tinha plano de governo, agora não sabem o que fazem.

  8. O grande e experiente Jornalista Sr. PEDRO DO COUTTO chama atenção de que o Ministro da Fazenda ( na verdade da Economia mas nós preferimos o antigo Nome), se cala sobre o alto Custo da Dívida Pública ( +- R$ 400 Bi/Ano), e só chama atenção sobre o Deficit da Seguridade Social ( Previdência + Assistência Social + Saúde) +- R$ 300 Bi/2018 com viés de alta, devido aos 30% de corte de DRU.
    Mas se o Congresso não tivesse aprovado o corte de Receitas da Seguridade Social de 30% (DRU) o Deficit da Seguridade Social seria pequeno, mas o Deficit do Governo Federal seria gigantesco, bem maior do que já é.
    Mas foi um erro a DRU, atualmente 30%, porque senão o Deficit seria do Orçamento Federal e não da Seguridade Social, e agora o Ministro da Fazenda não estaria priorizando a Seguridade Social ( embora sem dúvida esta também necessite Reforma), e sim focando no Orçamento Federal como um todo, especialmente no Custo da Folha de Pagamentos Funcionalismo Federal de +- R$ 305 Bi/2018.
    Erro grave do Ministro da Fazenda foi decretar sigilo nas memórias de cálculo de sua Reforma da Previdência. Ora, o Congresso e toda a Nação Brasileira tem que ter acesso a TODOS os dados da situação para adotar a solução mais JUSTA, até porque somos Nós o Povo que pagaremos a Conta do Deficit Fiscal.

    Só se contém o crescimento e até a diminuição da Dívida Pública gerando Superavit Primário e nosso último Superavit Primário foi em 2013 prevendo-se o próximo em 2021, mais provável 2022. Quase 9 anos sem pagar Juros da Dívida Pública, só “girando”, a levaram lá em cima próximo do limite superior.

    De qualquer forma não se deve falar muito da Dívida Pública “para não alertar os gansos”, aqueles mesmos gansos sagrados do Capitólio Romano que mais do que os sentinelas Romanos deram alarme da tentativa de invasão do Monte Capitolino pelos Gauleses.

    O negócio é como fazer nossa Economia deslanchar de novo, com isso zerar nosso Deficit Fiscal e gerar crescentes Superavits Primários.
    Isso é possível, o Brasil com seus +- 220 Milhões de Brasileiros é uma Força Produtiva ainda muito, muito, sub-utilizada.

    • Caro Bortolotto, sua presença na TI, com seus sempre bem ponderados e embasados comentários a respeito dos assuntos econômicos, estava fazendo falta. Bom vê-lo de volta.

  9. Ninguém fala sobre os sonegadores de impostos, apertando a fiscalização não precisava esta DRU para levar dinheiro para o tesouro e tirar do trabalhador que trabalha ou trabalhou durante décadas.

    Sem a DRU não tem déficit, a previdência não tem déficit, resolva o problema fiscal com fiscais, colocando os sonegadores para pagar o imposto que o assalariado paga na fonte.

    É recorrente fazermos compras e nada de nota fiscal. Aí está um dos maiores problemas, os espertalhões.

    Povo dividido, os apoiadores do governo mesmo se ferrando apoiam esta reforma, fazer o que não é?

    Mas tem aqueles que já descobriram que foram enganados, e não são poucos.
    A cada 15 segundos nasce um otário.

  10. Pensionista ganha menos que aposentados… onde isso?

    Vejo no site da transparência de alguns órgãos pensões de 15, 20, 30 mil reais ou mais.

    Basta acessar a transparência de uma Casa Legislativa, de uma Corte de Contas, um Judiciário ou Ministério Público, e mesmo do Executivo, e pensionistas de servidores de determinados órgãos como Polícias, Fazenda e outros.
    Não há razão alguma para pensões vitalícias nesses patamares.

    Uma norma determinando que toda pensão devesse ser limitada, um parâmetro justo seria ao teto do INSS, mesmo em se tratando de regimes diferentes, seria mais que bastante pra reduzir a sangria – isso valendo para pensões militares, inclusive.

    Se a razão da pensão justifica pela manutenção de uma situação confortável de vida (leia-se: não deixar ao desamparo) para o cônjuge sobrevivente, por que um valor alto?

    E se a sociedade não mais se organiza segundo os moldes do passado (o homem trabalha e a mulher fica em casa), todos tendo acesso à educação, ainda que mau prestada, porém, fato é que atinge a quase todos no sentido de gênero (excetuado-se a cor e condições sociais onde mora a desigualdade mais acentuada), como mantermos regime de pensões vitalícias indiscriminadamente?

    Países como Canadá, Holanda etc. pensões duram uma década ou um pouco mais. É para que o beneficiário – homem ou mulher – não fique tenha sua vida completamente mudada ante o falecimento do cônjuge, mas crie condições para seguir sozinha(o) no futuro, levando-se em conta para o tempo máximo de recebimento se possui filhos dependentes, ou não, e o tempo da relação.

    Sinceramente, De maneira a equacionar o Sistema de Previdência Social, acho que mesmo quem receba pensão e assegurado-se o direito adquirido a esta, devessem suportar nova regra que não suprima, portanto, o direito ao recebimento da pensão, mas que, porém, passem a contribuir bem mais… o dobro e até o triplo com o passar dos anos.

    É injusto ter pessoas na ativa (e até aposentados) contribuindo para o regime (público ou privado) e beneficiárias de pensão por morte contribuírem com o mesmo percentual, quando estas recebem não por fruto do seu trabalho e sim por uma condição (relação com pessoa falecida).

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