Gustavo Loyola: “Crescimento de verdade só em 2017”

Vicente Nunes
Correio Braziliense

O economista Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central, traça um quadro nada promissor para o país. Diz que, independentemente de quem vencer as eleições, a economia só voltará a crescer de forma mais consistente em 2017, a inflação média anual dos dois próximos anos deverá ficar em 6,3%, o dólar chegará a R$ 2,60 já no ano que vem e a taxa básica de juros (Selic) será elevada até 12,25% ao longo de 2015.

Professor da Universidade Columbia, em Nova York, o economista Marcos Buscaglia, analista do Bank of America Merrill Lynch, não se surpreende com as fragilidades da economia brasileira. No entender de Buscaglia, nos últimos quatro anos, o Brasil ficou menos competitivo e se distanciou dos eixos mais dinâmicos de inovação e produção do mundo. Pior, diz ele:

“Nesse período, conjugou inflação alta, crescimento medíocre e excesso de estatismo, ou seja, intervenção na economia”. Sendo assim, avalia, o próximo presidente da República, independentemente de quem seja o vencedor, terá que trabalhar por um Brasil ágil, resiliente e conectado.

“Terá ainda de manter uma sólida disciplina fiscal, mais transparência nas contas públicas, além de redimensionar o papel e tamanho do Estado para manter o grau de investimento (país seguro para o capital)”, assinala.

6 thoughts on “Gustavo Loyola: “Crescimento de verdade só em 2017”

  1. Polícia Federal desativa operação em pleno andamento na cidade de Santa Cruz. Ofensiva visou o MST. Bohn Gass era um dos alvos.
    Pelo menos 60 agentes da Polícia Federal deslocaram-se para Santa Cruz nesta segunda-feira e acabaram tendo que retornar a Porto Alegre sem cumprir mandatos de busca e apreensão envolvendo interesses do MST. Trata-se de um inquérito que envolve parlamentares com foro privilegiado, como é o caso do deputado Elvino Bohn Gass, PT do RS.

    . O inquérito tem a ver com verbas federais do Pronaf.

    . O recuo obedeceu ordens expressas vindas de Brasília, do governo Dilma Roussef, do PT.

    . A operação foi desativada depois de tensas negociações.

  2. Concordo com as análises dos Economistas GUSTAVO LOYOLA e MARCOS BUSCAGLIA. Quase esgotados os motores de DEMANDA como aumento Salariais Reais, que daqui para a frente deverão crescer +- 2%aa, e a expansão do DÉBITO que chegando perto de 55% do PIB está perto do ponto de saturação, quem ganhar a Eleição Presidencial, terá forçosamente que atuar em Políticas de OFERTA. Essas exigem AUSTERIDADE, demoram 2 a 3 ou mais anos para dar Resposta, enfim para preparar a BASE para novo surto de Crescimento. Por isso, Taxas de crescimentos boas só deveremos ver a partir de fins de 2017 em diante.

  3. Em junho de 2012 a previsão era do crescimento ser a partir de 2014 e?
    Certamente que essas profecias são constantes e nunca se concretizaram. “Primeiro o bolo tem que crescer….”!

  4. O Vicente Nunes foi extremamente otimista nexte texto, pois a situação brasileira é muito pior e pode piorar mais ainda dependendo da taxa de juros a ser aplicada no ano que vem nos EUA. Do mesmo articulista, temos um outro texto, mais recente, publicado aqui na Tribuna e muito mais realista.

  5. É claro que o Loyola se refere ao valor do dólar que as multinacionais e os donos do poder têm acesso, porque o acessível aos súditos, perdão, cidadãos brasileiros nos bancos e nas ruas ontem já atingiu 2,60, se não recarregasse o cartão com um plus de 6,38%. Aliás, o dólar está a se valorizar por toda a parte e ele não tem bola de cristal para saber o limite do ciclo de valorização Só o euro se desvalorizou 8.7% em relação ao dólar nos últimos 12 meses e 15% nos últimos 37 meses, um baita percentual.

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