Há 60 anos, Lott garantia a posse de JK, vitorioso nas urnas

Fidel Castro foi recebido por Lott em 1959

Pedro do Coutto

Exatamente hoje, 11 de novembro, há 60 anos desencadeava-se, sob a liderança do general Teixeira Lott, então ministro do Exército (naquele tempo chamava-se ministro da Guerra), o movimento político militar que afastou Carlos Luz da presidência da República e assegurou a posse de Juscelino Kubitschek, que vencera as eleições de 3 de outubro de 1955. Contra sua posse legítima começava a ocorrer uma conspiração liderada pelo deputado Carlos Lacerda (UDN-DF), que aglutinava em sua sombria estrutura setores radicais das Forças Armadas.

Carlos Luz era deputado por Minas, presidente da Câmara Federal, e investido no cargo em face do afastamento do presidente Café Filho, que sucedera Getúlio Vargas no trágico desfecho de agosto de 54. Café Filho revelara-se vacilante, mas estava na conspiração golpista. Licenciou-se para tratar de um infarte e se internara no Hospital dos Servidores do Estado, dirigido pelo médico Aloísio Sales, cardiologista de renome. O HSE, atualmente rebaixado, era unidade de referência nacional.

Com o afastamento de Café Filho, Carlos Luz assumiu o Palácio do Catete. Carlos Lacerda, através da Rádio Globo (a TV só surgiu em 65), pregava aberta e alucinadamente o que denominava de contragolpe. O panorama nacional fervia.

A VOZ DAS URNAS

Lott assumiu a posição legalista de respeito ao voto democrático e, portanto, a voz das urnas. Na noite de 10 de novembro, Carlos Luz convoca o ministro do Exército e anuncia sua demissão. O general Henrique Duffles Teixeira Lott – volta para sua residência oficial, no Maracanã, ao lado da casa do comandante do I Exército, general Odilo Denys.

Denys comunica a Lott que o alto comando não aceita a demissão que descortinava a estrada do golpe. Lott assume o movimento. Na alvorada de 11 de novembro – mais uma vez a história não esperou o amanhecer – Carlos Luz deixa o Catete e embarca no cruzador Tamandaré.

Carlos Lacerda está a bordo. Luz pretende ir a Santos e contar com o apoio de Jânio Quadros, governador de São Paulo. Antes de desembarcar a ideia se evapora. Jânio afirma-se pela posse de JK. A Câmara vota o impeachment de Carlos Luz.

O gaúcho Flores da Cunha passa a presidir a Câmara. Nereu Ramos, presidente do Senado, assume a presidência da República. Dez dias depois, Café Filho deixa o HSE. Propõe-se a reassumir o Catete. Mas a Câmara vota também o seu impedimento. O governo decreta sua prisão domiciliar. Café Filho morava na Joaquim Nabuco, esquina com N.S. de Copacabana.

Ali permanece até 31 de janeiro de 56, quando JK assume o mandato para o qual fora eleito. O seu vice era João Goulart. JK lançou o desenvolvimento econômico, com base no slogan 50 anos em 5. A 31 de janeiro de 61 passou a faixa presidencial a Jânio Quadros, depois dos anos dourados, com o país em plena democracia. Mas Jânio Quadros renunciou a 25 de agosto de 61. A partir daí a história do Brasil mudou de curso.

JK IA VOLTAR

JK não conseguiu voltar ao governo em 65, como era seu projeto, como era seu sonho. E também o sonho da grande maioria da população. Em 63, quando meu amigo Paulo Montenegro presidia o Ibope, uma pesquisa apontava JK com 63% das intenções de voto. Lacerda atingia 17 pontos.

Escrevi sobre essa pesquisa no Correio da Manhã. JK e o Correio da Manhã, como no filme famoso, se foram com o vento. O texto, hoje, é matéria de memória, para citar o romance de Carlos Heitor Cony, amigo e praticamente seu melhor biógrafo político. A interpretação de Cony sobre como Juscelino não se surpreendeu com a renúncia de Jânio é algo genial.

CARDOZO RESPONDE A LULA

Mas já que estamos falando de embates políticos, vamos sair do passado para o presente e focalizar a resposta que, através de entrevista a Catia Seabra e Gustavo Uribe, Folha de São Paulo de segunda-feira, o ministro Eduardo Cardozo deu ao ex-presidente Lula, acentuando que “ele tem todo o direito de não gostar de mim”. E acrescentou: “Se você quer, na vida política, se comportar dentro dos princípios do estado de direito, prepare-se para ter inimigos e perder amigos”. Mais claro, digo eu, impossível. Foi uma resposta direta ao verdadeiro autor do tema que, inclusive tornou-se fonte de inspiração da entrevista.

“O que posso dizer – continuou o titular da Justiça – é que tenho a consciência tranquila e jamais irei interferir no mérito de uma investigação, a menos que haja, comprovados, indícios de ilegalidade. A presidente Dilma Rousseff jamais me pediu que obstruísse uma investigação. Alguém que pensa assim (assim como? Quem é o personagem?) tem maus conhecimentos da própria estrutura institucional brasileira, além de má compreensão do papel do ministro da Justiça”.

As afirmações de José Eduardo Cardozo – claro – têm endereço certo. Lula, não há a menor dúvida. Vamos ver se o ex-presidente aceitará o debate nos termos em que Cardozo colocou. E no palco da Folha de São Paulo.

11 thoughts on “Há 60 anos, Lott garantia a posse de JK, vitorioso nas urnas

  1. Depois da tragédia de 24 Out 54 ( Suicídio do grande Presidente VARGAS – PTB-RS ), o Presidente CAFÉ FILHO ( PRP -RN) Partido Político comandado por ADHEMAR DE BARROS ( PRP-SP ) escolheu um Ministério meio contrário a Política VARGISTA ( Nacional Desenvolvimentista ESTATISTA ), e especialmente para Ministro da Guerra um General com fama de ser um “Militar estritamente PROFISSIONAL, não interessado em Política” o Gen LOTT. O Gen LOTT depois que assumiu o Ministério da Guerra passou a se interessar por Política, e até demais. Como nos conta o grande e experiente Jornalista Sr. PEDRO DO COUTTO, tendo adoecido o Presidente CAFÉ FILHO, e assumido a Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados Sr. CARLOS LUZ ( PSD-MG ), por ocasião das Honras Fúnebres do Gen CANROBERT, antigo Ministro da Guerra e Homem que poderia ter sido Presidência da República, tanto prestígio tinha, o Cel MAMEDE em seu discurso de homenagem declarou abertamente que o eleito Presidente JUSCELINO KUBITSCHEK não deveria ser empossado. O Ministro da Guerra queria punir o Cel MAMEDE pelo ato de insubordinação, e o Presidente CARLOS LUZ não concordou, na sequência dos trâmites o Presidente CARLOS LUZ demitiu o Gen LOTT que imediatamente demitiu o Presidente CARLOS LUZ ( 11 Nov 55 ). Depois o Gen LOTT foi Ministro da Guerra do Presidente JUSCELINO KUBITSCHEK em todo seu quinquenato, pois o Presidente JK teve a sabedoria de não demiti-lo nunca, e ainda o Gen LOTT, não sei como ganhou a Convenção do PSD – PTB etc, para Candidato a Presidência da República em 1960, eleição que acabou perdendo para o genial Sr. JÂNIO QUADROS ( PTN – UDN, etc ). Como o Presidente CAFÉ FILHO conhecia mal as Pessoas. Abrs.

  2. A ironia, de fato, é companheira inseparável da história.

    Se Juscelino não tivesse tomado posse a capital do Brasil jamais seria transferida para Brasília, o que resultou na deterioração da representação política no país.

    Com a capital no Rio de Janeiro tinha deputado federal da UDN que não saía nas fotografias partidárias, pois ficava posicionado na quinta ou sexta fila de importância operativa.

    Brasília propiciou a ocupação política do país por políticos desonestos e medíocres.

  3. Respeitosamente discordo do meu amigo Celso quando culpa Brasília pela deterioração da política brasileira.

    Não entendo como um local, uma cidade, contribuiriam para que o caráter das pessoas, suas personalidades alteradas, possam ser acusadas de responsáveis por essas modificações de foro íntimo, de formação individual.

    Brasília foi o maior acontecimento da história da República!

    Desentranhou do Rio de Janeiro a falsa elite política nacional, as tentativas de golpes constantes, a instabilidade do governo federal, que redundou no suicídio de Vargas, a Cidade Maravilhosa como único cenário cultural e político de um País atrasado, com enormes índices de analfabetismo, um interior nacional a ser descoberto, estradas para serem feitas e uma indústria inexistente, salvo a Siderúrgica Nacional, também localizada no Rio.

    Os demais Estados permaneciam ao largo das decisões emanadas da capital federal, razão pela qual o esquecimento das Regiões Norte e Nordeste onde eram simbolizadas por índios e cangaceiros, respectivamente.

    Evidente que a ida dos políticos acostumados às delícias das praias, dos bares de Ipanema, Copacabana, Leblon, para o Planalto Central, para o Serrado, ocasionou muitos descontentamentos, mas o Brasil foi desbravado, Estados que não se ouviam seus nomes passaram a ser conhecidos, estradas rasgaram o País iniciando por Brasília, e surgiu a indústria automobilística brasileira.

    Não temos o direito de omitir para o povo o sonho que foi a construção de Brasília, há quase sessenta anos.

    Milhares de brasileiros desceram na Rodoviária, Aeroporto, vindos de paus-de-arara (caminhões que transportavam pessoas vindo do Nordeste, que levavam até quinze dias de viagem absolutamente desconfortáveis porque em bancos de madeira colocados transversalmente à carroceria, coberta de lona), carros particulares, em busca de realizações pessoais, trabalho, à procura de um lugar ao sol. No rosto de cada brasileiro estampava a esperança, hoje absolutamente abandonada por culpa do PT, de bandidos, ladrões, corruptos e desonestos.

    JK foi o grande empreendedor brasileiro, um presidente de visão, e se os parlamentares sabotaram seu plano de 50 anos em 5, trata-se do que afirmei acima, questões de caráter e personalidade deformados de maus políticos, más pessoas, traidores da Nação!

    Agora, lamento profundamente que, Brasília, seja atualmente conhecida como a Ilha da Fantasia, justamente em razão de um Legislativo deletério, Executivo incompetente e sem qualquer autoridade moral para nos governar.

    Brasília foi uma bênção para o Brasil, que nos tirou do ranço de uma República velha, carcomida pelos figurões que desejavam permanentemente a deposição de presidentes, dos jornalões que serviam como formadores de opinião nacional, o centro do País, enquanto que o resto definhava, morria-se de fome, de sede, da total falta de saneamento.

    Não me acusem Brasília, DF, a capital, o local, e suas cidades satélites enquanto eu estiver vivo, por favor!

    A construção de Brasília foi simplesmente o último “El Dorado” do mundo, pois convergiram para Goiás gente de todas as partes da Terra. Desde judeus, árabes (sírios-libaneses, não se falava em palestinos à época), gregos, italianos, argentinos, americanos, portugueses, espanhóis, húngaros (em Taguatinga havia uma metalúrgica de um casal de húngaros, cujo filho estudou comigo no Colégio Dom Bosco, Átila Sik), franceses, alemães, mexicanos … um canteiro de obras absolutamente cosmopolita, sem agressões, roubos, drogas, apenas com um único objetivo:
    TRABALHAR!

    Não me acusem Brasília enquanto eu estiver vivo, por favor, pois eu ajudei a construir a nossa capital federal, pois para lá me dirigi com a mãe e irmão em 1.959, um ano antes da sua inauguração, e me tornei um homem precocemente, um candango (carrinho de mão com pneus que se levavam os entulhos das obras, que também identificavam os trabalhadores), tive a primeira namorada, e voltei para a minha terra em 1.967, em face da doença de minha mãe, que veio a falecer aos 42 anos, em março de 1.971, e comigo ao seu lado!

    Não me acusem Brasília, por favor, de gente sucumbir por dinheiro, pelo poder, pela fama, que se dissipam rapidamente, permanecendo em nossos corações os legítimos valores e princípios que nos nortearam para uma vida honesta, decente, ordeira e trabalhadora, de seres humanos que demonstraram as suas valentias, determinações, fibra, garra, denodo, quando abandonaram seus Estados e vieram para Brasília sem nada, apenas com a vontade de vencer!

    Não me acusem Brasília, por favor, enquanto eu estiver vivo!

  4. É sempre bom falarmos da história, ela ensina a quem quer aprender. As coisas aconteceram quase assim. Pedro Couto é um grande jornalista assim como Carlos Newton eviveram esses momento de turbulência da vida nacional. O que a história e os historiadores não registram é que, se Juscelino fosse o candidato a presidente com outro vice, não haveria nada. O medo e o ódio insano dos udenistas era de João Goulart. As ameaças foram constantes antes da eleição, durante a eleição e depois da eleição. Abertamente falavam em golpe para impedir a posse de Juscelino. Sem esquecermos que Jango teve mais votos que Juscelino, naquele momento os vices eram eleitos. O pingo d’água que fez transbordar os acontecimentos foi verdadeiramente o enterro do general Canrobert Pereira da Costa, em que compareceram diversas autoridades e militares inclusive o general Lott, ministro da Guerra. O coronel Jurandir Bizarria Mamede, a beira do túmulo, faz um discurso em que fala em impedir os mesmo etc. de assumir o governo. Lott sai e tenta punir Mamede por indisciplina. Acontece que Mamede estava adido a Escola Superior de Guerra e ele não podia puni-lo. Lott então pede audiência ao então presidente Carlos Luz que segundo o folclore político teria deixado o general Lott esperando por mais de meia hora. Lott pede a punição de Mamede e Carlos Luz não concorda. O general então pede demissão, aceita na hora. O general Fiuza de Castro queria que o comando lhe fosse passado na mesma hora. Lott disse que tinha uns papeis a organizar e passava o comando às 10h do dia seguinte(12/11/1955). Tem uma versão absurda dizendo que Lott foi induzido a dar o golpe pelo general Odílio Diniz. Dificilmente isso aconteceria. Lott era um disciplinador e seria incapaz de ir a reboque de alguèm. Nas últimas horas da madrugada a Vila Militar desce com os tanques e cerca tudo. Da Praça Mauá ao Aeroporto Santos Dumont. Nem os navios de guerra podiam sair da baia de Guanabara e nem os aviões podiam levantar voo do Santos Dumont. Muitos políticos entraram no cruzador Tamandaré que estava em reparos, atracado no cais norte da Ilha das Cobras. Lacerda, Mamede, Carlos Luz e outros. Silvio Heck era o almirante comandante do Tamandaré, o almirante Pena Boto o comandante da Esquadra. Os dois de um radicalismo extremado. Pena Boto forçou a barra e saiu depois de levar uns tiros das bases do Exercito na saída da Baia da Guanabara. Foram para São Paulo. Os aviões proibidos de levantar voo, mesmo assim o brigadeiro Eduardo Gomes fura o bloqueio e levanta voo para São Paulo. Acontece que as Forças Armadas já recebiam ordens do General Henrique Batista Duffes Teixeira Lot em todo o Brasil tal o seu prestígio e liderança. A base de Cumbica em São Paulo não deu guarida ao Brigadeiro Eduardo Gomes. E a base da Marinha em Santos ameaçou o Tamandaré dizendo que todos seriam presos se desembarcassem. Ventilou-e a possibilidade do Tamandaré seguir para Bahia e de lá Carlos Luz governar o Brasil. Isso não foi registrado pela história. Eu servia no Cruzador Barroso. Quem estava de oficial de dia era o tenente Brígido. O Barroso preparou-se para forçar a barra à meia noite do dia 12. Mas antes disso Carlos Luz resolveu voltar e entregar-se ao Exército. Ainda tem coisas e mais coisas que aconteceram.

  5. Aquino,
    Um pequeno lembrete:
    Lott era Marechal!
    Até a reforma estrutural de 1967, no Exército Brasileiro, os generais-de-exército (com quatro estrelas), ao passarem para a reserva, ganhavam a quinta estrela pela promoção automática. Com a reforma, somente haverá a promoção de um general-de-exército a marechal em caso de guerra. Em 1975, o Exército tinha 73 marechais – tínhamos mais marechais que havia de franceses e ingleses juntos ao longo de toda a história de guerras de todo o século XX!
    O último marechal do Exército Brasileiro, Waldemar Levy Cardoso, faleceu em 13 de maio de 2009.
    O último marechal brasileiro na ativa foi João Batista Mascarenhas de Morais, comandante da Força Expedicionária Brasileira. Foi distinguido com as honras de marechal pela Assembléia Constituinte de 1946; em 1951, por decreto do Congresso Nacional, foi investido no posto de marechal em serviço ativo do Exército enquanto vivesse.
    Mascarenhas de Morais faleceu em 1968.

  6. Bendl, no momento em que deflagrou o movimento: “Volta aos quadros constitucionais vigentes”, pela posse de Juscelino em 11 de Novembro de 1955. Henrique Bastista Duffes Teixeira Lott era general. Foi para a reserva em 1959 como marechal.

  7. Bastos,
    Lamento que pensas desta forma, desconsiderando as milhões de pessoas que tiveram um alento em suas vidas após a construção de Brasília, que fixaram residência no Planalto Central, casaram, tiveram seus filhos, se realizaram profissionalmente, montaram seus negócios, deram um novo destino às suas existências.
    A confrontar e contestar teu raciocínio, sem que estejamos construindo uma capital federal, olha a inflação que temos, os projetos que mesmo orçados são solenemente alterados, e se tu verificares melhor, concluirás que as crises financeiras posteriores à inauguração de Brasília poderiam ter sido facilmente contornáveis se não fosse o sistema econômico brasileiro que sempre se beneficiou em demasia da inflação, este o verdadeiro culpado em alimentá-la, seguido por governantes incompetentes, corruptos e desonestos!
    Mais a mais, se somarmos os desvios de verbas da Copa do Mundo, mensalão, petrolão, Olimpíadas, e o dinheiro desviado do BNDES, como o financiamento a fundo perdido do porto, em Cuba, e dívidas perdoadas pelo PT de nações governadas por ditadores, afirmo categoricamente que esta soma construiria outra capital federal e sobrariam recursos!
    Não podes culpar Brasília, que indiscutivelmente foi a mola propulsora para que saíssemos de uma estagnação industrial, cultural e social, como geradora da inflação, cometendo um erro crasso!
    As causas da hiperinflação no país são invariavelmente relacionadas ao aumento dos gastos públicos durante o governo militar e pela elevação do endividamento externo, agravado pela crise mundial derivada do aumento dos preços do petróleo (1.973) e pela retração na taxa de expansão da economia.


    A política de substituição das importações – que vinha desde o governo Juscelino Kubitschek, verdade, – fez crescer os gastos públicos, e o “milagre econômico” entre o final dos anos 1960 e o início da década de 1970 (quando a economia brasileira cresceu em média 10% ao ano) foi financiado por empréstimos internacionais.
    

A partir de 1973, quando a crise internacional do petróleo fez o custo do barril subir 400% em três meses, de US$ 2,90 para US$ 11,65, a economia brasileira passou a apresentar taxas de inflação crescentes. O PIB já não crescia tanto, e o Brasil entrou na década de 1980 com o pé esquerdo:
    Inflação (lembra Sarney, Collor?), dívida externa elevada e indústria defasada.
    Imagina se não tivéssemos Brasília!

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