Haroldo de Andrade, na Tupi, confirma O Globo: pânico nas ruas do Rio

Pedro do Coutto
O título desta matéria está inspirado no filme de Elia Kazan e se acrescenta ao resultado de pesquisa realizada por Haroldo de Andrade Júnior, domingo, na Rádio Tupi, com base na excelente reportagem de Sérgio Ramalho, publicada na edição de O Globo. Ramalho obteve dados do Instituto de Segurança Pública e, com eles mostrou que o número de assaltos, em julho deste ano, no Estado do Rio de Janeiro, foi 19,9% maior do que no mesmo mês de 2012. Foram 4982 casos, incluindo os praticados à mão armada. Na cidade do Rio de Janeiro, houve 2.373 assaltos, 5,8% a mais do que em julho do ano passado. 

Em seu programa, líder em audiência das dez ao meio-dia, do qual participo como um dos debatedores, baseado em O Globo, perguntou aos ouvintes se eles se sentiam seguros nos bairros onde moram. Choveram telefonemas e e-mails: quase 99% disseram que não. O levantamento, portanto, mostrou sinteticamente uma sensação coletiva de insegurança. E não é para menos. Afinal de contas, 2.373 casos só na cidade do Rio revelam uma média de aproximadamente 80 roubos por dia. Os registrados pelo Instituto de Segurança Pública. Como nem todos são levados a registro, deduz-se que o total real, de fato, é bem maior. 

CRIMES EM ALTA
Cai por terra a versão que aponta o êxito do governo Sérgio Cabral em matéria de combate à criminalidade. Ela, como os índices comprovam, cresceu nos últimos doze meses. No Rio, exceção de Ipanema, Lagoa e Leblon, o número de roubos aumentou em todos os demais bairros da cidade. Se multiplicarmos o subtotal de julho por 12 (meses do ano), vamos encontrar uma estimativa em torno de 25 mil casos, pelo menos. Os ladrões atuam com desenvoltura cada vez maior. O problema não é só de falta de policiamento. É de falta de mobilidade desse policiamento. Pouco adianta colocar-se PMS nas ruas se eles permanecem parados em esquinas. Não que não estejam dispostos a agir, mas sim porque, percebendo sua localização, os ladrões escolhem os locais onde eles não se encontram. 

A solução é o uso de veículos e a mobilidade rápida, transmitindo a certeza de que a Polícia Militar pode surgir a qualquer momento. Em Copacabana, por exemplo, no posto seis, em finais de semana de sol pleno, o número de roubos e furtos se multiplica assustadoramente. Os moradores ao saírem de casa, inclusive, prestam atenção especial para observarem suspeitos. Vários ladrões, de tanto agir, já são até conhecidos pelos que moram no bairro. Os que cruzam as ruas e calçada de bicicleta são um perigo. Quando surgem, os moradores, identificando-os a tempo, recuam para as portarias dos edifícios. Na Baixada Fluminense, o número de assaltos aumentou 39,7% este ano. Uma calamidade.

O tráfico de drogas está na raiz de tudo. O desemprego recuou, como o IBGE informou, a renda média do brasileiro cresceu e chegou a 1 mil e 500 reais por mês. Não são portanto só fatores sociais que levam ao roubo. E sim o consumo de drogas, incluindo as revendas. As UPPS não desalojaram os traficantes, que continuam fortemente armados. Não têm interesse nos roubos, mas faturam o produto deles como moeda de troca. Com isso, os crimes avançam. O governo Sérgio Cabral não combate a sua verdadeira origem. Os números de O Globo e a pesquisa da Rádio Tupi são a comprovação do insucesso. Que fazer?

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7 thoughts on “Haroldo de Andrade, na Tupi, confirma O Globo: pânico nas ruas do Rio

  1. Caro Jornalista,

    Como o assunto é violência, veja este artigo publicado no Jornal do Brasil:

    “A ESQUERDA E A VIOLÊNCIA

    Ubiratan Lorio – Jornal do Brasil

    A afirmação do filósofo Olavo de Carvalho, em seu artigo aqui no JB, de que o crescimento do banditismo e da violência insuportável que assola as grandes cidades e o campo guarda forte correlação com a ascensão de governos – locais e, agora, em nível nacional – de esquerda é uma constatação tão irrefutável que nem mil estratagemas ”politicamente corretos” podem desalojar a verdade que contém.
    É evidente que a causa da violência urbana e rural, bem como da proliferação de toda a sorte de vícios, é o relativismo moral, que o papa Bento XVI, logo no início de seu pontificado, apontou como o grande mal do mundo de hoje. Quando esse relativismo – endossado e incentivado pelas esquerdas -, em que a culpa por crimes, de roubos de galinhas a assassinatos, passando por seqüestros, invasões de terras, estupros e outras monstruosidades, é solertemente desviada de seus autores reais para entes abstratos e impalpáveis, como ”pobreza”, ”má distribuição de renda”, ”capitalismo” ou ”neoliberalismo”, é usado para o objetivo doentio de implantação do modelo socialista, chega-se ao lastimável estado em que se encontra a segurança pública.

    Sempre fez parte da estratégia ”esquerdopata” para impor o ”outro mundo possível” a desagregação da sociedade, haja vista a semeadura do ódio que seus mentores e pretensos ”intelectuais” lançam diariamente, de negros contra brancos, homens contra mulheres, heterossexuais contra homossexuais, ”elites” contra ”povo”, bem sucedidos contra os que não tiveram igualdade de oportunidades; de há muito integra seu torpe jogo a defesa do aborto, a título de ”libertação” da mulher; há décadas alinha seu abominável arsenal a execração da Europa e dos Estados Unidos e a defesa de narcotraficantes e terroristas internacionais. Sim, tudo isto e muito mais consta de seu repertório, em que os fins execráveis de instalar na América Latina cópias da desmoronada União Soviética ou da patética Cuba justificam quaisquer meios, mesmo que entre estes esteja o de acobertar ou, até mesmo, o de incrementar a violência, para desmontar a coesão social, moral e econômica e, assim, permitir ao partido no poder a oportunidade de estabelecer a ”redenção” – que prefiro chamar de servidão – ao Estado. Até o ex-presidente Fernando Henrique, um esquerdista hoje moderado, na mesma entrevista que lhe valeu um processo, por ter declarado que ”a ética do PT é roubar”, não deixou de afirmar que ”eles não fazem isto por mal, mas porque acreditam que é o melhor para o país”… Como? Não fazem por mal? Então, o que seria o ”mal”?

    No Rio, até os paralelepípedos das ruas mais remotas sabem que tudo começou no primeiro governo de Brizola, com aquela história – capaz de render muitos votos – de ”polícia cidadã” e, desde então, já que os governos que se lhe seguiram emanaram quase todos da mesma fonte, o problema não fez senão crescer, sempre com o apoio da mídia, que prefere criticar a violência e a corrupção policial e acobertar bandidos do que tratar a coisa como deve ser tratada.
    Para princípio de conversa, ”polícia cidadã” é um mero pleonasmo, útil para enganar trouxas que são incapazes de pensar. Polícia é polícia, existe para combater o crime, ou não? Imaginem um coronel da PM, ao invadir um presídio em rebelião, ou ao tentar interromper um assalto, dirigindo-se aos bandidos nestes termos: ”Senhores meliantes, gostaria de pedir-lhes o obséquio de deporem as armas e entregar-se”… Mamma mia, até a maluquice tem limites!

    Em nível federal, o PT nada mais fez do que repetir seu discurso velho, esfarrapado e mentiroso de apontar causas ”sociais” para justificar e deixar de combater com coragem o crime, para desespero da maioria dos cidadãos – da favela e do asfalto – que vivem apavorados e engaiolados, prisioneiros do medo. Cadê os presídios que prometeu construir? De que tem servido a tal Força de Segurança Nacional? Onde está o reforço no aparelhamento e na inteligência das polícias? Por que abrandaram as penas sobre crimes hediondos? Será que em suas cabeças todos os pobres são criminosos ou possuem um salvo-conduto ”social” para um dia virem a sê-lo? É o cúmulo da falta de senso que membros e ex-membros deste governo ainda ousem pronunciar-se sobre segurança pública! Os cidadãos honestos precisam votar dando um basta a esta prestidigitação do ”social”! “

  2. É fato. Vendo uma série real do canal TrueTv, COPS, se vê como algumas forças policias agem nos EUA. Os policias fazem rondas direto, um em cada carro e quando algo é avistado, ele alerta os outros e um chuva de policiais uniformizados e as vezes a paisana chegam em auxilio. Aqui andam 2 a 4 em um carro, com fuzis para fora da janela colocando a população em risco,(no caso de um tiro acidental) e os mesmos vão até um local e ficam “ancorados” ali. Se alguém solicitar sua intervenção, o mesmos vão negar auxilio e no máximo vão repassar pelo rádio, já que eles não podem abandonar o “posto” de vigília.
    Enquanto a PM não sair do “cais” e colocar a PM fazendo rondas, a pé, de carro e de moto, os bandidos e os perigosos “cidadãos sonegadores de IPVA” vão continuar sabendo da “logística” de atuação e evitarão os locais aonde a PM “protege”.
    As BLITZ CAÇA-NÍQUEL por exemplo tem horários e locais para começar e terminar. Quem passa todo dia pelo mesmo local, já sabe aonde e quando pode encontrar uma, ainda mais pelo imenso engarrafamento que elas causam.

  3. Esqueci de dizer, sou nascido e criado em Niterói e mudei em 2002 para Itaipuaçu, Maricá, RJ para ter mais tranquilidade e segurança, já que a onde de violência no FONSECA, bairro que morava estava ficando insuportável. Dois anos depois da mudança, em 2004, fui rendido no portão, ao sair de casa, às 07:45hs da MANHÃ e tive minha família reféns de dois bandidos por mais de 30 minutos. Levaram tudo que conseguiram carregar em nosso carro e ai acabou nosso sossego. Isso em 2004, quando as tais UPP’s ainda não estavam exportando bandido no ATACADO.
    Hoje, em 2013, Maricá está com 3 ou 4 vezes a população de 2004 e a força policial deve ser a metade, já que o comando da PM mandou, quase todo efetivo do 12ºBPMERJ, para a cidade do Rio…

  4. Que fazer?
    Primeiro a Rede Globo deveria fazer um mea culpa e se desculpar com a população, por participar e incentivar este engodo chamado UPPs, fizeram uma festa danada, tentando tapar o sol com a peneira e desavergonhadamente tentando vender para a população que a tal invasão do Alemão, onde não se prendeu ninguém, foi um “sucesso”. Quase endeusaram o Beltrame, quase o fizeram candidato ao governo do estado e uma pergunta: Cadê o Beltrame?
    Segundo, seria apelar para o bom censo do Cabral e pedir para ele sair rápido e levar consigo todos os “colaboradores” do governo.
    Terceiro, pedir ao povo carioca pra rezar.

  5. Excelente artigo, Sr. Pedro. Só uma pequena correção, com a sua permissão: segundo o IBGE, que divulgou os indicadores de trabalho e rendimento de agosto, o rendimento médio real habitual dos ocupados foi de R$1.883,00 (um mil, oitocentos e oitenta e três reais) em setembro. E não R$1.500,00 como o Sr. divulgou.

    Grande abraço!

  6. Pedro Couto, você é de uma sagacidade incrível. Não fica em nenhum ponto fixo, praticamente sendo impossível alvejar-te. “Não deixas de acompanhar uma manada”, qualquer uma. Podias dizer: Eu fui secretário de Sergio Cabral Filho por tantos anos e mêses e regiamente pago. Depois dizer por quê deixaste de serví-lo, ficaria mais elegante. Não fica bem tripudiares sobre Cabral que por algum tempo foi teu amigo do peito.

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