Helio Fernandes e Tribuna da Imprensa se fundem e confundem.

José Reis Barata

Helio Fernandes transcende e é transcendental à liberdade. É paradigma de trabalho e luta por ela, que fez história passada e não pode ficar ausente no presente, fragilizando a lide sempre futura.

Essa é a real importância que não é da pessoa Helio, é do personagem que se fez estandarte; lábaro desfraldado ao vento que empurra no rumo de um horizonte democrático acima de correntes de pensamentos. Não é isto que acolhe todos aqui? Liberdade de pensar e dizer o que pensa?

Helio é um liberto. Tem na pacífica e insubmissa força da liberdade do discurso a maior virtude. Consciente das palavras de Rousseau, foi sempre um ente irresignável onde a covardia moral, embora tentasse, nunca adentrou:
“A força fez os primeiros escravos, a covardia os perpetuou.”

Cada jornal, em sentido tradicional, tem um espaço próprio e definido intrínseco, imanente, espiritual que está no estilo que falece com ele. O da Tribuna sempre foi o da liberdade e liberdade perdida não se recupera.
Também, Rousseau, adverte: “Povos livres, lembrem-se desta máxima: Pode-se adquirir a liberdade, mas nunca recuperá-la.”

Helio sabe que é responsável – solitário, se angustia e inquieta – pelo que plantou, cativou e vê agonizar num ambiente jornalístico corrompido pelos novos tempos, venal e insensível, portanto, naturalmente cínico e hipócrita, onde a verdade é a mercadoria multicolorida e ofuscante oferecida nas bancas de cada dia.

Helio, com estilo próprio, lúcido, destemido e vigoroso, sempre teve a liberdade integral e irrestrita como ideal de vida pessoal e profissional. Nisto a dificuldade de fazer convergir o impossível: liberdade e necessidade, apartadas pela escassez que nutre o sistema econômico de todos os tempos independente do nome que a ele se dê.

Helio é mais, é uma ideia que se fez ideal, e ideias podem mesmo não vicejar pelo abafar de mãos tirânicas do Poder. No entanto, não morrem, hibernam, no caso, neste lúdico recanto e espaço, onde pequenos pássaros e insetos cantam e rastejam na esperança da volta do maestro.

Helio é a visão de ver a Tribuna da Imprensa que hoje é mais, é livre, mais livre que antes, nas bancas incendiando almas com a chama da liberdade substância da qualidade do poder político.

 

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