Hoje, 89% população reclamam da Justiça morosa

Roberto Monteiro Pinho                         

A má avaliação do Judiciário como prestador de serviço piorou ainda mais ao longo dos últimos três anos, segundo pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV). Comparando a confiança no Judiciário com outras instituições, a pesquisa mostra a frente, as Forças Armadas, Igreja Católica, Ministério Público, grandes empresas e a imprensa escrita.

De acordo com recente levantamento da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FVG), coordenado pela professora Luciana Gross Cunha, e publicada no jornal “Valor Econômico”, 89% da população reclamam do Judiciário moroso. Além disso, 88% disseram que os custos para acessar o Poder são altos e 70% dos entrevistados acreditam que o Judiciário é difícil para se utilizar. Duas em cada três pessoas consideram o Judiciário pouco ou nada honesto e sem independência. Mais da metade da população (55%) questiona a sua eficiência.

Piero Calamandrei ensinava que: Não basta que os magistrados conheçam com perfeição as leis tais como são escritas, seria necessário que conhecessem igualmente a sociedade em que essas leis devem viver” (“Eles, juízes, vistos por um advogado”. São Paulo: Martins Fontes, 1995. p.183). Eis a raiz de nossos problemas

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6 thoughts on “Hoje, 89% população reclamam da Justiça morosa

  1. Não há a menor dúvida, que esta aceitação de tantos recursos, simplesmente para protelar processos que se arrastam a anos e sabendo que o mesmo já se encontra com trânsito em julgado, é um abusurdo, pois a dívida trabalhista em todo o Brasil se aproxima de R$ 25 bilhões de reais e os maiores devedores são governos federal, estadual e municipal e mesmo assim continuam com esta prática.
    Na semana nacional de execução trabalhista, até agora foi arrecadada o valor de R$ 528 milhões de reais, ou seja, não chega a 1$ do total da dívida e muitos jurisdicionados morrem e não veem seus direitos respeitados, é um absurdo.

  2. Exmo. MInistro Joaquim Barbosa. Prazo Aerus Prazo. Terminando o Prazo. Não há mais tempo para esperar. Trabalhadores da Varig e suas familias em desespero. Negociações com transparência é o que todos querem. Temos o direito de saber o que está acontecendo nas reuniões em Brasilia. Solicitamos ao Exmo. Ministro Joaquim Barbosa o retorno de seu pedido de vistas e o retorno do Julgamento do Processo da Defasagem Tarifária ainda em Setembro. Não há mais tempo para esperar. Se as negociações em Brasilia demorarem a serem resolvidas que o Exmo. Ministro Joaquim Barbosa faça voltar ainda em Setembro o Processo da Defasagem Tarifária. Seu pedido de vistas foi feito no dia 08 de maio de 2013 quando a Exma. Ministro Cármen Lucia deu voto magistral em favor da Varig no Processo da Defasagem Tarifária. Este pedido feito agora e encaminhado ao Exmo. Ministro Joaquim Barbosa através site do Supremo é o que todos os ex.trabalhadores da Varig e suas respectivas familias solicitam. Atenciosamente, Ex.Trabalhadores da VARIG ( Aposentados, Pensionistas e Demitidos ) Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Em 02 de Setembro de 2013.

  3. Brasil, 200 milhões de cidadãos sem CIDADANIA, em razão de 90 milhões de ações judiciais dormindo longos anos nas gavetas dos Exmºs.
    Quando suas excelências, trabalharem 8 horas por dia, como todo trabalhador, não tendo as mordomias de aposentadoria integral, e outras, inclusive se julgarem semi-deuses, quando pegos na “falta de moralidade e dignidade”, esses processos, serão “acordados” e receberão a sentença devida como JUSTIÇA!.
    Os Juízes, deveriam se espelhar em RUI BARBOSA.
    O descrédito na Justiça pelo “Zé Bagaço” é geral e irrestrita, pois, só vê a mão pesada em cima dos 3PS-pobre, preto e puta, por não ter dinheiro para pagar as protelações via “recursos”, para a prescriÇão dos crimes, e ainda os que contam com imunidade, fórum especial e guirlandas.
    Enfim, que País é esse!?, Justo não é, para ser JUSTO, teria que ter uma JUSTIÇA PRESENTE, SEM OLHAR A QUEM!?? ATÉ QUANDO VEREMOS O BRASIL TER JUSTIÇA!?!??

  4. Revista Veja 10.08.2013.
    Justiça
    Lewandowski interferiu em processo para ajudar o PT e a presidente Dilma

    O Tribunal Superior Eleitoral sumiu com os pareceres técnicos que sugeriam a reprovação das contas do PT na época do mensalão e da campanha da presidente Dilma em 2010. Documentos revelam que isso ocorreu por determinação do ministro Ricardo Lewandowski

    Em outubro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal monopolizava as atenções do país quando alinhavava as últimas sentenças aos responsáveis pelo escândalo do mensalão. Naquele mesmo mês, só que em outra corte de Justiça e bem longe dos holofotes, um auditor prestava um surpreendente depoimento, que jogava luz sobre episódios ainda nebulosos que envolvem o maior caso de corrupção da história. O depoente contou que, em 2010, às vésperas da eleição presidencial, foi destacado para analisar as contas do PT relativas a 2003 – o ano em que se acionou a superengrenagem de corrupção. Foi nessa época que Delúbio Soares, Marcos Valério, José Genoino e o restante da quadrilha comandada pelo ex-ministro José Dirceu passaram a subornar com dinheiro público parlamentares e partidos aliados. Havia farto material que demonstrava que a contabilidade do partido era similar à de uma organização criminosa. Munido de documentos que atestavam as fraudes, o auditor elaborou seu parecer recomendando ao tribunal a rejeição das contas. O parecer, porém, sumiu – e as contas do mensalão foram aprovadas.

    Menos de dois meses depois, ocorreu um caso semelhante, tão estranho quanto o dos mensaleiros, mas dessa vez envolvendo as contas da última campanha presidencial do PT. O mesmo auditor foi encarregado de analisar o processo. Ao conferir as planilhas de gastos, descobriu diversas irregularidades, algumas formais, outras nem tanto. Faltavam comprovantes para justificar despesas da campanha. A recomendação do técnico: rejeitar as contas eleitorais, o que, na prática, significava impedir a diplomação da presidente Dilma Rousseff, como determina a lei. Ocorre que, de novo, o parecer nem sequer foi incluído no processo – e as contas de campanha foram aprovadas. As duas histórias foram narradas em detalhes pelo auditor do Tribunal Superior Eleitoral, Rodrigo Aranha Lacombe, em depoimento ao qual VEJA teve acesso. Ambas cristalizam a suspeita de que a Justiça Eleitoral manipula pareceres técnicos para atender a interesses políticos – o que já seria um escândalo. Mas há uma acusação ainda mais grave. A manipulação que permitiu a aprovação das contas do mensalão e da campanha de Dilma Rousseff teria sido conduzida pessoalmente pelo então presidente do TSE, o ministro Ricardo Lewandowski.

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