Hoje, aqui, saiu Rio-Teresópolis, que não existe. Em vez de Rio-Petrópolis, histórica.

Helio Fernandes

Muitas coisas são inexplicáveis e não há acerto possível. Por que trocar uma estrada que está nas manchetes por causa da tragédia por outra que ganhou repercussão e projeção por ela mesma, pela importância e pelo progresso?

Aberta pelo presidente Washington Luiz, (naturalmente antes de 1930), faz parte da integração de Petrópolis, que só podia ser atingida de trem. Washington Luiz foi o primeiro presidente a ir normalmente para lá, hábito que foi seguido por Vargas, nos seus 15 anos de governo.

E de 1930, pelo menos até 1945, quando alguém falava “em região serrana”, se referia a Petrópolis. Depois é que Friburgo e Teresópolis se incorporaram à paisagem identificada como serrana, mas, desculpem, não existe a “Rio-Teresópolis”.

Na verdade, por hábito, gosto, tradição, a estrada é Rio-Petrópolis, como é chamada normalmente. Mas nas placas e nos contatos com Prefeitura, o que existe é Estrada Washington Luiz, mas ninguém sabe ou se lembra disso.

*** 

PS – O maior estádio de futebol do Rio oficialmente e merecidamente, é Mario Filho. Mas quem vai deixar de chamá-lo de Maracanã? Idem, idem para o Engenhão, que se chama João Havelange.

PS2 – E para atenuar o pedido de desculpas (que muitos não devem nem ter visto): o maior percurso do Rio de Janeiro, a vida inteira, centenas de anos antes da mudança da capital, era a Avenida Suburbana, que corta uma parte enorme da Zona Norte.

PS3 – Mudaram para Dom Helder Câmara, ideia notável, mas não ali. Milhares de empresários, lojistas, simples moradores, tiveram grandes prejuízos. E até hoje continuam usando o nome antigo. Dom Helder Câmara é eterno, como será sempre a Avenida Suburbana.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *