Hoje é dia de bons jogos

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Tostão (O Tempo)

Nesta semana, os técnicos mais badalados do Brasileirão são Renato Gaúcho, do Grêmio, e Vágner Mancini, do Atlético-PR. Em outros períodos, foram Cristóvão Borges, Caio Júnior, Marquinhos Santos, Dunga e outros. Os preferidos costumam mudar a cada rodada. Bastam duas ou três derrotas seguidas para um “ótimo trabalho” desaparecer. Como Cruzeiro e Botafogo se mantêm na frente desde o início, Marcelo e Oswaldo são sempre elogiados. Nestes dias, Marcelo mais que Oswaldo.

Cruzeiro e Botafogo têm jogado um futebol eficiente, com muita troca de passes e triangulações. Outra qualidade das duas equipes é não depender de um único artilheiro. O Cruzeiro, mesmo sem ter um craque, possui um elenco maior e melhor que o do Botafogo, ainda mais sem Vitinho.

Fluminense, São Paulo e Inter não seguem o modelo atual, jogado pela maioria dos times brasileiros e de todo o mundo, com meias e atacantes pelos lados, que atacam, marcam e fazem duplas com os laterais, na defesa e no ataque. Preferem um modelo de dez a 15 anos atrás, período em que o futebol brasileiro ficou para trás. Obviamente, há várias maneiras de vencer. Mais importante que o sistema tático é a qualidade dos jogadores e a competência na execução do que foi planejado.

Hoje e amanhã, teremos jogos decisivos pela Copa do Brasil. O Flamengo, ao contrário do que se esperava, regrediu nos últimos jogos. O Cruzeiro é muito melhor, mas, com o Maracanã lotado, o Flamengo pode fazer uma partida heroica, como é frequente em times e seleções que jogam em casa. O mesmo pode ocorrer no Independência. O Atlético, além de ter um bom time, quer reviver as viradas da Libertadores, com o estilo Galo Doido, de muita pressão e de jogadas aéreas.

Outro clássico, na sexta-feira, será entre Chelsea, dirigido por Mourinho, e Bayern, sob o comando de Guardiola, o melhor time do mundo, pelo que jogou na última temporada. A única mudança é que, com Guardiola, o time joga com um volante e dois meias, em vez de dois volantes e um meia. Já o estilo continua o mesmo, com mais troca de passes em velocidade e jogadas aéreas da linha de fundo. O que define o estilo de uma equipe não é somente o técnico, são, principalmente, os jogadores.

Encerro com minhas homenagens a Deco, um craque, que encerrou a carreira, e a Di Sordi e Gilmar, campeões do mundo, que morreram nesse fim de semana. Na Copa de 1966, eu começava, e Gilmar terminava a carreira da seleção. Foi o maior goleiro da história do futebol brasileiro.

COPA DO BRASIL

Cruzeiro, contra o Flamengo, e Atlético, contra o Botafogo, têm hoje jogos difíceis e decisivos. O Cruzeiro já mostrou que também joga bem fora do Mineirão. Marcelo muda os meias, e o time continua bem. Apenas Fábio é insubstituível. Éverton Ribeiro, o mais habilidoso e criativo dos meias, também faz falta. Dedé tem feito ótimas partidas, mas, de vez em quando, comete erros importantes. É estranho. Bruno Rodrigo é inferior, mas é muito mais regular.

O maior problema para o Atlético é que jogadores, dirigentes, Cuca, comissão técnica e torcedores já têm um álibi, uma explicação, uma desculpa, caso o time seja eliminado. Vão dizer que o foco está no Mundial de Clubes. Neste momento, é preciso esquecer que Marrocos existe.

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