Hoje, terça-feira, reunião importantíssima no Flamengo. O Conselho Deliberativo, às 7 da noite, examinará 6 propostas. Duas para TV aberta e fechada, quatro para as novas tecnologias.

Helio Fernandes

Como já foi fartamente anunciado, existe tremenda disputa pela transmissão do Campeonato Brasileiro, muito chamado de “Brasileirão”. Só que a complicação é total, e quase com certeza bem longe da realidade.

Aparentemente, os concorrentes são: TV Globo, (sem nenhuma duvida), TV Record (que há muito tempo tenta penetrar no setor esportivo) e a Rede TV, que não tem dinheiro, audiência ou organização. (Mas age como se tivesse).

Os números são disparatados, e tão altos que recebem a identificação de inacreditáveis. E esses números, em alguns casos, são apresentados com documentos de cartório, o que pouca gente leva em consideração. Vejamos alguns dados, que serão debatidos, discutidos, detalhados, examinados, embora eu acredite que nada será decidido.

A TV Globo oferece ao Flamengo, 100 milhoes (ou pertíssimo disso) pelas seis formas de transmissão. Já a TV Record acena com os mesmos 100 milhões, apenas pela TV aberta.

Qualquer que seja o valor das outras maneiras de transmissão, tradicional ou novíssima, como a tecnologia que vai surgindo, aumentando imediatamente.

A competição pela transmissão abrange três anos (2012, 2013, 2014), e tem andado na casa de 1 bilhao e 500 milhoes de reais. Inesperadamente, a Rede TV, não se sabe com dinheiro de onde, fala em 1 bilhao e 550 milhoes, um pouco mais.

(Ontem circulava que um diretor havia comprado apartamento na Vieira Souto, por 6 milhões à vista. Era divulgado como promoção ou poderio financeiro, mas não seduz ninguém. Mesmo porque 6 milhoes, comparado com 1 bilhao e 550 milhoes, dá menos de 1 por cento).

Como é só para 2012, (o início) ainda haverá muita discussão, como a de hoje no Flamengo. Mas muita gente não sabe o que está vendendo e mais importante, o que está comprando. Haja o que houver, as propostas não são uniformes para todos os tipos de transmissão, porque a audiência é também inteiramente diferente.

Existem no Brasil 110 milhoes de pessoas que assistem televisão. (Não confundir com 110 milhoes de aparelhos, pois assim haveria mais gente vendo televisão, duas vezes, no mínimo, o numero de habitantes, 190 milhoes pelo ultimo censo).

Desses 110 milhoes que assistem televisão, 74 por cento são obsessivamente da TV Globo, é uma espécie de audiência cativa. Os outros 36 milhões se dividem pelas diversas estações.

A TV Record tem 17 por cento. A Bandeirantes, 5 por cento. O SBT (SS) 3 por cento. A Rede TV, 2 por cento. (Sem contar o programa “Pânico na TV”, que sozinho tem 8 por cento, espantoso).

Portanto, sem a Globo, somam, todos, 36 por cento de tudo. Sobram 9 por cento, das afiliadas que não contam, 1 ponto a mais ou a menos, quase sem importância.

A própria TV Globo, sofre influencia externa, o Jornal Nacional depende da aceitação da novela. Esta, quase sempre mais “vista” dos que o jornal. Oscilando quase que semanalmente. Exemplo: “Passione” chegou a 48 pontos de audiência, a de agora está chegando a 32 por cento.

Alem do mais, os 74 por cento da TV Globo, têm um faturamento proporcionalmente muito mais alto do que os outros 36 por cento. Isso é o obvio. Não defendo e não  vou defender a TV Globo e sim o que for melhor para o Flamengo. Só que é dificílimo chegar a uma conclusao, pelo menos por enquanto.

A Venus platinada, como eu disse, englobou tudo numa proposta só, muito baixa. Mas pode ser para discutir e verificar o que os outros dizem ou pretendem. Vejamos então o que vale a televisão paga, que em bloco, é uma terrível exploração.

A audiência não passa de 13 milhoes, mas ai não há grande vantagem da Organização Globo. Esses 13 milhoes são divididos por 4 televisões por assinatura: Directv, TVA, Sky e Net, da Organização Globo. Somam mais ou menos 11 milhões, os outros 2, são devorados pelo menos por 15 menores, a cabo, satélite, por aí.

 ***

PS – A questão, surpreendentemente, apesar da diferença dos preços e a suposta divisão dos clubes, caminha para uma solução.

PS2 – Digamos que a Record feche com o Flamengo, e o São Paulo com a Globo, ou vice-versa. Já admitem acordo. Quando esses dois clubes se enfrentarem, ou as duas televisões transmitem, simultaneamente, ou ninguém transmite.

PS3 – Mas ainda falta muita coisa a discutir, a ceder ou a conquistar.

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