Hollande diz que houve “um ato de guerra” contra a França

Hollande reúne o Parlamento francês nesta segunda-feira

Deu no Estadão

O presidente da França, François Hollande, disse que o culpado pelos ataques na França foi o grupo jihadista Estado Islâmico. O líder francês falou que os atentados mataram 127 pessoas e foram organizados no exterior com a ajuda de cúmplices no interior do país. O presidente deu uma declaração à nação sobre os atentados, os quais ele qualificou de “um ato de guerra do Estado Islâmico contra a França”.

Hollande decretou neste sábado um luto nacional de três dias pelos atentados de ontem à noite e anunciou que comparecerá na segunda-feira perante o Parlamento para informar das medidas que planeja adotar. O presidente falará perante as duas câmaras do Parlamento juntas no Palácio de Versalhes, uma medida muito pouco frequente na república francesa.

Grandes concentrações para manifestações públicas estão proibidas em toda a França até quinta-feira, dia 19. O Exército francês continuará patrulhando as ruas de Paris nos próximos dias para evitar novos atentados. “As forças de segurança e o Exército, a quem agradeço sua atuação ontem, estão mobilizadas ao maior nível de suas possibilidades”, acrescentou Hollande.

16 thoughts on “Hollande diz que houve “um ato de guerra” contra a França

  1. …SOU CONTRA TERRORISMO E TODA ATROCIDADE HUMANA; J. CRISTO DISSE ALHURES “AQUELE QUE QUEM COM O FERRO FERE, COM O FERRO SERÁ FERIDO; O OCIDENTE BANCANDO CORDEIRINHO QUANDO SISTEMATICAMENTE TEM BOMBARDEADO POVOS, OS MAIS DIVERSOS, TB COM ATROCIDADES, ATÉ DRONES, PARA NÃO GASTAR A CARNE… PODE SER UM ATO DE DEFESA, EMBORA NADA JUSTIFIQUE CONTRA INOCENTES SEM ARMAS NEM EM ESTADO DE GUERRA…A MÍDIA SE DELEITA…

    • Agora tudo é culpa do ocidente, essa turba assassina desde o ano de 711 que invadido, destruído, convertido na marra, inclusive invadiram Israel, por pouco não o subjugaram, mas com o Egito foi assim. Implantaram suas leis intolerantes, permaneceram na Europa até 1492, pilharam tudo que puderam no leste europeu, Valáquia e antiga Checoslováquia, empalaram gente até se cansarem, foram eles que introduziram os métodos de tortura que posteriormente foram usados pela inquisição, todo sabem como são sanguinários.
      Agora que esses intolerantes trucidam e destroem o patrimônio cultural da humanidade (pois se acham melhores que nós) é culpa dos Estados Unidos, e olha que naquela época sequer haviam chegado à América, imagine drones, praticamente foram eles que deram início a peste negra.
      Mas é assim mesmo, essa ralé abortada pela Terra sempre encontra defensores!

  2. A debacle de Kerry em Viena
    06.11.2015

    A debacle de Kerry em Viena.

    Pode alguém me explicar por que o presidente Obama decidiu anunciar que vai enviar soldados das Forças Especiais dos EUA para a Síria, no mesmo dia em que o secretário de Estado John tinha reunião com diplomatas russos e iranianos para discutir o fim de uma guerra que já dura quatro anos e meio?

    Do que, afinal, se trata?

    Será que Obama supõe que assustaria russos e iranianos com esse agitar cenográfico de sabres?

    Será que pensa que os russos cancelariam a ofensiva militar e retirariam o apoio que dão a Assad?

    O que Obama estaria pensando?

    O próprio Kerry mostrou-se constrangido pelo anúncio presidencial, que nada obteve, exceto convencer os presentes de que a política externa dos EUA é conduzida por amadores, sem nem ideia do que fazem. Foi o que conseguiu.

    Segundo o New York Times, “o secretário Kerry disse aos jornalistas que o timing do anúncio fora ‘uma coincidência’, e que ele não tinha conhecimento de que alguma decisão havia sido tomada, até a manhã daquela 6ª-feira.” (Obama Sends Special Operations Forces to Help Fight ISIS in Síria, New York Times)

    “Coincidência”? Kerry acha que foi coincidência?

    Por sorte, o Times tem melhor noção que Kerry do que se passava, e até admite qual o real objetivo do ‘movimento’. Vejam vocês mesmos:

    “O presidente Obama anunciou na 6ª-feira, que ordenou o envio de várias dezenas de soldados das Operações Especiais dos EUA à Síria, para a primeira missão sem fim previsto de soldados dos EUA em solo daquele país (…)

    (…) o envio dos soldados norte-americanos (…) visou a reforçar as ações diplomáticas do secretário de Estado John Kerry, que, na 6ª-feira, obteve um acordo em Viena, com países que têm interesses divergentes, para explorar “um cessar-fogo em todo o país” (…) (Obama Sends Special Operations Forces to Help Fight ISIS in Síria, New York Times).

    Viram bem? Não foi coincidência, não, de modo algum. Foi intencional. Teve o objetivo de “reforçar as ações diplomáticas do secretário de Estado John Kerry”. Em outras palavras: foi ameaça, pura e simples ameaça.

    Para que se consiga avaliar a real estreiteza de visão desse ‘movimento’, é preciso tentar compreender, para começar, por que essas conversações foram propostas.

    Qual o objetivo dessas negociações e quem as propôs? Ora… Foi Washington quem propôs! Não foi Rússia, não foi Irã, nem Arábia Saudita, nem Turquia e nem Europa. Foi Washington. Washington. E a razão por que Washington quis essas reuniões é que (como o Timesdiz) os norte-americanos queriam “explorar um cessar-fogo em todo o país”. O governo dos EUA quer o fim dos combates. E já. Essa é a razão pela qual Kerry correu feito galinha recém-degolada de um lado para outro, para conseguir pôr todos os diplomatas em torno de uma mesma mesa – e o mais depressa possível.

    Mas que ninguém suponha nem por um instante que, dado que Washington deseja um cessar-fogo, Washington também deseje alguma “solução política”, ou “acordo negociado”, nem alguma paz, porque Washington não deseja nada disso. Não há paz alguma na agenda dos EUA, e nunca houve.

    Ao longo dos últimos quatro anos e meio, os EUA vêm apoiando empenhadamente os terroristas sunitas e outros grupos militantes, para garantir que esses e outros evitem a qualquer custo qualquer paz, porque paz seria mais um obstáculo ante o real objetivo dos EUA, que é derrubar o governo da Síria, “mudar o regime” no jargão oficial.

    Assim sendo, o que mudou? Em outras palavras, por que Kerry parece agora repentinamente tão desesperado para promover reuniões, quando, durante os últimos quatro anos e meio, teve todas as oportunidades do mundo para recolher seus animais ao canil?

    O que mudou foi Vladimir Putin. Putin cansou-se, cansou-se totalmente, definitivamente, dos EUA a rasgarem em farrapos, um depois do outro, tantos países do Oriente Médio. E Putin decidiu pôr fim àquela farra. E formou uma coalizão (os 4+1: Irã, Iraque, Síria e Hezbollah). E começou a empurrar os terroristas para o inferno, à bomba.

    Criou-se assim enorme problema para Washington, porque muitos desses extremistas violentos e terroristas foram armados e treinados pelos EUA. São “os rapazes” de Washington, e estão fazendo o trabalho sujo de Washington, combatendo guerra por procuração para derrubar do poder o presidente Bashar al Assad da Síria. Por isso Kerry ‘solicitou’ as reuniões: porque os EUA precisam desesperadamente de um cessar-fogo, para proteger o maior número possível de terroristas, bandidos, assassinos e ladrões que os EUA treinam e armam. Eis o que disse Kerry depois das conversas da 6ª- feira:

    “A teoria do cessar-fogo é muito simples: certas partes controlam ou influenciam o pessoal armado e com habilidade para lutar. E se alcançarmos um acordo com respeito a trechos da estrada à frente, haverá uma responsabilidade dos que influenciam aqueles que… aqueles que têm controle direto sobre algumas partes, e vão controlá-las. Claro que no que tenha a ver com Daesh e al-Nusrah, não há cessar-fogo, nada disso, e esses são os parâmetros iniciais. Mas há muito mais a discutir entre militares, políticos… Há todos os tipos de possibilidades, mas ainda estão por ser exploradas.”

    Não lhes parece, caros leitores, que Kerry está muito mais interessado em discutir detalhes de um cessar-fogo, do que em pôr fim à guerra? Isso, porque seu real objetivo nada tem a ver com paz ou socorro humanitário. O verdadeiro objetivo de Kerry é salvar o maior número possível daquelas hienas sedentas de sangue. Esse é o único e verdadeiro objetivo de Washington.

    E que importância tem nós sabermos disso?

    É muito importante, porque, se Washington realmente não deseja paz alguma, nesse caso é forçoso concluir que as conversações são pura farsa, e que Kerry só está tentando ganhar tempo para reorganizar os seus exércitos de terroristas, que agora estão sob efetivo ataque da Força Aérea Russa, para adiante logo que possam, voltarem à guerra.

    E como sabemos disso tudo?

    Sabemos porque Kerry fez uma palestra na [ONG] Carnegie Endowment for International Peace [Dotação Carnegie para a Paz Internacional], um dia antes de embarcar para Viena, na qual anunciou exatamente qual é a estratégia dos EUA. Eis o que disse lá:

    “No norte da Síria, a coalizão e seus parceiros empurraram o Daesh (ISIS) para fora de mais de 17 mil quilômetros quadrados de território, e já securitizamos a fronteira turco-sírio a leste do rio Eufrates. É cerca de 85% da fronteira turca, e o presidente está autorizando mais ações para securitizar o resto (…).

    Também estamos reforçando nossa campanha aérea, para ajudar a empurrar o Daesh, que antes dominava a fronteira sírio-turca, para fora da faixa de 70 milhas, que o grupo controla” (US Secretary of State John Kerry on the Future of US Policy in the Middle East, Carnegie Endowment for International Peace)

    Aí está, preto no branco. Kerry está dizendo, basicamente, ao círculo de seus amigos mais íntimos, que Washington está mudando-se para o Plano B, um plano de conservação, que envolverá estabelecer uma “zona segura” no lado sírio da fronteira sírio-turca onde EUA e seus parceiros possam continuar a armar, treinar e enviar de volta à Síria aquele seu exército de terroristas bandidos, sempre que acharem interessante.

    Agora, então, compreende-se perfeitamente o que as Forças Especiais de Obama farão na Síria, não é mesmo? Lá estarão para supervisionar operações para pôr em andamento esse projeto.

    Será que Putin gostará da ideia de Washington tentar anexar território sírio soberano, para que os EUA tenham meios para manter guerra naquela região para todo, todo um longo futuro?

    Não. Absolutamente não gostará. De fato, pode vir a ser problema grave para ele. Se os EUA securitizam área na qual os terroristas extremistas se possam plantar por longo tempo, então, sim, os EUA podem até conseguir converter o conflito sírio em mais um sorvedouro de tipo Afeganistão – que parece ser o objetivo/desejo de muitos atuais planejadores estratégicos em Washington.

    E o que Putin deve fazer? Como alcançará os seus objetivos, sem esbarrar no projeto dos EUA?

    Bem. Para começar, primeira coisa, tem de entender que Viena é piada. Que o governo Obama não fala a sério, que não tem qualquer interesse em nenhuma solução diplomática. Só fumaça e espelhos. Kerry ter admitido que os EUA já controlam “cerca de 85% da fronteira turca, e o presidente está autorizando mais ações para securitizar o resto” prova acima de qualquer dúvida que Washington já está acionando o Plano B. Em resumo, é isso.

    Muito provavelmente, Putin já percebeu que Viena é golpe e fraude, o que explicaria por que o homem dele, o ministro russo de Relações Exteriores Sergei Lavrov, recusou-se a fazer qualquer concessão em qualquer dos pontos que estavam em discussão (em Viena). No que tenha a ver com Lavrov, ou todas as demandas da Rússia são atendidas, ou nada de acordo. O estado e as instituições do estado sírio permanecem intactos; os terroristas serão exterminados até o último terrorista; Assad participará do “governo de transição”; e o povo sírio decidirá, só ele, quem governará a Síria. É o mapa do caminho básico de Genebra, e Lavrov permanece firmemente colado a ele. Washington aceitará, porque não terá escolha, a não ser aceitar.

    Quanto ao cessar-fogo: Lavrov também bombardeou a ideia. Disse precisamente que “Se se declarar algum cessar-fogo, nenhuma organização terrorista será coberta”. Em outras palavras, a coalizão comandada pelos russos continuará a bombardear bandidos degoladores até que o último deles seja mandado prestar contas ao Criador.

    As palavras de Lavrov não foram publicadas em nenhum veículo da mídia-empresa privada ocidental, provavelmente porque deixam bem claro quem, de fato, comanda a agenda: a Rússia. Quem está definindo a agenda na Síria é a Rússia. Sugerem também que não há espaço para tergiversações na abordagem russa, e não há. Terroristas, ‘moderados’ ou radicais, serão caçados até o último e exterminados. Ponto, parágrafo.

    Eis um detalhe a mais, do que Lavrov disse:

    “A Rússia permanece firme em sua posição de que o combate ao terrorismo tem de ser conduzido de acordo com as bases sólidas da lei internacional. Falemos de intervenções militares por ar ou por terra, todas terão de ser conduzidas em comum acordo com o governo ou com o Conselho de Segurança da ONU.”

    Em outras palavras, se um país, os EUA, digamos, decide realizar operações militares ilegais na Síria (e todas as operações que os EUA mantêm na Síria hoje são ilegais), o país o fará por sua conta e risco. A Rússia continuará a implementar agressivamente seu plano de combate ao terrorismo, haja ou não haja ali soldados das Forças Especiais dos EUA combatendo ao lado dos terroristas e expostos em situação conhecida de altíssimo risco.

    A ofensiva comandada pelos russos também reestabelecerá as fronteiras soberanas da Síria. Se Obama quer ‘reservar’ uma parte do território sírio, para presentear como valhacouto aos seus assassinos de aluguel, melhor preparar-se para lutar por eles. É o preço.

    Putin mostrou notável capacidade para antecipar os movimentos de Washington e tomar medidas preventivas para minimizar-lhes o impacto. Mesmo assim, haverá disputa duríssima, se Obama conseguir criar um santuário na fronteira turca para garantir abrigo aos terroristas, por onde eles possam entrar e sair da Síria à vontade, mantendo o país em estado permanente de guerra. Nesse caso, Putin terá de enfrentar o seu pior pesadelo: que os russos tenham de ficar na Síria para sempre.

    Será que Putin tem alguma carta na manga, para reagir contra essa ameaça? Estará disposto, por exemplo, a mandar para lá as suas próprias tropas de elite das Forças Especiais da 7ª Divisão Aérea (de Montanha) de Guardas de Assalto [orig. 7th Guards Airborne-Assault (Mountain) Division], que já têm sido vistas perto de Latakia, para impedir a presença de terroristas e de ‘combatentes rebeldes’ na fronteira, o que poria rápido fim ao plano pervertido de Washington para dividir a Síria em enclaves não estatais e criar um paraíso seguro permanente para terroristas e extremistas islamistas?

    Putin vê o terrorismo como ameaça direta à segurança nacional da Rússia. Fará o que tiver de ser feito para derrotar o inimigo e vencer a guerra. Se significar pôr coturnos russos em solo para dar conta do serviço, assim Putin fará.

    Os pilotos e técnicos russos na Síria

    Desde 30 de setembro, a aviação russa, após pedido do presidente sírio, Bashar Assad, está realizando golpes aéreos contra alvos do “Estado Islâmico” na Síria.O presidente Vladimir Putin confirmou mais cedo que o período da operação militar russa na Síria será limitado pela ofensiva do exército

    • Prezado Ednei, acredito em todo o seu comentário, pelo simples fato da Rússia
      ter sido solicitada pelo governo Sírio a ajuda-la a combater os terrorista. Enquanto
      os EUA são intrusos e invasores, haja vista que o governo da Síria não pediu a sua ajuda.
      Alias, os EUA invadem sob qualquer pretexto o país que bem entender e a ONU não fala
      nada.

  3. Hollande certamente, a exemplo de George Bush um mês após o 11/09/2001, não tardará período superior a UM MÊS, para apresentar sua definitiva versão francesa, para supressão dos direitos civis e implantar o “Patriot Act -Bleu-Blanc-Rouge”!
    Obama já deu o “sinal”! Foi um ataque à nação! Os EUA já vivem um “estado de sítio” branco com o “Patriot Act” implantado (pasme), um mês após a derrubada das Torres Gêmeas! Agora é necessário que a Europa adote (e tenha “justificativas perante a opinião pública” para fazer o mesmo! É assim, por esse caminho, escolhido a dedo, que a população atemorizada irá progressivamente abdicar de seus direitos e liberdade para se transformar numa massa de trabalho escravizada dos retrógrados senhores absolutistas patrimonialistas, progressivamente, nação após nação, mundo afora! Até que sua Nova Ordem Mundial esteja totalmente consolidada!
    Pela misteriosa data que estava prevista a ocorrência de acontecimentos significativos na capa da edição anual da revista “THE ECONOMIST” publicada em março de 2015, esse atentado atrasou 10 dias! Verifiquem o que diz o link: http://linkis.com/PVMm8 e o próximo deverá ocorrer amanhã, ou seja: 15/11/2015! Sabe lá Deus onde ! ! ! Verifique o que informa a reportagem sobre a capa da revista anual THE ECONOMIST no link acima!

  4. O passaporte encontrado com um dos terroristas era de um refugiado sírio que entro pela Grécia (Ilha de leros) no dia 3 de outubro.
    Coincidentemente a Rússia avisou no dia 3 de outubro que 600 extremistas tinham sido desalojados nos combates e estavam a caminho da Europa.
    O que isso quer dizer? Se União Européia, Rússia e EUA não se aliarem, como na segunda guerra contra ao nazismo, não derrotarão o EI.

    http://rr.sapo.pt/noticia/35853/russia_diz_que_600_extremistas_estao_a_caminho_da_europa

  5. A declaração de Hollande de que o atentado foi um ato de guerra não se assemelha à de Bush após a derrubada do World Trade Center? O que estaria querendo, de fato, dizer com essa frase? Que “írá atacar” a Síria ou o Estado Islâmico-ISIS? Parece que “arrumou direitinho” um pretexto “justificável” para ocupar a região petrolífera da Síria, e, seguindo o exemplo Americano, nunca mais sair de lá, até arranjarem algum testa-de-ferro (estilo Chá Reza Palevi do Irã da década de 70) que garanta subjugação aos interesses imperialistas franceses por mais algumas décadas!

    A Declaração de Hollande indica a direção que seguirá e não deixa dúvidas de quais sejam os próximos passos que serão dados, assim como, que os ataques atuais fazem parte da Grande Farsa montada como Teatro para retomada das regiões petrolíferas do riquíssimo Oriente Médio sob as asas do imperialismo capitalista francês, se usando da credulidade e do martírio sanguinário da própria população como agentes de mobilização da opinião pública que impulsionarão e validarão o ataque ao ISIS e a deflagração de uma guerra sanguinária com reflexos sociais incalculáveis para a França que se encontra tomada de imigrantes muçulmanos (que certamente revidarão internamente no país cada ataque ao ISIS!)

  6. RETALHOS DE UM LONGO ARTIGO SOBRE A CRISE NA EUROPA PELO JORNAL “SAKER EUROPE”

    The EU is on the verge of a social and cultural collapse

    The undeniable reality is simple as it is stark:

    The EU cannot absorb so many refugees

    The EU does not have the means to stop them

    A massive influx of refugees present a very complex security problem which EU countries are not equipped to deal with. All EU countries have three basic instruments they can use to protect themselves from unrest, disorders, crime or invasions: the special/security services, the police forces and the military. The problem is that neither of these are capable of dealing with a refugee crises.

    The special/security services are hopelessly outnumbered when dealing with a refugee crisis. Besides, their normal target (career criminal, spies, terrorists) are few and far in between in a typical wave of refugees. Mostly, what refugees are are families, often extended ones, and while they sometimes include criminal gangs, this is far from always being the case. The problem is that, say, a 10% of Kosovar drug dealers give a bad name to all the refugees from Kosovo and the refugees themselves ended up being treated like criminals. Finally, special/security services rely very heavily on informants and foreign gangs are hard to infiltrate. They often also speak difficult languages which only few local language specialist master. As a result, most of the time the EU security services are clueless as to who to deal with the security problem presented to them, if only because they lack the personnel and means to keep track of so many people.

    Acima o jornal vem dizendo que: 1) A União Europeia não está preparada para receber tantos refugiados; 2) A União Europeia não tem como deter o fluxo migratório

    Alega que a União Europeia não está apta a lidar com tamanho fluxo migratório nem de prover as condições de segurança para proteger seus cidadãos de saques, crimes, terroristas infiltrados, gangues, invasões. Não tem como prover policiamento em cada esquina. Informa que 10% dos refugiados provindos do Kosovo (kosovares) são traficantes de drogas, de tal forma que todos os kosovares são sentidos como criminosos pelos europeus que os recebem. Enfim, o problema da União Europeia com os refugiados aos milhares e até milhões é insolúvel.

    Abaixo, o artigo vai apontar o responsável (e os responsáveis) por esta insolúvel situação:

    The EU is just a colony of the United States unable to defend her own interests

    The EU is ruled by a class of people which are completely sold off to the United States. The best examples of this sorry state of affairs is the Libyan debacle which saw the US and France completely destroy the most developed country in Africa only to now have hundred of thousands of refugees cross the Mediterranean and seek refuge from war in the EU.

    This outcome could have been very easy to predict, and yet the European countries did nothing to prevent it. In fact, all these Obamawars (Libya, Syria, Afghanistan, Iraq, Yemen, Somalia, Pakistan) have resulted in huge movements of refugees. Add to this the chaos in Egypt, Mali and the poverty all over Africa and you have a mass-exodus which no amount of wall-building, ditch-digging or refugee tear gassing will stop.

    And if that was not enough, the EU committed what can only be called political and economic suicide by allowing the Ukraine to explode into a major civil war involving 45 million people, a completely destroyed economy and a bona fide Nazi regime in power.

    That outcome was also easy to predict. But all the Eurobureaucrats did is to impose self-defeating economic sanctions on Russia which ended up providing exactly the kind of conditions needed for the Russian economy to finally diversify and begin producing locally instead of importing everything from abroad.

    Acima o artigo está dizendo que a União Europeia é incapaz de defender seus próprios interesses porque é uma colônia dos Estados Unidos.

    Diz que os Estados Unidos e a França destruíram o país mais desenvolvido da África, que era a Líbia e com isto centenas de milhares de líbios cruzaram o Mar Mediterrâneo para buscar refúgio na Europa. Com apoio da França os Estados Unidos promoveram no Oriente Médio as “Guerras de Obama” ( Obamawars ) contra Libya, Syria, Afghanistan, Iraq, Yemen, Somalia, Pakistan, além de produzirem o caos no Egito, no Mali e em outras regiões pobres da África, provocando o êxodo maciço de refugiados para a Europa.

    Não sendo isto o suficiente, os EUA com a parceria da França fizeram explodir uma guerra civil envolvendo 45 milhões de ucranianos, para, no final das contas, colocar no poder um regime Nazista, que agora virou uma dor de cabeça para a Europa.

    Enfim, todos nós lamentamos as mortes, ontem, de civis inocentes, na terrível chacina praticada pelos terroristas do EI (patrocinados na Síria pelos EUA), sentimos muito, é muita dor. Mas é hora da Europa e principalmente os franceses mudarem sua submissão aos EUA pois, de certa forma, ontem a França colheu o que plantou.

  7. Bíblia, Corão e Terrorismo Religioso (Uma brilhante e realista análise que vale a leitura)
    por Vitor Grando

    Este texto decidi escrever para elencar a verdadeira natureza da religião islâmica. Infelizmente, os analistas ocidentais palpitam sem nem jamais sequer terem aberto o Corão ou terem qualquer compreensão sobre o que é o Islã. Não se pode pontificar que “deturparam o Islã” sem sabermos o que a revelação islâmica, de fato, diz. Por isso, pretendo demonstrar que a natureza do problema que enfrentamos não está numa deturpação do Islã. Tudo que acontece é implicação inegável do Islã. Vivemos em Dar al-Harb até a imposição de Dar al-Islam. A guerra já se iniciou.

    É lugar-comum nas análises acerca de fenômenos religiosos afirmarmos que toda religião é igualmente pacífica de modo que todo aquele que atenta contra a paz não pode ser considerado um verdadeiro judeu, cristão ou muçulmano.

    No entanto, a presunção de que todas as religiões sejam igualmente pacíficas não tem cabimento. Isso só se pode concluir após a minuciosa análise de elementos fundantes de determinada religião. No caso do cristianismo protestante, a fonte da revelação divina é exclusivamente a Bíblia; no cristianismo católico, a revelação divina se encontra na Bíblia e na tradição apostólica conforme interpretadas pelo Sagrado Magistério Romano. As fontes primárias do direito islâmico (Shari’ah) são, em ordem de importância, o (1) Corão, os (2) Hadith, conjunto de tradições que remontam ao Profeta Maomé, a (3) Ijmāʿ, o consenso dos acadêmicos muçulmanos e (4) a qiyās, o uso de raciocínio analógico para aplicação dos preceitos do Corão e do Hadith a situações não tratadas expressamente por essas fontes.

    É preciso entendermos o óbvio ululante aqui. Não dá pra analisar os preceitos de uma religião julgando a conduta de seus adeptos. O que importa é o NEXO DE CAUSALIDADE entre aquilo que é considerado revelação divina pela religião e a conduta do religioso.

    ISLÃ E PEDOFILIA

    Por exemplo, se um pastor adultera ou se um padre se envolve com uma criança, não há nenhum nexo de causalidade entre os preceitos religiosos e a conduta deles, pois há proibição explícita na literatura sagrada deles para o envolvimento em tais atos. É por isso que não faz sentido responsabilizar o catolicismo por promoção da pedofilia.

    Agora, quando um fiel muçulmano se envolve sexualmente com uma criança não se pode isentar o Islã de responsabilidade. Um peso e duas medidas? Não. Porque há nexo de causalidade entre os preceitos do Islã e a pedofilia. Maomé – aquele cuja conduta é impecável e prescritiva para o muçulmano – casou-se com Aisha quando ela tinha seis anos tendo consumado o ato sexual quando ela tinha somente NOVE anos de idade. Ou seja, a revelação islâmica não só permite como aprova as relações sexuais com crianças.

    Portanto, apontar para os bons muçulmanos que conhecemos e concluirmos que o Islã não promove a pedofilia é uma lógica tortuosa, porque a conduta deles não encontra nexo de causalidade nos preceitos do direito islâmico. Na verdade, eles estão contrariando a fé que afirmam seguir!

    Portanto, o padre que se envolve com uma criança está indo CONTRA os preceitos cristãos; já o muçulmano que tem relações com crianças está tão somente aplicando aquilo que sua religião legitima explicitamente.

    Conclui-se: Pedofilia é um elemento indissociável do Islã.

    ISLÃ, POLIGAMIA E ESCRAVIDÃO SEXUAL

    No Antigo Testamento cristão, embora nunca incentivada, a poligamia era tolerada. Não há mais tal tolerância no Novo Testamento e penso que não há necessidade de fundamentar o que é óbvio.

    No caso do Islã, não só a poligamia é aprovada como também o é a escravidão sexual. Na Surah 4.3, Allah revelou:

    “…podereis desposar duas, três ou quatro das que vos aprouver, entre as mulheres. Mas, se termerdes não poder ser equitativos com elas, casai, então, com uma só e conformai-vos com O QUE A SUA MÃO DIREITA POSSUIR.”

    Além da óbvia autorização da poligamia (praticada pelo póprio Maomé também), há uma expressão importante na passagem que precisa ser explicada. “As que a sua mão direita possuir” é uma expressão corânica referente às escravas sexuais dos povos subjugados. Ou seja, o Corão está autorizando o muçulmano a se satisfazer sexualmente com suas escravas sexuais que tiver obtido em guerra.

    Conclui-se: Poligamia e escravidão sexual são elementos indissociáveis do Islã.

    O ISLÃ E TOLERÂNCIA RELIGIOSA

    “Não há imposição quanto à religião” Corão 2.256

    Essa passagem é destacada pelos muçulmanos defensores da liberdade de expressão e de crença como comprobatória do fato de que o Corão advoga abertamente tais valores. A entrada do Islamic Information Center localizado na Mesquita Azul de Istambul traz esse verso em destaque como forma de recepcionar os curiosos que lá vão conversar com o Imã (que é muito simpático e receptivo, é verdade).

    No entanto, há um incidente na Surata 49:18 que nos ajuda a entender melhor essa passagem. Um grupo de beduínos havia supostamente se convertido à fé islâmica e afirmaram “Nós cremos”, mas são prontamente repreendidos “Vocês ainda não creram; digam, porém, ‘Nós nos submetemos’, pois a fé ainda não entrou em vossos corações” e lhes e dito que ainda assim Alá os recompensará por seus atos.

    O ponto é o seguinte: a fé islâmica é uma fé que enfatiza a práxis em vez das doutrinas. O significado de muçulmano é “submisso a Deus”. Ou seja, ser muçulmano não necessariamente implica ter fé, mas sim a prática de acordo com Alá. Por isso a exortação aos beduínos, que embora não cressem, não possuíssem a fé (iman), haviam se submetido e, portanto, eram autênticos muçulmanos.

    É por isso que o Corão nos diz que não há compulsão quanto à religião, afinal crença não pode ser imposta. Ou alguém é capaz de escolher crer na inexistência da Lei da Gravidade? Crenças são coisas que brotam no nosso interior. Não são fruto de nossas escolhas. No entanto, eu posso escolher agir contra a gravidade jogando-me de um prédio. Nisto eu posso ser coagido, naquilo não.

    É assim que deve ser entendido o “versículo da tolerância” do Corão. Crença (religiosa, no caso) não se impõe. A prática? Ah essa sim! A ênfase do Islã sempre foi a prática e não a doutrina.

    A Meca na época de Maomé, havia enriquecido devido às suas transações comerciais bem-sucedidas, esquecendo-se assim dos antigos valores tribais igualitários. Prostrar-se ao chão como um escravo era considerado humilhante e, por essa razão Alá instituiu a oração com o rosto prostrado ao chão como contraponto à arrogância dos ricos ricos e avarentos de Meca. O jejum do Ramadã também tem como intuito lembrar o fiel das privações pelas quais passam os pobres, que não têm alimento sempre disponível. Instituiu-se também a prática do zakat, uma quantia equivalente a 2,5% da renda anual do fiel que deveria ser destinada aos necessitados.

    Percebe-se, assim, o valor da práxis no Islã. Valores belos, sem dúvida, o problema é serem postos em prática mediante coerção.

    É por isso, portanto, que o Corão pode nos dizer que “não há compulsão quanto à religião” (2.256), já que crença não se impõe, mas na Surata 9, versículo 5, nos dá a injunção de “matar os idólatras onde quer que o acheis” a não ser que se submetam.

    Mais à frente, na mesma Sura, o Corão é ainda mais claro:

    Combatei aqueles que não creem em Deus e no Dia do Juízo Final, nem abstêm do que Deus e Seu Mensageiro proibiram, e nem professam a verdadeira religião daqueles que receberam o Livro, até que submissos paguem o Jizya.

    Jizya é um imposto cobrado por um Estado Islâmico de minorias religiosas para que possam continuar com sua fé.

    E fica ainda pior:

    Corão 5.33. O castigo, para aqueles que lutam contra Deus e contra o Seu Mensageiro e semeiam a corrupção na terra, é que sejam mortos, ou crucificados, ou lhes seja decepada a mão e o pé opostos, ou banidos. Tal será, para eles, um aviltamento nesse mundo e, no outro, sofrerão um severo castigo.

    Resumindo: quanto à fé (iman, no árabe) não há compulsão, já quanto ao Islã (submissão a Deus, no árabe) ou se prostra ou perde a cabeça.

    Conclui-se: A intolerância religiosa é indissociável do Islã.

    O ISLÃ E A DEMOCRACIA

    “Sois a melhor nação que surgiu na humanidade, porque recomendais o bem, proibis o ilícito e credes em Deus” (3.110a)

    Nessa passagem, percebe-se que os elementos da religião são indissociáveis da política e do direito. A nação seria a melhor, segundo Allah, por recomendar o bem, proibir o ilícito e acreditar em Deus.

    No Islã, a manifestação divina é política. Não à toa, a liderança de Maomé não foi meramente religiosa – como a de Cristo – mas principalmente política e militar. Maomé trouxe a época de ouro do Islã. A construção de uma sociedade “justa” é o desideratum do Islã e isso só pode se dar mediante “submissão a Alá”, que é justamente o significado do termo Islã.

    Assim, o Islã traz consigo inafastáveis implicações políticas que inevitavelmente entram, ou entrarão, em conflito com as democracias liberais do Ocidente cuja autoridade política é fundada numa constituição e não na vontade de Alá conforme revelada no Corão. Diga-se também que o Corão (discurso, no árabe) tem função similar ao Logos divino, a segunda pessoa da Trindade, na fé cristã. Se por um lado, portanto, Cristo (o Logos, também discurso no grego) é a própria manifestação de Deus e consubstancial com o pai (homoousios) no cristianismo, no Islã é o próprio Corão que exerce essa função sendo também considerado coextensivo com Alá “o Deus único”.

    Assim, não pode haver alternativa a não ser a submissão à forma de governo proposta pelo Corão: O Totalitarismo.

    Conclui-se: O Islã e o totalitarismo são indissociáveis.

    CONCLUSÃO

    Fica claro que o Islã é promotor de valores que contrariam abertamente os preceitos cristãos e os valores das democracias ocidentais: o Islã promove a pedofilia, a escravidão sexual, a intolerância religiosa e o totalitarismo. Tudo isso é promovido em cada uma das fontes de revelação divina do Islã. Esses valores são promovidos no Corão, são promovidos por Maomé e são promovidos pelo consenso dos teólogos árabes.

    Al-Ghazali, por exemplo, a segunda maior personalidade árabe depois de Maomé, uma espécie de Tomás de Aquino do Islã, sentencia um fatwa condenando à morte aqueles que se opõem às suas conclusões em sua famosa obra A Incoerência dos Filósofos.

    Quem discorda, precisa explicar alternativamente cada um dos pontos expostos acima. Antes de fazer qualquer associação com as Escrituras Cristãs, também precisa demonstrar equivalência nos textos bíblicos que possam ensejar valores dessa natureza.

    Sendo assim, ou nós repelimos imediatamente a expansão do Islã no ocidente, ou num futuro breve enfrentaremos problemas ainda maiores do que o havido ontem em Paris. Os terroristas de ontem não distorceram o Islã. Os terroristas são apenas exemplares seguidores de Allah. Os terroristas agem perfeitamente de acordo com a sua religião. O muçulmano que deles discorda precisa levar mais a sério a sua fé para ou abandonar sua perniciosa religião ou mudar de opinião.
    Título e Texto: Vitor Grando Pereira, 14-11-2015

  8. Prezado Zaratrusta,
    Tu és um dos melhores comentaristas que temos.
    Dono de um texto vigoroso, culto, palavras muito bem colocadas, expressões refinadas, aprecio em demasia ler o que escreves porque informativo e que adiciona úteis conhecimentos àquelas pessoas que precisam ser esclarecidas sobre diversos assuntos, e que a limitada capacidade que possuem – exatamente como no meu caso -, os comentários vêm a calhar!
    Dito isso, foi com surpresa o registro que fizeste de um texto que não era teu, e abordando o tema do momento, o Islã.
    A primeira conclusão do autor me causou revolta e indignação.
    Pensei em parar de seguir lendo algo tão tendencioso e distante da verdade, mas fui em frente, e confirmei a minha preocupação com as intenções de escritores ou jornalistas cujo caráter é duvidoso, quanto a publicarem “biografias” deturpadas de Maomé ou interpretações do Corão absolutamente irreais, de modo a se rejeitar o árabe como se este fosse uma aberração como ser humano!
    No decorrer do dia penso em contestar as absurdas conclusões do autor ou, então, deixá-las de lado por não merecerem respostas, haja vista tratar-se de um artigo falso, mentiroso, preconceituoso, e que deve mesmo ser desprezado, e não discutido.
    Um excelente domingo, Zaratrusta, mas prefiro ler comentários de tua autoria, invariavelmente bem escritos e que enaltecem a qualidade de nossos colegas deste blog incomparável.

  9. “O presidente da França, François Hollande, disse que o culpado pelos ataques na França foi o grupo jihadista Estado Islâmico. O presidente deu uma declaração à nação sobre os atentados, os quais ele qualificou de “um ato de guerra do Estado Islâmico contra a França”.”

    SERIA CÔMICO, SE NÃO FOSSE TRÁGICO”
    -O que ele fará, agora, em “guerra declarada” contra o seu empregado?

  10. Prezadíssmo Bendl,
    Fico muito grato pelas palavras de reconhecimento quanto às milhares de horas que dedico na busca e obtenção de informação verdadeira, num processo demorado de “garimpo”, do que seja de fato informação, e não apenas exortação ou valores secularmente doutrinados para a bovinização e embotamento dos reais valores que dignificam a vida.

    O mundo (vida) é formado pelas idéias e ideais, e o monopólio midiático da informação que temos atualmente, que tão eficazmente se desenvolveu e consolidou nos mil anos de obscurantismo que a Igreja Católica disseminou no mundo, ensinou os caminhos da propaganda e doutrinação capazes de criar verdadeiros feudos virtuais de valores com propósitos que podem ser classificados de qualquer coisa, menos de busca pela verdade que liberta, que para mim é a derradeira razão da existência. Assim, é atualmente da minha natureza, adquirida com as mais árduas experiências de vida, que não devo me acomodar ao encontrar ou conquistar o caminho do conforto, mas me preocupar em me manter sempre na linha de frente, sob a pressão e o aguilhão das dificuldades e obstáculos, não por masoquismo e muito menos por maniqueísmo, mas para poder ter a compreensão, a mais realista possível, da realidade em que vivo (vivemos), da forma mais holística e profunda disponível. (Absolutamente, não foi por acaso que escolhi o nickname de Zaratrusta para transitar por aqui. Os valores e a visão que adquiri da vida remontam aos meus longínquos 18 anos de idade, quando tive a feliz infelicidade de me deparar com esse precioso e indigesto trabalho de uma das mentes mais brilhantes da filosofia de todos os tempos; Friedrich Nietzsche. Se ainda não leu, recomendo enfaticamente a leitura de “Assim Falava Zaratrusta”)

    Foi exatamente devido à leitura dessa obra ainda na juventude que primo pela busca da VERDADE ABSOLUTA, jamais me acomodando na relativa. Por mais que muitas vezes essa busca seja dolorosa e repulsiva num primeiro momento, aprendi com o tempo a me sujeitar a ela, EXCLUSIVAMENTE, por ter verificado que, ao final é o único caminho que sempre consegue me levar à verdadeira luz que defende os verdadeiros valores e princípios que dignificam a vida e que me relega de fato o título de homo SAPIENS, por mais que essas verdades dilacerem meu conforto, comodismo ou conveniência! Te garanto que, como creio que seguramente devas saber: é deveras um trabalho insano e árduo, visto nos obrigar a verificar por todos os ângulos que se apresentem sobre qualquer tema, quais sejam todas as visões e interpretações que lhes são dadas!

    A busca permanente pela VERDADE ABSOLUTA, consiste em ter permanentemente em mente que estamos sempre de posse apenas de ‘verdades relativas’ e portanto, que devemos permanecer PERMANENTEMENTE TAMBÉM, abertos para novos INSIGHTS e visões, por mais que possam contrariar as convicções já consolidadas pelo tudo que ‘já sabemos’. Devemos estar preparados sempre para considerar que o ‘tudo o que já sabemos’ pode ser fruto de uma programação mental secular em larga escala que não reflita senão o que os donos do poder fizeram questão de nos fazer crer que a vida e a sociedade seja, na criação de uma REALIDADE VIRTUAL propícia à manutenção permanente de privilégios e sectarismos sociais.

    Mas como dizem os mineiros, isso é assunto ‘pra lá de légua’, e devido a isso vou tentar encurtar as fundamentações necessárias para a perfeita compreensão do meu ponto de vista sobre a questão muçulmana e o islamismo, principalmente por reconhecer que também tenha uma grande bagagem sobre o assunto pela argumentação que apresentou.

    Infelizmente, também sou obrigado a divergir de sua contestação das argumentações apresentadas pelo autor do texto, visto que não apresentou sequer um único embasamento contestatório que viesse invalidar o que, no meu entendimento, o Vitor Grando Pereira fundamentou através de argumentações lógicas brilhantes e incontestáveis, em cada caso.

    Desconhecendo as raízes culturais que formaram os seus valores, fica impossível aprofundar informações que possam contribuir com uma possível libertação dos pontos de vista já arraigados, principalmente devido ao apego que tendemos a criar às nossas idéias e à cristalização que estas adquirem quando atingimos a terceira idade na qual nos encontramos.

    Segue, para a quem interessar possa, uma oração do Gen. Douglas McArthur, que meu pai me passou quando eu tinha 17 anos, e da qual – antes que alguém aqui queira me rotular de ‘plagio’ – eu retirei uma das minhas colocações mais acima.

    ORAÇÃO DE UM PAI

    Dá-me Senhor,
    Um filho, que seja bastante forte para saber o quanto é fraco,
    E corajoso bastante para saber se enfrentar a si mesmo quando tiver medo.
    Um filho que seja orgulhoso e inflexível na derrota inevitável,
    mas humilde e manso na vitório
    Dá-me um filho cujo esterno não esteja, onde deveria estar a espinha dorsal.
    Um filho que Te conheça, e saiba que conhecer-se a sí mesmo, é a pedra angular do saber.
    Guia-o eu Te suplico, não pelo caminho fácil do conforto, mas pelo da pressão das dificuldades e dos obstáculos.
    Que aprenda a manter-se ereto na tempestade e a ter compaixão dos malogrados.
    Um filho que aprenda a dominar-se antes de procurar dominar.
    Um filho que aprenda a rir mas que não desaprenda a chorar.
    Um filho que olhe para o futuro, mas que nunca esqueça o passado.
    Depois de todas essas coisas, eu Te suplico, dê-lhe compreensão bastante
    para ser sempre sério, sem se levar demasiado a sério!
    Dá-lhe humildade Senhor!
    Que tenha sempre em mente,
    A Simplicidade da verdadeira Grandeza,
    A Tolerância da verdadeira Sabedoria,
    E a Humildade da verdadeira Força!
    Então eu, seu pai, ousarei murmurar,
    NÃO VIVI EM VÃO!

    Carpe diem! Quam minimum credula postero! (Horácio – 65 A.C a 8 A.C.)

  11. Prezado Zaratrusta,
    Obrigado pela resposta.
    A tua discordância sobre o meu repúdio às conclusões do texto que postaste foi infinitamente mais adequada para o debate, caso eu tivesse optado por desmentir cada tópico do texto de Grando.
    Na verdade, a minha intenção era que tu mesmo percebesses os absurdos publicados, mas me devolveste a questão alegando que eu não apresentara razões suficientes para mudares os teus conceitos a respeito dos árabes, concordando, portanto, com a lógica(!?) do Pereira.
    Quanto à filosofia de Nietzsche, é realmente muito difícil compreendê-la. O filósofo escreve em forma de sentenças, conhecidas como “marteladas”, em que algumas dizem algo e outras não sabemos qual o seu significado, se é que significam alguma coisa.
    Portanto, meu caro, Assim Falou Zaratustra, resume a filosofia de Nietzsche: confusa, irracional e destinada a poucos escolhidos (percebo que és um deles!).
    A morte de Deus, o misticismo dos santos ou o prazer dionisíaco, pode ser o resumo do livro que me indicaste.
    Por outro lado, a distorção que o filósofo propõe à realidade é preocupante, quando afirma que, “o essencial em uma ideia, não é o fato de ser verdadeira ou não, e sim o de servir de estímulo à vida”.
    Pois eu penso o contrário, que a mola propulsora de nossa existência é a verdade, e não o devaneio, a ilusão, o sonho, a ponto de o alemão ser contraditório – e com ele concordo nesta afirmação e não sobre a sua contradição – ao exclamar:
    “Torna-te aquilo que és”.
    Ora, ora, estaria sendo a ilusão uma espécie de entorpecente ao sofrimento diário, da frustração, de não se atingir a realização pessoal, profissional, e de não se obter o reconhecimento pela sociedade como um cidadão de valor, diante das circunstâncias que o rotulam como alguém de sucesso ou não?
    Em consideração à tua pessoa, no entanto, e a maneira elegante e respeitosa como tratas os teus colegas comentaristas neste blog incomparável, contestarei os tópicos mencionados, mas preciso de um tempo, pois estarei me ausentando agora à noite até quarta-feira quando retornarei de Porto Alegre, após mais exames médicos que venho sendo paciente há trinta dias.
    Obrigado pela atenção.
    Um abraço.

  12. Prezado Bendl,
    Agradeço pelo trabalho que se dispõe realizar para rebater ponto a ponto as questões apresentadas no artigo de Vitor Grando. Creio que suas considerações irão enriquecer também outros desse blog .

    Referente sua abordagem a Nietzsche em seu livro Assim Falava Zaratrusta, infelizmente verifico que, enquanto eu retive dessa leitura os aspectos positivos de sua filosofia no que tange à capacidade humana de auto superação, assim como sua defesa da busca permanente do homem pelos mais elevados ideais, valores morais e existenciais, como o meio pelo qual consegue atingir sua maior proximidade com o criador, verifico que sua visão sobre essa obra tenha se formado precisamente sobre seus aspectos mais negativos, os quais desconsiderei.
    Cuide-se! Desejando que se recupere totalmente. Deixo aqui também o meu abraço.

    • Zaratrusta,
      Frustrado e aborrecido, cansado e contabilizado despesas desnecessárias porque meu exame foi adiado para amanhã à tarde, retornei à minha cidade faz pouco tempo, e volto à capital do RS nesta terça, dia 17, depois do almoço.
      Decidi fazer diferente, portanto, do que anunciei ontem, dia 25, que eu iria responder o artigo de Vitor Grando Pereira.
      Não vou me dar este trabalho, tampouco enaltecerei um artigo deplorável.
      Em contrapartida, citarei alguns autores notáveis e reconhecidos do público mundialmente pelas suas obras extraordinárias, esclarecedoras, e que versam sobre este tema de forma absoluta, insofismável, grandiosa e, principalmente, VERDADEIRA!

      Karen Armstrong – Uma História de Deus, Companhia das Letras e Maomé, mesma editora, são duas obras imponentes desta autora respeitabilíssima e especialista em temas sobre religiões, principalmente, Judaísmo, Cristianismo e Islamismo;
      Jean-Paul Charnay – Sociólogo e historiador, fundador do Centro de Estudos e Pesquisas sobre Estratégias e Conflitos da Universidade de Paris-Sorbonne;
      Mahmoud Hussein, doutor em Filosofia política e autor da série para a TV francesa A Idade de Ouro do Islã – Quando o mundo falava árabe;
      Wahib Atallah, historiador arabista e helenista e professor em Nancy, França.Traduziu para o francês e comentou o livro A Biografia do Profeta Maomé, de Ibn Hichân (Fayard,2004);
      Melek Chebel, antropólogo, especialista em Islã. Dedicou muitas obras a esse tema e publicou o livro L’eesclavage em terre d’islan (A escravidão nas terras islâmicas);
      Yvon Le Bastard, professor de árabe na Escola de Línguas e Civilizações do Oriente, na França. Ensina também a cultura islâmica no Instituto de Ciências e Teologia de Paris;
      Michael H. Hart, Escritor, biógrafo. Escreveu que Maomé foi a pessoa mais influente na História, Difel, 7ª edição;
      Martin Seymour-Smith, Aborda o Corão como um dos livros mais importantes de todos os tempos, ao lado do Torá e a Bíblia – Difel, 5ª edição, Tradução de Fausto Wolf;
      Arnold Toynbee, Notável historiador britânico, autor de A Humanidade e a Mãe Terra, destina um capitulo sobre a expansão do Islã e a personalidade agregadora do Profeta em reunir as tribos árabes, antes dispersas, e dar-lhes um Deus, Alá (Zahar Editores, 2ª edição). Na sua obra prima, Um Estudo da História, aborda o Islamismo e sua brilhante trajetória cultural e filosófica;
      Harold Bloom, professor e crítico literário estadunidense, ficou conhecido como um humanista porque sempre defendeu os poetas românticos do século XIX, independente de suas reputações. No seu livro Gênio, Editora Objetiva, Rio de Janeiro, 2003, tece um capítulo extraordinário sobre Maomé e o Corão, cuja originalidade literária vai além do Torá e Novo testamento porque proferido pelo próprio Deus, apenas recitado pelo Profeta, diferentemente de escritores humanos que foram os autores do Velho e Novo Testamento, assim como os Javistas.
      Da mesma forma, cito várias edições de Leituras da História (Editora Escala), História Viva (Duetto), Aventuras na História (Abril), que trazem artigos muito bons como informações sobre Maomé e o Islamismo, mesmo que resumidamente.

      Eu teria que reproduzir centenas de páginas que contestariam as conclusões absurdas deste rapaz, e cuja ocupação principal deve ser frequentar o Facebook.
      Sem querer menosprezar o autor, a sua pessoa, conceituo o artigo reproduzido como insignificante, deturpador da realidade e mal intencionado.
      O jovem articulista, imaturo, poderia ter abordado as Cruzadas como o braço de guerra do Cristianismo, e concluir que os católicos são guerreiros, conquistadores, invasores, e intolerantes com outras religiões.
      Da mesma forma, poderia ter comprovado esta intolerância católica, ao expulsarem os judeus da Espanha. Esses judeus eram chamados de “marranos” pelos cristãos velhos. A palavra “marrano” significa “porco”. Eram vistos como se estivessem engordando do trabalho dos outros e de quem não se podia beneficiar a não ser por sua morte, quando sua carne podia ser ingerida. Os que permaneceram judeus publicamente eram ameaçados somente de expulsão, ao passo que os marranos encaravam a penalidade de serem queimados vivos pelo pecado de deslealdade. Os marranos eram constantemente espionados. Às vezes as acusações eram procedentes, mas em outras seus inimigos forjavam mentiras, a fim de se apossarem de seus bens.
      Dezoito anos antes da Expulsão, Torquemada, o mais brutal entre os sacerdotes católicos, instalou a Inquisição: um tribunal para impor penalidades sobre os desleais. Ostensivamente, as atividades da Inquisição diziam respeito a todos os cristãos, mas na realidade a “heresia” dos marranos era a principal preocupação da Inquisição.Torquemada conquistou o coração da rainha Isabel que se desviou de todas as outras preocupações e ficou apaixonadamente absorvida em avançar o trabalho da Inquisição, erradicar a “heresia” e procurar a expulsão dos judeus que permaneceram leais em público a sua fé. Esperava, desta forma, obter o perdão de todos seus pecados.
      Mais de trinta mil marranos foram condenados à morte e queimados vivos pela Inquisição. Outras dezenas de milhares foram submetidos à tortura física mais horrível que a morte. A maioria santificou o nome de D’us ao morrer, após ter antes falhado em resistir à pressão para a conversão pública. As repetidas confissões dos torturados, que haviam permanecido leais à Torá e ao judaísmo, enfureceram os inquisidores e seus agentes, e fizeram com que perseguissem os marranos ainda mais ferrenhamente.
      Essas repetidas confissões também deram aos inquisidores maiores argumentos em seus esforços para convencer o rei Fernando a emitir um decreto de expulsão contra todos os judeus remanescentes. Pois, “enquanto os judeus continuassem a viver na Espanha, influenciariam seus irmãos a aderir à fé de seus pais”.
      Deveria ter mencionado a Inquisição, portanto, como o mais extraordinária e cruel tribunal eclesiástico católico para julgar e condenar os “hereges” e feiticeiros acusados de crimes contra a fé católica, um dos períodos mais insanos e revoltantes da Humanidade em todos os tempos e, assim, concluir que, do Papa aos padres, os representantes do catolicismo são torturadores e incentivadores de práticas hediondas, em consequência!
      Muito menos teceu qualquer palavra sobre os movimentos secretos cristãos, tais como, Templários, Opus Dei, Cátaros, Illuminati … e também concluir que os católicos seriam todos conspiradores!
      Não me consta que o Islamismo tenha chegado perto desta intolerância, Zaratrusta!
      Artigo tendencioso e não merece qualquer credibilidade, convenhamos.
      Como podes observar, não me baseio somente na Rede Globo,não.
      A maioria dos livros citados acima eu os tenho na minha biblioteca, inclusive o caríssimo, Um Estudo da História, Gênio, as obras de Karen Armstrong, Seymour-Smith, Hart, A Humanidade e a Mãe Terra, a biografia de Maomé, livros essenciais para que se tenha uma verdadeira e legítima ideia do Islamismo e do Profeta Maomé, e algo em torno de 1.500 revistas citadas acima, que as coleciono desde a PRIMEIRA EDIÇÃO, que, sendo uma pessoa comum, Maomé tornou-se a mais influente personalidade da História da Humanidade, pois se Abraão e Moisés, profetas que conversaram diretamente com Deus, conforme os livros sagrados, pertencem ao Judaísmo, Maomé é o responsável direto e isolado do Islamismo, e também foi por Deus – que ele julgava ser o mesmo dos profetas anteriores – aquele que recebeu as Revelações e mudou o comportamento de milhões de pessoas.
      Precisamos respeitar a crença alheia, principalmente não alterar-lhes a verdade, a essência, sob pena de irresponsabilidade e tendenciosidade, além de se perceber nitidamente que autores relapsos possam estar a serviço de interesses escusos, indiscutivelmente.
      Um forte abraço.

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