Ibope e Datafolha divergem, mas convergem quanto ao duelo entre Dilma e Marina

Pedro do Coutto

Em reportagem de Juliana Gama e Fernanda Krakovics, edição de O Globo de quinta-feira 04, ficou acentuada uma divergência de números entre as pesquisas do Ibope e Datafolha sobre as eleições presidenciais de outubro. Foram divulgadas simultaneamente na noite de terça-feira e enquanto o Ibope apontou 37 pontos para Dilma contra 33 para Marina, o Datafolha assinalou Dilma com 35% e Marina com 34 nas intenções de voto do primeiro turno das eleições de outubro. A direção entretanto das pesquisas dos institutos convergem plenamente quanto à polarização do quadro eleitoral entre as duas principais candidatas e convergem também no que se refere ao enfraquecimento de Aécio Neves.
Em uma semana, prazo da diferença entre as duas últimas pesquisas anteriores, para o Ibope o senador mineiro desceu de 19 para 15 pontos; para o Datafolha Aécio Neves está com 14 pontos. Vale assinalar que a pesquisa do Ibope anterior foi divulgada em 25 de agosto e a penúltima pesquisa do Datafolha saiu no dia 29. Como se vê o prazo de levantamento do Datafolha é um pouco mais curto do que o do Ibope
Mas isso importa pouco, inclusive a convergência dos dois institutos estende-se às simulações para o segundo turno: para o Ibope, Marina venceria nas urnas de 26 de outubro por 46 a 39 pontos. Para o Datafolha a vitória seria por 48 a 41. Nota-se que em ambos os casos a diferença projetada é de 7 degraus. Dificilmente o panorama do primeiro turno se modificará quanto à polarização, inclusive porque Aécio neves passou a botar um tom pessimista, como ficou claro na reportagem de Silvia Amorim, também na edição de O Globo do dia 4, quando perguntado por ela sobre sua posição eleitoral, terceiro lugar em Minas Gerais, admitiu que “eleições se perdem”.
POLARIZAÇÃO TAMBÉM NO RJ
O Datafolha, em outra pesquisa, revelou também que para governador do Rio de Janeiro estabeleceu-se uma polarização entre o Anthony Garotinho e Fernando Pezão. Garotinho com 28, Pezão subindo para 23, distanciando-se de Marcelo Crivella com 18%. O candidato do PT, Lindbergh Farias, enquanto Pezão subiu nove degraus e Garotinho 1 ponto, desceu de 12 para 11, apesar do apoio do ex-presidente Lula. Marcelo Crivella, segundo matéria publicada na Folha de São Paulo no dia 04, avançou dois pontos, atingindo 18%, ficando 5 pontos abaixo de Pezão e 10 pontos de Garotinho.
Feita a simulação, as intenções de voto hoje assinalam vitória de Pezão por 45 contra 36 de Garotinho. Pelo que os sintomas indicam não deverá haver mudanças quanto ao ocupante do Palácio Guanabara.

6 thoughts on “Ibope e Datafolha divergem, mas convergem quanto ao duelo entre Dilma e Marina

  1. A partir deste ponto das pesquisas haverá uma certa estabilização das intenções de votos para os candidatos, de tal forma que as duas candidatas à frente da pesquisa passarão a disputar palmo a palmo a decisão do eleitorado.

    Então, a análise que se deve fazer é sobre a diferença estatística entre a média de intenções de votos apresentada pela candidata Marina, e a média de intenções de votos apresentada por Dilma.

    Para isso, é e será importante expurgar da análise dos números, a faixa de incerteza estatística dada pelo erro de estimativa da pesquisa.

    Assim, tomando como base o levantamento feito pelo Datafolha cujo resultado é muito mais bem-colimado que o do concorrente, haja vista ter entrevistado um número bem maior (10.054) de eleitores, passamos a achar o erro da estimativa e a expurgá-lo do resultado da pesquisa.

    Para 10.054 eleitores, a pesquisa admite um erro de estimativa igual a:

    10.054 = (3² x 0,5 x 0,5)/e²
    e² = 2,25/10.054
    e = 0,00024^1/2
    e = 0,0149 ou 1,5%

    O erro de estimativa da pesquisa Datafolha é de 1,5%.

    Portanto, se expurgarmos o erro de estimativa das intenções de votos apresentadas para as duas candidatas, teremos, no caso da candidata Marina, 48% – 1,5% (para baixo) = 46,5%, e para a candidata Dilma, 41% + 1,5% (para cima) = 42,5%.

    Então, 46,5% – 42,5% é igual a 4% de diferença que corresponde a uma vantagem mínima de mesmo valor para a candidata Marina.

    Então, estatisticamente falando, se as eleições fossem realizadas hoje, a candidata Marina venceria as eleições no primeiro turno com uma diferença mínima de 4% em cima da sua oponente Dilma.

  2. Apesar de toda essa tentativa de desconstrução de Marina, inclusive erroneamente por Aécio que ao fazê-lo se mostra incapaz de enxergar o mal maior, percebe-se crescimento de rejeição ao PT mais do que à própria Dilma. Conclusão fruto de conversas com o povo. que parece cansado das mesmices e práticas dese partido.

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