Imagem do Supremo fica arranhada após decisão a favor de embargos, porque demonstra tratamento diferenciado para réus endinheirados e poderosos

Paula Bittar
(Correio Braziliense)

Com o julgamento do mensalão reaberto, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu aceitar os embargos infringentes, que podem beneficiar até 12 réus, a imagem da mais alta Corte do país, antes incensada pela opinião pública como a última esperança de combate à impunidade, sai maculada.

Até quem concorda com o cabimento dos novos recursos reconhece que, mesmo momentaneamente, a popularidade da instituição e de muitos dos seus 11 ministros alçados ao status de heróis sofrerá um revés diante da população. O episódio reforça a sensação de que a Justiça é mais complacente com os ricos e poderosos, afirmam especialistas ouvidos pelo Correio.

Antônio Flávio Testa, cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB), não tem dúvida da descrença das pessoas. “A maioria da população não está mais acompanhando, perdeu o interesse, ou seja, está desacreditada. Pode haver um desgaste momentâneo da justiça. E o principal é que fica de fato confirmado que a Justiça brasileira dá tratamentos desiguais. É um tratamento exclusivo para elite, mas extremamente dura e cruel com os pobres e os não poderosos. Isso é uma constatação que ficou agora evidente”, assinala. Outros especialistas entrevistados têm a mesma opinião.

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16 thoughts on “Imagem do Supremo fica arranhada após decisão a favor de embargos, porque demonstra tratamento diferenciado para réus endinheirados e poderosos

  1. Não ficou arranhado quando, O ministro Marco Aurelio Melo, concedeu Habeas Corpus ao assassino fazendeiro Bida, da Missionária Dorothy, o ministro Gilmar Mendes, soltou, Roger Abdelmassih – Condenado – Acusado de mais de 50 casos de abuso contra suas pacientes, foi beneficiado por um HABEAS CORPUS, fugiu do Brasil e dizem, vive muito bem na EUROPA. Quem concedeu o HC foi o Ministro Gilmar Mendes, que em sua “sábia” decisão e sentença proclamou: “A prisão preventiva do médico tarado, “sem a demonstração de fatos concretos”, resultou em “mero intento de antecipação de pena”.
    Por que o ministro Celso de Melo, não pode aceitar os embargos infringentes? Se foi os partidos que votaram a favor dos embargos infringentes Eis os partidos: PFL, hoje DEM, do PSDB, do PT, do PTB e do PPS.” Em 1998,. O inusitado é que o PSDB e o ex-PFL não tenham se animado a guerrear pela mudança proposta por FHC. Cadê a coerência?

    Roger Abdelmassih – Condenado – Acusado de mais de 50 casos de abuso contra suas pacientes, foi beneficiado por um HABEAS CORPUS, fugiu do Brasil e dizem, vive muito bem na EUROPA. Quem concedeu o HC foi o Ministro Gilmar Mendes, que em sua “sábia” decisão e sentença proclamou: “A prisão preventiva do médico, “sem a demonstração de fatos concretos”, resultou em “mero intento de antecipação de pena”.

  2. Não ficou arranhado quando, O ministro Marco Aurelio Melo, concedeu Habeas Corpus ao assassino fazendeiro Bida, da Missionária Dorothy, o ministro Gilmar Mendes, soltou, Roger Abdelmassih – Condenado – Acusado de mais de 50 casos de abuso contra suas pacientes, foi beneficiado por um HABEAS CORPUS, fugiu do Brasil e dizem, vive muito bem na EUROPA. Quem concedeu o HC foi o Ministro Gilmar Mendes, que em sua “sábia” decisão e sentença proclamou: “A prisão preventiva do médico tarado, “sem a demonstração de fatos concretos”, resultou em “mero intento de antecipação de pena”.
    Por que o ministro Celso de Melo, não pode aceitar os embargos infringentes? Se foi os partidos que votaram a favor dos embargos infringentes Eis os partidos: PFL, hoje DEM, do PSDB, do PT, do PTB e do PPS.” Em 1998,. O inusitado é que o PSDB e o ex-PFL não tenham se animado a guerrear pela mudança proposta por FHC. Cadê a coerência?

  3. Arranhar a imagem do Supremo???
    Eles não estão nem aí …
    E a propósito: qual a imagem do Supremo, refletida no espelho do Brasil??? A de um banheiro fétido de beira de estrada, ou … igual a do Brasil, como escreveu sabiamente o Francisco Bendl;
    “O Brasil se parece com uma Casa de Tolerância, ou uma Casa de Prostituição”. Foi quando completei: “o Brasil se parece com um Puteiro”.
    Ou … como definiu Rui Barbosa: “O Brasil não é uma República: é uma reprivada”. Podemos escolher à vontade … !!!

  4. Assim como o Zé Povinho não adquiriu instrumentos para dimensionar a poderosa linguagem das canhoneiras inglesas, não haver-se-á de causar pasmo que também não o tenha para avaliar a quantas velas move-se a poderosa linguagem e coveniências do universo midiático/opiniático, acabando sempre vítima de incitamentos de oportunistas verborrágicos dobrados aos imperativos de interesses de chibatadas ao lombo, gangalhas aos pescoços, e, aos horizontes paradisíacos, sempre sempre à espreita, Carandirús, cáries dentárias e cotocos de velas aos arredores.

    Ainda bem que leio, porém não escrevo e nem falo português! Estou aqui de passagem!

  5. A imagem do Tribunal fica arranhada quando metade dos ministros vota de um jeito e outra metade doutro. Passa a imagem de um tribunal cujos próprios membros não se entendem. Parece uma estratégia para, de fato, não decidir e protelar.
    6 x 5, 4 x 7 ou mesmo 5 x 5 são resultados possíveis no futebol, não numa côrte que efetivamente analisa um processo à vista de provas objetivas.

  6. Prezado José Antônio,
    Concordo que macular a imagem do STF está na razão direta do desentendimento entre os ministros a respeito do mesmo tema.
    Neste particular, o mensalão, nota-se nitidamente a existência de duas correntes: os que desejam minimizar ao máximo a gravidade dos crimes cometidos pelos condenados e envolvidos no mensalão, e os ministros que querem as prisões dos condenados o mais rápido possível.
    A demonstrar com essas diferenças tão acentuadas, a falência da forma como são escolhidos os juízes que compõem o STF, mediante decisão do presidente da República.
    Cedo ou tarde os “agradecimentos” são inevitáveis, normalmente atendendo apelos de cunhos políticos, visando alterar decisões que não contemplam interesses e conveniências governamentais e do partido que está à testa da Nação.
    Lamento o descrédito que se encontra o nosso STF, contaminado pela partidarização e contrário aos anseios de uma sociedade lúcida, que não suporta mais tantos descalabros e desfaçatez!

  7. É tão “engraçado”, para não dizer decepcionante pessoas que ao discordar de outras, vem logo com termos que com certeza tem tudo a ver com elas.
    Falam das “merdas” do outros, usando e abusando das suas idéias de “merda”.

    Oh caras pálidas, que feio e ………..

  8. Não lhes parece, amigos, que tudo conspira contra o povo? Afinal, juiz decide de acordo com a lei e foi o quê o ministro Celso de Melo fez. E quem faz as leis? Não é evidente que essa montanha de recursos interessa aos que podem arcar financeiramente com eles e têm interesse em eternizar a solução das questões que lhes são adversas? Perguntas: dos embargos infringentes cabem embargos de declaração e destes cabem novos embargos infringentes, se ao menos quatro ministros divergirem dos demais?

  9. ahahahah

    Como é possível arranhar a imagem de um puteiro????

    Em tempo: Nehemias, para ser mais preciso, Roger Abdelmassih foi condenado a 278 anos de prisão por estupro, e não por abuso de pacientes. É esse o homem que Gilmar Dantas libertou e está foragido graças ao “çábio” do $tf….

  10. Fica arranhada porque J Barbosa desejava satisfazer seu ego, e não conseguiu convencer seus colegas ministros. Como o processo está com muitos pontos julgados sem provas e outros erros, nada mais natural que se promova novo julgamento.

  11. O episódio da Ação Penal 470 reforça sim, a sensação do povo segundo a qual a “justiça” é mais dura com os pobres e tendente a amaciar para os ricos e poderosos. Exemplos fáticos são os presídios brasileiros povoados de pobres e raros ricos que cometem crimes e respondem em liberdade´, enquanto a montanha de recursos interpostos por seus advogados mofam nos cartórios.

    Esse episódio faz parte da lenta justiça brasileira. Ninguém tem interesse em reduzir os recursos protelatórios a disposição dos réus que têm bala na agulha. O juiz fica refém do espírito do legislador, que não representa o povo na realidade, visto que o processo eleitoral leva a elitização dos membros do Legislativo. Logo, a incongruência está no fato de que nada vai mudar enquanto o sistema de poder estiver acima da nação. Por essa razão, vários magistrados sempre evocam que não lhes interessa o clamor da multidão. Votam de acordo com suas consciências, mesmo que em confronto com o texto constitucional. Até interpretam o espírito do Legislador, quando um fato concreto suscita dúvidas não esclarecidas no ambiente do Plenário.

    Como diz muito bem o editor do BLOG: E la nave vá Fellianamente

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