Impeachment só será aprovado com a presença do povo nas ruas

José Carlos Werneck

Não podemos nos desmobilizar nesta fase de um momento histórico tão importante. Político bom é aquele que é vigiado permanentemente por seus eleitores. Todos aqueles que compareceram às manifestações pelo impeachment da agora já quase ex-presidente Dilma Rousseff podem ter a mais absoluta certeza de foram responsáveis pelas decisões da Câmara dos Deputados e posteriormente da Comissão do Impeachment do Senado, que optaram maciçamente pela aceitação do processo.

Lembrem-se de que foi, também, a pressão maciça exercida pelos brasileiros, em clima de indignação popular, que impediu a permanência de Lula como ministro-chefe da Casa Civil, cuja nomeação por Dilma Rousseff tinha como único objetivo garantir ao ex-presidente os benefícios do foro privilegiado, o que configura um crime gravíssimo e demonstra um profundo desprezo pela Lei e pela Justiça.

CHEGOU A HORA

Agora, mais que nunca, é importante que todos participem novamente e de maneira e ordeira e pacífica e expressem suas opiniões a respeito de tudo o que vem ocorrendo ultimamente no Brasil. Só com este debate amplo, direto e legítimo, teremos um diagnóstico preciso que ajudará o Brasil a implantar a verdadeira democracia, almejada por todos os cidadãos interessados em um país melhor.

A participação popular é mais que importante, sem sombra de dúvida, o instrumento mais autêntico em uma democracia que realmente faça jus a este nome.

Realmente o mau político teme o povo nas ruas! Diga não ao vermelho espúrio, continue com as verdadeiras cores de nossa bandeira nas janelas de suas casas ou apartamentos.

LUTA LEGÍTIMA

Sua participação nesta luta por um Brasil melhor é muito mais importante e legítima do que o discurso de qualquer político, pois isenta de  interesses espúrios.

A voz das ruas, nesta etapa do processo de impeachment, continua importantíssima e certamente mostrará de maneira límpida o que o povo brasileiro deseja para o País.

No dia da votação do impeachment pelo Senado, é imprescindível a presença do povo nas ruas, fiscalizando o voto de cada senador.

Não se acomode. Saia às ruas, exerça seu direito legítimo de pressão. O Brasil precisa realmente de sua imprescindível, importantíssima, essencial e insubstituível participação.

Não se desmobilize: a aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff continua a depender unicamente de você!

10 thoughts on “Impeachment só será aprovado com a presença do povo nas ruas

  1. Perfeito esse artigo. Quando o “chefe da quadrilha” (como disse e assinou Dr. Janot) vem hoje nos Jornais dizer que dia 11 o governo Dilma não acaba, é porque existe certeza da impunidade e já se fala da intervenção dos “cumpanheiros togados” para melar o Impeachment. Ele tava calado,mas, depois das reuniões neste final de semana de Brasília(vide a ADPF luloseringuieira da semprepetralha marina e dos partidos satélites do pt) o capo coloca a boca no trombone com uma certeza forte de que não vai haver Impeachment. Depois de vermos um Deputado, sem base legal e constitucional, ser afastado pelo STF podemos esperar tudo. Caso aconteça o que se fala fortemente neste começo de noite pelo país afora, temos que ir ás ruas no meio da semana com força, e, caso sejam praticados outros crimes contra a Nação e a Democracia, via “ilegalidades jurídicas” vamos às ruas pedir a Intervenção das Forças Armadas para que se cumpra a Constituição plenamente e todos os ritos que envolvem a mudança de um chefe de governo, na normalidade democrática, e nunca na “anormalidade jurídica lulopetralha” !!

  2. Prezado Dr. José Carlos Werneck,
    Parabéns!
    Precisamos sempre estar ALERTAS.
    Penso que o Brasil acordou, pois o povo brasileiro encheu as ruas dessa pobre pátria amada mãe gentil de VERDE e AMARELO, clamando por MUDANÇAS JÁ, induvidosamente aquela gente toda nas ruas, cujo início ocorreu em 2013 está na iminência de levar o Vice-Presidente Michel Temer ao poder em substituição à madame, de modo que deve ele ser sensível aos anseios de toda essa gente e faça todas as MUDANÇAS que a nação precisa para voltar a trilhar o caminho do pleno emprego, do desenvolvimento, da prosperidade, se não também será apeado do poder.
    Estreme de dúvida se a manifestação de 13 de março de 2016 tivesse sido um fracass, estaríamos condenados a aturar Dilma Rousseff até 2018, e tendo o apedeuta como Chefe da Casa Civil da República.
    Com efeito, Michel Temer precisa entender que, quem lhe deu essa excepcional condição — ou quem sabe uma nobre missão — enfim de evitar que caiamos de vez no fundo do poço a que o (des)governo de Dilma Rousseff nos condenou foi todo esse povo que se vestiu de verde e amarelo e invadiu as ruas desse país, não foi o seu PMDB FISIOLÓGICO, não foram as omissas oposições, se é que as temos, também não foi o seu esforço pessoal para ser presidente, não estou aqui a dizer que ele conspirou.
    Quem lhe dará o poder não é essa desqualificada classe política que lamentavelmente temos em nosso país, mas os milhões de brasileiros que foram às ruas cobrando MUDANÇAS, NOVAS POSTURAS COM A COISA PÚBLICA, ZELO COM OS COFRES PÚBLICOS, entre tantas outras cobranças que culminaram com o pedido de impeachment da madame.
    A madame e os seus asseclas entricheirados afirmam que o impeachment é um GOLPE PARLAMENTAR, entretanto, as tais pedaladas fiscais são inequívocas, tratando-se de crime de responsabilidade: inciso VI do Artigo 85 da Constituição Federal, com a punição definida pelo diploma legal da Lei 1.079/1950, diga-se de passagem que o impeachment da madame sofreu a
    Intervenção da mais alta Corte de Justiça do país concernente ao rito que havia sido elaborado pelo Presidente da Câmara do Deputados Eduardo Cunha, portanto, foi o Supremo Tribunal Federal quem bateu o martelo e determinou: o presidente da Câmara é o soberano no ato inicial.
    Como é do conhecimento da parte esclarecida da população brasileira, a oposição jamais se entusiasmou com a tese do impeachment da madame, pois se encontrava reticente a respeito do assunto, razão pela qual acompanhou à distância a mobilização espontânea de grupos como o Movimento Brasil Livre e o Vem Pra Rua, eis que os protestos iniciais eram hostis a políticos de todas as matizes.
    Essa desqualificada classe política brasileira que agora se opõe a Dilma Rousseff no Congresso Nacional só aderiu para valer à tese do impeachment no ano em curso.
    Ainda que a ESQUERDOPATIA brasileira tente negar, a única verdade é que as manifestações em favor do impedimento da madame já se inscreveram entre as poucas e verdadeiramente espontâneas manifestações populares da história do Brasil, superando, induvidosamente, as das Diretas-Já.
    Foi o povo na rua e se diga vestido de VERDE e AMARELO, ao invés dos ESQUERDOPATAS vestidos de VERMELHO, que sacudiu o Congresso Nacional, razão pela qual que o vice-presidente Michel Temer não se esqueça disso, pois essa realidade lhe impõe uma missão ao formar o seu ministério, a fim de que corresponda às expectativas, às demandas por justiça e por moralidade pública.
    Esse povo todo que foi às ruas desse país de dimensões continentais só admite que o Vice-Presidente Michel Temer faça BEM à nação brasileira, nomeando um ministério de notáveis, de pessoas com notórios conhecimentos e sobretudo competentes nas áreas sob suas responsabilidades e sob nenhuma hipótese que nenhum membro da sua equipe de governo esteja sob investigação na OPERAÇÃO LAVA JATO ou em qualquer outra investigação de apuração de FALCATRUAS, ROUBALHEIRAS com o ERÁRIO PÚBLICO. Os brasileiros e as brasileiras de bem e do bem desse país não aceitam mais esse PRESIDENCIALISMO DE COALIZÕES, não admitem mais esse escárnio que é a concessão de cargos para os 2º e 3º escalões do governo para pessoas indicadas pelos partidos políticos de uma suposta base de apoio parlamentar, inclusive ao PMDB notório partido FISIOLÓGICO do qual o Vice-Presidente Michel Temer é Presidente, hoje LICENCIADO, pois se assim agir, certamente implica cometer os mesmos erros que Dilma Rousseff cometeu, tornando-se assim refém de chantagistas.
    Portanto, induvidosamente será um erro até INFANTIL se o futuro presidente da República Michel Temer com o impeachment da madame não reduzir drasticamente o número de ministérios, se não enxugar a máquina federal, se não demonstrar de forma inequívoca que os partidos é que têm o dever para com o país de aderirem a um novo padrão de valores que se impõe pelas vozes que ecoam das ruas de toda aquela gente trajada de verde-amarela, porquanto Michel Temer não te esqueças que essa gente brasileira está viva e cobrará um novo padrão de conduta ética e moral na administração da coisa pública.

  3. Transformaram o STF em um picadeiro politico. A Vanessa Graziotim e o Paulo Teixeira entraram com mais um MS visando anular a votação do impeachment.
    Resumo: Circo.

  4. Brasília 42.oC.:
    Segunda – Depoimento Delcídio na Comissão de Constituição e Justiça. Não deve voltar atrás em nada.
    Terça – Movimento Ocupa Senado do Paulo Paim.
    Quarta – Início do Tchau Querida, que deve ir até quinta.
    Sexta – Contagem dos sobreviventes.
    Sábado – Curar ressaca da comemoração.

  5. Werneck tem plena razão quando alerta sobre a necessária presença do povo nas ruas, de modo a legitimar e enaltecer o processo de impeachment contra Dilma.

    A meu ver, os desempregados, inadimplentes, aqueles que tiveram de fechar as suas lojas, prestadores de serviços, as vítimas da inflação, dos juros extorsivos, aposentados, devem estar presentes nessas manifestações de forma permanente.

    Dilma e o PT devem ser varridos do Planalto, pois jamais tiveram consideração pelo povo, que hoje padece e sofre em consequência da administração ignóbil, corrupta, desonesta e imoral da presidente petista e, desgraçadamente, desta República, hoje fragmentada e em ruínas!

    Homens probos, jornalistas honestos e eminentes advogados como o nosso articulista, dr.José Carlos Werneck, devem nos convocar para este ato de brasilidade, de patriotismo, de preocupação com este país, e também porque somos vítimas da incúria governamental, de suas políticas nocivas e nefastas.

    Aplaudo o artigo em tela, e agradeço o alerta.

    O meu abraço ao advogado e jornalista de renome nacional.

    Desejo-lhe também muita saúde e paz!

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