“Improviso virou regra no governo, e vai acabar mal”, diz Felipe Salto sobre o Auxílio Brasil

AJUDA DO GOVERNO - Jornal da Economia

Charge do Cazo (Arquivo Google)

Vicente Nunes
Correio Braziliense

A decisão do Palácio do Planalto de criar o Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família, no valor de R$ 400 vai acabar mal, pois mostra o quanto o governo está atuando na base do improviso, diz o economista Felipe Salto, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado.

“O improviso virou a regra e, neste caso, evitar medidas muito ruins passa a ser a única agenda possível e prioritária. A herança do ponto de vista fiscal e orçamentário, para não entrar em outros temas, poderá ser muito negativa”, afirma Salto, que se tornou alvo de críticas do ministro da Economia, Paulo Guedes.

ADIAMENTO – O anúncio oficial do Auxílio Brasil foi feito nesta quarta-feira (20/10) pelo ministro da Cidadania, João Roma, em evento no Planalto. O valor do benefício – de R$ 400 chegou a ser confirmado pelo presidente Jair Bolsonaro, em viagem ao Ceará.

O ministro da Cidadania afirmou que o programa Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família, terá início em novembro, com reajuste de apenas 20%. A declaração ocorreu durante coletiva no Palácio do Planalto. Ou seja, a média do ticket é de R$ 190 e deve chegar a R$ 228.

Isso significa que após novembro, até o final de 2022, será pago um complemento as famílias, que não receberiam menos de R$ 400.

QUAL É A FONTE? – Porém, o ministro João Roma não detalhou de onde virá o recurso para custeio do programa. Especula-se que deverá vir da PEC dos Precatórios, ainda não aprovada.

Acontece que, para especialistas, esse valor não cabe no teto de gastos, o que é rebatido por Bolsonaro. Parte da equipe econômica está tão assustada com a medida populista, que ameaça deixar o governo. Paulo Guedes, por sua vez, rasgou a cartilha liberal e está trabalhando pesado para a reeleição do presidente.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O problema é que, se não for apontada a fonte de recursos, o Auxílio Brasil passa a ser inconstitucional e se torna uma pedalada financeira qualquer, como as que derrubaram a então presidente Dilma Rousseff. Mas quem se interessa? (C.N.)

5 thoughts on ““Improviso virou regra no governo, e vai acabar mal”, diz Felipe Salto sobre o Auxílio Brasil

  1. Onde há fumaça, há fogo!!

    Babado forte!!

    O Galináceo da peruca tá no fuc fuc com a Galinácea, la Brunet!!!

    Será que ele ainda tá com força na “peruca”?
    Kkkk

    Dizem que a mato-grossense é exigente no riscado.
    Mas que se rolar uma grana boa, ela atura uma “moleza. Kkkkkk!!!

    JL

    https://www.google.com/url?sa=t&source=web&rct=j&url=http://amp.purepeople.com.br/noticia/luiza-brunet-e-luiz-fux-juntos-colunista-da-pista-e-web-avalia-nomes_a329037/1&ved=2ahUKEwiUuLihl9rzAhXNq5UCHfqWDRYQ0PADKAB6BAgEEAE&usg=AOvVaw0ninDXt55gLf74F_Kj41go&ampcf=1

  2. Sobre o anúncio e o desanúncio do aumento do bolsa família:

    1) Ao recuar até de uma medida minúscula como o aumento do bolsa família, Bolsonaro prova, mais uma vez, que é um não-presidente. Dessa forma, ele realmente ameaça a institucionalidade do país, naturalizando a ideia de que o presidente nada pode e de que o Poder Executivo não passa de uma mera sombra do sistema financeiro transnacional.

    2) A hipocrisia e a covardia da grande mídia e do mercado financeiro vieram à tona com o chilique que eles deram por causa do aumento e com o alívio incontido deles com o cancelamento. Enchem a boca para se dizerem defensores dos negros, das mulheres e da ajuda aos necessitados, mas, frente à possibilidade concreta de um auxílio um pouco maior para remediar a situação de milhões de pessoas pobres, mostraram que só estão preocupados mesmo com o infame teto de gastos.

    3) Num contexto onde aumentar o bolsa família em 100 reais gera tanta reação contrária, temas de fato centrais e estratégicos, como emprego e desenvolvimento, estão absolutamente banidos e não há grupo político de grande envergadura disposto a recolocá-los no primeiro plano. Num país onde ainda se tem muito, mas muito mesmo por fazer, essa redução do debate e esse estrangulamento das possibilidades de decisões políticas são apenas maldade e perversidade. O Brasil hoje é como os pés das meninas chinesas do período imperial, amarrado, flagelado e mutilado para não crescer e ficar sempre como uma coisinha miúda e aleijada para o deleite sádico dos seus senhores.

  3. De onde o governo vai tirar dinheiro para pagar este reajuste de mais de 100%? Se como está já está difícil, dobrando fica mais fácil? Em nome da reeleição vale tudo, até quebrar de vez o Brasil.

  4. A bem da verdade, desde a campanha, Bolsonaro afirmou que não entende nada de economia.
    Conclusão, a culpa não é dele e sim de quem votou nele.
    Amém.

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