Inflação: já mandaram a conta dos protestos para o povão

Altamir Tojal (Esse Mundo Possível)

A rebelião dos brasileiros é vitoriosa. Não interessa se vai durar mais um dia ou um ano. Ela surgiu numa grande explosão, como uma estrela, sem pedir licença, e vai se apagar também como uma estrela, também sem pedir licença. Não deve satisfação.

O Brasil já mudou para melhor. A sociedade não está mais calada e os que estão no poder estão tendo de ouvir e mostrar serviço. Esta é a grande conquista da rebelião. O desafio agora é resistir ao retrocesso.

Surpreendido no começo, o poder aposta no controle da rebelião e no retrocesso. Quer nomear lideranças para poder capturá-las. Lança manobras diversionistas, como pactos, constituinte e plebiscito. E executa a operação mais cruel e covarde: mandar a conta da rebelião para o povo na forma de inflação.

Depois de dez anos de governança ruim, de corrupção generalizada e de privilégios bilionários por conta do Tesouro, dilapidando a estabilidade econômica conquistada pela sociedade, o governo insinua agora que a inflação é o preço a pagar para reduzir tarifas e humanizar os serviços públicos.

Querem usar a rebelião como desculpa para as dificuldades econômicas que produziram. Que tratem de roubar menos, de cortar privilégios e de governar sem desperdícios. Este é o corte de gastos que têm de fazer. É assim que se controla o déficit público e se combate a inflação sem mandar a conta para o povo.

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5 thoughts on “Inflação: já mandaram a conta dos protestos para o povão

  1. Está certo o articulista. O governo fica gastando mal os recursos públicos dizendo ser isto política anticíclica. Mas, o único gasto razoável é aquele que se direciona aos investimentos produtivos – rodovias, ferrovias, hidrovias, saúde, educação e segurança, pátios industriais, centros de distribuição, portos, aeroportos e portos secos.

    Copa, olimpíadas e dinheiro dado a bancos particulares são recursos desperdiçados por um país que vai muito mal das pernas.

    Comecem a enxugar a máquina pública com a diminuição dos ministérios, a diminuição do aparelhamento estatal. Corte de verbas públicas destinadas a uma infinidade de ONGs. Façam um superávit primário mínimo desejável para o pagamento integral da dívida pública e seus juros.

    É preciso ir freando a rolagem da dívida pela diminuição do lançamento dos títulos públicos. O Brasil precisa aprender a controlar os seus gastos e a trabalhar com o que tem de receita; que não é pequena!

    Só que isto não ocorrerá no governo petista. Eles já mostraram a que vieram.

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  3. É uma desculpa esfarrapada, se a presidente Dilma Roussefff fosse ao mercado com Guido Mantega, iriam perceber que a inflação é maior do que as previsões fajutas, não é possível entender estes cálculos, são estados onde a inflação é maior que as previsões do governo.
    Desde que assumiu só mostrou arrogância, longe a humildade e agora que a corda está apertando, vem com esta de plebiscito, só se for para inglês ver, é um golpe mal feito e ainda insiste.

  4. Td bem mas eu discordo dos dez anos q está colocado na postagem, é bem maior o tempo de descaso com a coisa pública “esqueceram dos governos do FHC,Itamar,Color e companhia LTDA!!!!!!!

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