Inseguro quanto à reforma, Guedes oferece verbas ao governadores que a apoiarem

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Sem ter mais o que fazer, Guedes quer “comprar” os governadores

Pedro do Coutto

O título deste artigo colide com o discurso formal repetido sempre pelo Ministro Paulo Guedes, mas coincide com o novo lance do titular da Economia em busca de apoio para aprovar a emenda constitucional da reforma da Previdência. Reportagem de Marcelo Correa e Geralda Doca, edição de ontem de O Globo, destaca a ação de Paulo Guedes para antecipar seis bilhões de reais aos estados, condicionando a medida da distribuição de recursos às pressões que cada governador pode fazer em relação aos deputados de seus estados para aprovar a reforma previdenciária.

Trata-se, portanto, de um lance no sentido do fisiologismo embutido na oferta de antecipação, colocando-a a serviço dos parlamentares que apoiarem o projeto do governo Jair Bolsonaro.

CONDIÇÃO – O Ministro Guedes, segundo a reportagem, afirmou que a ajuda só sairia do papel se a reforma andasse, no caso afirmativo abrir-se-ia um espaço fiscal.

Em princípio esses recursos somam no mínimo 4 bilhões de reais, mas podendo chegar a 6 bilhões, importância referente aos leilões do pré-sal. A privatização das concessões está garantida, de acordo com o plano elaborado pela Petrobrás.

Isso de um lado. De outro, reportagem de Adriana Fernandes, Camila Torieli e Marina Haubert, O Estado de São Paulo, o Executivo viu-se obrigado a negociar com os Partidos do Centrâo para que o texto da reforma seja votado na próxima semana. O bloco do Centrão agrupa diversas legendas partidárias, entre elas o DEM, partido de Rodrigo Maia. Surpresa? A pergunta volta-se para a posição do Democratas, partindo-se do princípio que seja ainda aliado do governo,

MODIFICAÇÕES – A estratégia adotada pelo Centrão foi realizar modificações na mensagem do governo ainda na admissibilidade a ser decidida pela CCJ.

O Projeto de Emenda Constitucional, como se sabe, implanta diversas dificuldades para aposentadoria dos funcionários e trabalhadores celetistas. Entretanto, reportagem de Marcelo Rocha, revista Veja que está nas bancas, informa que o Secretário de Previdência Rogério Marinho acumula os vencimentos de seu cargo com o de integrante do Conselho do SESC.

A vida é assim: de um lado, a palavra, que o vento leva; de outro, a realidade, muito diferente.

6 thoughts on “Inseguro quanto à reforma, Guedes oferece verbas ao governadores que a apoiarem

  1. Brasil é a 9ª economia mais miserável do mundo, diz Bloomberg
    Fotos Públicas / Rafael Neddermeyer
    00:30 19.04.2019(atualizado 05:37 19.04.2019)
    No ranking de 62 países que mistura inflação e taxa de desemprego, o Brasil é a 9ª pior economia do mundo. O levantamento é da agência Bloomberg e a Sputnik Brasil ouviu dois economistas para analisar as perspectivas econômicas do Brasil.

    A pior economia do mundo no ranking da Bloomberg é a Venezuela, envolta em caos político e social. O segundo lugar também é da América do Sul, com a Argentina. O ranking foi realizado com dados de 2018, mas previsão com os primeiros números de 2019 prevê que os dois primeiros colocados permanecerão em suas posições — e o Brasil irá saltar para a 8° posição.

    Dados do IBGE mostram que o Brasil registrou, em dezembro de 2018, 12,2 milhões de desempregados, ou 12,4% da população economicamente ativa. Já a inflação em 2018 ficou em 3,75%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

    https://www.google.com/amp/s/br.sputniknews.com/amp/economia/2019041913711806-brasil-economia-miseravel-bloomberg-uerj-fgv/

  2. O problema todo, senhor Paulo III, é que neste circo subdesenvolvido chamado Brasil, perde-se muito tempo em se procurar culpados, e todos procuram tirar os seus da seringa, como se diz no popular.

    Salvo engano, em Portugal que estava a beira do abismo, houve um comportamento digamos assim civilizado e patriótico.
    Deixaram as diferenças ideológicas de lado, tentaram e tentam salvar o país.

  3. Esse Paulo Guedes é um crápula mesmo.
    E não acredito que o Bolsonaro não saiba disso. Estamos voltando ao velho “Toma lá dá cá” dos períodos Lula /Dilma. Será que os nossos políticos não vão prestar nunca?

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