Instituto Lula tem até doadores inexistentes, segundo a Receita

Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)

Felipe Bächtold
Folha

Construtoras pioneiras em negócios na África, produtora de cinema, bancos e universidade. Entre as 23 empresas que financiaram as atividades do Instituto Lula, além de grandes construtoras envolvidas na Operação Lava Jato, estão grandes empresários íntimos do poder federal e doadores tradicionais de campanhas eleitorais.

Os dados estão na quebra de sigilo do instituto, que foi anexada a um inquérito da Lava Jato que agora está no Supremo Tribunal Federal.

As maiores empreiteiras estão nos primeiros lugares em doações, assim como alguns dos principais bancos do país. Mas também houve doações expressivas de variados setores, como a Brasif, que ganhou notoriedade neste ano no caso de um pagamento à ex-amante do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o grupo Objetivo/Unip (Universidade Paulista).

“SUBSIDIÁRIAS”

A faculdade fez doações por meio de sua editora, a Sol Soft’s. O uso de um braço menos conhecido de um conglomerado também foi usado pelo banco Safra.

A Paic Participações, do empresário Abílio Diniz, contribuiu com R$ 2 milhões. Outra doadora foi a Fundação Brava, idealizada por Carlos Alberto Sicupira, um dos donos da Ambev e um dos brasileiros mais ricos na lista da revista “Forbes”.

Os dados das finanças se referem ao período de 2011 a 2014. O total doado ao instituto no período foi de R$ 34, 9 milhões. Ao deflagrar em março a fase Aletheia da Lava Jato, que tinha Lula como alvo, os investigadores levantaram suspeitas sobre as doações feitas ao instituto e afirmaram que a entidade pode ter recebido recursos de propina de empreiteiras com atuação na Petrobras.

NEGÓCIOS NA ÁFRICA

Empresas com negócios na África também procuraram o instituto para doações, como a Asperbras. Um dos principais focos do instituto do ex-presidente é a integração do Brasil com países africanos. A ARG Ltda, que doou R$ 1 milhão, atua na Guiné Equatorial desde 2007, onde constrói estradas. Em 2011, Lula visitou o país como representante da presidente Dilma Rousseff. O país é governado pelo ditador Teodoro Obiang desde 1979.

Na lista de doadores também há nomes não identificados pela Receita Federal, como “Hospital de Clínicas” e “Lets Câmbio Prêmio”.

Há ainda entre doadores uma produtora de cinema, a Movie & Art, de São Paulo. Um projeto de documentário sobre o movimento sindical no país motivou o pagamento de R$ 230 mil, feito em 2014. A empresa buscava uma “aproximação” com a entidade do petista, de acordo com o produtor Paulo Dantas.

A ideia era usar no filme materiais do acervo do instituto, como imagens de arquivo. O projeto não saiu do papel e agora está congelado diante da crise política.

Empresas Valores
Camargo Corrêa 4,75
Odebrecht 4,67
Queiroz Galvão 3
OAS 2,78
Andrade Gutierrez 2,78
J&F Investimentos – Controladora do JBS-Friboi 2,5
Paic Participações – Empresa da família de Abílio Diniz 2
Bradesco 1,5
Sercom Comércio e Serviços – Empresa ligada ao banco Safra 1,40
Editora Sol/Sistema Integrado – Objetivo/ Unip 1,1
Santander 1,04
Empreiteira ARG 1
Itaú/Unibanco 1
BTG Pactual 1
Hospital de Clínicas 1

12 thoughts on “Instituto Lula tem até doadores inexistentes, segundo a Receita

  1. Fiquei espantado ao saber que o Colégio Objetivo e a Universidade Unip estão entre os doadores do Instituto Lulla . Bom saber que aqueles que odeiam a classe média ,recebem gordas contribuições . A Unip está entre as maiores beneficiárias do Fies e isso precisa ser melhor investigado . Srs país, vocês sabiam que as mensalidades caríssimas que vocês pagam, partes são doadas ao Instituto Lulla ? Não ? Agora sabem.

  2. O ponto em que as investigações da Lava Jato, através da participação da Receita Federal, vai comprovar as ilegalidades cometidas por Lula e sua empresa – a LILS – é a confusão patrimonial entre a LILS e o Instituto Lula, recebedor de doações.

    Com a confusão patrimonial entre o Instituto Lula (entidade sem fins lucrativos) e a LILS (entidade privada de Lula com fins lucrativos), confusão que é a quebra de um princípio contábil chamado Princípio da Entidade – que diz que o patrimônio da entidade jurídica não se confunde com o patrimônio dos sócios ou com qualquer outro -, em que os técnicos da Receita Federal irão se apegar, ficará comprovado que tudo que entrou para o Instituto Lula como forma de doação, entrou, também, com a confusão patrimonial, para a LILS. Tornando-se assim, as doações embolçadas por Lula, receita sem origem, isto é, sem a devida contraprestação em serviços ou produtos. São, pelo menos, R$20,0 milhões doados ao Instituto Lula e que entraram, com a confusão patrimonial, também para a LILS, sem a devida contraprestação, ou seja, configurando enriquecimento ilícito, acréscimo ao patrimônio de Lula e sua família sem justa causa, decorrente de fato ilícito.

  3. Hospital de Clinicas se não me engano e uma instituição publica federal, pelo que me consta não pode fazer doações, principalmente a particulares.

  4. A democracia não se exerce apenas 2 X a cada 4 anos. Vamos BOICOTAR os empresários bolivarianos:
    1 – Parei de abastecer na rede de posto Br;
    2 – Cancelei meu chip, televisão etc da Oi;
    3- Não compro de jeito nenhum JBS (Swift, Friboi, Bertin);
    4- Não entro nas lojas do Abilio Diniz;
    5 – Não viajo de Gol, nem se tiver mais barato;
    6 – A lista é bem maior, mas vou deixar espaço para a pesquisa de cada um.
    7 – Transformei o cartão de Debito/Crédito no meu Título de Eleitor.

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