Interrogatório de Lula e impeachment de Gilmar, dois temas explosivos

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Charge do Mário (Humor Político)

Pedro do Coutto

Malogrou a solicitação dos advogados do ex-presidente Lula para que a audiência marcada para hoje, quarta-feira, fosse adiada por mais três meses. Isso porque tinha havido o primeiro adiamento de uma semana, no que se refere ao comparecimento de Lula à 13ª Vara Federal do Paraná. Paralelamente a esse episódio o procurador-geral Rodrigo Janot provoca sensão ao recorree ao Supremo em busca do impeachment do ministro Gilmar Mendes pelo fato de sua mulher participar do escritório que defende o empresário Eike Batista. Dificilmente o Supremo, pelo seu plenário apoiará o impedimento, porém o objetivo de Janot é estabelecer uma incompatibilidade entre as duas posições.

Mas voltando ao adiamento pedido pelos advogados de Lula, conforme focalizaram Cleide Carvalho e Tiago Dantas, O Globo de terça-feira, o prazo de três meses está sendo interpretado como uma forma de desfocar o ponto mais sensível do processo, que está acontecendo exatamente esta semana. Afinal de contas, o adiamento já fora solicitado a Sérgio Moro, que não aceitou as alegações dos advogados de Lula, inclusive por isso os advogados do ex-presidente, paralelamente ao novo pedido, recorreram ao Tribunal Regional Federal da Região Sul na qual se enquadra a Vara de Curitiba. O processo, ao que tudo indica não deve se estender por mais tempo, a menos que surja um despacho improvável do próprio Gilmar Mendes.

GILMAR NO ATAQUE – Numa entrevista a Mônica Bérgamo, Folha de São Paulo também de ontem, Gilmar Mendes atacou a atuação da Operação Lava Jato dizendo (sem citar Sérgio Moro) que ela faz reféns através de prisão preventiva, para manter o apoio da população. Gilmar Mendes nitidamente procurou deslocar o eixo do problema para a escala inevitável da opinião pública.

Com esta entrevista, Gilmar Mendes revelou seu ponto de vista em relação à forma com que Sérgio Moro conduz o processo na primeira instância do Judiciário. O problema, dessa forma,  se complicou na esfera do Judiciário, sobretudo na medida em que um dos ministros do Supremo antecipa seu ponto de vista em relação ao tema geral em debate.Vamos aguardar o que vai acontecer nas próximas horas para que se consolidem os rumos efetivos da questão.

Renúncias tributárias atingem 240 bilhões de reais

Numa entrevista a Sérgio Lanucci, no Valor edição de sábado, Roberto Padovani, da Votorantin, sustenta que o programa de renúncias fiscais do governo federal precisa ser revisto, pois está atingindo 4% do Produto Interno Bruto do Brasil, no caso em torno de 240 bilhões de reais, uma vez que o PIB situa-se na escala de 6 trilhões. A soma dessas renúncias fiscais, cujo montante se repete a cada ano, supera o déficit de 180 bilhões que o governo Michel Temer projeta este ano para a Previdência Social.

Inclusive quanto maior for o índice de desenvolvimento, maior será o volume que as renúncias fiscais pesam na economia brasileira. As renúncias fiscais marcaram as políticas adotadas pelos governos Lula da Silva e Dilma ROusseff, mantidas atualmente pelo governo Michel Temer.

Para Padovani, a manutenção das renúncias fiscais contribui para o crescimento das despesas federais obrigatórias, impedindo a retomada da atividade econômica do país e diminuindo a capacidade de investimento da administração central. A Votorantin, inclusive, concluiu um estudo a respeito do tema, no qual revela que, ao abrir mão de parcelas da receita tributária, o governo federal deixa de arrecadar a parcela de 4% do PIB, muita coisa, sobretudo para uma economia em fase de recuperação.

3 thoughts on “Interrogatório de Lula e impeachment de Gilmar, dois temas explosivos

  1. Gilmar Mentes primeiro precisa saber que ele é empregado do povo pois e pago com dinheiro publico , segundo que todo poder emana do povo e este povo ( patrão ) não querem mais contar com seus péssimos serviços , então pede para sair .

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