Ira populista de Trump e Le Pen mostra que é preciso reformar o capitalismo

Charge do Allan Sieber, reprodução do Arquivo Google

Martin Wolf
Financial Times/Folha

“Para cada problema complexo, existe um resposta clara, simples e errada”. HL Mencken poderia estar pensando na política atual, ao escrever essa frase. O mundo ocidental indubitavelmente está diante de problemas complexos, especialmente a insatisfação de tantos de seus cidadãos. Da mesma forma, aspirantes ao poder, como Donald Trump nos Estados Unidos e Marine Le Pen na França, oferecem soluções claras, simples e erradas — a saber, nacionalismo, nativismo e protecionismo. Os remédios que eles oferecem são falsos. Mas as doenças são reais. Se as elites governantes continuarem a fracassar na oferta de curas convincentes, podem em breve se ver varridas do poder e, com elas, o esforço de combinar autogoverno democrático a uma ordem mundial aberta e cooperativa.

Qual é a explicação para esse retrocesso? Grande parte da resposta deve ser econômica. A prosperidade crescente é um bem em si. Mas também cria a possibilidade de uma política que propicie ganhos sem perdas concomitantes. Isso embasa a democracia porque dessa forma se torna viável que todos melhorem de vida ao mesmo tempo. A prosperidade crescente facilita que as pessoas aceitam o desordenamento econômico e social. Sua ausência fomenta a ira.

EMPOBRECIMENTO – O McKinsey Global Institute ilumina vigorosamente o que vem acontecendo, em um relatório com o revelador título de “Mais Pobres que Seus Pais?”, que demonstra a maneira pela qual muitos domicílios estão sofrendo de renda real estagnada ou em queda. Em média, entre 65% e 70% dos domicílios em 25 economias de alta renda passaram por isso entre 2005 e 2014. No período entre 1993 e 2005, no entanto, apenas 2% dos domicílios sofreram estagnação ou declínio em sua renda real. Isso se aplica à renda de mercado. Por causa da redistribuição fiscal, a proporção de domicílios que vieram a sofrer com a estagnação de sua renda real ficou entre os 20% e os 25%.

O instituto examinou a satisfação pessoal dos respondentes em entrevistas com seis mil cidadãos britânicos, franceses e norte-americanos. A pesquisa constatou que a satisfação dependia mais de as pessoas terem avançado com relação à situação pregressa de pessoas semelhantes a elas do que de terem melhorado sua situação com relação a pessoas que vivem melhor do que elas hoje.

Assim, os entrevistados prefeririam ter melhorado de vida ainda que isso não aproximasse seu padrão de vida daquele que as pessoas mais prósperas atingem. A renda estagnada incomoda as pessoas mais do que a desigualdade crescente.

PERDENDO A CONFIANÇA – A principal explicação para essa estagnação prolongada nas rendas reais são as crises financeiras e subsequentes recuperações fracas. Essas experiências destruíram a confiança popular na competência e probidade das elites empresariais, administrativas e políticas. Mas outras mudanças também foram adversas. Entre elas estão o envelhecimento (especialmente importante na Itália) e a proporção decrescente dos salários na renda nacional (especialmente importante nos Estados Unidos, Reino Unido e Holanda).

A estagnação na renda real por um período muito mais longo do que em qualquer momento desde a Segunda Guerra Mundial é um fato político fundamental. Mas não é possível que seja o único fator a propelir o descontentamento. Para muita gente na porção central da distribuição de renda, as mudanças culturais também parecem ser ameaçadoras. O mesmo se aplica à imigração — a globalização em forma humana. A cidadania em suas nações é a propriedade mais preciosa da maioria dos cidadãos de países ricos. Eles se ressentem de ter de compartilhá-la com forasteiros. A votação britânica pela saída da União Europeia foi um alerta quanto a isso.

O que se deve fazer, portanto? Se Trump se tornar presidente dos Estados Unidos, talvez seja tarde demais para fazer alguma coisa. Mas suponha que isso não aconteça ou, se acontecer, que o resultado não seja tão terrível quanto temo. O que se poderia fazer, então?

PRIMEIRO, compreender que dependemos uns dos outros para nossa prosperidade. É essencial equilibrar as asserções de soberania com os requisitos da cooperação mundial. A governança mundial, embora essencial, deve ser orientada a fazer coisas que os países não podem fazer por si. Seu foco deve ser fornecer bens globais essenciais. Hoje isso significa que a mudança no clima é prioridade mais alta que uma maior abertura do comércio mundial ou dos movimentos de capitais.

SEGUNDO, reformar o capitalismo. O papel do setor financeiro é excessivo. A estabilidade do sistema financeiro melhorou. Mas ele continua eivado de incentivos perversos. Os interesses dos acionistas recebem peso excessivo diante das demais partes interessadas em uma empresa.

TERCEIRO, concentrar a cooperação internacional naquilo que ajude os governos a realizar importantes objetivos domésticos. Talvez o mais importante desses seja a tributação. Os detentores de riqueza, que dependem da segurança criada pelas democracias legítimas, não deveriam escapar à tributação.

QUARTO, acelerar o crescimento econômico e melhorar as oportunidades. Parte da resposta é apoio mais forte à demanda agregada, especialmente na zona do euro. Mas também é essencial promover o investimento e a inovação. Pode ser impossível transformar as perspectivas econômicas. Mas salários mínimos mais altos e créditos tributários generosos para os trabalhadores são ferramentas efetivas para elevar as rendas da porção inferior da pirâmide de distribuição.

QUINTO, combater os charlatões. É impossível resistir à pressão pelo controle do fluxo de trabalhadores não qualificados às economias avançadas. Mas isso não transformará os salários. Igualmente, proteções contra importações são custosas e fracassarão em elevar significativamente a proporção da indústria no emprego. É verdade que essa proporção é muito mais alta na Alemanha do que nos Estados Unidos ou Reino Unido. Mas a Alemanha registra grande superávit comercial e tem forte vantagem comparativa no setor manufatureiro. Esse estado de coisas não pode ser generalizado.

Acima de tudo, é preciso reconhecer o desafio. Estagnação prolongada, inquietação cultural e fracassos nas políticas públicas estão se combinando para abalar o equilíbrio entre a legitimidade democrática e a ordem mundial. A candidatura de Trump é um resultado desse processo. Aqueles que rejeitam a resposta chauvinista devem propor ideias imaginativas e ambiciosas com o objetivo de restabelecer aquele equilíbrio. Não será fácil. Mas não há como aceitar um fracasso. Nossa civilização está em jogo.

13 thoughts on “Ira populista de Trump e Le Pen mostra que é preciso reformar o capitalismo

  1. Qualquer texto que proponha uma maior intervenção estatal sobre o livre mercado, proponha a submissão de um país a um ente supranacional como um governo mundial e, ainda, venha com a conversa fiada da mudança de clima causada pela atividade humana, para mim, deve ser inteiramente desprezado. Todas essas pautas interessam e servem apenas de propósito à tomada de poder global, tanto à Sociedade Fabiana, quanto aos marxistas ou até mesmo ao Islã.

    É puro atraso.

  2. Ícone conservador: “é Trump, ou perdemos nosso país”

    ESCRITO POR GREG COROMBOS

    Figura chave no movimento conservador que protestou contra Donald Trump nas primárias republicanas agora diz que qualquer ação pelos conservadores que não seja votar em Trump é equivalente a um voto para Hillary Clinton e a entregar o Supremo Tribunal para os esquerdistas, pelo menos nos próximos 30 anos.

    Mas Richard Viguerie (foto) também foi duro com Trump, afirmando que o candidato do GOP prejudicou-se muito durante o mês passado, quando ele deveria ter usado essas semanas para consolidar o apoio e convencer os doadores de que ele é um sério candidato.

    Viguerie está no movimento conservador há mais de 50 anos e foi pioneiro no uso de mala direta em campanhas políticas. Ele agora é presidente no ConservativeHQ.com e autor de “Takeover: The 100-Year War for the Soul of the GOP and How Conservatives Can Finally Win It.” (Conquista: A guerra de 100 anos pela Alma do GOP e Como os Conservadores podem Finalmente Vencer.)”

    Trump venceu as disputas republicanas finais e está agora bem além dos 1.237 delegados comprometidos necessários para garantir a nomeação. Clinton, por sua vez, conquistou os delegados necessários para a nomeação do Partido Democrata, embora Bernie Sanders permaneça na corrida, na esperança de convencer suficientes super-delegados a mudarem para sua campanha.

    Mas, tirando uma grande surpresa, a disputa de novembro resume-se a Trump contra Clinton. Como resultado, Viguerie disse que os conservadores têm que escolher um ou outro.

    “Se você não estiver apoiando Trump, você está apoiando Hillary”, disse Viguerie. “A idéia de se esconder atrás de eufemismos como um spoiler (1) significa que você está apoiando Hillary.”

    Ele disse que há enormes consequências negativas para os conservadores, se Clinton for eleita presidente.

    “Hillary não é a única sob votação em novembro deste ano”, disse Viguerie. “A Suprema Corte para os próximos 30 anos estará sob votação. A segunda alteração estará sob votação. A liberdade religiosa estará sob votação. A abertura das fronteiras estará sob votação. É Donald Trump ou todas essas coisas vão acontecer, e provavelmente vamos perder o nosso país. ”

    Embora Trump tenha conseguido consolidar apoio de mais de 80% dos republicanos, de acordo com pesquisas recentes, muitos conservadores leais rejeitam Trump, por razões que vão desde a sua conduta pessoal à sua recente conversão da posição liberal numa série de questões e preocupações que ele não entende em muitos temas e não tem interesse em aprender sobre eles.

    Viguerie disse que essas não são boas razões suficientes para resistir a Trump.

    “Essa não é a escolha certa”, disse ele. “Eu não entendo o que eles estão falando. Trump pode estar errado 20% do tempo ou 30% do tempo. Ele pode estar errado 40% do tempo. Hillary vai estar errada 100% do tempo. ”

    Viguerie disse que compreende de onde as críticas estão vindo. Ele entusiasticamente apoiou Ted Cruz e escreveu várias colunas críticas de Trump. Mas ele disse que as circunstâncias são claras.

    “Donald Trump não foi minha primeira, segunda, terceira, quarta, quinta opção, mas ele é agora a única opção que temos”, disse ele. “Sim, ele vai tomar algumas decisões erradas. Ele vai nomear algumas pessoas com as quais estamos insatisfeitos. Mas ele não vai estar errado 100% do tempo. ”

    Ele acredita que os próximos quatro anos serão um pesadelo para os republicanos pessoalmente se Hillary Clinton vencer.

    “Hillary e os democratas farão o possível para destruir os republicanos nos próximos quatro anos”, disse Viguerie. “Eles vão usar o poder de polícia do governo para fazer isso.”

    Mas embora Viguerie implore aos conservadores para apoiarem Trump, disse que o porta-estandarte GOP tem sido uma grande decepção ao limpar o terreno há mais de um mês atrás.

    “Ele provavelmente perdeu terreno no mês desde a última vez que falou. Ele teve uma grande janela aberta aqui de cerca de cinco semanas de dianteira sobre Hillary, e parece que ele está praticamente estragando tudo. Provavelmente foi para trás ainda mais do que se ficasse parado”, disse Viguerie, que argumentou que Trump tem de tomar a iniciativa de unir o partido.

    “Não está realmente nas mãos de todo mundo se unir”, disse ele. “Está nas mãos dele liderar, e não temos visto muita liderança nessa área, francamente.”

    Viguerie quer ver progressos em duas áreas-chave, começando com Trump subindo suas apostas para convencer doadores, que serão necessários, de que sua campanha vale a pena o investimento.

    “As pessoas que estarão contribuindo com esse dinheiro precisam ver que ele é uma pessoa séria, que ele vai realizar uma campanha séria”, disse ele. “Por suas palhaçadas, até agora, ele não indicou que ele é realmente sério sobre como executar uma campanha séria.”

    Ele também disse que Trump tem que apresentar mais pessoas que ocuparão posições de destaque em uma administração Trump.

    “Como eu gosto de dizer: Pessoal é política”, disse Viguerie. “Você pode prometer o sol, a lua, as estrelas e acreditar nisso, mas se você indicar apenas republicanos de tipo big-government, tipos de Wall Street, figuras dos big-business, nossas agendas se acabam. E teremos perdido.”

    Viguerie acredita que a disputa pode ser vencida por Trump, dada a sua comprovada capacidade de se conectar com os eleitores, e a bagagem política de Hillary Clinton. Ele disse que um passo crítico será Trump escolher um companheiro de chapa que os republicanos possam aplaudir em todos os sentidos.

    “Esse é o tipo do jogo de bola”, disse Viguerie. “Se ele deixar escapar a bola, se ele cometer um erro na escolha do vice, não tenho certeza de que ele possa unir o partido. Unir o partido é o ingrediente número um necessário para vencer em novembro “.

    No ConservativeHQ.com, Viguerie está no meio de uma série prospectivas multi-partes sobre potenciais companheiros de chapa que seriam boas escolhas para Trump. A lista inclui Newt Gingrich e o senador Jeff Sessions, republicano do Alabama.

    Nota do tradutor:

    (1) Um “spoiler” é um candidato sem possibilidades reais de vencer, mas cuja presença no pleito pode condicionar o resultado final da votação, por atrair votos desproporcionalmente de um dos candidatos com chances reais.

    Tradução: William Uchoa

    Publicado no WND.

    Divulgação: Papéis Avulsos – http://heitordepaola.com

  3. A Hillary é a versão americana da Dilma e seu comunismo. Inclusive declarou recentemente que Dilma foi a maior caçadora de corruptos da história brasileira.

    Espero que os americanos não caiam de gaiato como os brasileiros caíram na história da “gerentona”. Os americanos estão correndo um grande risco.

  4. Que análise bonita e compreensiva, faz o economista Sr. MARTIN WOLF. Está um pouco mal traduzido, mas mesmo assim, bem intelegível.
    O Povão nas Economias desenvolvidas, especialmente EUA, UK, Europa, está com Renda estagnada ou decrescente nos últimos 30 anos, ( Filhos mais pobres que seus Pais), e com viés de piora, a medida que se acelera a Globalização.
    Assim, Políticos Politicamente INCORRETOS, como o Sr. TRUMP (R-EUA), Sra. MARINE LePEN (Front Nacional), Sr. NIGEL FARAGE (UKIP) principal Líder do Brexit, etc, pregando Medidas Anti-Globalização ( Nacionalismo exacerbado, Nativismo isolado, Protecionismo), podem ganhar as Eleições Presidenciais.
    O Autor MARTIN WOLF argumenta que essas Medidas, que chama POPULISTAS, não criarão muitos Empregos, e muito menos aumentarão a Massa Salarial do País.
    Mas concorda que o “Mal-estar do Povão é real”.
    Acha que a Solução Real é Reformar o CAPITALISMO, e sem elaborar muito, elenca 5 Reformas. A meu ver, TODAS boas, mas que, para melhorar a vida do Povão, reduzirão muito os LUCROS das grandes Corporações Bancárias, Industriais, Comerciais. Terão os POLÍTICOS, mesmo INCORRETOS, força para fazer as Reformas?

  5. Os americanos estão numa sinuca de bico.Escolher entre Trump e Hillary, é dose pra elefante, como se dizia antigamente.Mas, ruim por ruim,se eu fosse americano escolheria a Hillary.Não vejo conotação comunista nas palavras da candidata do partido democrático( apenas uma opinião minha).

  6. Bolsonaro e Trump

    ESCRITO POR IPOJUCA PONTES |

    Duas zebras políticas assombram esquerdistas de todos os quadrantes – desde falsos cientistas políticos passando por diplomatas ociosos, russófilos acanalhados, figuras tidas como “notáveis”, cretinos da fauna acadêmica, palpiteiros auto-intitulados “progressistas”, até ativistas digitais bem remunerados e – mais uma vez – a tropa de choque atuante no seio da mídia amestrada. As zebras que vêm levando essa gente ao pânico, mais do que isto, ao desespero paranóico, são, de forma crescente, Jair Bolsonaro e Donald Trump – os dois, respectivamente, candidatos à Presidência do Brasil e a dos Estados Unidos.

    Na América, desde que anunciou sua candidatura pelo Partido Republicano, Trump sofre campanha sistemática de jornais tendenciosos, à esquerda, como, por exemplo, os falidos New York Times e Washington Post – tudo, de resto, sem maiores consequências pois, na prática, na medida em que recebe ataques infamantes da mídia amestrada (sempre a serviço das teses dissolutas da ONU imperial), cresce a adesão dos norte-americanos pelo candidato conservador, infenso ás habituais manipulações dos jornalões esquerdistas.

    (A própria resistência da cúpula republicana, constituída por políticos profissionais e da qual Trump recebia oposição, curvou-se sem apelo diante da vontade inelutável do candidato, confirmada por mais de 1.237 delegados que abriram caminho para sua ascensão à Casa Branca. Um militante do Washington Post, stalinista enrustido tipo Arnaldo Jabor, teve de engolir aos pedaços artigo de jornal em que garantia a derrota do magnata nas primárias do Partido Republicano).

    Donald Trump não surgiu de graça na vida americana. Nem ficou famoso só porque ganhou status de celebridade num programa televisivo da NBC ou ainda por força do noticiário sensacionalista em torno dos seus casamentos com modelos de renome e beleza. Antes pelo contrário – ele tornou-se personalidade global durante os anos 1970, quando revolucionou o mercado imobiliário dos Estados Unidos, investiu forte na indústria do entretenimento e publicou vários livros ensinando às pessoas a arte de negociar e, óbvio, ganhar dinheiro.

    O que, no entanto, fez de Donald Trump um candidato praticamente imbatível, numa América destruída, materializa-se hoje na crescente confiança formada no eleitorado de que ele representa a viabilidade de uma liderança política comprometida com a ordem, a segurança, a competência e o valor individual – exatamente o inverso do encenado pelo impostor Barack Obama, eterno locutor de teleprompter, figura de passado nebuloso, filho bastardo de um incerto Frank Marshall Davis (tido pelos comparsas como comunista de fancaria).

    Detalhe importante: numa América plenamente restaurada seria factível julgar – e condenar – Obama por crime de alta traição. Até agora suspeito de ter nascido no Quênia, este mulçumano enrustido abriu as portas do mundo para o terrorismo islâmico obcecado pelo projeto de um califado universal, tornou a Líbia um charco de sangue, elevando, depois, criminosamente, os irmãos Castro à categoria de “agentes do diálogo democrático”, mesmo quando os dois confessos tiranos, desmentindo-o, esfregaram na cara do mundo que jamais mudariam o regime ditatorial da Ilha Cárcere.

    Por sua vez, em âmbito interno, sob o jugo do finório Obama, os Estados Unidos padecem, entre outras mazelas, com as persistentes taxas de desemprego, a violência, o medo coletivo e a insegurança ampliadas pelo livre trânsito do terror mulçumano (para não mencionar o narcotráfico correndo solto pelas fronteiras do México e o tráfico indiscriminado de centenas de pessoas que procuram diariamente cruzar as fronteiras da Califórnia pelas mãos criminosas de coiotes que vendem aos latinos um Sonho Americano que não mais existe).

    Donald Trump é um conservador que pretende restaurar para os americanos o conceito de Nação, perdido na caudal do “politicamente correto”, sinônimo da liberação da droga, da descriminalização do aborto, da pedofilia, do controle de armas, da permissividade gay, da avalanche imigratória e do multiculturalismo que aspira liquidar com os princípios da civilização ocidental e cristã e os conceitos de Deus, pátria e família. Tudo isto para impor um mundo plasmado no ódio, no terror e na esculhambação geral.

    Em âmbito interno, há um típico caso de manipulação comunista: Jair (Messias) Bolsonaro, em que pese ser o deputado federal mais bem votado do Rio de Janeiro – inequívoca expressão da vontade eleitoral fluminense –, vê crescer uma onda persecutória contra sua figura, considerada “polêmica” pelo ativismo vermelho.

    Antes de tudo, impõe-se a pergunta: “figura polêmica” por quê? Como é fácil comprovar à luz de sucessivas pesquisas de opinião e de incontáveis referendos, todas as proposições políticas defendidas pelo deputado Bolsonaro são encampadas – em gênero, número e grau – pela maioria da população brasileira.

    Com efeito, no debate, a redução da maioridade penal, por exemplo, ou mesmo o voto em favor da livre comercialização de armas e munição (cerca de 63,94 % dos brasileiros rejeitaram sua proibição), bem como a cabal condenação do aborto, do casamento gay (e a consequente adoção de filhos por homossexuais), da liberação da droga, da pedofilia, das cotas raciais, das invasões de terras etc., são posturas políticas aclamadas pelo povo brasileiro, sabidamente de espírito cristão e natureza conservadora.

    Em assim sendo, outra pergunta se impõe: por qual razão as esquerdas, principalmente suas facções intoxicadas pelas mistificações do marxismo-leninismo e do maoísmo genocida, exatamente aquelas que levaram o País para o buraco negro da corrupção se lançam, numa caçada virulenta, contra o corajoso Bolsonaro?

    A resposta é elementar: porque o deputado, pré-candidato à presidência da República pelo Partido Social Cristão (PSC), contabiliza aproximados 9% nas pesquisas de intenção de votos. E, com isso, pode representar uma dura ameaça à falsa hegemonia das esquerdas nas próximas eleições. Neste diapasão, posta em marcha a campanha de 2018, restará ao leitor considerar seriamente as “propostas de direita” – que, no fundo, são suas – levantadas por Jair Bolsonaro. E, claro, elegê-lo.

    Sim, o temor da esquerda não é gratuito. Por exemplo: bem medido e pesado, entre Lula e Bolsonaro não há comparação possível. De fato, Lula não passa de um analfabeto primário, cangaceiro político de maus bofes, identificado como chefe de uma gang partidária que saqueou o Brasil por décadas, levando-o à completa falência econômica, política e moral.

    O mesmo não se pode dizer de Bolsonaro. Ele é alfabetizado, com curso superior, ex-integrante do Exército Brasileiro, parlamentar honesto, destemido e experiente. (A propósito: é bom ver na internet, em sessão da Câmara, uma lúcida intervenção de Bolsonaro. Nela, o deputado denuncia manobra clandestina feita nos porões do Planalto, em que Dilma Rousseff, acolitando comunistas da DGI cubana e membros do Foro de São Paulo, trama a expulsão do Paraguai do bloco Mercosul. Quem quiser é só ver: a denúncia, ainda no ar, é irrefutável).

    No momento, em seu fanatismo fundamentalista, os comunistas pretendem acuá-lo apelando para o Conselho de Ética da Câmara sob o pretexto de que na votação do impeachment de Dilma ele enalteceu a figura do denegrido Cel. Brilhante Ustra – que, a bem da verdade, nunca foi preso ou, em última instância, condenado.

    Outra facção da esquerda demofóbica, num arroubo canalha, quer que a ala aparelhada do STF (nomeada na era petista) condene o deputado por “incitação ao estupro”. É dose. Antes, no entanto, seria de bom alvitre colocar Lula por por trás das grades. Como se sabe, o líder do PT, denunciando-se como tarado, confessou ao companheiro César Benjamim ter tentado por várias vezes violentar na prisão um membro de organização esquerdista, a quem se referia na sua fala como o “menino do MEP”. Segundo narra César Benjamim (Folha de São Paulo, 27/11/09), Lula ficou surpreso com a resistência do “garoto”, que o enfrentou “aos socos e cotoveladas”.

    PS – Um dos fundadores da Escola de Frankfurt, Willi Muenzenberg, afirmou nos anos 1930 que o principal objetivo do marxismo cultural era fazer do Ocidente um espaço “tão corrupto quanto podre”. Se há dúvida, basta olhar a ação dessa gente para se perceber que, no Brasil, tal objetivo foi ou está para ser atingido.

    Ipojuca Pontes cineasta, jornalista, e autor de livros como ‘A Era Lula’, ‘Cultura e Desenvolvimento’ e ‘Politicamente Corretíssimos’, é um dos mais antigos colunistas do Mídia Sem Máscara. Também é conferencista e foi Secretário Nacional da Cultura.

  7. Ex-prefeito de Nova York Bloomberg vai apoiar Hillary Clinton, diz New York Times

    domingo, 24 de julho de 2016 15:13 BRT

    Imprimir

    [-] Texto [+]

    WASHINGTON (Reuters) – O ex-prefeito da cidade de Nova York Michael Bloomberg planeja apoiar Hillary Clinton em um discurso na convenção do Partido Democrata, noticiou o New York Times neste domingo.

    Citando o assessor de Bloomberg Howard Wolfson, o jornal disse que ele pretende defender Clinton do “ponto de vista de um líder empresarial e um independente”.

    Bloomberg, que se elegeu previamente como um republicano e depois se tornou independente, tem sido fortemente crítico ao candidato republicano à presidência, Donald Trump.

    (Reportagem de Sarah N. Lynch)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *