Irena Sendler morreu. Sabes quem era? Eu também não sabia. Agora sei. E ela jamais poderá ser esquecida.

O sempre atento comentarista Celso Serra repassou ao blog da Tribuna um emocionante texto sobre Irena Sendler, que desde 2008 circula na internet sem que se saiba quem é o autor. E que há de continuar circulando, enquanto houver vida inteligente e pessoas de bem neste planeta. Vale a pena lê-lo.

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Nem sempre o prêmio é Nobel atribuído a quem mais o merece…

Uma senhora de 98 anos, chamada Irena, faleceu há pouco tempo. Durante a 2ª Guerra Mundial, ela conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações.

Mas os seus planos iam mais além… Sendo alemã, sabia quais eram as intenções dos nazistas relativamente aos judeus.  

Irena trazia criancinhas escondidas no fundo da sua grande caixa de ferramentas e levava um grande saco na parte de trás da sua caminhoneta para crianças de maior tamanho. Também levava na parte de trás da caminhoneta um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto.  

Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar dele encobria qualquer ruído que as crianças pudessem fazer. Enquanto conseguiu se manter neste trabalho, calcula-se que Irena tenha salvo cerca de 2.500 crianças.  

Os nazis souberam dessas atividades e em 20 de outubro de 1943 Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para a infame prisão de Pawiak, onde foi brutalmente torturada. Num colchão de palha encontrou uma pequena estampa de Jesus Misericordioso com a inscrição: “Jesus, em Vós confio”, e conservou-a consigo até 1979, quando a ofereceu ao Papa João Paulo II.

Ela, a única pessoa que sabia os nomes e moradas das famílias que albergavam crianças judias, suportou a tortura e negou-se a trair seus colaboradores ou as crianças ocultas. Quebraram-lhe os ossos dos pés e das pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação. Foi condenada à morte. Enquanto esperava pela execução, um soldado alemão levou-a para um “interrogatório adicional”. Ao sair, gritou-lhe em polaco “Corra!”. No dia seguinte Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados. Os membros da Żegota tinham conseguido deter a execução de Irena subornando os alemães, e Irena continuou a trabalhar com uma identidade falsa.

Irena mantinha um registro com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim.  

Depois de terminada a guerra, tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir as famílias. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais, ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adotivos.  

Em 2007, foi indicada para receber o Prêmio Nobel da Paz, mas não foi selecionada. Quem o recebeu foi Al Gore por seu trabalho político sobre o aquecimento global.

Não permitamos que jamais esta Senhora seja esquecida!!!

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