Irregularidades em obras feitas em 2016 podem chegar a R$ 34 bilhões, diz TCU

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Charge do Nani (nanihumor.blogspot.com)

Deu no Correio Braziliense

O Tribunal de Contas da União (TCU) julgará, na próxima terça-feira, em sessão extraordinária, o relatório de consolidação das fiscalizações de obras de 2016. Após aprovação, o documento será enviado ao Congresso.

O relatório vai subsidiar a Comissão Mista de Orçamento (CMO) na distribuição de recursos orçamentários para o próximo ano. O relator na corte de contas é o ministro Raimundo Carreiro. Entre agosto de 2015 e setembro de 2016, foram realizadas 126 auditorias em obras públicas no âmbito do Fiscobras-2016. Fiscobras é o plano de fiscalização anual que engloba um conjunto de ações do TCU com o objetivo de verificar o processo de execução de obras públicas financiadas total ou parcialmente com recursos da União. As dotações orçamentárias das obras auditadas somam aproximadamente R$ 34,7 bilhões.

MUITAS EVIDÊNCIAS – “Há indícios de irregularidades graves em 94 das obras fiscalizadas, com recomendação de paralisação ou retenção parcial de recursos em 15 delas”, informou o TCU. As ações realizadas em 2016 pelo TCU poderão gerar benefícios de até R$ 2,89 bilhões. Entre os problemas identificados destacam-se sobrepreço, superfaturamento, projetos básicos e executivos deficientes e restrição de competitividade durante as licitações.

“Além de evitar o desperdício dos recursos públicos, a fiscalização do tribunal verifica se os materiais utilizados nos empreendimentos são compatíveis com os projetos, o que contribui para o aprimoramento da qualidade das obras, de forma a melhor atender às necessidades da população”, informou o TCU. Em 2016, o órgão autuou 641 processos de fiscalização em obras públicas, como inspeções, levantamentos, representações e denúncias.

2 thoughts on “Irregularidades em obras feitas em 2016 podem chegar a R$ 34 bilhões, diz TCU

  1. Como disse o relator e ministro do STF, alguma coisa Benjamin, a gente sequer tem ideia do que todo esse dinheiro é capaz de comprar.

    E ele fazia questão de perguntar de quanto mesmo o depoente estava falando, tal o absurdo das quantias.

    Ele não disse bem assim, o texto está mais abaixo, mas foi algo parecido.

    Não precisa ser relator do STF. As notícias só falam em milhões, bilhões.

  2. -O curioso é que, mesmo sabendo os valores e com o Estado de posse das fichas com os nomes de quem recebeu CADA CENTAVO do dinheiro (a contabilidade é uma ciência exata), ninguém, nenhuma autoridade fala em cobrar esse dinheiro dos ladrões. Sob a bênção do Supremo Tribunal Federal da Impunidade.

    -Fica mais fácil cobrar dos aposentados e funcionários públicos…

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