Isolamento de Marina pode implodir seu partido, a Rede, que vive nova crise

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Charge do Paixão (Gazeta do Povo)

Pedro Venceslau e Ricardo Galhardo
Estadão

Enquanto as principais forças políticas do País já se movimentam objetivamente para a disputa presidencial de 2018, a Rede Sustentabilidade, partido da ex-ministra Marina Silva, terceira colocada na eleição de 2014, enfrenta dificuldades financeiras, uma crise ideológica e se vê diante da ameaça de debandada de filiados.

Esse é o quadro apresentado ao Estado por militantes, assessores e dirigentes do partido, que falaram em caráter reservado. Após ter o registro aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral em setembro de 2015, a Rede ainda tem estrutura de partido “nanico”, o que ficou evidenciado também no fraco desempenho de seus candidatos nas eleições municipais do ano passado.

SEM RECURSOSCom somente quatro deputados federais (todos eleitos por outros partidos em 2014), a legenda recebe por mês cerca de R$ 280 mil do Fundo Partidário. É pouco dinheiro para custear uma estrutura nacional. Para efeito comparativo, o PT, por exemplo, com 58 deputados, recebe R$ 8,2 milhões mensais.

O partido está hoje sem estrutura de comunicação, uma vez que rompeu os contratos com seus prestadores de serviço. Entre auxiliares há relatos de atrasos salariais.  A dificuldade em dialogar com outras legendas é outro ponto de divergência interna na Rede. O grupo de Marina reluta em formar alianças com outras siglas para ampliar o tempo de exposição na TV em 2018.

Sozinha, a Rede terá direito no ano que vem a cerca de 15 segundos em cada bloco do horário eleitoral gratuito para presidente, se forem consideradas as regras previstas na legislação eleitoral.

COLIGAÇÕESSetores do partido defendem a união com as legendas com as quais a candidatura de Marina esteve unida em 2014: PPS, PHS, PSL e PRP. Naquela eleição, sem conseguir o registro da Rede, a ex-ministra concorreu na chapa do PSB, primeiro como vice de Eduardo Campos e, após a morte do ex-governador de Pernambuco, como presidenciável.

Outra ala, porém, advoga a tese que o partido deve buscar aliança com legendas maiores, como o DEM. Um terceiro grupo prega que a Rede enfrente sozinha as urnas.

ISOLAMENTO – Um dos principais motivos de queixa de integrantes da Rede em relação à Marina é o isolamento da ex-ministra. De acordo com militantes ouvidos pelo Estado, o círculo próximo de Marina é composto pelos coordenadores executivos do partido, Bazileu Margarido e Carlos Painel, o coordenador de organização, Pedro Ivo, e a ex-senadora Heloisa Helena.

Segundo integrantes da Rede ouvidos pela reportagem, Marina concentra sua interlocução com esse chamado “núcleo duro” e se distanciou dos parlamentares da sigla, que formaram um outro polo de poder na legenda.

Enquanto o deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ) e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) ganharam protagonismo nas votações das denúncias contra o presidente Michel Temer e sobre o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Marina se calou.

APOIO A AÉCIO – Por causa do apoio de Marina a Aécio no segundo turno da eleição de 2014, houve uma debandada de dirigentes e militantes antes mesmo de o partido obter o registro na Justiça Eleitoral. No ano passado, após o fraco desempenho em sua primeira disputa eleitoral – elegeu apenas seis prefeitos –, a Rede sofreu novo revés e um grupo de intelectuais e fundadores deixou o partido com críticas a Marina.

Atualmente, segundo integrantes da Rede, Molon é um dos que tem manifestado desconforto com a postura de Marina e de seu grupo mais próximo. O deputado passou a ser apontado como um dos nomes da possível debandada. Por meio de sua assessoria, ele negou que esteja de saída do partido. Conforme militantes, o hermetismo da Rede também dificulta o crescimento orgânico do partido, que hoje conta com 18.686 filiados.

Procurada, Marina informou que não iria dar entrevista. (Colaboraram Daniel Bramatti e Marianna Holanda) 

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A coisa está feia. Sem dinheiro, Marina Silva, terceira colocada nas pesquisas, não irá longe, especialmente se não tiver apoio financeiro da herdeira do Banco Itaú, que bancou a criação do partido. (C.N.)

9 thoughts on “Isolamento de Marina pode implodir seu partido, a Rede, que vive nova crise

  1. O Itaú é sério concorrente das organizações Globo como instituição total que controla a sociedade e o Estado brasileiros. Tem o controle do sistema financeiro, a Presidência do Banco Central, a agremiação partidária de uma candidata relevante na corrida presidencial. O que falta mais? E olha que os irmãos Setúbal, quando recebem seus bilhões de dividendos, não pagam um tostão furado de imposto de renda, graças ao FHC, cuja reeleição foi comprada com grana do Olavo Setúbal. Isto está mais para tragédia do ano do que para piada do ano.

  2. Não pensou igual é nazista.
    A besta do apocalipse renasce sempre em todas as eleições na triste e ignorante América Latrina.

  3. “Sem dinheiro, Marina Silva, terceira colocada nas pesquisas, não irá longe, especialmente se não tiver apoio financeiro da herdeira do Banco Itaú, que bancou a criação do partido.”

    -Tenho certeza que ela não aceitará a ajuda de banqueiros, de entidades do sistema financeiro ou de empresas do tal capitalismo selvagem, tão criticados por décadas pelos ditos “esquerdistas”, incluindo a candidata quando era petista roxa.

  4. Quem,a não ser os próprios banqueiros, pode acreditar em um partido criado por banqueiros,num país em que os bancos cobram juros de agiotas?

  5. Infelizmente não tem força, é muito fraca, não terá pulso para fazer o que este país precisa, estava sumida, de repente aparece, o país neste estado caótico e ela nada falou.

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