Já em campanha para 2022, Bolsonaro procura outro vice para substituir Mourão

Iotti: o vice | GaúchaZH

Charge do Iotti (Zero Hora)

Pedro do Coutto

Já em plena campanha para as eleições de 2022, Jair Bolsonaro traçou com o ministro das Comunicações Fábio Faria, roteiro de viagens a vários estados até o final do ano e também um reforço às ações do governo no campo social, abrangendo o auxílio emergencial, o bolsa família e o programa Renda Brasil, que unificará as investidas junto à população carente, classes D e E, amplamente majoritárias na composição do eleitorado.

Vai também buscar novo nome para companheiro ou companheira de chapa. Nesse caso, terá de ser alguém que lhe acrescente votos nas urnas de outubro de 2022.

SERÁ UM ERRO – Penso que será um erro grave substituir Hamilton Mourão. Ele já foi alvo de críticas dos três filhos de Bolsonaro e do guru Olavo de Carvalho, porém seu afastamento do palco político poderá acarretar uma perda de apoio bastante expressivo da área militar.

É preciso não esquecer também que Mourão assumiu com intensidade o combate ao desmatamento da Amazônia, o que o coloca no plano oposto ao do ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, mas que na realidade desempenha o papel de adversário da ecologia e das preocupações legítimas com o aquecimento global. Ricardo Salles também é alvo de críticas de especialistas na conservação das florestas verdes, entre eles o jornalista André Trigueiro.

ALA MILITAR – Relativamente a uma eventual substituição do vice presidente, tem de se levar em conta também que acarretaria o afastamento de grande parte dos militares lotados no Palácio do Planalto além daqueles que por indicação de Hamilton Mourão encontram-se atuando em outros órgãos governamentais na cidade de Brasília, próximos portanto a central do poder.

Fábio Faria está articulando também com Tarcísio de Freitas e Rogério Marinho, ministros da Infraestrutura e do Desenvolvimento Regional, que destinariam recursos aos programas socioeconômicos, focos da luta pela conquista dos votos.

E PAULO GUEDES – O Ministro Guedes não aparece nas preocupações do processo eleitoral do presidente Bolsonaro. Uma das metas do presidente da República é a distribuição de 5 milhões de cestas básicas as populações em situação de vulnerabilidade.

Pelo que percebi, e também pelos fatos que se configuram, Jair Bolsonaro não deverá repetir a campanha de 2018 que lhe assegurou a vitória atacando Lula, Dilma Rousseff e o PT, acusando-os de corrupção e também por terem no governo concedido isenções fiscais a empresas num montante de 320 bilhões de reais.

O ex-presidente Lula sonha com uma aproximação junto a Jair Bolsonaro, mas essa aproximação é impossível. Nada acrescenta a nenhum dos dois.

22 thoughts on “Já em campanha para 2022, Bolsonaro procura outro vice para substituir Mourão

  1. Taí, discordo visceralmente da conclusão do autor – Lula é um par perfeito para o Jair Padeiro. Primeiro: ambos são idiotas; segundo: nenhum dos dois é poliglota. Só faltava um deles usar saia para ser um casal perfeito de pombinhos in love.

  2. (…) O ex-presidente Lula sonha com uma aproximação junto a Jair Bolsonaro, mas essa aproximação é impossível. Nada acrescenta a nenhum dos dois. (…)

    Jornalismo chinfrim… Pulitzer deve está estribuchando no túmulo. Frases deste naipe é de um mau caratismo oceânico.

    O ódio a Lula chegou a isso? Gente, a noção e a razão são coisas que o homem deve fazer todo esforço para não perder. Quando se trabalho com comunicação o esforço deve ser redobrado apesar da opinião pessoal.

    Assim o crédito que já está no volume morto vai para no lodaçal fétido da falta de ética e escrupulos.

    Maneirem! Isso já levou a um grande erro e vocês ainda não se deram conta que podem incorrer em outro pior.

    Que custa dá a mão à palmatória?

    Tenho dito… E sempre!!!

    Em tempo: Incorporando agora o genial jornalista Neno Cavalcante (in memóriam) eu vô-los faço uma pergunta:

    -Porque vocês são desse jeito?

  3. ” Penso que será um erro grave substituir Hamilton Mourão. Ele já foi alvo de críticas dos três filhos de Bolsonaro e do guru Olavo de Carvalho, porém seu afastamento do palco político poderá acarretar uma perda de apoio bastante expressivo da área militar.” Quem já foi alvo dos filhos do boçal e do idiota do Olavo só pode ser gente muito boa. Mourão é um homem sensato e seria um excelente presidente desta república tão vilipendiada e sofredora.

  4. “Lula sonha emm uma aproximação com Bolsonaro”
    Fonte: Inexistente, saiu da cabeça delirante do articulista.

    MMA Ricardo Salles, disse em entrevista a JP que a idéia do Conselho da Amazônia, acatada por Bolsonaro, foi dele. Assim que o MMA e o VP estão alinhados, não em lados opostos.

    Engana-se quem pensa que os militares saírão do governo. Fora de cogitação, pode esquecer.

    Do ponto de vista estratégico, não ter partido e não participar das eleições deste ano, é uma excelente decisão. Não tem desgaste político nenhum e pode focar na infra-estrutura, desenvolvimento regional, economia, reformas, etc.
    Bolsonaro foi eleito sem dinheiro, sem apoio da grande mídia, sem partidos, sem tempo de tv, etc. Em 2022 com centenas de obras concluídas em todo o Brasil, não perde eleição pra ninguém.

  5. É o que vigora no Brasil, país que em 1955 optou por se endividar e desviar recursos destinados para a educação e preparo intelectual de seu povo na construção uma Ilha da Fantasia, a capital mundial da corrupção e da impunidade dos ladrões do dinheiro do povo.

    Devido a isso, foi criada uma enorme classe de eleitores dependentes de políticos espertos e desonestos para sobreviver; um ativo mercado de compra e vende votos, notadamente no nordeste brasileiro.
    Com o poder e a chave do cofre na mão todo governante malandro – como fez Lula e agora Bolsonaro está fazendo – dirige as verbas do governo para o campo social … “abrangendo o auxílio emergencial, o bolsa família e o programa Renda Brasil, que unificará as investidas junto à população carente, classes D e E, amplamente majoritárias na composição do eleitorado” como bem frisou Pedro do Coutto, em português claro, a compra de votos.

    Tenho pena de ti Brasil, mas não vejo solução.

    • Celso, concordo as suas posições e a maioria dos seus comentários, mas por favor, poupe Brasília desse grau de responsabilidade que você lhe atribui.
      Mesmo não tendo procuração, sinto-me obrigado a fazer alguns esclarecimentos.
      A construção de Brasília foi um dos marcos de governo mais positivos de nossa vida republicana, depois de Volta Redonda e Petrobras. Ela trouxe um lustro de realizações desenvolvimentistas, como a industrialização automobilística, expansão das telecomunicações e melhoramentos na malha rodoviária.
      Brasília não era berço de corrupção, aqui era terra de muito, muito trabalho, os Candangos escreveram uma das páginas mais impressionantes de nossa história, era a terra da brasilidade e da amizade, brasileiros de todos os estados e emigrantes de todos os países aqui trabalhavam e confraternizavam, num espetáculo único de harmonia humana, era o trabalho e um ideal unindo as pessoas.
      Aqui não existia crime, a Nova Capital, loja de ferragens goiana estabelecida na 1ª Avenida de Cidade Livre, teve que devolver o estoque de ferrolhos e cadeados para a matriz, já que nos barracos construídos pelos pioneiros não se trancavam as portas, não era necessário. Os policiais da GEB só trabalhavam depois das 18:00hs, patrulhando a Placa da Mercedes, zona do baixo meretrício, onde as tensões do dia de trabalho duro e o excesso de cerveja gerava conflitos.
      Enfim, era uma comunidade utópica, era a Capital da Esperança, o sonho de Don Bosco e o maior acerto estratégico que um governante já teve.
      Mas…nem tudo é perfeito, veio a inauguração…e,aí vieram, funcionários, políticos, jornalistas, etc. de outros estados, principalmente do Rio de Janeiro. VIU, Celso? DE OUTROS ESTADOS, e trouxeram seus usos e costumes, inclusive, A CORRUPÇÃO, e aqui continuam até hoje, corrompendo tudo o que tocam.
      No momento, não consigo lembrar de quantos parlamentares, inclusive os distritais, são brasilienses, mas apostaria qualquer coisa de que não passam de uma dezena.
      Assim que, a única culpa da Brasília que ajudei a construir, é ter sido prostituída por corruptos vindos de outros estados.

      • F.Moreno, meu caro … o senhor está a nos ofender injustamente … a maior corrupção constatada em CPI – e que levou Getúlio – foi a de antecipar pagamentos de publicidade no jornal Última Hora.

        Aqui no RJ … meu pai chauffer conduziu Getúlio umas vezes sem segurança.

        Está desculpado kkk KKK kkk

        • CORRUPÇÃO kkk KKK kkk

          Mesmo sendo então lacerdista … hoje reconheço que Lacerda, Getúlio, Jango, JK e Brizola foram honestos.

          Não conseguiram provar nada contra JK … muito menos contra Andreazza – cujo enterro teve que ser custeado por amigos … e a mulher de JK teve que suplicar reajuste de sua pensão.

          Também não se provou nada contra Sarney … e contra Collor, talvez uma Elba; visto que foi inocentado pelo STF ao provar que pedia para pararem pois tinha sobrando.

          Contra Itamar, nadica!

          Contra FHC, foram 2 Procuradores que nada finalizaram!

          Contra Lula, o STF não considerou quadrilha o tal do chamado Mensalão.

          A coisa ficou feia quando qualquer contribuição de Empresa passou a ser considerada Corrupção!

          • O patrimônio conhecido de JK, era uma loja no Conjunto Nacional, presente de José Tijours e de alguns amigos, e uma fazendinha perto de Luziania que teria sido adquirida com a ajuda de um parente, Tião Valadares, e é só.

  6. Prezado Moreno,

    Perdi a conta de comentários que fiz a respeito de Brasília e a sua importância para o desenvolvimento do país.

    Mas, o mais interessante, foi exatamente o que escreveste:
    a esperança que a construção da nova capital trouxe para milhares de brasileiros que aguardaram a vida inteira por uma oportunidade.

    Eu, que fui para lá em 59, antes da inauguração, Brasília com toda a sua dificuldade de casa, luz, água, era uma verdadeira festa de integração nacional e internacional.

    Conforme postei anteriormente, o erguimento de Brasília propiciou que o Norte conhecesse o Sul. o Oeste o Leste; O Nordeste o Centro-oeste, e assim por diante.
    Eu tinha amigos que moravam em Taguatinga – primeiramente fiquei um mês na Cidade Livre ou Núcleo Bandeirante -, que eram de vários países:
    Portugal, Líbano, Itália, Grécia, Espanha, Síria … e era uma salada de idiomas quando nos encontrávamos.

    Eu, gaúcho, também era considerado estrangeiro, pois mesmo falando o mesmo idioma que os demais compatriotas, as expressões, gírias, modos e costumes eram muito diferentes!

    Mas éramos um bando de guris.
    Trabalhávamos, estudávamos, íamos nadar no Rio Descoberto, pois os dois clubes que havia no Plano Piloto eram para pessoas de “nível”, o Motonáutica e o Iate Clube.

    Aos domingos, a matiné no Cine Paranoá, inesquecível.
    Volta e meia, uma festinha na casa de um conhecido, onde dançávamos ao som de Ray Conniff, Mantovani, The Platers, músicas da Jovem Guarda, Elvis, Frank Pourcel, Billy Vaughn … era um espetáculo a vida, mesmo com suas dificuldades inerentes para quem vinha de longe!

    Eu ainda estudava no Colégio Dom Bosco, no início da W3 Sul, ao lado da TV Brasília, canal 6, e em frente à Disbrave!
    Perto da rodoviária, nos deslocávamos até lá para pegar o ônibus para Taguatinga sentados.
    E cortávamos caminho pelo Hotel Nacional, em construção.

    Outro ponto de visita era a represa do Paranoá, em construção.

    Havia quatro cidades satélites, apenas:
    Taguatinga, Cidade Livre, Gama e Sobradinho.
    Também o Setor de Indústria e Abastecimento, que não era uma cidade.

    O zoológico era outra atração espetacular, com lobos guarás, onças pretas e pintadas, afora uma quantidade de araras as mais lindas que já vi:
    azuis, coloridas, mais vermelhas, mais verdes, mais amarelas … espetacular!
    E as sucuris!!
    Pela primeira vez vi uma cobra constritora e de mais de sete metros de comprimento!
    O bicho era um tronco de árvore!

    Brasília era um Parque de Diversões para a gurizada.
    Para os adultos era complicado, difícil.
    Muito trabalho, sem conforto em casa, pois não havia luz e água, e o rádio a pilha não funcionava!
    Aos 13, eu já era um cara taludo, me botaram para dirigir camionete, caminhão, até um trator Caterpilar D-6!

    Festa igual, jamais!
    Um dia cheguei em casa com um caminhão Chevrolet Marta Rocha, ano 57, e a minha mãe teve um ataque!
    Eu dirigia Mercedes Benz, ano 58, faróis de penico e o capô do motor abria lateralmente, caixa seca, depois um Ford 61, que não tinha o para-brisa encurvado, e camionete Ford F-100 e Chevrolet Brasil, uma 59.
    O arranque era em um pedal perto do acelerador.

    No entanto, o meu sonho sempre foi ter uma bicicleta!
    Jamais tive uma, até hoje!!!

    Havia as quermesses, as feiras nordestinas, o jabá, muita rede para dormir.
    Até nós, gaúchos, tivemos de nos acostumar a dormir em redes, pois não havia lojas que vendessem móveis que atendessem a população.
    O Distrito Federal tinha à época 65 mil pessoas.

    Brasília havia sido planejada para 500 mil pessoas. Hoje tem 3 milhões!!!!

    Todavia, a realidade para os candangos era dura, até mesmo cruel.
    Apenas 37% dos domicílios tinham luz elétrica, 22% com água encanada e apenas um em dezesseis domicílios possuía geladeira!

    As condições gerais eram muito precárias.
    As empreiteiras muitas vezes forneciam rações de má qualidade, e foi registrado um alto índice de acidentes de trabalho.
    Os salários eram baixos, o pagamento de horas-extras era irregular e a inflação acelerada corroía as pequenas poupanças, além de haver o problema de frequentes abusos da polícia sobre os trabalhadores em nome da manutenção da ordem e para a repressão de protestos.

    No carnaval de 1959 dezenas de operários foram metralhados, e a administração de justiça era ineficaz.
    Por tantos problemas e violência, crônicas em jornais a comparavam a uma cidade do Velho Oeste norte-americano, mas o discurso oficial era bem outro, falando dos candangos como “autênticos heróis, logo conquistados por esse espírito de luta e de solidariedade…
    O entusiasmo a todos empolgava, sentiam que colaboravam em uma obra grandiosa e podiam, assim, enfrentar as dificuldades materiais e humanas e a campanha desatinada dos inconformados.

    Desse devotamento ao trabalho e desse entusiasmo resultaria um clima de união e amizade logo estabelecido…
    Ao amanhecer os passarinhos enchiam o ar com seus cantos, chamando ao trabalho…”. Um jornalista descreveu a disparidade de tratamento entre os candangos e os outros funcionários dizendo que no Natal de 1958, “poucos (foram) os que ficaram em Brasília, além dos candangos, milhares, sem condições de viagem, como o pássaro implume, sem condições de voo. Aos funcionários mais categorizados as firmas construtoras e a Novacap facilitaram tudo: ônibus, caminhões e aviões especiais…”

    Pois vivenciei essas condições e situações, Moreno!
    Em 67, a minha mãe muito debilitada em sua saúde, voltamos para o RS.
    Ela morreu no início de 71, aos 42 anos de idade.
    Foi uma mulher lutadora, forte, determinada.

    Para quem acredita na reencarnação, ela atingiu o seu nirvana, e não volta mais para esse mundo!

    Portanto, Brasília foi para mim uma escola de altíssimo nível social, de trabalho, aventura, e uma liberdade para um guri que cidade alguma no Brasil poderia oferecer!
    Eu fui feliz em Brasília, confesso.
    Muitos voltaram para seus países e estados, pois não suportaram o agreste, o cerrado, a seca, a falta de umidade do ar.
    A poeira, que levantava cones muito altos e eram apelidados de “lacerdinhas”.
    E arrancavam telhados!!

    E as 12 Horas de Brasília?
    Corrida no centro do Plano Piloto, e passando por baixo da rodoviária??!!
    Gordinis, Simcas, Abarth, DKW, JK (Alfa Romeu 2.150) … um espetáculo!

    E a primeira namorada??!!
    Meu Deus, ela era goiana, de Anápolis!
    A paixão de um guri é arrebatadora.
    Se a guria não corresponde tu queres te matar!
    Mas tive sorte.
    Me lembro como se fosse ontem, e lá se vão quase 60 anos, eu de mãos dadas com a guria indo para o cinema!

    Certa feita, peguei a Lambretta da firma.
    Modelo Standard, 57, sem carenagem ao lado, guidão reto.
    Fui me prosear na casa da guria, claro.
    O pai dela me viu de Lambretta, e proibiu a guria de me namorar (antes eu fosse de carroça)!

    A última namorada que tive em Taguatinga era uma paraense.
    Belíssima!
    Às vésperas do meu retorno para o RS, ela foi para Sobradinho, e fim do namoro,
    Falei com ela em 2011, por telefone, depois de meses à sua procura pelo computador.
    Memorável, pois ela se lembrou que foi a minha mãe que fizera o seu bolo de aniversário nos 15 anos.

    Muitas lembranças, Moreno, muitas.
    Não gosto quando acusam Brasília de ser a causa da corrupção no Brasil.
    Um erro crasso.
    A cidade não pode ser responsabilizada pelo mau caráter, pelo corrupto, mal intencionado, vagabundo, aproveitador, explorador e manipulador.

    Brasília foi construída por homens e mulheres de muito valor, determinadas, valentes, destemidas, corajosas, gente de ferro.
    Seria muito difícil, quase que impossível, encontrar pessoas com a têmpera daquelas, com a fibra daquelas, com a garra que tinham para conquistar um espaço ao sol.

    Hoje, a corrupção e os corruptos maculam o trabalhador, ofendem o trabalho desenvolvido, insultam quem abandonou seus estados para tentar encontrar uma chance de crescimento, agridem acintosamente aqueles que deram suas vidas para o erguimento de Brasília, pois se atualmente ganham polpudos e milionários salários, devem ao candango, ao sofredor, ao homem e à mulher que carregaram tijolos, cimento, argamassa, que limparam entulhos, que moraram em barracos sem água e luz!

    A cidade não pode ser culpada e tampouco acusada de nada, haja vista ser maltratada injustamente, enquanto os responsáveis se locupletam ás custas da capital e do povo!

    Sou gaúcho, mas aprendi em Brasília, que antes sou brasileiro.
    Amo aquela cidade e região com a força que resta no meu coração já baleado, pela metade!
    Ajudei na sua construção, e vi uma cidade crescer, se tornar belíssima no Planalto Central, antes uma vegetação pobre, rala, que ofereceu o seu solo para o nascimento da cidade mais moderna que o mundo havia visto!

    Sou meio riograndense e meio brasiliense, mas brasileiro total!

    Abração, Moreno.
    Saúde e paz.
    Te cuida, meu, tu estás em Brasília, uma cidade mágica, porém perdeu o seu encanto por culpa de políticos corruptos, ladrões, e incompetentes.
    mas, a cidade, continua cada vez mais atraente, sedutora, e maravilhosa.

    • Lavou a alma, Chicão, vou mandar teu comentário para o Clube dos Pioneiros. Você ajudou com sua erudição de sempre a definir o que foi a epopeia brasiliense.
      Me doe muito quando vejo as críticas agressivas a Brasília, até compreensíveis, pelo que hoje ela significa como centro do Poder corrupto, mas ignorando sua história e a circunstância de ter mudado a imagem do Brasil no mundo e projetado um brasileiro, Oscar Niemayer. como gênio mundial.

  7. Usaste a expressão correta, Moreno, epopeia.

    Ou, quem sabe, uma odisseia, saga … só sei que foi algo que somente quem esteve presente sente a emoção brotar do fundo do coração quando se fala de Brasília, à época da sua construção!

    Nada pode ser equiparado tu deixares o teu estado, parentes, amigos, e partir para uma aventura que não tens ideia do resultado:
    Dará certo?
    Errado?
    Suportarei os problemas e dificuldades?
    Terei amigos?
    Conseguirei um teto?
    Ganharei dinheiro para comer, pelo menos?

    As perguntas eram muitas, e certezas nenhuma.
    Mas, quem se dirigia para Brasília era porreta, gaudério, homens e mulheres de verdade!

    É para essa gente, Moreno, as minhas homenagens, lembranças, recordações, o meu reconhecimento, a minha reverência.

    Não para a gentalha, que violentou Brasília, que dela se serve como um tarado, que a explora como se fosse uma prostituta!
    Não para os cafetões parlamentares, funcionários que entraram no serviço público pela porta de trás, sem concurso.
    Não para presidentes que tivemos, que sujaram com seus pés embarrados os pisos de mármore dos palácios brasilienses.
    Não para aqueles que a transformaram em vítima de corruptos e ladrões!

    Meus sentimentos mais puros e nobres vão para o povo:
    nordestinos, nortistas, sulistas, cariocas, mineiros, paulistas, mato-grossenses, goianos … gente que desenvolveu esse Brasil, e não para quem nos rouba, explora e manipula, desde antes da construção de Brasília!

    Tenho uma foto tirada na Ermida de Dom Bosco, atrás do Alvorada, quando era simples e pequena, memorável;
    outra, do alto da rodoviária ainda em construção, olhando para dois ou três esqueletos do bloco de ministérios.
    Nada de teatro, nada da Igreja, nada do itamaraty … apenas um largo espaço aguardando as construções do futuro!

    Che, que saudade, credo!
    Chega a doer, confesso, mas estive lá.

    – Chicão?
    – Presente!

    Outro abraço, Moreno.

    • Como é bom relembrar Chico, eu assisti a cerimônia religiosa do Núncio Apostólico Cardeal Cerejeira, no 21 de abril, num montículo que existia onde hoje é o Palácio do Itamarati.
      Depois, continuei rodando o Plano Piloto, num Jeep da concessionária Willys, cheio de peças e ferramentas para dar assistência gratuita aos visitantes no dia da inauguração.

  8. “A defesa do ex-assessor Fabrício Queiroz protocolou seu primeiro habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), distribuído ao ministro Gilmar Mendes, pedindo a revogação da prisão domiciliar dele — ou seja, que ele fique sem nenhuma restrição em sua liberdade”

    Se o ministro Gilmar Mendes revogar a prisão de Queiroz, Fabrício Queiroz ficará apto a entrar em um partido político e será a pessoa mais indicada para as eleições de 2022 e será candidato a Vice-Presidente da República na chapa de reeleição de Bolsonaro como Presidente . Bolsonaro quer descartar o general Mourão, e eis aí uma chance de substituir seu vice no pleito de 2022 como candidato à reeleição para presidente da República. Afinal de contas, Bolsonaro é amigo e parceiro de Queiroz há muitos anos, e nele Bolsonaro pode confiar.

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