Jair Bolsonaro precipitou mudanças institucionais e algumas se voltaram contra ele

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Charge do Iotti (Zero Hora)

William Waack
Estadão

Entre os vários medos à disposição parece claro que as pessoas permaneceram apegadas ao medo de morrer, o mais natural de todos. A grotesca forçada de barra dos “gênios” de comunicação de Bolsonaro – a falsa dicotomia entre empregos ou saúde – voltou-se contra o próprio presidente. Em geral, ficou demonstrado que se confia mais no que dizem médicos e técnicos em saúde pública do que nas palavras do presidente.

O resultado, bastante previsível dada a correlação das forças políticas, foi mais um encurtamento da caneta presidencial. A diminuição do seus poderes vem de uma combinação de restrições institucionais que dificilmente desaparecerão quando a urgência da questão de saúde pública amainar, e ninguém sabe quando.

ORÇAMENTO DE GUERRA – Tem como mais recente exemplo a articulação para a aprovação do tal “orçamento de guerra”, que não é outra coisa senão a definição de responsabilidades políticas e administrativas na utilização de recursos para enfrentar uma situação de calamidade nacional.

Para ter acesso aos fundos com os quais pretende combater a inevitável recessão, o próprio ministro Paulo Guedes assinalou que precisa de uma PEC (sim, tudo no Brasil passa por mudar algum artigo da Constituição e, portanto, pelo Congresso) que regula rigidamente como o Executivo atuará, dando amplas prerrogativas ao Legislativo e ao Judiciário. Na prática, o chefe do Executivo não faz nada na gestão de crise sem consultar previamente os outros Poderes.

ISOLAMENTO PRESIDENCIAL – A chave para entender o que se convencionou chamar de “isolamento” do presidente está em dois fatos concomitantes, um de fundo e o outro bem escancarado. O de fundo é o Legislativo atuando diretamente em entendimento com governadores e prefeitos, além de uma série de entidades representando setores da economia, ao largo do Planalto. O Judiciário entrou nessa articulação desde o primeiro momento, há mais de 15 dias. O presidente ficou de lado.

O segundo foi o escancarado comportamento institucional do “dream team” de ministros (Sérgio Moro, Paulo Guedes e Henrique Mandetta), além dos militares. Prevaleceu entre eles a reiteração de que obedeceriam à norma técnica – para todos os efeitos práticos, deixaram Bolsonaro falando sozinho contra o isolamento social. Chegava a ser constrangedor assistir ao contorcionismo verbal com o qual esses ministros tratavam de “traduzir” bobagens ditas ou feitas pelo presidente ao mesmo tempo em que se esforçavam para não apoiá-las.

À BEIRA DO ABISMO – Os tais famosos “bastidores” (pedacinhos de informação a respeito dos quais nunca se sabe exatamente o que é fato e o que é fofoca) em Brasília indicam que Bolsonaro esteve, sim, à beira de provocar grave crise ao considerar decretos que suspenderiam medidas restritivas tomadas por governadores, preso à paranoica noção de que é alvo de conspirações e superestimando a claque de apoiadores que chama de “povo”. Ao mesmo tempo em que deflagrava campanha política usando também recursos públicos.

Tomou uma freada brutal em público e em privado. O STF o proibiu de seguir adiante com a campanha “O Brasil não pode parar”. Em conversas reservadas, mais de um ministro garantiu que o Judiciário derrubaria qualquer decreto de Bolsonaro que fosse contrário ao isolamento social. E, em privado, ele ouviu o seguinte recado de uma importante autoridade da qual dependem várias investigações de interesse direto também do presidente: “Não vou ser coautor de um genocídio”.

O fenômeno da contestação da autoridade presidencial, como aconteceu agora, pertence à categoria “gênio que não volta para dentro da garrafa”. Ou seja, trata-se de consequências políticas duradouras. Mas há outros gênios que não voltarão para a garrafa: em prazo recorde houve flexibilização de leis trabalhistas, suspensão do teto de gastos, alterações em regimes de contratação, desengessamento do Orçamento. Teremos um outro país.

19 thoughts on “Jair Bolsonaro precipitou mudanças institucionais e algumas se voltaram contra ele

    • Policardo, as rachadinhas de Flavio e Carlos o patrimônio da família de 15 milhões o sem terem recebido heranças não lhe incomoda,alem do envolvimento com milícias.A corrupção continua,ONIX ,GUEDES,MARCO ANTONIO,MANDETE COM # PROCESSOS EM GOIAS,RICARDO SALES RÉU EM SÃOPAULO.

  1. Só pra lembrar, Bolsonaro nunca foi o candidato da escolha do sistema. A “zelite” política quis usá-lo como espantalho para assustar o eleitorado e empurrá-lo para os redis dos candidatos “sérios” e “respeitáveis”. Só que a “zelite” subestimou muito deu descrédito junto à população, e fez isso ao ponto de pensar que o Geraldo Alckmin poderia ser presidente, e despejou rios de dinheiro numa campanha eleitoral desastrosa. A “zelite” política estava tão desmoralizada pela sua roubalheira, inépcia e desconsideração pelo povo que todos seus candidatos perderam pro candidato que perderia pra todo mundo.
    Bolsonaro falhou por ter passado quase todo o tempo focado em interesses pessoais, como a tentativa malfadada de nomear Eduardo embaixador nos EUA, e se preocupar demais em fazer barulho em redes sociais. Mas o governo, que não era o preferido da “zelite”, foi mesmo contestado e enfraquecido desde o início. O caso do pacote anti-crime, desmontado pelo Congresso Nacional, foi o caso notório.
    Resta esperar que o PT retorne ao poder,e seja capaz de reabilitar o executivo. E que dê na “zelite” política a surra que ela merece, nas próximas eleições, quando elas puderem ser realizadas.

  2. Globo lixo, folha de papel higiênico de São Paulo, e diversos outros.
    Isto é a imprensa de esquerda e idiota que quer formar a opinião pública, e não informar.
    Além do que, por não ter mais propaganda oficial, Eleitoral, etc, está sem dinheiro.
    Resultado:
    A entrada de dinheiro da esquerda, chineses sobretudo, nesta imprensa vagabunda é uma realidade.
    Quem não acredita, pesquise.

  3. Boa tarde.

    O general Villas Bôas falou que Bolsonaro sairá desta ainda melhor.

    Pela história, quando os governadores tentaram através das Cabanagem, Balaiada, Sabinada, e os Farroupilhas, esquartejarem o Brasil, surgiu um governo centralizador maior.

    O país não aceita esta divisão, meio caminho para apropriação de nossas terras por alienígenas.

    O que virá deve partir da cabeça estrategista de um dito doente outrora, que mesmo num estado debilitado de saúde corporal está a todo vapor mental.

  4. Eu gostaria de saber em que mundo os jornalistas vivem. Se o Bolsonaro é o único contra a prisão domiciliar; por que será então, que só não existe circulação de pessoas onde os governadores colocaram a policia para fechar os estabelecimentos.

    Se um qualquer um dessas alices (jornalistas), forem ao bairros, verão que as pessoas estão para cima e para baixo; ou seja, as avenidas que levam aos empregos, estão vazias, mas nos bairros, estão todos de férias para cima e pra baixo.

    PS: C.N; já que você “nos nominou” como robô do carluxo; então, quer que eu seja o 1, ou 2 ?

  5. ” O Brasil não pode parar “, é um slogan velho demais, surrado demais, requentado demais, não cola mais, muito embora a aposta seja na brutal falta de memória de grande parte da população, que parece sofrer de amnésia. O slogan atual é o Brasil não pode continuar parado no continuísmo da mesmice do sistema apodrecido, manipulado pelo golpismo ditatorial, o partidarismo eleitoral e seus tentáculos, velhaco$. Vale dizer, o Brasil não pode continuar parado no velho lugar comum, o Brasil tem que se transformar, evoluir, porque até as pedras mudam de lugar, sobretudo, para não ficar na rabeira do mundo civilizado, como propõe a RPL-PNBC-DD-ME, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, porque evoluir é preciso, Megaprojeto esse que, caso não tivesse sido barrado no baile das últimas eleições, pela direita, esquerda e centro, mancomunadas, o Brasil, certamente, não seria esse fim de feira que ai está há algum muito tempo, acossado por urubus de todos naipes e matizes, dengue, zika, Chikungunya, raposas, hienas, coronavírus etc. e tal. Se grande parte da nossa mídia tb não fosse lerda demais, e nem interesseira demais, facciosa, já teria descoberto e posto na cena política aquele Leão ao qual Bolsonaro pediu socorro naquele famoso vídeo. Será que não sacaram que é naquele cara, ou naquele Leão, que o Bolsonaro, traído pelo subconsciente, confessou que bota fé ?

  6. Enquanto o legislativo vem indiretamente governado o Brasil, o judiciário se encarrega de conter os impulsos desastrosos do Bolsonaro., evitando que aconteça o caos.
    Sabe-se, que o aglomeração de pessoas possibilita a disseminação do covid-19, mas as empresas de transporte de massa não estão nem ai, diminuíram drasticamente suas frotas, obrigando os passageiros viajarem comprimidos uns aos outros.
    Medidas que os governos teriam que tomar: obrigar os donos dos transportes de massa a colocar toda a frota em funcionamento.
    Como os centros das cidades possui o maior número de empregos, fazendo que uma multidão se desloque dos subúrbios para os grandes centros das cidades, equacionar os horários de entrada e saídas dos empregados nas empresas, estipulando dois, ou três horários diferentes de entrada e saída das empresas. Com essas medidas os trabalhadores teriam condições de viajarem mais confortáveis e sem aglomeração.
    Acontece que a iniciativa privada não tem compromisso social, seu compromisso é o Lucro. Por isso, serviços essenciais, de utilidade pública como barcas, metro, BRT e trens não podem servir de enriquecimento de uns poucos em prejuízo da população. Transporte de massa deve ser para atender o povo e o trabalhador e não enriquecer uma meia dúzia de empresários

    • As hienas não descansam, e nem dão sossego para o rebanho de ovelhas, nem mesmo na quarentena, os tributos, boletos e afin$, enquanto vírus malditos, não param de chegar em nossas casas.

  7. Uilha Vaca tá serto.
    Mudando de assunto, os chineses vão despejar dinheiro a rodo na mídia desmamada, se Lula ainda estivesse com a tal caneta, poderia chamar o Bill Gates de um simples esmoler.
    A Globo e a Band já provaram um tira-gosto do que será o banquete.
    O que vai aparecer de jornalista sinoafetivo desde criancinha não tá no gibi, já tem gente lambendo os beiços. Hehehehe. Eu si divirto.

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