Janot está perseguindo adversários de Dilma que receberam doações legais

Janot agora tenta “criminalizar” as doações legais

André de Souza
O Globo

No mesmo dia em que o presidente interino, Michel Temer, reuniu-se no Palácio do Jaburu com o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) e o senador Romero Jucá (PMDB-RR), e determinou que todo o primeiro escalão do governo seja consultado para que quem tiver envolvimento com irregularidades peça para sair do governo, mais um ministro foi envolvido na Lava-Jato. Desta vez, foi Mendonça Filho (DEM-PE), da Educação. Nesta sexta-feira, após retirada de sigilo de um dos processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), descobriu-se que, em janeiro deste ano, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu abertura de investigação para apurar se o atual ministro da Educação recebeu propina de empreiteira investigada na Operação Lava-Jato. Na época, Mendonça era deputado federal, e só assumiu o ministério em maio.

DOAÇÃO DA UTC – O pedido de investigação está em inquérito cujo alvo é o ex-ministro da Comunicação Social Edinho Silva. No caso de Mendonça, há suspeita em relação a uma doação eleitoral de R$ 100 mil feita pela UTC em 2014. Janot identificou que a empresa fez duas doações nesse valor, uma em 5 de agosto de 2014 e outra em 5 de setembro de 2014, ao diretório nacional do DEM.

“Além da pessoa do ministro Edson Antonio Edinho da Silva, foram encontrados indícios de possível recebimento de propina por parte do Deputado Federal José Mendonça Bezerra Filho, do DEM/PE, consistente em imagem arquivado em um dos celulares apreendidos em poder de Walmir Pinheiro, compatível com folha impressa identificando o partido Democratas e informando dados bancários de uma conta para doações de campanha eleitoral para o ano de 2014, havendo manuscrito de R$ 100.000,00 (cem mil reais) e do nome do Dep. Mendonça Filho, além de registro impresso do tesoureiro do partido, Romero Azevedo”, escreveu Janot.

MINISTRO NEGA – Walmir Pinheiro, ex-executivo da UTC, é um dos delatores da Lava-Jato. Ele também fez acusações incriminando Edinho. Em nota, o ministro negou ter recebido doação da UTC em 2014.

“O deputado foi, à época, procurado por interlocutores da UTC oferecendo doação legal no valor de R$ 100 mil. Neste contato, Mendonça Filho disse que não queria essa doação, mas se a empresa quisesse doar para o partido o fizesse. A doação foi feita ao partido de forma legal e está registrada na prestação de contas do partido de 2014, junto à Justiça Eleitoral”, diz trecho da nota.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO quadro vai ficando cada vez mais nítido.  Ao invés de direcionar seus esforços prioritariamente para a corrupção desenfreada, as propinas nas obras públicas e o caixa dois das campanhas eleitorais, o procurador-geral Rodrigo Janot sobrecarrega o Ministério Público e o Supremo com “indícios de possível recebimento de propina” de uma doação oficial, no valor de R$ 100 mil e que significa caixa um, em ato inteiramente legal e legítimo, que não pode ser inquinado de criminoso em nenhum tribunal de país civilizado, pois o que é feito dentro da lei não poder ser criminalizado. Afinal, o que pretende Janot? Na verdade, o procurador só demonstra esse injustificável rigor em relação aos adversários da presidente Dilma Rousseff e membros do novo governo. (C.N.)

12 thoughts on “Janot está perseguindo adversários de Dilma que receberam doações legais

  1. Quanto irá custar aos cofres públicos o apoio cabralino ao Temer ???

    A Franstemer arrumou prá cabeça…

    Após calamidade no Rio, governo federal teme efeito dominó nos Estados
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    Embora o Planalto tenha evitado falar em negociação separada com o governo do Rio de Janeiro, a tendência é que a Fazenda feche acordos diferenciados com Rio, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, Estados que se encontram em situação financeira mais calamitosa. “A situação deles é muito difícil. Será inevitável uma negociação separada. Não há como não ter acordo específico para esses Estados”, disse um integrante do governo ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.
    O governo federal tem preocupação de que o decreto de calamidade financeira, feito na sexta-feira (17) pelo Rio, cause efeito dominó nos outros Estados, o que poderia criar uma “conturbação social”. A União deve mesmo socorrer os Estados, mas apresentando como contrapartida um pacote disciplinar adicional.
    A crise financeira desses Estados é tão grave que a contraproposta apresentada pela equipe econômica para alívio de curto prazo nas finanças dos governos estaduais não resolve o problema individual de cada um dos três. Em reunião com os secretários de Fazenda dos Estados, na semana passada, a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, indicou que o governo vai buscar uma solução individual para os três, mas fechará as portas para uma nova negociação sobre o endividamento.
    http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/06/18/governo-federal-teme-efeito-domino-nos-estados.htm

  2. O empoeirado PMDB do Rio….

    Do helicóptero com cocaína
    Gustavo Perrella é nomeado secretário nacional de Futebol
    Ele ficou famoso após helicóptero com 445 kg de cocaína ser apreendido
    Publicado: 17 de junho de 2016 às 17:19
    O ministro do Esporte Leonardo Picciani (PMDB) nomeou nesta sexta-feira o ex-deputado estadual em Minas Gustavo Perrella, que ficou famoso em todo País após um helicóptero de sua empresa ser apreendido pela Polícia Federal com 445 kg de cocaína em 2013, para o cargo de Secretário Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor.
    Na ocasião, o piloto do helicóptero, que foi detido em flagrante, era funcionário do gabinete de Gustavo Perrella na Assembleia de Minas e foi exonerado após o episódio. Além disso, o então deputado mineiro utilizou R$ 14 mil de sua verba indenizatória para abastecer a aeronave, que foi devolvida à empresa da família Perrella por decisão da Justiça Federal, em agosto de 2014.
    Gustavo Perrella chegou a ser investigado pela Polícia Federal, que concluiu que ele não teve envolvimento com o tráfico de drogas, poi o piloto teria pego a aeronave sem o conhecimento da família. A apreensão do helicóptero foi parte de uma operação da PF que revelou uma organização criminosa comandada por empresários brasileiros era responsável pelo transporte de cocaína das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) da Venezuela para Honduras, onde toneladas da droga eram entregues aos cartéis mexicanos de Sinaloa e Los Zetas.
    O grupo comprava códigos de identificação do controle aéreo venezuelano que, assim, deixava de abater o avião. Cada voo pagava até US$ 400 mil de propina a militares da Venezuela.
    Gustavo Perrella é filho do senador Zezé Perrella (PDT-MG), um dos representantes da bancada da bola no Congresso. (AE )

  3. Por que sumiu — Sumiu por que ???

    CAPÍTULO III

    Boletim

    Art. 255. Boletim é o documento interno em que são publicados os fatos e ordens de uma que uma Organização deve ter conhecimento.

    Art. 256. Os boletins serão publicados nos dias de expediente e podem ser diários ou não atendendo às necessidades de Organização.

    Art. 257. O original do boletim terá a assinatura autógrafa do Comandante e dêle serão tiradas copias autênticas para distribuição aos órgãos internos e às Organizações interessadas.

    1 – os originais de boletim ficarão no arquivo da Organização devendo ser periodicamente encadernados; cada volume deverá possuir um índice dos nomes e assuntos tratados;

    2 – os órgãos de uma Organização deverão encadernar ou brochar, periodicamente, os boletins que lhes forem distribuídos.

    Art. 258. O boletim deverá estar pronto meia hora antes do termino do expediente: para isso havendo acúmulo de matéria, a parte que não exija conhecimento imediato poderá constituir assunto do boletim seguinte.

    Art. 259. O boletim deve ser lido à Organização, no dia de sua publicação em formatura, ao toque respectivo.

    1 – as formaturas para leitura do boletim realizam em locais previamente determinados;

    2 – os oficiais poderão ser dispensados dessas formaturas; nêste caso, haverá em local pré-estabelecido uma cópia do boletim para a leitura e a aposição do “ciente”.

    Art. 260. As ordens urgentes, que importem em providências anteriores à leitura do boletim, serão levadas ao conhecimento dos interessados, da forma mais rápida possível.

    Art. 261. O boletim é dividido em quatro partes:

    1ª Parte – Serviços Diários e Instrução – onde são discriminados os serviços a serem feitos e transcritos todos os assuntos referentes à instrução.

    2ª Parte – Pessoal – onde são publicados todos os assuntos relativos ao pessoal militar e civil.

    3ª Parte – Assuntos Gerais e de Administração – Onde são publicados todos os assuntos que interessem à Organização e não estejam enquadrados nas 1ª, 2ª e 4ª Partes.

    4ª Parte – Justiça e Disciplina – Onde são publicados os assuntos relacionados com a Justiça, com punições e com recompensa.

    Art. 262. Sempre que necessário, poderá fazer-se aditamento ao boletim.

    Art. 263. Os boletins internos receberão numeração seguida em cada ano civil.

    Art. 264. Os boletins do ponto de vista da salvaguarda das informações e conforme a natureza dos assuntos de que tratam, serão classificados como ostensivos (comumente chamados ordinários, reservados ou confidenciais.)

    Art. 265. O desconhecimentos dos assuntos publicados em boletim não justifica falta;

    Art. 266. Sempre que fôr o caso, deverão ser organizadas Pastas de Ordens de Serviço onde serão colecionadas as ordens em vigor publicadas ou não em boletim e que devam ser conhecidas.

    1 – essas pastas deverão ser distribuídas à sala do Oficial de Dia e, a critério do Comandante, aos outros órgãos internos.

    Art. 267. Os Órgãos do Alto Comando e da Alta Administração da Aeronáutica além do boletim interno poderão publicar um boletim externo sôbre assuntos específicos dêsses Órgãos de interesse geral da Aeronáutica. A forma dêsse boletim deve atender à variedade e quantidade dos assuntos a serem publicados.

    capítulo iv

    Relatórios

    Art. 268. Os relatórios periódicos quando não fixados outros períodos, serão quadrimestrais e anuais.

    Art. 269. Os relatórios, em princípio, devem atender na sua confecção, ao esquema do Anexo 6.

    Art. 270. Os relatórios quadrimestrais deverão ser remetidos até o último dia do mês que se segue ao quadrimestre respectivo; somente se farão os do 1º e 2º quadrimestres, sendo os assuntos relativos ao 3º quadrimestre incluídos no relatório anual.

    Art. 271. Os relatórios anuais devem, quanto à remessa, atender as seguintes datas:

    1 – para os órgãos competentes de uma Organização a data será marcada pelo respectivo Comandante, de modo que permita a elaboração do relatório da Organização dentro dos prazos de remessa abaixo fixados;

    2 – para as Organizações subordinadas aos Comandantes de Zonas Aéreas e de Grandes Unidades e aos Diretores Gerais, até o dia 10 de janeiro;

    3 – para as Organizações que devam remeter seus relatórios ao Ministro da Aeronáutica, até o dia 20 de janeiro.

    Art. 272. Ao relatório de uma Organização poderão ser anexados, por cópia, relatórios dos órgãos subordinados, ou documentos elucidativos julgados necessários.

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