Jaqueline Roriz escapou da cassação, mas não se livrou da Justiça, Tem 15 dias para se defender no Supremo.

Carlos Newton

Na Câmara, ela escapou com facilidade, sob o argumento de que a corrupção era anterior ao mandato. Mas no Supremo Tribunal Federal (STF), a conversa é outra. O ministro Joaquim Barbosa determinou a citação da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), para que apresente resposta à denúncia oferecida contra ela pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

A deputada foi denunciada pela prática do crime de peculato e terá 15 dias para apresentar sua defesa. A acusação é a de sempre. O procurador-geral sustenta que, na condição de candidata a deputada distrital, ela recebeu  “maços de dinheiro das mãos de Durval Barbosa”, conhecido como o delator do mensalão do DEM no Distrito Federal, esquema de corrupção que envolvia o pagamento de propina para parlamentares distritais em troca de apoio político ao governador José Roberto Arruda.

O procurador Roberto Gurgel juntou aos autos depoimentos prestados por Durval Barbosa, bem como gravação por ele fornecida da famosa cena em que Jaqueline Roriz recebeu R$ 50 mil em dinheiro. São fatos que não podem ser desmentidos, não é mesmo?

O grande problema é que os processos se eternizam no Supremo, criam raízes que se entranham nas paredes, para sairem de lá é uma dificuldade inaudita. E vamos em frente, fellinianamente, como “la nave va”.

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