Jaula para os animais

Carlos Chagas

Os exemplos sucedem-se com rotineira violência. Esta semana mesmo um estuprador que ficou treze anos preso ganhou liberdade condicional, apesar de condenado a 57 anos de cadeia. No mesmo dia atacou seis meninas, sendo felizmente encontrado pela polícia.

Merece o quê, esse animal? Fosse na China e logo estaria julgado e condenado a receber um tiro na nuca, com sua família pagando pela bala. A tentação é de sustentar a pena de morte, mas devemos resistir a essa prática contrária à Humanidade. Mas pelo menos prisão perpétua, sem direito a nenhum benefício além de ser alimentado pelo poder público.

Todos os dias lemos nos jornais tragédias imperdoáveis, como o pai que estupra a filha, indivíduos que abusam de crianças, até bebês, ou o caso da médica que matava pacientes internados pelo SUS numa UTI, com a finalidade de abrir vaga para quem pudesse pagar. Crimes hediondos verificam-se a dar com o pé, como de filhos que assassinam os pais, ou traficantes que queimam seus devedores e os enterram o alto do morro. Ou donos de terra que fuzilam os sem-terra.

Há necessidade absoluta de uma reação nacional. Que se mude o Código Penal e se dote a sociedade de meios para punir esses animais com jaulas permanentes. Numa hora em que se sustenta tanto os direitos da pessoa humana, que tal pensar numa forma de evitar, pelo exemplo e a intimidação, que novas vítimas venham a ser sacrificadas pela omissão do poder público? Caberia ao Congresso debruçar-se nessa questão.

PERDOAR O PERDÃO

Perdoar o perdão é mais difícil do que perdoar calúnias, difamações e injúrias. Faz um inimigo quem abre mão de receber uma dívida ou responde a uma agressão com gestos de boa vontade.

Os lances iniciais da sucessão presidencial começam a revelar essa contradição.

A MODA PEGOU

O PT começou e a moda pegou. Por terem votado em Tancredo Neves, no Colégio Eleitoral, três deputados foram expulsos do partido. Agora é o PSOL, que sacrifica mais três de seus filiados pelo fato de terem comparecido à festa de criação da Rede, de Marina Silva. Mais do que fundamentalismo, trata-se de burrice.

SEPARATISMO?

Até hoje acusa-se injustamente São Paulo de haver tentado separar-se do Brasil, na Revolução de 32. De propósito, o governo Getúlio Vargas confundiu a defesa de uma Constituição para o país com ideais separatistas.

Pois agora não há confusão: existem paulistas no PSDB que querem separar-se do partido, sob o argumento de que Minas não deve dar o candidato presidencial, tornando-se necessário mais outro paulista. Que se cuide o governador Geraldo Alckmin para não cair nessa armadilha.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *