João Paulo Cunha se compara a Getúlio Vargas, mas faltou suicidar

Carlos Newton

Vejam só a que ponto chegou a política brasileira. Depois de um voto pela absolvição no caso do mensalão, o deputado federal João Paulo Cunha (PT) comparou sua situação à do presidente Getúlio Vargas, que se suicidou no dia 24 de agosto de 1954, e disse que caminha para “lavar a alma”.

O candidato a prefeito de Osasco João Paulo Cunha em campanha na zona norte da cidade João Paulo, o novo Vargas

“Às vezes nem todo mundo consegue chegar a setembro. Getúlio Vargas, por exemplo, em 1954 não chegou”, disse o petista, na inauguração de um comitê de campanha a prefeito de Osasco.
Segundo o repórter Daniel Rocaglia, da Folha, que acompanhou o discurso histórico de João Paulo Cunha, ele disse que Getúlio “se matou porque a elite brasileira, os ricos e poderosos pressionavam e diziam que por baixo do Palácio do Catete jorrava um mar de lama e corrupção.”

Ele ainda relacionou o caso de Getúlio com as críticas que o ex-presidente Lula sofreu. “Vocês sabem que o Lula foi muito atacado.”

Citando uma música do compositor Beto Guedes, João Paulo disse que vale a pena “sonhar” e falou da primavera.

“Setembro é um mês bonito, encerra o frio e as flores desabrocham com a chegada da primavera. (…) Quem acreditar nesse time que está aqui vai poder fazer uma caminhada no mês de setembro, que será para a gente lavar a nossa alma.”

Bem, até agora o julgamento de João Paulo está um a um, faltando nove votos. Para o deputado petista, porém, a fatura já estaria garantida.

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