Joaquim Barbosa, modestamente, torna-se um herói nacional

Carlos Newton

Os jornais noticiam que o relator do processo do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Joaquim Barbosa, recusou o título de “herói” e disse ser apenas um “barnabé” do processo.

A expressão foi usada quando o ministro, mesmo escoltado por um pelotão de seguranças na saída da posse no Superior Tribunal de Justiça, foi abordado por duas mulheres que o chamaram de “nosso herói”. Ele reagiu: “Que isso, gente, sou só o barnabé do processo”.

Como se sabé, barnabé é uma palavra de uso pejorativo para designar funcionário público, principalmente o de nível hierárquico baixo.

Barbosa ainda evitou fazer considerações sobre as questões do julgamento. Indagado sobre o andamento do processo, porém, disse que “está tudo indo bem”.

Hoje, ele retoma a leitura de seu voto sobre a parte da denúncia que trata de gestão fraudulenta e envolve quatro réus ligados ao Banco Rural.

A tendência é que ele vote pela condenação da dona do Banco Rural, Kátia Rabello; do ex-vice-presidente da instituição, João Roberto Salgado; do vice-presidente Vinícius Samarane; e da ex-vice-presidente Ayanna Tenório.

O relator afirmou que espera o encerramento do julgamento até o fim do mês.

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