Joaquim Levy pediu demissão neste domingo, para não ser demitido na segunda-feira

Resultado de imagem para joaquim levy

Levy foi demitido “pelos jornais” e teve de sair

Alexa Salomão, William Castanho e Bernardo Caram
Folha

O economista Joaquim Levy renunciou à presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) neste domingo (16). A saída de Levy do banco de fomento é mais uma crise do governo Jair Bolsonaro.  “Solicitei ao ministro da Economia, Paulo Guedes, meu desligamento do BNDES. Minha expectativa é que ele aceda”, disse Levy, citando mensagem enviada a Guedes.

O economista afirmou que agradece a lealdade, dedicação e determinação de sua diretoria. “Agradeço ao ministro o convite para servir ao País e desejo sucesso nas reformas.”

“POR AQUI…” – No sábado (15), o presidente disse estar “por aqui” com o economista. Ele afirmou que Levy estava “com a cabeça a prêmio” havia algum tempo. O estopim, segundo Bolsonaro, foi a indicação de Marcos Barbosa Pinto para a diretoria de Mercado de Capitais do banco. Ele integrou o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Levy chegou ao comando do banco a convite de Guedes. Assim como o ministro, ele fez doutorado na Universidade de Chicago —reduto do pensamento econômico liberal.

Ele trabalhou em dois governos petistas. Primeiro foi secretário do Tesouro Nacional de Lula. Depois, como ministro da Fazenda de Dilma Rousseff (PT), no primeiro ano do segundo mandato, enfrentou obstáculos para ajustar as contas públicas e saiu do governo.

GUEDES NOMEOU – A resistência de Bolsonaro a Levy vem desde o governo de transição. Presidente eleito, em novembro de 2018, ele disse que, ao aceitar a indicação, precisava “acreditar em Guedes”.

Na ocasião, Bolsonaro afirmou que “houve reação” ao nome de Levy por ele ter “servido à Dilma e ao [ex-governador do Rio do Janeiro Sérgio] Cabral”. Ele foi secretário de Finanças.

Antes de assumir o cargo de presidente do BNDES, Levy foi diretor financeiro do Banco Mundial, em Washington. Também trabalhou como técnico do FMI (Fundo Monetário Internacional). No setor privado, o economista foi diretor do Bradesco.

DIRETOR SE DEMITE – O diretor Marcos Barbosa Pinto, neste sábado, enviou uma carta a Levy, à qual a Folha teve acesso, para renunciar ao cargo. Bolsonaro havia dito pouco antes que o presidente do BNDES tinha de demitir o advogado ou seria demitido até esta segunda-feira (17).

O advogado, que foi assessor e chefe de gabinete da presidência do BNDES em 2005 e 2006, afirmou ter “muito orgulho” da própria carreira.

Ele, informalmente, ajudou o governo petista na elaboração de projetos de PPPs (Parcerias Público-Privadas). Em entrevista à revista Capital Aberto, Barbosa Pinto disse que colaborou na criação do Prouni, programa que concede bolsas a alunos carentes, com então ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), em 2008.

###
NOTA DA REDAÇÃO
Outro motivo para demitir Levy: o ministro Guedes esperava que o BNDES repasse ao governo R$ 126 bilhões neste ano, mas Levy não se comprometeu com a cifra. Os recursos são considerados indispensáveis para o ajuste fiscal do governo. Houve outros motivos, que depois a gente conta. (C.N.)

15 thoughts on “Joaquim Levy pediu demissão neste domingo, para não ser demitido na segunda-feira

  1. Levy no meu entendimento teve papel decisivo no governo Dilma para as contas do país não irem mais rápido para o buraco, mas agora, na presidência do BNDES foi incompetente, nomeando diretores ligados ao PT e a Náercio. Certo Bolsonaro, não precisou nem demitir, diretor e presidente já se demitiram. Paulo Guedes está na berlinda, pois não tomou atitude. Segue o jogo.

  2. “Outro motivo para demitir Levy: o ministro Guedes esperava que o BNDES repasse ao governo R$ 126 bilhões neste ano, mas Levy não se comprometeu com a cifra.”

    Bolsonaro está certo, desde o inicio alertou que aceitou Levy, por consideração a Guedes, mas em seis meses teria que devolver o dinheiro a união e abrir a caixa preta do bndes. Não fez o trabalho, então é rua.

  3. Vamos aguardar, pois o “presidente” deverá nomear um evangélico para o cargo, mesmo que incompetente, mas que seja leal, digo, obediente, digo, ainda, mais um para servir aos interesses do “presidente”.(massa de manobra)

    Caso não consiga, tem um candidato fortíssimo para ocupar o cargo, qual seja, o amigo do presidente que faz “rolos” e “dinheiro”, o competitissimo Queiroz.

    Esse tem o apoio da família bolsonaro.

  4. 23:59 – “Borsonaro é quem manda nessa bodega de governo, sô!!! Estão pensandio o quê????? Borsonaro nomeia e desnomeia quem ele quer!!!!!!! Artoridade é isso aí!!!! Êta presidente mais porreta, sô!!!!!”

    ———————————————–

    00:00 – “Ainn, a culpa pela nomeação do Levy é todinha do Paulo Guedes!!!!!! Borsonaro nunca quis o Joaquim Levy!!!!!! Ele só nomeou Levy por influência do Paulo Guedes!!!!!!!!”

    (Escrito em MODO BOLSONETE HISTÉRICA/VOLÚVEL E PELANCUDA)

  5. Levy não fez a lição de casa, se demitiu…
    Corretíssimo!!!
    Levy, em concordância com a Cumpanheirada, não abriu a CAIXA PRETA, prioridade nº 01 do Governo
    comprometido com a nação.
    Vamos aguardar a “queda” do Ministro PG.
    Não deve demorar…
    Bolsonaro tá passando o rodo!!!!

  6. Aguardar quem ele irá colocar no Banco.
    O corporativismo ali é fortíssimo.
    Abrir a caixa preta, e tem que abrir, vai ser difícil, mas tem que ser feito, pois desvendará os escândalos das operações financeiras, internacionais e domésticas, do pt , o ladrão mor, a imbecil, o Mantega, o Luciano Coutinho, e uma série de funcionários petistas.

  7. Junior

    Você sabe qual a diferença entre esquerda, centro e direita no Brasil ? Pois toma lá : esquerda, rouba com a mão esquerda; direita, rouba com a mão direita; centro (o mais perigoso) rouba com as duas.

    O Brasil é o STAR TRECO: num futuro muito distante… mas muito distante mesmo… (talvez um bilhão de anos)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *