Jornada Mundial da Juventude remete à utopia cristã de uma sociedade justa e perfeita

Jomar Morais

O escritor e ativista social Frei Betto costuma dizer que a droga tornou-se epidêmica em vasta parcela dos jovens brasileiros porque falta a estes uma utopia. Assino embaixo.

No passado, multidões juvenis sonharam com uma sociedade justa e perfeita e, por essa causa, enfrentaram poderosos e derrubaram impérios.

Não há tempo – nem motivação – para viajar na droga quando se está imerso na viagem fantástica da construção de uma nova era. A utopia, no sentido de situação ideal em que vigorem instituições equânimes, sempre nos remete ao coletivo, à preocupação com o outro, ao senso de justiça.

Na droga prevalece a corrupção do ideal do absoluto, em meio à ilusão de que o indivíduo basta a si mesmo e o seu prazer, ainda que fuga da frustração e da dor, é a meta de uma vida.

O delírio utópico atravessa o tempo, alterando estruturas, movido por crenças e teorias. Catalizado por ideologias, ganha força e, também por causa delas, conhece em seguida o declínio, sabotado pelas pulsões egoicas no jogo do poder. Ergue e derruba regimes políticos e altera paradigmas e logo se perde na armadilha das fórmulas e formas para renascer mais à frente em novo ciclo criativo.

A utopia fez surgirem heróis e mártires e expôs à luz a força e a ternura incomensuráveis da condição humana.

Mas, com todo o respeito aos delirantes de outros matizes, penso que nenhuma utopia, até hoje, foi maior e mais demolidora que a do jovem judeu que anunciou um reino.

A proposta de Jesus é radical e isso explica o seu destino trágico na cruz. Ela mina as bases do poder temporal e a do poder clerical, sustentado por ideologias religiosas. É trator que não deixa pedra sobre pedra do edifício de nossas crenças e valores convencionais.

INCOMODAR O MUNDO

A verdade é que não há como ser cristão sem incomodar o mundo, aqui entendido como a lógica que cria e sustenta os sistemas abomináveis que discriminam, manipulam e oprimem os homens.

Para os que não crêem, somos loucos, já dizia o apóstolo Paulo. A mensagem cristã é inclusiva, o reino é o abraço à natureza, um fazer-se um com todos e com Deus.

O reino é plenitude no frescor e na simplicidade da vida, eterna partilha na qual os dons do amor se multiplicam. E isso não atende aos interesses do mundo, que se alimenta da carência e do medo, na cela imensa da avareza.

Não sou católico, mas emociono-me com a atual Jornada Mundial da Juventude em torno de um papa que, inspirado no “louco” de Assis, parece esforçar-se por retirar sua igreja do pântano em que se meteu ao se deixar seduzir pelo império desafiado nos tempos apostólicos por um exército de excluídos.

A utopia cristã não morreu e, penso, jamais morrerá. Apóstolos e mártires sempre brotaram no altar da vida. Ver, no entanto, tantos jovens dispostos a sonhar e a agir, como fez Francisco de Assis há 800 anos, renova-nos na coragem e na alegria de viver. (transcrito do Diário do Centro do Mundo)

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20 thoughts on “Jornada Mundial da Juventude remete à utopia cristã de uma sociedade justa e perfeita

  1. A percepção da condição humana é fundamental para não se incorrer no equívoco de que a mente humana pode resolver tudo. Não basta imaginar e colocar em prática o que se pensa e tudo se resolve.
    Sem conhecimento da fenomenologia da mente ou consciência não se tem o apoio fundamental para se ter alguma noção da condição humana. Disso só resultam delírios.
    Há mais no universo que imagina a nossa vã filosofia.
    Revogar as leis de uma natureza de milhões de anos é a pretensão do ideal, que termina em ideologia e religião com suas fantasias de mundo perfeito e falsa-moral.
    O resultado é o que se vê:
    Pessoas trocam o óbvio por crenças.
    Exemplo: Dar dinheiro do povo brasileiro, que moram em barracos em cima de lixões, para governos estrangeiros, perdoando dívidas e ainda emprestando mais, como fez Dilma há pouco, por razões ideológicas.
    O óbvio já mostra o que tem que se fazer.

  2. Mais um amontoado de tolices. O autor do texto deve desconhecer que as maiores tragédias que tivemos no século XX, (nazismo, comunismo, gulags, fascismos, engenharia social, “um novo mundo possível”,) todas estas misérias que resultaram em carnificinas, foram fruto das utopias.
    Toda utopia resulta em distopia, porque o mapa é diferente da realidade. Quando os utópicos não conseguem “enquadrar” a realidade dentro dos seus “mapas”, quando a realidade se mostra diferente, porque a realidade é em si incognoscível na sua totalidade, e revela apenas a sua espuma, começa ai a caça as bruxas, as matanças, os expurgos, extermínios, daqueles discordantes, críticos.
    Foi assim com todas as utopias. Vide 1984,Orwell, Admirável Mundo Novo, Huxley, entre outros.
    O Cristianismo não é e nunca foi uma utopia. O Cristianismo é fruto da revelação divina aos homens, Cristo foi anunciado por profetas, que nada tem a ver com utopias.
    O texto me parece mais uma intoxicação socialista, visando apenas relacionar Cristo aos ideais socialistas, que nada têm em comum.
    Como não poderia ser diferente, as palavras do Sr. Frei Beto, são sempre equivocadas. Segundo o autor: “O escritor e ativista social Frei Betto costuma dizer que a droga tornou-se epidêmica em vasta parcela dos jovens brasileiros porque falta a estes uma utopia”, NA VERDADE, A UTOPIA É QUE É A MAIOR DAS DROGAS, POIS LEVA O HOMEM A MATAR, ASSASSINAR, DESTRUIR, SEM O MENOR REMORSO, CONTANTO QUE SIGA A ORIENTAÇÃO DA SUA UTOPIA PREFERENCIAL.

  3. “A religião é um pouco verdadeira para os pobres, falsa para os sábios, e útil para os governantes”
    Sêneca (Filósofo – 400 a.C)

    Durante a propalada ad exaustam Jornada Mundial da Juventude, verificamos no acompanhamento dos telejornais o quanto é benéfico para o Estado fomentar ou reforçar no povo as crendices, fortalecendo o senso religioso contido em quase todos os indivíduos. A religião é um instrumento de governança, na verdade o melhor! Os estudiosos de filosofia política o sabem muito bem. Nicolau Maquiavel, em sua principal obra, O Príncipe, explicita bem o trato psicológico incorporado por todo governante em sua arte de governar: “Se for necessário que um príncipe torne-se cristão para que mantenha seu governo, que assim o faça, pois o príncipe tem a função de manter o Estado à todo custo.”

    No caso de Estados teocráticos indiretos, como o Brasil, aonde os valores da religião interferem diretamente nas direções tomadas pelo Estado, os governantes possuem como obrigação a manutenção das religiosidades vigentes, colocando-as a seu lado na hora de governar. Em favelas invadidas pelas forças militares do Estado, repletas de igrejas evangélicas e católicas, o que não faltou nessa JMJ foi o apoio Estatal na realização de mais esse circo (religioso) para entreter os pobres e cegá-los mais do que já são, fazendo com que não enxerguem por de trás da Matrix.

    Louis Althusser, escreveu um livro chamado: Aparelhos Ideológicos do Estado, aonde ele,enumera uma lista de instituições da era moderna que foram transformadas em Agentes reprodutores da ideologia dominante, dentre eles estão: a família, a igreja, a escola e a mídia. Contudo, Althusser viveu e escreveu no século XX, enquanto que nós temos um exemplo magistral de quem no século III já operava com esta lógica de controle e em seu reinado como imperador romano teve total sucesso nesta empreitada.

    “O processo de dominação iniciado por Constantino, que tinha como objetivo implantar o novo modelo, teve de adaptar o credo cristão, de modo a sepultar de vez o niilismo da Igreja primitiva e instalar um novo modelo à partir daí”.

    A autópsia da igreja (pag. 37)

    Hoje vemos os pobres moradores de comunidades carentes do Rio de Janeiro de joelhos, felizes por participarem de uma encenação co-patrocinada pelos impostos de todos, cristãos e não cristãos, quando olvidam, por alguns dias que seja, a chibata que os oprime há séculos, tudo em nome de um culto à personalidade de alguém que em nada difere de nosotros, simples mortais. E fala-se muito, nesses dias, em Maria, Deus, Jesus, esquecendo-se que esse mesmo Jesus profanou o Judaísmo, entendido tanto como poder político tribal, “estatal”, quanto poder político religioso. Roma, como poder secular condenou á Jesus como criminoso; Jesus, o fora da lei, das duas leis; no fundo Jesus aborrece tanto á Roma quanto ao Judaísmo, tanto ao Estado quanto á religião: esta é a imagem da figura mais enigmática de toda a História; um subversivo, um delinquente perigoso. Não se posiciona nem ao lado de um, nem de outro. Somente reconheço o evangelho quando este o é subversivo e perigoso ao Estado e á religião!”

    A autópsia da igreja (Pag. 63)

    Tanto a religião como o Estado, ou seja, instituições do mundo, declaram seu ódio e inimizade ao filho de Deus; simbolizando sua rejeição à religação feita por ele através da pregação do reino de Deus. O ódio que a classe sacerdotal tinha de Jesus e de sua mensagem, juntamente com o prazer que o soldado tinha em torturá-lo, dão testemunho público de que o sistema humano é contrário ao Salvador, rejeita-O, e depois O mata.

    “É somente reconhecido por nós o evangelho legítimo quando este o é subversivo! Aquele carpinteiro de Nazaré deve ser resgatado como foi em vida, e principalmente, na morte; como um criminoso, procurado vivo ou morto. A sua classificação pública é a do desviante. Fariseus e Saduceus, a classe de sábios judaicos predeterminados ao domínio, odiaram Jesus com um ódio acima do normal, e não só as palavras por ele proferidas, mas a sua própria presença gerava essa antipatia”.

    A autópsia da igreja (Pag. 63)

    E como ocorre os desvios de conduta?

    “Mas aos poucos, historicamente muitos deixam de ser perigosos ao Estado e à religião, acostumam-se aos elogios, são de maneira sutil cooptados, tanto pelo Estado quanto pela religião. O sentimento de segurança gerado pela religiosidade em alguns é por demais irresistível, enquanto que a inquietação típica de um discípulo de Jesus a estes não convém muito”.

    A autópsia da igreja (Pag. 64)

    “De semelhante modo, as vantagens adquiridas pelo alinhamento com o Estado também são de alto nível sedutoras para aqueles cuja feição moral sempre lhes internalizou uma ambição sem limites; um assento na cadeira dos ricos, o usufruto de quaisquer meios para se alcançar essa projeção; são estas as pálidas imagens daqueles cuja faceta explicitam o inverso do julgamento que o alto clero judaico fizera à cerca de Jesus. O inverso do nazareno, o seu contrário ou a sua confrontação: o cidadão obediente, os crentes da divinização do Estado, os que se sentem confortáveis com o sentir dever cumprido em um término de votação para presidente ou outro representante”

    A autópsia da igreja (Pag. 64-65)

    Eu digo não ao Vaticano com toda a sua pompa! Além de ser uma ‘cristianização’ de ritos pagãos, ele simboliza ano após ano a antipatia do ser humano à vida e obra de Jesus.Jesus era, e ainda é um escândalo, tanto para o Estado quanto para a religião.
    O Vaticano, a ICAR, o papa e todo o seu aparato, esse sistema, enfim, criado para discriminar, manipular e oprimir a Humanidade – é só estudar um pouco de História, mormente a história de Inacio de Loyola e sua Companhia de Jesus, ordem a qual, aliás, pertence o atual papa, para se enxergar quão distante está esse sistema da ICAR da utopia do Nazareno! Fundada, aliás, pelos seus próprios algozes!

  4. Os jovens estão dizendo: “Não queremos herdar esta porcaria de mundo que vocês, ‘sábios’, estão nos entregando!!!”
    Os jovens estão dizendo: “Basta, não aguentamos mais!!!”
    Os jovens estão dizendo: “Queremos oportunidades para estudar em boas escolas, trabalhar e ter um salário digno, para podermos construir nossas famílias”
    Os jovens estão dizendo: “Queremos limpar este tão emporcalhado país, emporcalhado por vocês, mestres da corrupção, que nos desgovernam há décadas e décadas!!!”
    Os jovens estão dizendo: “Chegou a hora de fazer, efetivamente fazer este país funcionar honestamente!!!”
    E agora digo eu: “Chega de análises e baratas denominações filosóficas, que não conduzem a lugar algum!!!”
    VIVA A JMJ,OS JOVENS CHEGARAM E QUEREM ASSUMIR O PAÍS, QUE JÁ JÁ SERÁ DELES!!!

  5. Caro Jornalista,

    Os comentários “secundários” parecem mais “pés no chão” do que o texto principal. Afinal, se for apenas para se sentir melhor, sem nada resolver de fato, sai mais barato distribuir LEXOTAN para os jovens…

    Abraços.

  6. Canadá, Japão, EUA, Alemanha, Coreia do Sul, Austrália e outros do tipo seguiram caminhos que os levaram a ser o que são. Mas mesmo sendo o que são não são nenhum paraíso, pois isto jamais existirá neste planeta. O importante é que o povo desses países têm uma qualidade de vida razoável e, é isto que o nosso país quer e deve deve buscar. Aprender com eles o caminho para chegar aonde chegaram . Observar onde acertaram e erraram.
    O Brasil tem tudo para figurar entre países assim.
    O que se precisa para colocar isso em prática é de gente madura. Gente honrada.

  7. Francisco Bendl, saudações
    Os jovens já estão na base de Lexotan e sabe-se mais de quê. A desilusão é completa. Se nada acontecer (como sempre) eles herdarão esta porcariada toda e o salve-se quem puder (cheio de estatísticas, gráficos, números mentirosos, taxas selic, capital volátil, estrutura orgânica do Estado, superavit primário blablabla) continuará tranquilamente. Todos os poderes estão apodrecidos e desmoralizados, e eles percebem isto com facilidade. Abraço!!!

  8. Não vou trazer nenhuma citação de filósofos ou sociólogos, de cientistas políticos ou de célebres escritores a respeito deste tema.
    Escreverei o meu pensamento com as minhas próprias palavras, haja vista eu querer externar meus sentimentos com relação à campanha sistemática que sofre o catolicismo e, em consequência, seus seguidores.
    O Evangelho registra que, “pobres sempre existirão”, portanto, antes e depois de Cristo nada mudou quanto à situação dos mais fracos ou destituídos da sorte.
    Não podemos é culpar uma religião e seus dogmas, sua tradição e liturgia, como causas desta manutenção da pobreza, de infelicidade, caso contrário estaremos transferindo responsabilidades inerentes ao ser humano à fé professada, um grave equívoco, a meu ver.
    Excetuando países governados por ditadores, que proíbem o culto a Deus através das religiões, o Brasil, que teve presidentes declaradamente ateus, sempre os viu em procissões, em festas religiosas, que entendo como respeito à crença alheia e da maioria do povo governado por aquele mandatário.
    Se, inicialmente, poder-se-ia caracterizar como cinismo e hipocrisia, a verdade é que presidentes devem se submeter à vontade popular, e se esta aponta para enaltecer a figura de um Criador e de seu Filho, amém!
    O mesmo deve ser considerado com relação ao Vaticano.
    Ora, se a política determina que a religião não deve se misturar com ela – com exceção das igrejas evangélicas -, o catolicismo sabe diferenciar como nenhuma outra tal situação, mantendo-se distante das decisões governamentais, mas reunindo povos em torno das mensagens que leva mundo afora de esperança, fraternidade, solidariedade e crença.
    Costuma-se analisar os males do catolicismo, evitando debater o ser humano como causador das mudanças contidas nos Evangelhos e observações de Cristo, não a religião, mas o homem!
    Então, se torna muito fácil acusar o Papa, os séculos de predominância do catolicismo no Ocidente, as elites, a subserviência do pobre perante a fé, a manipulação que os poderosos fazem dos mais fracos e dependentes, o jogo político, no entanto, tais movimentos e diferenças sociais não existiriam sem que o homem fosse o responsável por elas!
    Ora, se um rico não auxilia um pobre, como obrigá-lo a mudar de atitude? O que pode fazer a Igreja para que o opulento mude o seu comportamento, a não ser através de que a sua consciência desperte para esta finalidade?
    Igualmente com relação ao Estado, ainda mais se este for declaradamente capitalista, o que pode a Igreja fazer?
    Como obrigar um governo fugir do enredo internacional e nacional que o envolve e aprisiona, de modo que grande parte do orçamento daquela nação seja destinada à pobreza?
    À força?!
    Independente das utopias do socialismo e comunismo, das crueldades do capitalismo e do livre mnercado, a verdade é que as decisões para que assim se apresentem à humanidade tais sistemas econômicos e sociais, eles são o resultado da ganância do homem, da busca incessante pelo poder, alicerçado pelo pensamento de gente que detém dinheiro, que jamais vão pensar nas necessidades alheias.
    Em consequência, a Igreja tenta trazer tais atitudes egoístas de ricos e poderosos para a realidade social, que se vê quando o Chefe da Igreja caminha por qualquer solo deste Planeta, pois ele representa o Poder que ser humano algum o possui, o Divino!
    E, nutre admiração, culto à sua personalidade, haja vista se tratar de uma pessoa comum, sim, originária de uma família, que estudou, trabalhou, se sacrificou pela fé escolhida e solidão que ela lhe proporciona!
    Se compararmos a vida do Papa Francisco com a minha, de modo que eu não cometa injustiças com outra pessoa, eu namorei, casei, mantenho relações sexuais, tive filhos, netos, viajo com meu carro, bebo e como o que quero, vou para onde o nariz apontar, gasto o meu dinheiro onde melhor me aprouver, posso mudar o meu comportamento a hora que me der na cabeça, vou a estádios de futebol, boates, festas, praias, restaurantes, bares, curto a vida conforme posso e quero, durmo nos braços da minha mulher, enfim, estou para o mundo, prazeres, satisfações, alegrias e felicidades, na razão inversamente proporcional da “pompa” do Vaticano, que aprisiona um ser humano que se deixa conduzir para tal fim em nome da crença, da sua religiosidade, dos costumes da sua congregação, de uma vida austera e sem as sensações e emoções que levo a minha existência, além de haver a chance de eu ser rico, mesmo que seja fortuitamente, menos o Papa!
    Mais a mais, os Chefes da Igreja morrem com a roupa do corpo, sem qualquer patrimônio, sem deixarem nada de herança às suas famílias, nem o anel que usam diariamente, portanto, se existe alguma organização que pode falar em nome dos pobres é a Igreja, que exemplifica para todos nós através de seus representantes, padres, monsenhores, bispos, cardeais e o Papa, de total despojamento da vida material, de riqueza e poder!
    E parte de onde esta decisão de não terem nada de bens físicos?
    De suas consciências!
    De suas decisões em viverem desta forma, de se dedicarem a divulgar o Evangelho e ensinamentos de Cristo.
    Isto posto, não concordo com as críticas contra a Igreja Católica nos moldes de ser uma das culpadas pela pobreza ou alienação do indivíduo, muito pelo contrário, a religião ainda atua como freio de uma sociedade que se torna cada vez mais violenta e obsessiva pelo dinheiro, pelos prazeres da vida e sem qualquer preocupação com as consequências – as drogas significam exatamente o quero enfatizar.
    Quanto ao patrimônio verdadeiramente incalculável da Igreja Católica no Ocidente, ela prova saber administrar o que pertence aos fiéis, mantendo-as em pé, cuidando, consertando, de modo a se transformarem em monumentos a homenagear os que dentro delas se ajoelharam e pediram perdão pelos seus pecados, que se protegeram, que foram abençoados, que sentiram o calor humano.
    Inclusive as catedrais que serviram à Inquisição ainda existem como monumentos à intolerância religiosa, aos erros humanos dos representantes de Deus na Terra que se julgavam superiores aos demais, e que tanto sofrimento e injustiça causaram pela falta de consciência de suas importâncias como simples pessoas, e não acusadores ou verdugos.
    Nós é que precisamos melhorar; o ser humano é quem necessita se conscientizar que é finito, que pode ajudar os necessitados enquanto vivo; o homem é que precisa de atenção; as nossas práticas é que devem ser alteradas.
    Basta de acusar o catolicismo, comunismo, socialismo, capitalismo, se somos nós mesmos que os deturpamos, que alteramos suas essências, que desvirtuamos seus objetivos e, principal e fundamentalmente, quando negamos a nós mesmos o que somos e podemos, basicamente o poder que temos como agentes de felicidades!

  9. Pô, Almério, pô, Almério, pô, meu,
    Pensei que tu tivesses te arrependido em me enviares um abraço!
    Pois eu sempre te mandarei o meu amplexo com satisfação e obrigação de um homem que te admira pelas posições, elegãncia, educação e respeito, externados em comentários de alto nível.
    Então, o meu abraço forte e cordial, Almério.

  10. PPP! Não, não é o que você pensou. É a sigla de Parceria Público Privada.
    .
    O fato é que o Brasil, consequentemente também o Estado brasileiro, não está preparado para sediar eventos de tamanha envergadura. No plano do “dever ser”, então, por mais que se vasculhe e force a barra em termos de custo/benefício, fica difícil sustentar vantagens quando a nulidade da prestação de serviços públicos é de uma clareza ofuscante e levou a explosão de violência nunca antes vista na história deste país.
    Tinha um tio que dizia ante um malfeito que se um culpado não se acusasse, ele escalava um. A proposição lógica é que sempre tem que existir um culpado.
    A culpa é da instituição governo? Não. Decisiva, sincera e honestamente não. Governos são protagonistas, isto sim. O que não é a mesma coisa. Digamos que há uma promíscua parceria público/privada nesta história. Quem efetivamente governa é uma antiga e sempre a mesma camarilha composta por empresários disfarçados de homens públicos e republicanos.
    .
    Arrego!

  11. Continuando com o tema sobre utopias: O optimismo prejudicial é o desmedido, e a utopia é uma forma de otimismo exacerbado, enquadra-se na mesma categoria, e como disse o filósofo Arthur Schopenhauer, é o otimismo mal-intencionado, não escrupuloso. É o tipo de pensamento que está por detrás de todas as tentativas radicais de transformar o mundo, de superar as dificuldades e perturbações típicas da humanidade por meio do ajuste em larga global, de uma solução ingênua, utópica, como o comunismo, o fascismo e o nazismo, et caterva.
    Lenin, Hitler e Mao pertencem a essa categoria de optimistas sem escrúpulos.
    A questão ambiental que agora defrontamos, que urge soluções, tem sido enfrentada de forma errônea, e mostra o mesmo senso de oportunismo, com as mesmas características do modus operandi socialista.
    “Há dois tipos de ambientalista. O primeiro sonha com soluções amplas, inalcançáveis, cujo objetivo real não é promover o bem de ninguém nem do planeta, mas sim aumentar o ego dos seus criadores. O segundo é realista, segue o caminho conservador e reconhece que o que deve ser feito em prol do ambiente é difícil, atinge um número limitado de pessoas ou de lugares e exige sacrifícios reais. O problema é que a questão ambiental foi parar às mãos erradas. A esquerda transformou a proteção do meio ambiente numa causa, num movimento que necessita de intervenções estatais, num assunto em que há culpados e vítimas. No caso, os culpados são os capitalistas e a vítima é o planeta. A esquerda adora o culto da vítima.”

    É uma tradição esquerdista, que vem do século XIX e de Karl Marx, em particular. Consiste em julgar toda forma de sucesso humano a partir do fracasso dos outros. Com base nisso, projeta um plano de salvação para os mais fracos. Esse é uma das razões pelos quais os movimentos de esquerda continuam a fazer sucesso. Eles oferecem sempre uma causa justificável e uma vítima a ser resgatada. No século XIX, a esquerda pretendia salvar os proletários. Nos anos 60, a juventude. Depois, vieram as mulheres e, por último, os animais. Agora, pretendem resgatar o planeta, a maior de todas as vítimas que encontraram para justificar os seus atos. Ora, as questões ambientais são reais e não podem ser enclausuradas na ideologia de esquerda. Temos o dever de cuidar do ambiente e sacrificar os nossos desejos para garantir um lar, um futuro para as próximas gerações. O problema é radicalizar a questão no âmbito de um movimento com conotações até religiosas. Preservar o ambiente tornou-se uma questão de fé. Está na hora de acabar com o pensamento de que a sociedade é um jogo de soma zero, segundo o qual se um ganhar o outro tem de perder. Com práticas ambientais sustentáveis , todos ganham.

    Agora, os esquerdistas brasileiros, com os seus “ belos exemplares”, muito bem representados aqui neste Blog, para variar, querem novamente salvar os jovens, prometendo “um novo mundo possível”, com eles no Poder, É CLARO.

  12. É como sempre repito aqui a constatação de que a mente mente. Depois de seu advento, o Homem perdeu elo natural que o ligava ao presente, trocando o que seus sentidos manifestam diante dele, da realidade palvável e vísível, por aquilo que a sua mente cria e lhe favorece sentimentalmente: o ideal.
    O aqui e o agora não é mais para o animal Homem. Por isso as utopias. Um futuro maravilhoso que se imagina e que é imbatível, como tudo que se imagina, em confronto com o presente ou qualquer objeto que se tem em mãos. Por essas e outras o que se poderia melhorar resolvendo os problemas com soluções óbvias, é relegado em nome de um mundo muito melhor e radicalmente diferente como pregam os salvadores da humanidade e que encanta os frágeis emocionais e culturais como se vê neste blog aos montes.
    Infelizmente em países da América Latina, Africa e Arábias, a maioria do povo prefere aquilo que eles vêm nas novelas mexicanas, devido á falta de educação científica, como essas de um Beto, de um Boff ou de um santayana do que a realidade, ficando assim mais longe a distância que separa esses países de um Canadá, EUA, Japão, Coreia do Sul, Singapura, Taiwan, Alemanha e outros do tipo

  13. Mário Leme acertou em cheio. Texto totalmente equivocado. Tentativa vazia de tentar relacionar cristianismo e socialismo. Não existe “utopia cristã por uma sociedade justa e perfeita”

    Muito pelo contrário. O cristianismo reconhece e aceita que esse mundo e essa realidade são imperfeitos e de que o sentido da vida é nos preparamos par a transcendência, para vida que vem depois

  14. Cristianismo sim, socialismo não. A mensagem Cristã nada tem haver com a pantomima coletivista defendida pelos órfãos do comunismo, a utopia que deixou o maior rastro de destruição e morte que se tem notícia na história da humanidade.(Eu vim para que todos tem vida e a tenha em abundância!)

    O CAMINHO DA SERVIDÃO (F. A. Hayek)
    “Um clássico da filosofia política, da história cultural e intelectual e também da economia, esta obra de Hayek têm inspirado – e também enfurecido – muitos políticos, acadêmicos e o público em geral há pelo menos meio século. Publicado em 1944, O Caminho da Servidão trouxe um alerta contra os perigos do controle estatal sobre os meios de produção. Para Hayek, a idéia coletivista de concentração do poder nas mãos do governo, com o controle econômico gradual, pode levar não a uma utopia, mas precisamente aos horrores de regimes como o nazismo, o fascismo e o comunismo.
    Nas próprias palavras do autor, “a promessa de maior liberdade tornou-se uma das armas mais eficazes da propaganda socialista, e por certo a convicção de que o socialismo traria a liberdade é autêntica e sincera. Mas essa convicção apenas intensificaria a tragédia se ficasse demonstrado que aquilo que nos prometiam como o caminho da liberdade era na realidade o caminho da servidão”.”

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