Jornalista que denunciou espionagem dos EUA vai publicar mais documentos, em represália à prisão de seu companheiro

Cristiane Ribeiro
 Agência Brasil

O brasileiro David Michael Miranda, de 28 anos, companheiro do jornalista americano Glenn Greenwald (foto), que revelou a existência de um sistema de espionagem eletrônica do governo dos Estados Unidos, desembarcou hoje (19) cedo no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, no Rio de Janeiro, depois de permanecer, nesse domingo, quase nove horas detido no Aeroporto de Heathrow, em Londres.

Na chegada, David disse que foi abordado no aeroporto de Londres por vários homens que lhe disseram que seria levado a uma sala para ser interrogado. “Fizeram perguntas sobre a minha vida inteira e ainda levaram o meu computador, o videogame, celular, máquina fotográfica e cartões de memória”, relatou. O passaporte também ficou retido e só foi devolvido depois do interrogatório.

Glenn Grennwald é colunista do jornal britânico The Guardian, jornal que publicou suas denúncias. Ele aguardava o companheiro no saguão do aeroporto no Rio e considerou o episódio uma forma de intimidá-lo. “Agora, eu vou fazer reportagens com muito mais agressão do que antes. Vou publicar muito mais documentos do que antes”, disse.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO tiro da Polícia Britânica saiu pela culatra, digamos assim. Agora, o jornalista vai retaliar mostrando muitos outros documentos que estava guardando para escrever um livro. (C.N.)

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9 thoughts on “Jornalista que denunciou espionagem dos EUA vai publicar mais documentos, em represália à prisão de seu companheiro

  1. Lamentável como a policia desse império caído , não respeita brasileiro, fazem o que querem e bem entendem!
    Impunidade da nisso , Ate quando ???
    Quer conhecer um estado olhe para sua policia e a verdadeira face de como ele e !

  2. por Mauro Donato,

    do Diário do Centro do Mundo

    “Emma, de 25 anos, integrante dos black blocs no Rio”, conforme legenda que identifica o rosto coberto por uma camiseta na capa da Veja, está indignada. E afirmou que irá redigir uma “Carta aberta à Veja”.

    Na tarde de sábado, logo após a revista chegar às suas mãos, Emma, acampada no Ocupa Cabral, apoderou-se do celular que fazia transmissão ao vivo pelo TwitCasting e passou mais de uma hora vociferando contra a publicação (vídeo aqui).

    Revoltada, demonstrava discordar de A a Z da matéria. Ainda na capa, ela aponta um erro que considera primário ao inseri-la como membro de um grupo. “Black bloc não é grupo e sim uma tática de manifestação. Não tenho como ser integrante de uma coisa que não existe.” A chamada (O bando dos caras tapadas) também desperta ira quanto ao trocadilho que ela diz ser “digno do Zorra Total” e que jornalistas deveriam se envergonhar de trabalhar numa revista como aquela.

    Auxiliada por um mascarado que a ajuda a folhear a revista cujas páginas estão rebeldes por causa do vento da praia, Emma vai analisando e xingando trechos preconceituosos e moralistas. Sua revolta (e dos que estão ao redor) aumenta diante do relato sobre consumo de drogas e sexo promíscuo. “Entre um baseado e um gole de vodka, (…) vinho barato e cocaína ! Onde isso?”

    Ela segue jogando molotovs na Veja até chegar ao quadro de fundo cinza, parte que considera ter sido feita especialmente para si. Abaixo de uma foto em que aparece lendo História da Riqueza do Homem, de Leo Huberman, o texto procura atingi-la de modo a reduzir suas insatisfações a desvarios adolescentes. Emma ridiculariza a tentativa da revista de expor intimidades e frases soltas apenas para diminuí-la.

    O mascarado também faz seu desabafo: “Isso foi tudo inventado. A grande mídia faz assim, ela conta a história que ela quer. Essa matéria aqui é completamente mentirosa, não é nem falaciosa, é mentirosa mesmo. A intenção é manipular a opinião pública”, diz ele.

    Emma aponta a câmera para as barracas: “Olha lá, todo mundo transando e se drogando.” Ela se enfurece com o golpe baixo ao ser chamada de namoradeira e suspeita que gente infiltrada a delatou na passagem em que “fica” com dois acampados num mesmo dia.

    As fotos nas quais ela aparece (capa e miolo) são assunto polêmico. Ainda que através de uma elíptica fenda apenas se revelem os olhos azuis, sobrancelhas finas e um pouco do nariz, todos de traços sugestivamente médio-orientais e de ar misterioso, fica evidente que Emma mexe com a curiosidade. Enquanto conta que o fotógrafo se fez passar por membro de agência internacional, Emma recebe um elogio à sua beleza através do chat interativo. “Obrigada, mas a reportagem não mexeu com meu ego. Não adianta nada a foto estar bonita se o conteúdo é escroto”, disse. “Não vendi foto nenhuma, publicaram isso sem minha autorização”. Uma senhora que estava ao lado pergunta se ela pode processar a revista por uso indevido de imagem. “Sim”, responde Emma. Um outro espectador bem humorado diz ter sentido falta de um poster central na revista. “Poster o caralho, já falei para parar com a idolatria. Não vim aqui para mostrar a bunda, vim mostrar o que tenho no cérebro.”

    Emma diz ter sido procurada no acampamento por uma repórter da Veja e também pelo Globo. Dá a entender que recusou ambos os convites por não concordar com a grande mídia. Afirmou ter dito à repórter da Veja que não conversaria com ela pois o editor manipularia tudo conforme seu interesse. Contudo, enquanto lia a reportagem, por diversas vezes declarou: “Eu não disse isso, desse jeito.”

    Além dos equívocos denunciados por Emma, a matéria afirma que os blacks blocs são um grupo pequeno e não chegariam a duzentos miilitantes. Apenas na frente da Assembleia Legislativa de São Paulo, na semana passada, havia um grupo de aproximadamente cem indivíduos. Comunidades black blocs no Facebook são encontradas em São Paulo, Caxias do Sul, Minas, Ceará, Niterói, Rio de Janeiro. Só a do Rio possui mais de 23 mil “curtidores”.

    Também não é verdade quando a revista afirma que black blocs haviam queimado uma catraca durante uma manifestação (o ato é simbólico e religiosamente proporcionado pelo MPL, não teve nada a ver com black blocs) ou quando alega que nenhum McDonald’s ou Starbucks escapem ilesos de protestos em que haja pelo menos um mascarado (na noite de sexta-feira, novamente na Assembleia, nenhuma guerra de spray ou gás ocorreu mesmo na presença de 60 ou 70 black blocs).

    Criticando professores universitários admiradores do movimento, a Veja incita a polícia a enquadrar os “arruaceiros” pelo crime de formação de quadrilha, algo ainda não feito, obviamente, por não ser possível juridicamente (como foi dito por um membro dos Advogados Ativistas aqui no Diário).

    Na Carta ao Leitor da mesma edição, lê-se que “VEJA sempre se pautou pela busca da informação correta em nome do interesse público.” Ao encerrar sua participação no Twitcasting, Emma diz para a Editora Abril: “A população está vendo o que vocês estão fazendo.”

  3. Mas, afinal de contas, quais são os grandiosos segredos dessa estonteante espionagem? A embalagem está causando algum frenesi, mas ninguém expõe o conteúdo. Sobre o Brasil, por exemplo, será que temos cenas sexuais picantes filmadas na suíte aérea que tanto voou para a África? Será que o chefe do mensalão foi flagrado com a cueca na mão? Será que as meninas da Jane Mary Corner eram agentes disfarçadas da CIA? Ufa! São tantas emoções alucinadas neste Brasilzão, mas ainda não mostraram nada.

  4. Sr Carlos Newton,

    Com todo respeito, quem deve estar gostando
    em demasia dessa repercussão é a Venus Pla-
    tinada, o ibope do folhetim deve bombar
    Da mesma forma que as relações homo provo-
    cam reações mínimas, as denúncias de espio-
    nagem deixam indignados uma minoria.
    Esse fato exala cheiro de uma armação
    para turbinar o lançamento do livro.
    Brasileiro é tão bonzinho e politica-
    mente correto.

  5. ALGUÉM JÁ DISSE: “LUGAR DE BRASILEIRO É NO BRASIL”!

    TROCANDO EM MIÚDO: LUGAR DE GENTE MAL EDUCADA É NO SEU RESPECTIVO PAÍS!

    O PROBLEMA É QUE AS VEZES, O CIDADÃO PENSA QUE PODE FAZER NO PAÍS DOS OUTROS, O QUE FAZ NO SEU PAÍS.
    CADA UM TEM A SUA LEI.

    AÍ VEM AS CONSEQUÊNCIAS QUE MUITAS VEZES SÃO
    DESAGRADÁVEIS.

  6. Hélio Fernandes , o governo brasileiro não tem condições de vigiar os celulares nos presidios , como proteger informações em nossos arquivos de “pedra lascada” , o unico segredo que temos é a escalação de nossa seleção de futebol antes de qualquer jogo, e a globo fica sabendo 24 horas antes do jogo.

  7. Só que o comentarista das maiúsculas esqueceu, certamente por má fé como costuma fazer, que o cidadão brasileiro estava EM TRÂNSITO para o Brasil, quando foi preso e ameaçado pelos policiais ingleses. Nem pretendia fazer turismo ou trabalhar ilegalmente lá. Ademais, ele nada fez contra os ditos democratas ingleses para sofrer constrangimento e ter bens apreendidos.

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