José Dirceu e o ‘caso mensalão’

Welinton Naveira e Silva

Sem dúvida alguma, o capitólio da ambição humana é o Poder. Aos graduados e privilegiados integrantes do Poder, a tudo podem. Estão acima das leis, bem ao alcance da farta grana, das vaidades e da doce vida. Na visão da grande maioria, deve ser fascinante. Caso contrário, a briga não seria tão pesada e violenta. Massageia o ego de qualquer presunçoso, principalmente, dos mais broncos e arrogantes. Pois que no Poder capitalista, tudo é permitido, mas com preços. Por vezes altos, que ao final, o povo sempre paga.

José Dirceu e seu grupo, suspeitos de envolvimento no “caso mensalão”, se é que participaram dessa negociata, não seria nada de novo. Nada além do que já vinha sendo praticado no Brasil e nas demais democracias capitalistas, em larga escala, divulgadas, conhecidas sob vários artifícios, faces, nomes e artimanhas – impunes – documentadas em toneladas de artigos, mundão a fora. Afinal, sem muita grana (do povo), nada é possível nem viável na gestão da democracia capitalista. Só mesmo, com muito dinheiro (do povo, claro).

Dentre tantas armações aqui no Brasil, encontram-se as espúrias relações do Poder com as empreiteiras, que no passado renderam cerrado fogo da Tribuna da Imprensa nas brilhantes penas do competente, nacionalista, corajoso e grande Jornalista Helio Fernandes. Dentre tantos artigos e abordagens, a CPI das empreiteiras, tantas vezes cobradas, mas nunca realizada, por razões óbvias, apesar dos incontáveis e gigantes escândalos. Era a farta grana que os políticos estão sempre buscando, de um modo ou de outro, necessária à gestão da democracia capitalista.

Deixando de lado o cinismo, o comportamento passional, tentando ser um pouco racional, a pesada cobrança das poderosas elites descontentes com os rumos do governo PT, que com todas as forças cobram a realização do julgamento do “caso mensalão”, julgamento político, sim senhor, e nada mais. Não é moral, muito menos ainda, preocupação com os destinos da Nação e/ou zelo com o valioso dinheiro público.

É somente pesada briga pelo Poder. Briga de quem deteve as rédeas por 500 anos. Briga dos homens “inteligentes”, “cultos”, “honestos”, “preparados”, “competentes”, dos que nada fizeram para o Brasil diante do que poderia e deveriam ter feito. Afinal, foram 500 anos no Poder. Ainda assim, não se conformam de terem perdido o Poder para um operário, sem diploma e homem do povo. Para quem esteve no Poder por 500 anos que esperem agora, por pelo menos, por mais 50 anos (10%), para só então, conferir resultados. Pacientemente, e sem tentar virar a mesa.

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