Judiciário fora de sintonia com a sociedade

Roberto Monteiro Pinho

Nosso judiciário é vetusto, insolente e fora de sintonia com a realidade social do país, e ate mesmo universal. Há muito estou aqui em minhas considerações alertando, denunciando e apontando as nuances desta prole que é o judiciário brasileiro. Registramos os mais alarmantes números de deficiência, custo, e trato das questões jurídicas do planeta.

Não se trata aqui do número de juízes per capita, e sim da dedicação desses privilegiados financiados pelos contribuintes, quando a OAB denuncia e pede o fim dos juízes TQQ, ou seja, para que trabalhem de segunda a sexta, como qualquer trabalhador desta nação, ela ataca uma das ingerências desta máquina, que consome R$ 50 bilhões/ano do orçamento da União, e destina 92% para sua folha de pagamento, propiciando a 560 mil “barnabés”, ativos e inativos, altos salários.

Em troca dessa benesse publica, a resposta é a morosidade, o congestionamento de 90 milhões e ações, das quais 16 milhões tramitando no judiciário laboral. Pior, hoje posso assegurar, sem receio, que existem 66% de ações travadas de tal forma que a solução levaria ao menos 15 anos, e data venia da avalanche de novas ações a cada ano, o caos do judiciário é eminente.

A sociedade responde a altura, quando reprova a nossa justiça. Pesquisas apontam que a credibilidade e de apenas 3%. Em suma, não existira reforma judiciária que dê jeito, e preciso sim reformular a cabeça e postura dos magistrados insolentes, e divorciados da sociedade brasileira. Com a devida venia, com a palavra a AMB, Ajufe, Anamatra e entidades que se acharem por bem, contestar a presente nota, mas antes permitam que a sociedade civil opine no novo Estatuto da Magistratura, que hoje está nas mãos do ministro Gilmar Mendes, e dai que no escuro da caixa preta, denunciada pelo eminente ministra Eliane Calmon, essa dê publicidade do seu conteúdo.

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