Juiz federal que mandou prender Polícia do Senado é do tipo Sérgio Moro

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Vallisney Oliveira comanda ação penal contra Lula e Delcídio

Deu no Estadão

Ao deflagrar a Operação Métis e autorizar a prisão de um grupo de policiais legislativos, inclusive do diretor da Polícia do Senado, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal em Brasília, destacou que ‘os fatos são gravíssimos’. Em decisão de oito páginas, o magistrado concordou com o pedido da Polícia Federal e a manifestação da Procuradoria da República pela prisão temporária de Pedro Ricardo Araújo Carvalho (o diretor da Polícia do Senado), e de três de seus subordinados, Antonio Tavares dos Santos Neto, Everton Elias Ferreira Taborda e Geraldo César de Deus Oliveira.

Eles montaram, segundo a PF, sofisticado esquema de contrainteligência em trama para supostamente blindar os senadores Fernando Collor (PTC/AL), Gleisi Hoffmann (PT/PR) e os ex-senadores Lobão Filho (PMDB/MA) e José Sarney (PMDB/AP).

FATOS GRAVÍSSIMOS – Ao avaliar que ‘os fatos são gravíssimos’, o juiz Vallisney de Souza Oliveira assinalou. “Há, pois, a imprescindibilidade de uma atuação estatal mais repressiva, no intuito de viabilizar o sucesso da investigação policial, bem como melhor formar o acervo probante para a deflagração de uma eventual ação penal, estando presentes os requisitos do periculum in mora e do periculum libertatis necessários para o deferimento das medidas cautelares requeridas pela autoridade policial.”

“Como ressaltado pela autoridade policial, não se podem esquecer as evidências de formação de associação criminosa”, observou o magistrado. “O objetivo precípuo para a concessão da medida extrema de encarceramento temporário é o resguardo da eficácia das investigações, livrando-as de perturbação e tumulto, precavendo-se de eventual desaparecimento de provas outras, havendo fundadas razões de que, soltos, os referidos investigados poderão nesse início de coleta de prova in loco criar embaraços, porquanto treinados para detectar, identificar, avaliar, analisar e neutralizar as ações adversas, nelas contemplando, por óbvio, aquelas que os alcançam de maneira direta.”

O juiz autorizou, na execução de buscas nos endereços dos policiais legislativos, ‘arrombamento de portas e de cofres, no caso de desobediência ou resistência’.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO juiz Vallisney de Souza Oliveira e seu substituto Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal Criminal de Brasília, são do tipo Sérgio Moro e não se intimidam em processar autoridades. Eles já conduzem vários inquéritos e processos ligados à corrupção, inclusive a ação criminal contra Lula da Silva, Delcídio Amaral, André Esteves (Banco BTG Pactual) e outros, pela tentativa de comprar o silêncio de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras. É bom saber que o juiz Moro não está sozinho. (C.N.)

 

10 thoughts on “Juiz federal que mandou prender Polícia do Senado é do tipo Sérgio Moro

  1. “O dinheiro do PT foi controlado por Temer (O Antagonista)

    Brasil 22.10.16 07:34
    A reportagem de capa da Época diz que Eduardo Cunha promete revelar à Lava Jato que o PT comprou o apoio do PMDB com 40 milhões de reais.

    Na verdade, o fato já foi relatado pelo delator Sérgio Machado, como publicou O Antagonista quatro meses atrás.

    Releia aqui:

    Temer reassumiu PMDB para controlar doações da JBS

    Brasil 15.06.16 16:43

    No anexo da delação denominado “Acordo PMDB-PT”, Sérgio Machado relata conversas na casa de Renan Calheiros sobre doação de R$ 40 milhões do grupo JBS ao PMDB, feita a pedido do PT em 2014.

    Machado depois confirmou a história com o diretor de Relações Institucionais da JBS. O dinheiro, segundo ele, seria destinado apenas à bancada do PMDB no Senado, tendo como beneficiários o próprio Renan, Jader Barbalho, Eunício Oliveira, Vital do Rêgo, Eduardo Braga, Edison Lobão, Valdir Raupp e Roberto Requião.

    Machado disse ainda que, quando a bancada do PMDB na Câmara soube da doação, houve revolta e Michel Temer foi pressionado a reassumir a presidência do PMDB para “controlar a destinação dos recursos”. O delator não disse se a JBS obteve algum favorecimento em troca da doação.

    O Antagonista acha que os R$ 10 bilhões do BNDES ao JBS deram ao PT crédito suficiente para solicitar apoio financeiro para todas as campanhas do partido e dos seus aliados de então.”

  2. “Os criminosos se anistiam (O Antagonista)

    Brasil 22.10.16 08:45
    Michel Temer já encampou o projeto que anistia o caixa dois.

    Lucio Vieira Lima, seu preposto na comissão que analisa a manobra, disse à Veja:

    “Caiu a ficha para todo mundo que isso aí (a Lava Jato) vai pegar todos os partidos e que é preciso fazer alguma coisa. A população não quer o fim do caixa dois? Então, vamos aprovar o fim do caixa dois. Agora, nenhuma lei poderá retroagir para punir nem para beneficiar”.”

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