Justia amplia quebra de sigilo e manda Receita liberar notas fiscais de Flvio

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Flvio Bolsonaro ter pente fino at em suas contas pessoais

Catia Seabra e Italo Nogueira
Folha

O juiz Flvio Itabaiana determinou que a Receita Federal envie ao Ministrio Pblico do Rio de Janeiro todas as notas fiscais emitidas entre 2007 e 2018 em nome do senador Flvio Bolsonaro (PSL-RJ), de seu ex-assessor Fabrcio Queiroz e outros sete investigados no caso. A deciso assinada na quarta-feira (dia 15) uma ampliao das quebras de sigilo bancrio e fiscal determinadas no fim do ms passado.

O Ministrio Pblico apura a prtica dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organizao criminosa no gabinete de Flvio quando ele exercia o mandato de deputado estadual na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Tambm so alvos da nova medida a mulher de Flvio, a dentista Fernanda Bolsonaro, a empresa do senador e cinco parentes de Queiroz.

CRUZAMENTO DE DADOS – Ao solicitar a medida, o Gaecc (Grupo de Atuao Especializada no Combate Corrupo) afirma que, em razo das peculiaridades da investigao, torna-se necessrio obter as notas fiscais a fim de possibilitar o cruzamento de dados bancrios.

A determinao do magistrado foi endereada Receita Federal, que deve entregar os documentos ao Ministrio Pblico fluminense.

As notas fiscais aprofundam as informaes a que o Ministrio Pblico ter acesso. Com os dados bancrios, os investigadores visualizariam apenas as transferncias de recursos. Os novos documentos permitem identificar mercadorias e servios adquiridos com esses pagamentos.

CONTAS PESSOAIS – Segundo a Folha apurou, uma das hipteses a ser checada se Queiroz pagava contas e servios pessoais do senador. No h evidncias, por enquanto, de que isso ocorria.

No ms passado, o juiz Itabaiana deferiu a quebra de sigilo bancrio e fiscal de 86 pessoas e 9 empresas. Alm do prprio senador, sua mulher e empresa, foram alvos todos os seus ex-assessores, nomes ligados a Queiroz e pessoas fsicas e jurdicas que fizeram transaes imobilirias com Flvio nos ltimos 14 anos.

O pedido de quebra dos sigilos bancrio e fiscal foi o primeiro passo judicial da investigao aps um relatrio do governo federal ter apontado, h 500 dias, a movimentao suspeita de R$ 1,2 milho na conta de Queiroz.

DINHEIRO VIVO – Alm do volume movimentado na conta de quem era apresentado como motorista de Flvio, chamou a ateno a forma com que as operaes se davam: depsitos e saques em dinheiro vivo.

As transaes ocorriam em data prxima do pagamento de servidores da Assembleia Legislativa, onde Flvio exerceu o mandato de deputado por 16 anos (2003-2018) at ser eleito senador.

Queiroz j admitiu que recebia parte dos valores dos salrios dos colegas de gabinete. Ele diz que usava esse dinheiro para remunerar assessores informais de Flvio, sem o conhecimento do ento deputado.

SEM CRIME – Flvio Bolsonaro afirmou, por meio de sua assessoria, que o pedido para envio de notas fiscais no significa que houve crime. Decises judiciais devem ser respeitadas. Isso, porm, no significa que eu ache correto o que esto fazendo contra mim com essa campanha caluniosa, afirmou o senador.

Reafirmo que no so verdadeiras as informaes vazadas pelo Ministrio Pblico. Continuo sendo vtima de seguidos e constantes vazamentos de informaes contidas em processo que est em segredo de justia. Movimento que deixa evidente a campanha contra mim para atingir o governo de Jair Bolsonaro, completou, em nota.

A defesa de Fabrcio Queiroz afirmou, em nota, que acredita que a deciso de ampliao do objeto de devassa na vida pessoal dele e de sua famlia s releva e refora o carter desmedido e ilegal com que vem sendo tratada a questo.

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NOTA DA REDAO DO BLOG
H dois fatos concretos. Um deles que Queiroz est foragido, junto com toda a famlia, tendo se recusado a prestar depoimento. O outro fato que no seria possvel que Queiroz tivesse criado e liderado essa organizao criminosa dentro do gabinete de Flvio Bolsonaro, sem conhecimento do deputado. (C.N.)

4 thoughts on “Justia amplia quebra de sigilo e manda Receita liberar notas fiscais de Flvio

  1. curioso ver a tese da defesa, quando alega, na outra matria:

    O que dizer do MP que depois de um ano e cinco meses no tem indcios mnimos de prtica criminosa? Tanto que no existe denncia at agora.

    E agora, com a ampliao da investigao, diz:
    “Que a deciso de ampliao do objeto de devassa na vida pessoal dele e de sua famlia s releva e refora o carter desmedido e ilegal com que vem sendo tratada a questo.

    O que escrevi l vale aqui.

    Vamos recordar que a velocidade dos trabalhos em sede de persecuo criminal so ditados pelo interesse, ou no, no avano da apurao, bem como segundo os recursos disponveis.

    A lava a jato reuniu uma equipe multitarefa. Portanto, tinha recursos humanos e materiais para desenvolvimento do trabalho.

    O MPRJ no integra a lava a jato, e sim a PRR/MPF/MPU.

    Hoje sabemos pelo noticirio que procuradores-gerais de justia do MPRJ teriam sido agraciados com mesada pelo ento governador, por isso nenhuma palha contra o Cabral foi movida durante ou depois do mandato, mas somente muito depois ante a ao da lava a jato.

    O caso do Lula um exemplo de como a persecuo pode ser movida com rapidez se dotada dos recursos na disponibilidade necessria. Porm, aqui, muito prximo andou seno atravessou do limite em sua funo de distribuir Justia. Isso porque no discurso se verificou uma coisa que na prtica era outra. Muito se agiu com parcialidade, na pressa.

    Pegando o depoimento na colaborao de Emlio Odebrecht com a turma da lava a jato que a atuao das empresas do setor junto aos governos bem antiga e pegando o tempo da ditadura, inclusive.

    Voltando ao assunto do presente. A questo colocada pela defesa do Queiroz um engodo.
    Ao contrrio, a demora seria provavelmente mais porque se cozinhava as aes que por qualquer movimento poderia ser interpretado como influenciador no cenrio poltico.

    Claro, mas isso no foi feito (olhando o cenrio nacional) quando o poltico era da esquerda. O anti-petismo, o anti-comunismo, o anti-socialismo dava as caras nas principais instituies do Judicirio e do Ministrio Pblico Brasileiro, sem falar dos rgos policiais e militares. Todos esses, conhecidamente abrigos de ideologistas com vis mais alinhado ao conservadorismo.

    No toa que chamaram na poca estudante e integrante do MBL, Kim Kataguiri (atualmente deputado por SP), para palestrar sobre segurana pblica num evento financiado com dinheiro pblico dentro da sede do MPRJ.

    Passadas as eleies, a sim, o MPRJ comeou a andar mais solto. E, claro, se valendo do mesmo recurso que o grupo da lava a jato nas aes federais especialmente admiradas pelo na poca juz Sergio Moro: usar a imprensa para manter o interesse e poder avanar com as investigaes.

    Com Bolsonaro eleito, natural que os holofotes estejam voltados em sua famlia.

    E vamos lembrar que tempos atrs, em 2017, quando ainda deputado, uma foto capturada enquanto trocava mensagens com um dos filhos j revelava que algo de muito grave existia nessa famlia (exemplar) quando diz que no ir visitar filho na Papuda.

    Todos os indcios at aqui so mais que suficientes para manter a investigao at o final, cruzando dados e dando nome aos bois.

    Se no houver delitos, no haver ningum para ser responsabilizado.

    Quem no deve, no teme.

  2. O Brasil no tem mais jeito.

    O z povinho j t bem mansinho, agora que comeou o Campeonatozinho Corrupto Brasileirinho da Rede Goebells vai ser uma festa para os Quadrilhoes que roubam o Pis.
    Fora, os pancades de finais de semana, cachaa, cerveja, churrasco de frango de galinha, e muita drogas,
    Cenrio perfeito para os bandidos de gravatas.
    Se fosse um povo decente, j tinha mandado todos esses fariseus ladres corruptos para as cucuias.
    Mas……
    Ainda tem mais para piorar, s aguardar.

    E Vive La France…!!!!

  3. Temos que efetivar mudana no dicionrio da lingua portuguesa, atualizando o significado da palavra Poltico para Vtima….

    Parece que somos todos “idiotas inteis” !
    Nunca aprendemos, mas sempre que deles falamos, eles retrucam dizendo serem vtimas….

    Ento t….

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