Justiça arquiva denúncia contra Roriz, porque não houve julgamento e o crime prescreveu

É uma rotina na Justiça brasileira. Os juízes singulares e tribunais demoram tanto para concluir os julgamentos que os réus acabam sendo beneficiados com a prescrição dos crimes.

Reportagem de Luciana Lima, da Agência Brasil, mostra que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acaba de arquivar uma denúncia de formação de quadrilha contra o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz.

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O arquivamento foi pedido pelo Ministério Público Federal (MPF), responsável pela acusação no processo que apura o esquema de corrupção no governo do DF.

Para justificar o arquivamento, o MPF alegou que as denúncias contra o ex-governador referem-se a atos cometidos em 2006, não houve julgameto e por isso, o crime prescreveu. As acusações decorrem da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal.

O relator do caso no STJ, ministro Arnaldo Esteves Lima, determinou ainda o desmembramento do processo. Permanecem em julgamento no tribunal apenas os crimes já apurados no Inquérito 650, que trata da Operação Caixa de Pandora, além de investigações envolvendo desembargadores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

As investigações dos suspeitos sem prerrogativa de foro, relacionados a crimes nas áreas de obras, publicidade, esportes, BrasiliaTur e educação, de acordo com o STJ, serão distribuídas para juízes de primeira instância. Ao todo, 37 réus são denunciados.

Traduzindo: com o desmembramento, tudo vai atrasar ainda mais e os crimes ficarão prescritos, da mesma como já estão prescrevendo os crimes de menor condenação dos réus do mensalão.

A impunidade impera no Brasil, graças à Justiça, porque a Polícia Federal tem cumprido seu papel, reconheçamos. Mas quem se interessa?

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