Justiça condena Cunha a 15 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Lava Jato no Paraná

Por ser de grupo de risco, Cunha está em prisão domiciliar com tornozeleira

Thais Kaniak
G1

O ex-deputado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha foi condenado a 15 anos e 11 de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro na Lava Jato no Paraná. É a 2ª condenação dele neste âmbito. A sentença do juiz Luiz Antônio Bonat é desta quarta-feira, dia 9. Eduardo Cunha é acusado de exigir e receber US$ 5 milhões em propina em contratos de construção de navios-sonda da Petrobras.

A outra ré neste processo foi absolvida. Solange Pereira de Almeida respondia por corrupção passiva. Porém, de acordo com o juiz, não havia prova suficiente para condená-la. Na sentença, Bonat determinou o confiscou de quatro carros de Eduardo Cunha para que o valor seja revertido em favor da vítima, a Petrobras. São eles: Porsche Cayenne S; Ford Fusion AWD GTDI; Ford Edge V6 e
Hyundai Tucson GLS 27L

PRESIDÊNCIA DA CÂMARA – Quando Eduardo Cunha virou réu nesta ação penal, ele ainda era presidente da Câmara dos Deputados. Em março de 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou a denúncia do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. À época, antes mesmo de o STG concluir o julgamento, Eduardo Cunha chegou a afirmar a jornalistas na Câmara que, ainda que virasse réu, ele pretendia permanecer na presidência da Casa.

No fim de março, a Justiça Federal autorizou que ele fosse para prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, por causa da pandemia do novo coronavírus. Ele é idoso e, portanto, faz parte do grupo de risco da Covid-19. Eduardo Cunha está preso preventivamente desde outubro de 2016. Ele teve a transferência autorizada para o presídio de Bangu 8, no Rio de Janeiro, em maio de 2019. Até então, ficou detido na Região de Curitiba.

CUNHA NA LAVA JATO –  Em março de 2017, Cunha foi condenado na 1ª instância a 15 anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O processo apurou o recebimento de propina pelo ex-deputado, por um contrato de exploração de Petróleo em Benin, na África, e o uso contas no exterior para lavar o dinheiro.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) diminuiu a pena de Cunha para 14 anos e 6 meses, em novembro de 2017. Em abril de 2019, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou, por unanimidade, anular a pena de lavagem de dinheiro imposta ao ex-presidente da Câmara dos Deputados.

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