Justiça dá o primeiro passo contra a impunidade do “Casal 20” de Minas

Carolina Oliveira tem um encontro marcado com a Justiça

Angélica Diniz
O Tempo

O juiz Michel Curi, da 1ª Vara da Fazenda Estadual, suspendeu nesta quinta-feira (12) a nomeação da primeira-dama de Minas, Carolina Oliveira, para o cargo de secretária de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social. A esposa do governador Fernando Pimentel é investigada na operação Acrônimo, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e irregularidades em campanhas eleitorais. Também nesta quinta-feira, em Brasília, o Superior Tribunal de Justiça derrubou o sigilo do inquérito sobre atos de corrupção de Pimentel.

Após Carolina Pimentel ser nomeada no dia 28 de abril, cinco ações populares foram ajuizadas pedindo a anulação do ato, alegando que Pimentel usou do recurso para garantir foro privilegiado à esposa. No despacho, o juiz levou em consideração que Carolina, alvo de investigação pela Polícia Federal, ainda está em período de licença-maternidade. Curi entendeu que houve desvio de finalidade para a função.

ARGUMENTO FÚTIL

“Não tem cabimento dizer que a nomeação da requerida ocorreu para que o secretário sucedido, parlamentar, voltasse à Assembleia com o fim de ajudar a aprovação de eventual reforma administrativa, mormente quando se sabe que o Governo conta com maioria ampla e numericamente imbatível no Parlamento mineiro”, diz a peça.

Em nota, o governo do Estado informou que ainda não foi notificado pela Justiça e nem recebeu intimação para prestar esclarecimentos sobre o assunto. Além disso, a Advocacia-Geral do Estado (AGE) vai recorrer da decisão da 1ª Vara da Fazenda Estadual.

Leia a nota na íntegra:

“O Governo do Estado informa que não houve qualquer notificação ou intimação para prestar esclarecimentos. O governador, a secretária de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social ou a Advocacia-Geral do Estado (AGE) não receberam nenhuma notificação ou manifestação oficial do Poder Judiciário sobre o assunto. Causa estranheza deferir uma liminar para suspender um ato jurídico sem que, até o momento, tenha sido informado ao Estado a natureza ou a motivação desta suspensão. Informamos, por fim, que a AGE vai apresentar recurso a esta decisão e lamentamos que um assunto de tamanha importância tenha sido tratado de forma precipitada e parcial.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Pimentel é mais um político oportunista e corrupto. A Polícia federal já colecionou provas abundantes contra ele, a mulher Carolina Oliveira e o empresário com o qual se acumpliciaram, chamado Benedito Oliveira (não é parente da mulher). Os três têm um encontro marcado com a Justiça Federal. O empresário Bené, como Pimentel o chama, já está preso na República de Curitiba. A prisão preventiva de Pimentel e Carolina depende do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal mineiro, respectivamente. Se estivessem na alçada do juiz Sérgio Moro, já estariam trancafiados, como se dizia outrora. Se a Justiça mineira mantiver a decisão, Carolina poderá ser julgada pela Justiça Federal.  (C.N.)

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